{"id":8115,"date":"2020-05-12T08:14:42","date_gmt":"2020-05-12T15:14:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8115"},"modified":"2020-05-12T08:14:42","modified_gmt":"2020-05-12T15:14:42","slug":"de-danann-la-lugh-mairtin-oconnor-ceolbeg-brian-mcneill-kolinda-bisserova-sisters-orient-express-de-avalon-a-terra-das-aguias-criticas-celtica-varios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/05\/12\/de-danann-la-lugh-mairtin-oconnor-ceolbeg-brian-mcneill-kolinda-bisserova-sisters-orient-express-de-avalon-a-terra-das-aguias-criticas-celtica-varios\/","title":{"rendered":"De Danann + L\u00e1 Lugh + Mairtin O\u2019Connor + Ceolbeg + Brian McNeill + Kolinda + Bisserova Sisters + Orient Express &#8211; &#8220;De Avalon \u00c0 Terra Das \u00c1guias&#8221; (cr\u00edticas \/ c\u00e9ltica \/ v\u00e1rios)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 18.03.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>DE AVALON \u00c0 TERRA DAS \u00c1GUIAS<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>\u201cJigs\u201d e \u201creels\u201d s\u00e3o termos j\u00e1 familiares no l\u00e9xico das dan\u00e7as irlandesas. Juntem-se-lhes, em diversas variantes, os \u201cairs\u201d, \u201chornpipes\u201d e \u201cstrathspeys\u201d. Ou as valsas, marchas, polcas e mazurkas, adaptadas \u00e0 veia nacional. Sem esquecer as baladas vocais. D\u00e1 para ter uma ideia da riqueza e variedade da m\u00fasica tradicional da \u201cIlha de esmeralda\u201d. Provam-no tamb\u00e9m a nova remessa de t\u00edtulos acabados de chegar ao nosso mercado discogr\u00e1fico.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8116\" rel=\"attachment wp-att-8116\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/avalon.jpg\" alt=\"\" width=\"192\" height=\"766\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8116\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/avalon.jpg 192w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/avalon-75x300.jpg 75w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/avalon-25x100.jpg 25w\" sizes=\"auto, (max-width: 192px) 100vw, 192px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><strong>\u201cA Jacket of Batteries\u201d<\/strong> de monstra at\u00e9 que ponto os <strong>De Danann<\/strong> n\u00e3o t\u00eam contempla\u00e7\u00f5es: nada escapa ao del\u00edrio instrumental desta banda lend\u00e1ria que, com os Bothy Band e os Planxty, ajudou a tra\u00e7ar os fundamentos de toda uma nova e excitante contextualiza\u00e7\u00e3o para a m\u00fasica tradicional do seu pa\u00eds. Do tradicionalismo mais ortodoxo das suites de dan\u00e7as ou do cl\u00e1ssico \u201cCarrickfergus\u201d n\u00e3o hesitam em lan\u00e7ar-se num \u201cMandela\u201d de resson\u00e2ncias africanas, nos floreados de uma pauta de Bach ou numa deliciosa adapta\u00e7\u00e3o \u201ctradicionalizada\u201d de \u201cEleanor Rigby\u201d. Frankie Gavin (rabeca, flauta, piano) e Alec Finn (bouzouki, guitarra, teclados), os dois \u00fanicos sobreviventes da forma\u00e7\u00e3o original, encarregam-se de demonstrar todo o seu humor e virtuosismo, bem secundados pelos restantes instrumentistas, Colm Murphy (bodhran), Adele O\u2019Dwyer (violoncelo) e Aidan Coffey (acorde\u00e3o). Nas baladas em que \u00e9 chamada a emprestar a sua voz, Eleanor Shanley n\u00e3o faz esquecer a \u201cdeusa\u201d Dolores Keane, omnipresente em \u00e1lbuns como \u201cDe Danann\u201d, \u201cAnthem\u201d ou \u201cBallroom\u201d. \u201cDefeito\u201d menor num disco de uma banda veterana que insiste em desbravar novos caminhos. Distribu\u00eddos pela Megam\u00fasica.