{"id":8219,"date":"2020-07-02T11:49:53","date_gmt":"2020-07-02T18:49:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8219"},"modified":"2020-07-02T11:49:53","modified_gmt":"2020-07-02T18:49:53","slug":"dire-straits-dire-straits-ao-vivo-no-passado-sabado-em-lisboa-eles-tem-que-valer-o-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/07\/02\/dire-straits-dire-straits-ao-vivo-no-passado-sabado-em-lisboa-eles-tem-que-valer-o-dinheiro\/","title":{"rendered":"Dire Straits &#8211; &#8220;Dire Straits Ao Vivo, No Passado S\u00e1bado, Em Lisboa &#8211; &#8216;Eles T\u00eam Que Valer O Dinheiro!'&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Cultura >> Segunda-Feira, 18.05.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Dire Straits Ao Vivo, No Passado S\u00e1bado, Em Lisboa<br \/>\n\u201cEles T\u00eam Que Valer O Dinheiro!\u201d<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Em termos de ades\u00e3o e entusiasmo do p\u00fablico, o concerto dos Dire Straits, s\u00e1bado \u00e0 noite, no est\u00e1dio de Alvalade, saldou-se por um \u00eaxito absoluto. Cerca de 75 mil pessoas berraram a plenos pulm\u00f5es no intervalo das can\u00e7\u00f5es, acenderam isqueiros e entoaram em coro cantos futebol\u00edsticos e refr\u00f5es dos temas mais conhecidos. O barulho era tanto que o pr\u00f3prio Mark Knopfler foi obrigado a tapar os ouvidos, tal a chinfrineira.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8220\" rel=\"attachment wp-att-8220\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ds.jpg\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"429\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8220\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ds.jpg 626w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ds-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ds-624x428.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ds-100x69.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Anunciavam-se n\u00fameros astron\u00f3micos: palcos de tal maneira largos que quase chegavam ao est\u00e1dio da Luz, n\u00e3o sei quantos milh\u00f5es de \u201cwatts\u201d, para a ilumina\u00e7\u00e3o e o som. N\u00e3o foi bem assim. C\u00e1 atr\u00e1s, nas bancadas, por muito grande que seja o palco, tem-se sempre a impress\u00e3o de se estar a olhar para um aqu\u00e1rio, cheio de luzinhas e com uns bonecos l\u00e1 dentro a fazerem momices. Mais uma vez, os ecr\u00e3s gigantes instalados de cada lado do palco e no meio do relvado revelaram-se uma ajuda preciosa, mostrando pormenores do concerto, imposs\u00edveis de serem percebidos de outra maneira.<br \/>\nQuanto \u00e0 m\u00fasica \u2013 bem -, a m\u00fasica, digamos que foi m\u00e1 mas que ningu\u00e9m se importou muito com isso. Depois do aquecimento \u201cfunky\u201d servido com espalhafato pelos Was not Was, esperava-se da banda principal que fosse a oitava maravilha do mundo. Pura ilus\u00e3o. Ao vivo, o colectivo liderado por Mark Knopfler n\u00e3o anda longe de um grupo de bailarico, com a diferen\u00e7a de ser mais amplificado, ter um melhor guitarrista e vender os bilhetes ligeiramente mais caros.<br \/>\nJ\u00e1 em disco, os Dire Straits d\u00e3o a ideia desconfort\u00e1vel de fazerem m\u00fasica a metro. Ao vivo \u00e9 ao quil\u00f3metro. Solos do estilo \u201ccome\u00e7a hoje, acaba amanh\u00e3\u201d foram, apesar de tudo, limitados ao estritamente necess\u00e1rio, de modo a esticar cada can\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 suposta \u201cdimens\u00e3o de \u00e9poca\u201d. Segundo esta perspectiva, foi de facto um concerto \u00e9pico. \u00c9pico e \u00f3ptico: as luzes, de palco e fora dele \u2013 a multid\u00e3o das bancadas foi mais do que uma vez o centro do espect\u00e1culo, iluminada por focos de luz branca intens\u00edssimos \u2013 foram de facto espectaculares. O som, pelo menos como era aud\u00edvel dos camarotes, nem tanto: comprimia os pormenores dos diversos instrumentos numa massa informe de distor\u00e7\u00e3o. Mas a isto j\u00e1 todos n\u00f3s estamos habituados.<\/p>\n<p><strong>O Urro Da Loucura<\/strong><\/p>\n<p>Espectacular foi, de igual modo, a recep\u00e7\u00e3o da mole humana a \u201cSultans of Swing\u201d, logo a seguir aos momentos de aclamia de \u201cPrivate Investigations\u201d \u2013 com Mark Knopfler solit\u00e1rio no centro do \u201caqu\u00e1rio\u201d iluminado por jorros de azul que recriavam o ambiente da capa do \u201csingle\u201d \u2013 um urro ensurdecedor que se prolongou por v\u00e1rios minutos, anunciador do fim do mundo e da predilec\u00e7\u00e3o que os portugueses nutrem pelos Dire Straits. Loucura que s\u00f3 encontrou paralelo na recep\u00e7\u00e3o inicial \u00e0 banda e ao tema de abertura \u201cCalling Elvis\u201d e em \u201cYour latest trick\u201d, acompanhado em coro devocional pela multid\u00e3o de fi\u00e9is de isqueiro em punho, seguindo, nota a nota, a melodia introdut\u00f3ria do sax de Chris White e da guitarra de Mark Knopfler.<br \/>\nDepois foi descansar \u00e0 sombra dos \u00e1lbuns \u201cLove over Gold\u201d, \u201cBrothers in Arms\u201d e \u201cOn Every Street\u201d, dos \u201chits\u201d \u2013 \u201cSo far away\u201d, \u201cTelegraph Road\u201d \u2013 e das longas e mon\u00f3tonas sequ\u00eancias instrumentais para ocupar as duas horas de concerto previstas. Os \u201cencores\u201d, que l\u00e1 fora costumam dar direito a 30 minutos de m\u00fasica extra, foram em Alvalade cortados para metade desse tempo, mais do que suficientes para despachar \u201cMoney for nothing\u201d, \u201cBrothers in Arms\u201d e \u201cSolid Rock\u201d. Algu\u00e9m ao lado comentava das bancadas para quem o quisesse ouvir: \u201cEles t\u00eam que valer o dinheiro! N\u00e3o se podem ir embora daqui assim!\u201d Os membros da banda n\u00e3o devem ter ouvido e foram-se mesmo embora. Ter\u00e3o os Dire Straits valido os contos de r\u00e9si dispendidos? O fogo de artif\u00edcio que manda toda a gente para a cama, tamb\u00e9m mais reduzido do que \u00e9 costume \u2013 tr\u00eas ou quatro fogachos coloridos -, n\u00e3o conseguiu desfazer a d\u00favida: o que foi que a montanha pariu?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura >> Segunda-Feira, 18.05.1992 Dire Straits Ao Vivo, No Passado S\u00e1bado, Em Lisboa \u201cEles T\u00eam Que Valer O Dinheiro!\u201d Em termos de ades\u00e3o e entusiasmo do p\u00fablico, o concerto dos Dire Straits, s\u00e1bado \u00e0 noite, no est\u00e1dio de Alvalade, saldou-se por um \u00eaxito absoluto. 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