{"id":8143,"date":"2020-05-25T09:37:41","date_gmt":"2020-05-25T16:37:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8143"},"modified":"2020-05-25T09:37:41","modified_gmt":"2020-05-25T16:37:41","slug":"maddy-prior-matto-congrio-iii-festival-interceltico-uma-rosa-e-uma-rosa-e-maddy-prior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/05\/25\/maddy-prior-matto-congrio-iii-festival-interceltico-uma-rosa-e-uma-rosa-e-maddy-prior\/","title":{"rendered":"Maddy Prior, Matto Congrio &#8211; &#8220;III Festival Interc\u00e9ltico &#8211; Uma Rosa \u00c9 Uma Rosa \u00c9 Maddy Prior&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Cultura >> S\u00e1bado, 04.04.1992<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>III Festival Interc\u00e9ltico<br \/>\nUma Rosa \u00c9 Uma Rosa \u00c9 Maddy Prior<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foi vingado o fracasso da apresenta\u00e7\u00e3o de Maddy Prior no Folk Tejo do ano passado. No Porto, a antiga vocalista dos Steeleye Span deslumbrou. Os Matto Congrio cantaram a Galiza em ritmo de \u201creggae\u201d. Mas o primeiro dia do Interc\u00e9ltico decorreu sob o signo da rosa.<\/strong><\/p>\n<p>Uma voz portentosa, aliada a uma postura em palco de completa descontrac\u00e7\u00e3o e \u00e0 ingest\u00e3o regular de v\u00e1rios copos de aguardente ao longo do concerto, contribu\u00edram para que Maddy Prior assinasse uma actua\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel nesta terceira edi\u00e7\u00e3o do Interc\u00e9ltico, que decorre no Porto at\u00e9 dia 4.<br \/>\nInterc\u00e9ltico que abriu com os galegos Matto Congrio, tradicionais q.b. mas, por ora, demasiado dispersos por entusiasmos que nada t\u00eam a ver com a Galiza. O p\u00fablico, que encheu por completo a plateia do Rivoli, n\u00e3o se importou muito e aderiu sem reservas ao volume sonoro e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o el\u00e9ctrica dos Matto Congrio (quer dizer \u201cmato o congrio\u201d. \u201cCongrio\u201d, ou congro, \u00e9 um peixe e o nome foi escolhido num restaurante. Transcendente), sobretudo a fac\u00e7\u00e3o mais jovem. Os puristas ter\u00e3o torcido o nariz aos frequentes desvios pelo \u201creggae\u201d ou \u00e0 batida nordestina de uma \u201cpolka carnavalesca\u201d um pouco deslocada do contexto. Salvaram-se um entusiasmo contagiante e um virtuosismo de Carlos Nunez, espantoso na flauta e gaita-de-foles. Registe-se ainda o \u201cencore\u201d da praxe \u2013 uma vers\u00e3o de \u201cMusic for a fond harm\u00f3nium\u201d, dos Penguin Caf\u00e9 Orchestra, seguindo o exemplo discogr\u00e1fico dos Patrick Street, em \u201cIrish Times\u201d.<br \/>\nAp\u00f3s o intervalo, Maddy Prior mostrou logo de entrada porque \u00e9 conseiderada uma das poucas vocalistas inglesas a poder ocupar o lugar deixado vago por Sandy Denny, com um solo vocal do tradicional \u201cThe blacksmith\u201d, desde logo a prometer uma presta\u00e7\u00e3o intimista capaz de fazer esquecer o pesadelo sonoro do \u201cFolk tejo\u201d.<br \/>\nDe entre um desfile de maravilhas, primeiro destaque para um momento m\u00e1gico, quando Maddy, (que envergava um casaco cor-de-rosa), iluminado por holofotes rosa, cantou \u201cRose\u201d, num di\u00e1logo apaixonado com o piano de Nick Holland. \u201cMater Dolorosa\u201d (\u00e0 semelhan\u00e7a de \u201cRose\u201d, um tema sobre crian\u00e7as), fala de ang\u00fastica e sofrimento, mas o p\u00fablico, inexplicavelmente, julgou por bem sublinhar com risos as explica\u00e7\u00f5es da cantora. Ali\u00e1s o p\u00fablico riu sempre com gosto. Riu-se das piadas. Riu na mesma quando Maddy Prior dedicou \u201cSomewhere along the road\u201d ao marido (Rick Kemp) que se encontra doente.<br \/>\nEntre duas can\u00e7\u00f5es Maddy Prior leu alguns poemas da sua autoria, como \u201cPoetry\u201d (sobre o acto criativo) e \u201cEffort\u201d (sobre o casamento). Poesia \u00e0 parte, a m\u00fasica nunca deixou de pairar nas esferas superiores. \u201cSpirit\u201d, por exemplo, condensou as duas acep\u00e7\u00f5es do termo, no movimento descendente entre a espiritualidade matinal que convida \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o e o apelo nocturno de uma bebida espirituosa, o brandy. Por falar em \u201cesp\u00edritos\u201d, Maddy n\u00e3o se esqueceu de elogiar o bom vinho e a boa aguardente portugueses, elogio sincero e sentido que uma ou outra oscila\u00e7\u00e3o pendular sobre o palco n\u00e3o deixaram desmentir.<br \/>\nExcelentes como o vinho foram um hino a quatro vozes sobre os \u201cfalhan\u00e7os da vida\u201d, mas em que a boa disposi\u00e7\u00e3o da vocalista a levou a ensaiar uns passos de dan\u00e7a, e uma longa suite sobre o ciclo das esta\u00e7\u00f5es intitulada \u201cYear\u201d, a recordar os melhores Steeleye Span e que p\u00f4s em relevo as capacidades t\u00e9cnicas dos quatro m\u00fasicos da banda: Nick Holland, piano, Mick Dyche, guitarra, Richard Lee, contrabaixo e Steve Anftee, violoncelo. Maddy esteve sublime, alternando, na voz e na pose, o ascetismo com a extrovers\u00e3o dionis\u00edaca.<br \/>\nDois \u201cencores\u201d: um sombrio \u201cAfter the Death\u201d e \u201cThe Dawn of the Day\u201d em que de novo aflorou uma crian\u00e7a. A rosa simboliza o amor. Maddy Prior esquiva-se: \u201cN\u00e3o escrevo nunca sobre o amor, escrevo sobre rela\u00e7\u00f5es\u201d. Maddy foi prior de uma freguesia extasiada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura >> S\u00e1bado, 04.04.1992 III Festival Interc\u00e9ltico Uma Rosa \u00c9 Uma Rosa \u00c9 Maddy Prior Foi vingado o fracasso da apresenta\u00e7\u00e3o de Maddy Prior no Folk Tejo do ano passado. No Porto, a antiga vocalista dos Steeleye Span deslumbrou. Os Matto Congrio cantaram a Galiza em ritmo de \u201creggae\u201d. 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