{"id":816,"date":"2009-09-02T07:42:24","date_gmt":"2009-09-02T14:42:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=816"},"modified":"2009-09-02T07:42:24","modified_gmt":"2009-09-02T14:42:24","slug":"victor-afonso-desestabilizador-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/09\/02\/victor-afonso-desestabilizador-cultural\/","title":{"rendered":"Victor Afonso, Desestabilizador Cultural"},"content":{"rendered":"<p>12.01.2001<br \/>\nUnderground<\/p>\n<p>\u00d3 Da Guarda!<br \/>\nVictor Afonso, Desestabilizador Cultural<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/victorafonso.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/victorafonso.jpg\" alt=\"victorafonso\" title=\"victorafonso\" width=\"450\" height=\"848\" class=\"alignnone size-full wp-image-818\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/victorafonso.jpg 450w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/victorafonso-159x300.jpg 159w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/kubik_howblue.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/kubik_howblue.jpg\" alt=\"kubik_howblue\" title=\"kubik_howblue\" width=\"227\" height=\"227\" class=\"alignnone size-full wp-image-817\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/kubik_howblue.jpg 227w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/kubik_howblue-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.archive.org\/download\/mi099_kubik_how_blue_was_my_sky\/mi099_-_Kubik_-_How_blue_was_my_sky.zip\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xpxxcx0lMe8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xpxxcx0lMe8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Na Guarda, h\u00e1 quem ouse impor uma atitude alternativa. \u00c9 o caso de Victor Afonso, cujo projecto Kubik traduz uma forma diferente de ver a m\u00fasica electr\u00f3nica em Portugal. A pol\u00edcia do esp\u00edrito foi investigar o \u201ccrime\u201d<\/p>\n<p>Kubik \u00e9 o projecto de Victor Afonso, m\u00fasico da Guarda, guerrilheiro s\u00f3nico apostado em reduzir a estilha\u00e7os a pop \u201cmainstream\u201d que inunda o espectro radiof\u00f3nico nacional. Armado de Samplers, de humor corrosivo e de uma, pouco habitual, cultura das \u201cnew musics\u201d de todas as \u00e9pocas, pode ser ouvido, para j\u00e1, atrav\u00e9s do CD-maqueta \u201cRadio Mutation\u201d \u2013 \u00e0 venda na Valentim de Carvalho do Chiado, por um pre\u00e7o irris\u00f3rio.<br \/>\nO Y encetou uma investiga\u00e7\u00e3o privada e obrigou o mutante da serra a responder a um inqu\u00e9rito.<\/p>\n<p>FM -Kubik j\u00e1 tem, ao menos, curr\u00edculo digno desse nome?<br \/>\nVICTOR AFONSO &#8211; Fundei o grupo de rock alternativo Nihil Aut Mors, em finais dos anos 80. A primeira maqueta intitulava-se \u201cCry Sound\u201d, lan\u00e7ada em Mar\u00e7o de 1988. Tenho dois temas inclu\u00eddos em CDs editados em 1998 pela revista Prom\u00fasica, um dos quais na edi\u00e7\u00e3o \u201cConsagra\u00e7\u00e3o do Ano \u2013 As Revela\u00e7\u00f5es Musicais de 98\u201d. A editora (e distribuidora) Ananana editou o CD-Compila\u00e7\u00e3o nacional \u201cWay Out \u2013 New Music From Portugal Vol. 2\u201d com um tema de Kubik.<br \/>\nEm Abril de 2000, a revista Prom\u00fasica editou um CD contendo m\u00fasicas dos vencedores do concurso Pr\u00e9mios Maqueta, entre os quais um tema do projecto Kubik, enquanto vencedor do \u201cPr\u00e9mio de Melhor Maqueta de Dan\u00e7a de 1998\u201d. Em Outubro de 2000, a C\u00e2mara Municipal da Guarda convidou-me a participar, com um tema, num disco com m\u00fasicos\/grupos da Guarda, no \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es do 8\u00ba Centen\u00e1rio da Guarda. Tal disco intitula-se \u201cAr da Guarda\u201d.<br \/>\nFM &#8211; Defina quanto antes a orienta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do projecto.