{"id":8235,"date":"2020-07-09T04:45:42","date_gmt":"2020-07-09T11:45:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8235"},"modified":"2020-07-09T04:45:42","modified_gmt":"2020-07-09T11:45:42","slug":"scott-walker-and-the-walker-brothers-no-regrets-the-best-of","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/07\/09\/scott-walker-and-the-walker-brothers-no-regrets-the-best-of\/","title":{"rendered":"Scott Walker And The Walker Brothers &#8211; &#8220;No Regrets, The Best Of&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 20.05.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A GRANDE ARTE DAS SOMBRAS<\/p>\n<p>SCOTT WALKER AND THE WALKER BROTHERS<br \/>\nNo Regrets, The Best Of<br \/>\nLP \/ CD, Fontana, distri. Polygram<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8236\" rel=\"attachment wp-att-8236\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sw.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"391\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8236\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sw.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sw-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sw-100x63.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/a><br \/>\n<center><br \/>\nMais um g\u00e9nio para a galeria dos imortais da m\u00fasica pop. Sec\u00e7\u00e3o: incompreendidos na \u00e9poca, recuperados para a posteridade d\u00e9cadas mais tarde, salvadores da pop desenterrados do museu, enfim, um dos melhores. Scott Walker \u00e9 hoje objecto de todas as homenagens (mais discretas, claro, que as de Freddy Mercury, at\u00e9 porque ainda \u00e9 vivo e grava discos) e do aplauso un\u00e2nime da parte da cr\u00edtica.<br \/>\n\u201cNo Regrets\u201d recupera o report\u00f3rio do artista, a solo ou com o grupo onde ganhou notoriedade, sem especificar anos nem discos, um pouco a querer dizer que todas as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o imortais.<br \/>\nO talento de Scott Walker tocou e influenciou cantores importantes como Julian Cope, Nick Cave, Marc Almond, Scott McKenzie e, menos directamente, Jim Foetus e Peter Hammill. Logo por aqui se v\u00ea a sua import\u00e2ncia. Vocalmente falando, o estilo de Walker \u00e9 inconfund\u00edvel: uma mistura de Elvis, Sinatra e Jacques Brel em registo bar\u00edtono. As can\u00e7\u00f5es falam de amor, de amores que por vezes acabam mal, transformados em odisseias orquestrais tecidas com a min\u00facia e o luxo de um Phil Spector. Os Walker Brothers \u2013 Scott e John Maus, aos quais se juntou mais tarde Gary Leeds \u2013 formaram-se em 1964, tendo come\u00e7ado por actuar na zona da Calif\u00f3rnia. N\u00e3o haja, por\u00e9m, equ\u00edvocos. O pr\u00f3prio Scott logo se encarregou de os desfazer ao declarar-se anti \u201cflower power\u201d: \u201cQuero que as pessoas enfrentem as realidades da vida, n\u00e3o que fujam delas.\u201d Apesar disso, a palavra \u201camor\u201d aparece logo no primeiro \u201chit\u201d: \u201cLove her\u201d, produzido por Jack Nietzsche e integrado na presente colect\u00e2nea \u2013 uma tentativa de recriar o som dos Righteous Brothers, numa dimens\u00e3o \u00e9pica e com maior profundidade e complexidade ao n\u00edvel dos arranjos. Os irm\u00e3os Walker separaram-se em 1967, devido a \u201ctens\u00f5es\u201d no seio do grupo \u2013 j\u00e1 ent\u00e3o era assim. Foram tr\u00eas anos que chegaram para criar a lenda. No mesmo ano, Scott Walker grava o primeiro disco a solo, intitulado simplesmente \u201cScott\u201d, sobre o qual teceu o seguinte coment\u00e1rio: \u201c\u00c9 uma obsess\u00e3o minha. Pus tudo aquilo em que acredito neste disco.