{"id":8100,"date":"2020-05-06T03:53:50","date_gmt":"2020-05-06T10:53:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8100"},"modified":"2020-05-06T03:53:50","modified_gmt":"2020-05-06T10:53:50","slug":"loreena-mckennitt-loreena-mckennitt-em-portugal-o-sumo-do-sol-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/05\/06\/loreena-mckennitt-loreena-mckennitt-em-portugal-o-sumo-do-sol-2\/","title":{"rendered":"Loreena Mckennitt &#8211; &#8220;Loreena Mckennitt Em Portugal &#8211; O Sumo Do Sol&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Cultura >> Ter\u00e7a-Feira, 10.03.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Loreena Mckennitt Em Portugal<br \/>\nO Sumo Do Sol<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>\u201cThe Visit\u201d \u00e9 o cart\u00e3o de visita de Loreena Mvkennitt, uma canadiana loura como o sol que em Portugal descobriu o Graal, na disposi\u00e7\u00e3o sagrada das laranjeiras no jardim interior de um quinta em Azeit\u00e3o. Somos todos celtas ou \u00e9 a luz mediterr\u00e2nica, excessiva, que nos faz delirar?<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8101\" rel=\"attachment wp-att-8101\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/loreena.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"658\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8101\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/loreena.jpg 424w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/loreena-193x300.jpg 193w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/loreena-64x100.jpg 64w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Loreena Mckennitt toca harpa e canta com voz de anjo Shakespeare, Tennyson e a lenda do Rei Artur. Em \u201cThe Visit\u201d, o seu mais recente \u00e1lbum, aborda a mitologia celta e demanda o elo perdido entre o Oriente e o Ocidente. N\u00e3o \u00e9 uma especialista da m\u00fasica tradicional mas ama a tradi\u00e7\u00e3o e um \u201csentido universalista\u201d, presente nas v\u00e1rias culturas do globo. Loreena actua em Portugal, a 3 de Julho no Teatro S. Luiz, em Lisboa. O \u201cP\u00daBLICO\u201d falou com ela, num hotel da capital.<br \/>\n<strong>P\u00daBLICO \u2013 Comecemos pelo nome: Loreena Isabel Irene Mckennitt. Tem alguma ascend\u00eancia portuguesa?<\/strong><br \/>\nLOREENA MCKENNITT \u2013 Que eu saiba, n\u00e3o. Talvez haja alguma linhagem antiga, n\u00e3o sei.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Esteve recentemente em Portugal, numa quinta do Azeit\u00e3o. A que se deve essa visita?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 O que me levou a visitar Portugal foi uma exposi\u00e7\u00e3o de fotografias de Elisabeth Feryn, tiradas neste pa\u00eds. Fiquei muito impressionada com o ambiente e achei que tinham muito a ver com o meu pr\u00f3prio trabalho. Falei com Elisabeth no sentido de regressarmos a Portugal para fazermos uma nova sess\u00e3o de fotos e acab\u00e1mos por ficar c\u00e1 durante uma semana.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Refere nas notas do disco que viu no jardim interior dessa quinta a materializa\u00e7\u00e3o da m\u00edtica tape\u00e7aria \u201cThe Lady and the Unicorn\u201d\u2026<\/strong><br \/>\nR. \u2013 No p\u00e1tio interior da quinta h\u00e1 quatro laranjeiras, uma em cada canto e outra ao centro, que me sugeriram todo o simbolismo relacionado com essa tape\u00e7aria, nomeadamente as festas e dan\u00e7as de Maio associadas ao ciclo das esta\u00e7\u00f5es, no per\u00edodo pr\u00e9-crist\u00e3o.<br \/>\n<strong>P. \u2013 De onde prov\u00e9m o seu interesse pela cultura e tradi\u00e7\u00e3o celtas?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Cresci no Canad\u00e1, no campo, o que me levou a sentir um grande amor pela terra. Depois foi o contacto com a m\u00fasica c\u00e9ltica, irlandesa e escocesa, e a visita \u00e0 Irlanda com o consequente contacto com a m\u00fasica tradicional dessa regi\u00e3o. Comecei a interessar-me pelas ra\u00edzes hist\u00f3ricas dos povos celtas. Estive em Veneza, em Novembro passado, na exposi\u00e7\u00e3o dedicada ao mundo celta, onde nem sequer faltavam objectos artesanais provenientes de Portugal. Os celtas sempre se preocuparam com a terra, com os animais, com os elementos da Natureza e com a espiritualidade a ela associada.<br \/>\n<strong>P. \u2013 No seu mais recente disco, \u201cThe Visit\u201d, explora as origens orientais da cultura celta, nomeadamente na faixa de abertura, \u201cAll souls night\u201d, onde \u00e9 not\u00f3ria a influ\u00eancia da m\u00fasica japonesa\u2026<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Sim, essa influ\u00eancia aparece. \u201cAll souls night\u201d aborda as festividades da morte. Os japoneses celebram a morte acendendo casti\u00e7ais que depois seguem em pequenas embarca\u00e7\u00f5es pelas \u00e1guas de um rio at\u00e9 ao oceano. No disco utilizei tamb\u00e9m instrumentos indianos como a \u201ctampura\u201d e a sitar\u201d. Nesta faixa o pr\u00f3prio estilo do violinista [George Koller] \u00e9 muito oriental. Note-se que eu n\u00e3o sou propriamente uma autoridade neste campo, apenas utilizo estas influ\u00eancias para enriquecer a minha criatividade. Em \u201cThe Visit\u201d procurei juntar uma s\u00e9rie de fios dispersos para mostrar que culturas diferentes t\u00eam rituais semelhantes. Procurei sobretudo encontrar um sentido de universalidade disperso por diversos locais, como o Oriente, a \u00c1frica e as regi\u00f5es celtas.