<br \/>\nVICTOR AFONSO &#8211; Tem mais a ver com a busca de uma \u201cfragmenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica\u201d do que com uma orienta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. A minha m\u00fasica parte da electr\u00f3nica e espartilha-se em in\u00fameras vertentes de experimenta\u00e7\u00e3o: \u00e9 um trabalho de sampling rigoroso, um processo de montagem sonora que tanto vai buscar inspira\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00fasicas \u00e9tnicas como a programaas de televis\u00e3o, fundindo drum \u2018n\u2019 bass com abstrac\u00e7\u00f5es ambientais, cut \u2018n\u2019 paste surreal com arritmias esfuziantes ou ritmos electro-industriais com melodias de flauta japonesa. \u00c9 uma abordagem multi-estil\u00edstica (com refer\u00eancias \u00f3bvias \u00e0s correntes contempor\u00e2neas da electr\u00f3nica). A coer\u00eancia est\u00e9tica deste projecto \u00e9 n\u00e3o ter coer\u00eancia \u201cat all\u201d.<br \/>\nFM &#8211; Que equipamento utiliza nas grava\u00e7\u00f5es? \u00c9 material legal?<br \/>\nVICTOR AFONSO &#8211; N\u00e3o \u00e9 preciso dizer a marca, pois n\u00e3o? Sintetizador, computador, sequenciador, sampler, guitarra el\u00e9ctrica, montes de software barato, resmas de pilhagens sonoras (reconstitu\u00eddas por mim), processadores de efeitos sonoros e fortes injec\u00e7\u00f5es de criatividade.<br \/>\nFM &#8211; Processos utilizados: que crimes comete e onde. Rouba? Copia? Trafica?<br \/>\nVICTOR AFONSO &#8211; Utilizo um est\u00fadio caseiro. O processo de cria\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: geralmente parto de uma ideia musical assente num padr\u00e3o r\u00edtmico (por mais t\u00e9nue que seja); depois, essa ideia vai-se desenvolvendo e tomando forma ap\u00f3s experimentar exaustivamente a maneira de ir acrescentando novos dados \u00e0 m\u00fasica, atrav\u00e9s de colagens\/montagens e selec\u00e7\u00e3o de samples. Outras vezes o processo \u00e9 menos cerebral e deixo a inspira\u00e7\u00e3o guiar-se pela improvisa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFM &#8211; Que m\u00fasica ouve. Parentescos est\u00e9ticos. Influ\u00eancias. N\u00e3o tem vergonha de gostar de m\u00fasicas que poucos conhecem?<br \/>\nVICTOR AFONSO &#8211; Elliot Sharp; Asmus Tietchens; David Shea; Christian Marclay; Robert Musci &#038; Giovanni Venosta; Arvo Part; Muslimgauze; Captain Beefheart; Philip Glass; Holger Hiller; Suicide; Bob Ostertag; Mauricio Kagel; Martin T\u00e9treault; Squarepusher; Pascal Comelade; Aphex Twin; Prokofiev; Hal Willner; Raymond Scott; John Coltrane; Alec Empire; Danny Elfman; Speedy J; To Rococo Rot; Ian Simmonds; DAF; Harry Partch; Amon Tobin; Hedningarna; Cecil Taylor; Albert Ayler; Nuno Rebelo; DJ Spooky; Faust; DJ Shadow; Frank Zappa; Glenn Branca\u2026<br \/>\nFM &#8211; Posicionamento no panorama actual da m\u00fasica electr\u00f3nica em Portugal. Dentro? \u00c0 esquerda? \u00c0 margem? Anarquista, sup\u00f5e-se\u2026<br \/>\nVICTOR AFONSO &#8211; N\u00e3o me posiciono. N\u00e3o sei onde poderia encaixar o projecto Kubik (h\u00e1 quem o meta no mesmo saco dos Stealing Orchestra, Mute Life Dept. ou dos Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzp!)\u2026 S\u00f3 que, para todos os efeitos, sou um outsider: sou da Guarda!!<br \/>\nFM &#8211; Como \u201coutsider\u201d da Guarda, onde deveria ser proibido fazer m\u00fasica electr\u00f3nica, muito menos experimental, defina esse mesmo panorama, para o bem e para o mal.<br \/>\nVICTOR AFONSO &#8211; O panorama musical contempor\u00e2neo portugu\u00eas, no que diz respeito \u00e0 m\u00fasica de raiz electr\u00f3nica (experimental ou n\u00e3o), tem de evoluir muito, como eu pr\u00f3prio, ali\u00e1s. \u00c9 um circuito fechado de escassos projectos musicais que (sobre)vivem na obscuridade, quase num limbo, onde a exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 feita apenas no \u00e2mbito de concertos e de trocas de maquetas para amigos. Depois, \u00e9 o choradinho habitual: as editoras n\u00e3o apostam nestes valores \u2013 que os h\u00e1 e bons \u2013 e a comunica\u00e7\u00e3o social \u00e9 obtusa no momento da divulga\u00e7\u00e3o, completamente abstra\u00edda desse panorama de novas propostas. Mas j\u00e1 foi pior e vai dando sinais de melhoras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.01.2001 Underground \u00d3 Da Guarda! Victor Afonso, Desestabilizador Cultural LINK Na Guarda, h\u00e1 quem ouse impor uma atitude alternativa. \u00c9 o caso de Victor Afonso, cujo projecto Kubik traduz uma forma diferente de ver a m\u00fasica electr\u00f3nica em Portugal. 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