\u201d \u00c9 o \u00e1lbum da solid\u00e3o amorosa e do encontro com Brel, dos arranjos para cordas lacrimosas e dos golpes de orquestra sentimental. \u201cMontage terrace (in blue)\u201d \u00e9 um bom exemplo, inclu\u00eddo em \u201cNo Regrets\u201d. No ano seguinte, surge \u201cScott 2\u201d, representado na colect\u00e2nea por \u201cJackie\u201d, um tema de Brel que levou palavras proibidas como \u201cWhorehouses\u201d e \u201cOpium\u201d ao Top 25. Do mesmo ano, o single \u201cJoanna\u201d, cart\u00e3o de visita a atirar para o foleiro que atingiu o Top Tem. \u201cScott 3\u201d, de 1969, explode em orquestra\u00e7\u00f5es luxuriantes, aqui exemplificadas por \u201cIt\u2019s raining today\u201d e \u201cIf you go away\u201d, faltando o antepassado das can\u00e7\u00f5es gay que \u00e9 \u201cBig Louise\u201d.<br \/>\n\u201cLights of Cincinatti\u201d, outro \u00eaxito de Scott, foi retirado das s\u00e9ries para televis\u00e3o que gravou em 1969. \u201cScott 4\u201d, do mesmo ano, mostra a crescente inclina\u00e7\u00e3o do autor para os estados depressivos que o levam a ter uma vis\u00e3o do mundo bastante escura para a \u00e9poca, em can\u00e7\u00f5es inspiradas no \u201cS\u00e9timo Selo\u201d de Ingmar Bergman e corroboradas por declara\u00e7\u00f5es do estilo: \u201cEst\u00e1 tudo perdido, fomos condenados mesmo antes de come\u00e7armos.\u201d Deste disco, a colect\u00e2nea apenas inclui o tema \u201cBoy Child\u201d. O resto de \u201cNo Regrets\u201d apenas recolhe temas da banda, deixando de lado a discografia posterior a solo de Walker, gravada no per\u00edodo compreendido entre 1970 a 1973, para alguns o menos inventivo do autor, representado pelos \u00e1lbuns \u201cTil the Band Comes In\u201d, \u201cThe Moviegoer\u201d, \u201cAny Day Now\u201d, \u201cStretch\u201d e \u201cWe had it All\u201d. Mais grave \u00e9 o esquecimento em rela\u00e7\u00e3o a \u201cClimate of Hunger\u201d, de 1984, que apresenta uma vers\u00e3o de \u201cTiny Children\u201d, de Julian Cope (Cope, por seu lado, compilou um \u00e1lbum de can\u00e7\u00f5es do mestre: \u201cFire Escape in the Sky\u201d) e assinala o retorno em forma de Scott Walker. O \u00e1lbum foi um fracasso em termos de vendas (cerca de 1500 exemplares), mas nem por isso deixa de ser um not\u00e1vel testemunho art\u00edstico da \u201cgrande arte das sombras\u201d que o cantor t\u00e3o bem soube reinventar. A presente colect\u00e2nea, pelo contr\u00e1rio, j\u00e1 atingiu os tops, esperando-se para breve a reedi\u00e7\u00e3o da estreia a solo \u2013 \u201cScott\u201d -, bem como de toda a obra dos Walker Brothers gravada para a Philips, enquanto se espera pelo novo disco de originais com que o g\u00e9nio se prepara para, de novo, assombrar o mundo. Diz-se, entretanto, que Scott Walker trabalhou com David Sylvian, Brian Eno e Daniel Lanois. Para tr\u00e1s ter\u00e1 ficado o \u201cclima de desejo\u201d, substitu\u00eddo pela serenidade. <strong>(8)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 20.05.1992 A GRANDE ARTE DAS SOMBRAS SCOTT WALKER AND THE WALKER BROTHERS No Regrets, The Best Of LP \/ CD, Fontana, distri. Polygram Mais um g\u00e9nio para a galeria dos imortais da m\u00fasica pop. 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