<br \/>\n<strong>P. \u2013 A m\u00fasica de \u201cThe Visit\u201d aponta no entanto mais para a corrente \u201cnew age\u201d do que propriamente para a m\u00fasica tradicional\u2026<\/strong><br \/>\nR. \u2013 N\u00e3o sei bem o que o termo \u201cnew age\u201d significa. Na Am\u00e9rica, \u201cnew age\u201d est\u00e1 associado a m\u00fasica ambiental, a algo que as pessoas ouvem durante o banho ou durante uma sess\u00e3o de massagens. Embora aceite que a minha m\u00fasica possa ser escutada nestas condi\u00e7\u00f5es, penso que existe nela uma grande dose de paix\u00e3o e que pode ser apreciada a n\u00edveis mais profundos. Talvez fa\u00e7a mais sentido associ\u00e1-la ao termo \u201cWorld music\u201d. Sou da opini\u00e3o que se est\u00e1 a desenvolver um estilo totalmente novo de m\u00fasica, ainda por definir, que junta as diversas \u201cm\u00fasicas do mundo\u201d num contexto contempor\u00e2neo. Alguma m\u00fasica de Peter Gabriel, por exemplo, est\u00e1 pr\u00f3xima deste novo conceito.<\/p>\n<p><strong>Mistura De Ingredientes Musicais<\/strong><\/p>\n<p><strong>P. \u2013 Em Portugal tem-se comparado a sua m\u00fasica \u00e0 de Enya. Concorda com esta aproxima\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Penso que ambas nos movemos em \u00e1reas semelhantes embora eu v\u00e1 mais longe em termos de fus\u00e3o de linguagens e culturas musicais diferentes, apesar de saber que ela canta em ga\u00e9lico irland\u00eas e esse tipo de coisas\u2026 No meu caso pessoal estou mais interessada em pegar na mitologia e no folclore tradicionais e apresenta-los em formas mais actuais.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Os seus discos anteriores est\u00e3o mais directamente relacionados com a m\u00fasica folk. \u201cThe Visit\u201d, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 mais comercial. Haver\u00e1 uma tentativa de fazer chegar a sua m\u00fasica a um n\u00famero maior de consumidores?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 O conceito de \u201ccomercial\u201d \u00e9 muito subjectivo. Admito que algumas pessoas possam ver no meu \u00faltimo \u00e1lbum uma abordagem mais comercial. Do meu ponto de vista nunca houve a inten\u00e7\u00e3o de alargar a todo o custo o leque de apreciadores da minha m\u00fasica e de fazer aumentar o n\u00famero de vendas dos discos. N\u00e3o \u00e9 isso que me inspira. O que me move \u00e9 apenas o interesse e a curiosidade, e, como referi antes, a vontade de explorar e misturar ingredientes musicais dispersos. Gostava que a minha m\u00fasica chamasse a a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para a m\u00fasica tradicional, mas n\u00e3o me considero uma especialista do g\u00e9nero. Acho mais interessante misturar o som de uma guitarra el\u00e9ctrica com uma harpa, um violoncelo ou uma \u201ctampura\u201d.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Em que termos funciona a distribui\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria editora, a \u201cQuinlan Records\u201d, pela Warner Bros.?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 A associa\u00e7\u00e3o com a Warner prende-se com a aceita\u00e7\u00e3o que os meus anteriores trabalhos tiveram no Canad\u00e1. Tive anteriormente outros contactos com pequenas distribuidoras como por exemplo uma ligada ao \u201cVancover Folk Festival\u201d mas acabou por se tornar evidente, pelo n\u00famero crescente de pedidos dos meus discos, que o sistema de distribui\u00e7\u00e3o pelo correio, a partir do meu escrit\u00f3rio, em Stratford, n\u00e3o era suficiente, embora at\u00e9 \u00e0 altura isso significasse para mim uma \u201cboa vida\u201d, sem grandes problemas empresariais. Acabei por optar pela Warner que manifestou um interesse genu\u00edno pela minha m\u00fasica e que, ao mesmo tempo, me proporcionou uma liberdade total em termos criativos.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Que m\u00fasicos trar\u00e1 consigo no concerto em Portugal?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Serei acompanhada por cinco m\u00fasicos, entre os quais Brian Hughes, um guitarrista que tamb\u00e9m toca \u201csitar\u201d, \u201ctampura\u201d e \u201cbalalaika\u201d, a violoncelista \/ teclista Anne Bourne, o violinista Hugh Marsh, o percussionista Richard Lazar e um baixista. Quanto a mim tocarei harpa e piano, para al\u00e9m de cantar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura >> Ter\u00e7a-Feira, 10.03.1992 Loreena Mckennitt Em Portugal O Sumo Do Sol \u201cThe Visit\u201d \u00e9 o cart\u00e3o de visita de Loreena Mvkennitt, uma canadiana loura como o sol que em Portugal descobriu o Graal, na disposi\u00e7\u00e3o sagrada das laranjeiras no jardim interior de um quinta em Azeit\u00e3o. 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