<br \/>\nGerry O\u2019Connor (rabeca) e Eithne Ni Uallach\u00e1in (voz, flauta, tin whistle) constituem os <strong>L\u00e1 Lugh<\/strong>, que estiveram recentemente em Portugal numa mini digress\u00e3o pelo Norte do pa\u00eds. Baladas da tradi\u00e7\u00e3o ga\u00e9lica interpretadas de forma sublime pela vocalista e instrumentais onde, al\u00e9m das presta\u00e7\u00f5es de Gerry O\u2019Connor, pontifica o acorde\u00e3o de Mairtin O\u2019Connor, formam um todo que sem fugir aos c\u00e2nones tradicionais atinge, recorrendo a uma pan\u00f3plia instrumental reduzida, uma razo\u00e1vel complexidade e um bom gosto not\u00e1veis ao n\u00edvel dos arranjos. Distribui\u00e7\u00e3o VGM. Tamb\u00e9m dispon\u00edvel um CD do anterior projecto da dupla: Skylark, com \u201cAll of it\u201d, na editora Green Linnet, distribu\u00edda pela Megam\u00fasica.<br \/>\nSe o acorde\u00e3o de <strong>Mairtin O\u2019Connor<\/strong> \u00e9 pe\u00e7a fundamental nos L\u00e1 Lugh que dizer do seu \u00e1lbum a solo <strong>\u201cPerpetual Motion\u201d<\/strong> (Claddagh, distribui\u00e7\u00e3o VGM)? Literalmente assombroso. Mairtin O\u2019Connor \u00e9 um man\u00edaco da perfei\u00e7\u00e3o, chegando ao ponto de mandar construir os seus pr\u00f3prios modelos, de maneira a tirar todo o partido de um instrumento que, no passado, Se\u00e1n \u00d3 Riada considerou ter sido \u201cinventado por estrangeiros para uso de camponeses sem tempo, inclina\u00e7\u00e3o nem aplica\u00e7\u00e3o para outro mais merit\u00f3rio\u201d e ao qual Ambrose Bierce, no seu \u201cDicion\u00e1rio do diabo\u201d chamou \u201cum instrumento em harmonia com os sentimentos de um assassino\u201d. Em \u201cPerpetual Motion\u201d Mairtin O\u2019Connor desfaz todos os preconceitos. Num \u00e1lbum de interpreta\u00e7\u00f5es magistrais que inclui m\u00fasica de todos os g\u00e9neros e de v\u00e1rias regi\u00f5es: um fandango basco, um \u201crag\u201d americano, um \u201cCarnaval veneziano\u201d, uma polca ucraniana, \u201cblues\u201d, \u201ccajun\u201d, uma valsa francesa e jigas da Bulg\u00e1ria. Viagens vertiginosas num acorde\u00e3o de sete foles.<\/p>\n<p><strong>Ventos Da Esc\u00f3cia E Gargantas Do Leste<\/strong><\/p>\n<p>Os Ceolbeg e Brian McNeill n\u00e3o s\u00e3o irlandeses, mas escoceses. A proximidade geogr\u00e1fica e uma origem comum justificam contudo a sua inclus\u00e3o neste lote. <strong>\u201cSeeds to the Wind\u201d<\/strong>, dos <strong>Ceolbeg<\/strong>, constitui a estreia discogr\u00e1fica desta banda que confirma a inesgotabilidade de propostas renovadoras no seio da m\u00fasica de raiz celta. \u00c0 semelhan\u00e7a de outras forma\u00e7\u00f5es que n\u00e3o limitam o seu report\u00f3rio \u00e0 matriz natal, os Ceolbeg incluem no seu programa tradicionais franceses e da Galiza. Nas can\u00e7\u00f5es originais do grupo, as vocaliza\u00e7\u00f5es de Davy Steele lembram por vezes os Horslips de suspeita mem\u00f3ria (a excep\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cThe T\u00e1in\u201d). Instrumentalmente, \u201cSeeds to the Wind\u201d est\u00e1 repleto de surpresas e boas ideias. N\u00e3o deixa de ser estimulante, por exemplo, escutar a concep\u00e7\u00e3o muito especial que os brit\u00e2nicos t\u00eam da extrovers\u00e3o solar dos seus irm\u00e3os galegos.<br \/>\n<strong>Brian McNeill<\/strong> \u00e9 conhecido sobretudo como violinista dos Battlefield Band, que desempenham na Esc\u00f3cia o mesmo papel que os Chieftains na Irlanda, de embaixadores da m\u00fasica tradicional no mundo. <strong>\u201cThe Back o\u2019 the North Wind\u201d<\/strong> (Greentrax, distri. VGM) posterior a \u201cUnstrung Hero\u201d e \u201cThe Busker and the Devil\u2019s only Daughter\u201d, ambos dispon\u00edveis em Portugal, trata do velho tema da emigra\u00e7\u00e3o para o continente americano. Brian McNeill refere-se a um vento que \u201cao longo dos s\u00e9culos tem funcionado como uma for\u00e7a perp\u00e9tua\u201d que empurra o seu povo para o exterior. D\u00e1 nomes a essa for\u00e7a: \u201cpobreza\u201d, \u201cpersegui\u00e7\u00e3o\u201d, mas tamb\u00e9m \u201caperfei\u00e7oamento\u201d, \u201cdesassossego\u201d e um \u201cdesejo de conhecer o que se esconde por detr\u00e1s da montanha, ou do lado de l\u00e1 do oceano\u201d. Nisto s\u00e3o parecidos connosco. A totalidade das composi\u00e7\u00f5es inspira-se no fil\u00e3o tradicional, com arranjos do m\u00fasico, numa pr\u00e1tica semelhante \u00e0 seguida pelos Battlefield Band. Brian McNeill toca neste disco rabeca, guitarra, bouzouki, mandocello, sanfona, concertina e baixo. Guitarra sintetizada, teclados, acorde\u00e3o, trombone, gaita-de-foles, tin whistle e saxofone soprano completam a lista de instrumentos utilizados por um lote de convidados onde se destaca a presen\u00e7a de Dick Gaughan e o gaiteiro dos Battlefield, Dougie Pincock.<br \/>\nDa Hungria, os <strong>Kolinda<\/strong>, apadrinhados pela editora francesa Hexagone nos tempos \u00e1ureos do \u00e1lbum de estreia \u201cKolinda\u201d e da obra-prima \u201c1514\u201d. Ao fim de 16 anos de exist\u00eancia atribulada e sucessivas altera\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o, a banda h\u00fangara liderada por P\u00e9ter Dabasi d\u00e1 mostras de um certo cansa\u00e7o e satura\u00e7\u00e3o de ideias. Se no intuito de misturar o folk magiar, na sua vertente sombria, com o jogo da m\u00fasica cl\u00e1ssica, interpretada em instrumentos tradicionais h\u00fangaros a par de electr\u00f3nicos, resultou, neste nos \u00e1lbuns atr\u00e1s mencionados, a insist\u00eancia na mesma tecla acabou por se tornar em \u201cclich\u00e9s\u201d e no academismo que em <strong>\u201cKolinda 6\u201d<\/strong> ro\u00e7a a monotonia e em <strong>\u201cTransit\u201d<\/strong>, talvez por ser gravado ao vivo, consegue trazer um m\u00ednimo de entusiasmo mesmo se as vocaliza\u00e7\u00f5es (feminina e masculina) continuam a evidenciar sintomas de anemia\u2026<br \/>\nBem mais estimulantes s\u00e3o os exemplares de um cat\u00e1logo rec\u00e9m-chegado aos nossos distribuidores, no caso ainda a VGM: a P\u2026 Records, com sede na Holanda. Mais do que estimulante, <strong>\u201cVoices from the La.. the Eagles\u201d<\/strong> dos russos \u2026va, especialistas naquele estilo vocal que consiste em fazer sair dois sons distintos de uma \u00fanica garganta, \u00e0 maneira de certos c\u00e2nticos tibetanos. O que David Hykes que \u00e9 um norte-americano e a viver em Nova-Iorque. Como o \u00e1lbum \u00e9 gravado ao vivo, fica-se com a certeza de que n\u00e3o \u00e9 truque. Musicalmente \u00e9 das coisas mais estranhas que \u00e9 poss\u00edvel ouvir, Residents e baleis inclu\u00eddos. S\u00e3o afina\u00e7\u00f5es de outra gal\u00e1xia. Berimbaus em del\u00edrio. Violinos que soam a sanfonas. Instrumentos de sonoriza\u00e7\u00e3o ainda mais estranha que as designa\u00e7\u00f5es. C\u2026 hipn\u00f3ticas. U\u2026 sussurros. Tudo aquilo que o comunismo sempre escondeu e voc\u00ea sempre quis conhecer. Inolvid\u00e1vel.<br \/>\nPara acabar: <strong>\u201cTraditional Arranged Dronningens Livsty\u201d<\/strong> vers\u00e3o dinamarquesa dos Fairport Convention, mesmo que na Escandin\u00e1via nem tudo \u00e9 gelo. Depois <strong>\u201cM from the pirin M tains\u201d<\/strong> das <strong>Bisserova Sisters<\/strong>, b\u00falgaras capazes de provar que h\u00e1 mais do que uma maneira de falar com Deus e <strong>\u201cAlon\u2026<\/strong> dos Holandeses e turcos <strong>Orient Express<\/strong> numa gir\u00e2ndola ferrovi\u00e1ria pelos folclores da Bulg\u00e1ria, Turquia, Pa\u00eds Basco, Gr\u00e9cia e It\u00e1lia.<br \/>\nSe juntarmos a estes discos a reedi\u00e7\u00e3o da quase totalidade das discografias dos Chieftains, Steeleye Span e Planxty, chega-se mesmo \u00e0 conclus\u00e3o que vai haver quem n\u00e3o tenha m\u00e3os nem ouvidos a medir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 18.03.1992 DE AVALON \u00c0 TERRA DAS \u00c1GUIAS \u201cJigs\u201d e \u201creels\u201d s\u00e3o termos j\u00e1 familiares no l\u00e9xico das dan\u00e7as irlandesas. Juntem-se-lhes, em diversas variantes, os \u201cairs\u201d, \u201chornpipes\u201d e \u201cstrathspeys\u201d. 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