{"id":7967,"date":"2020-03-12T11:01:12","date_gmt":"2020-03-12T18:01:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7967"},"modified":"2020-03-12T11:01:12","modified_gmt":"2020-03-12T18:01:12","slug":"genesis-rui-veloso-chuva-de-estrelas-dossier-so-em-parte-escrito-por-fm-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/03\/12\/genesis-rui-veloso-chuva-de-estrelas-dossier-so-em-parte-escrito-por-fm-natal\/","title":{"rendered":"Genesis + Rui Veloso &#8211; &#8220;Chuva de Estrelas&#8221; (dossier, s\u00f3 em parte escrito por FM &#8211; Natal)"},"content":{"rendered":"<p>Pop-Rock Quarta-Feira, 11.12.1991 (\u201cdossier\u201d)<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>CHUVA DE ESTRELAS<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Este Natal \u00e9 uma fartura. \u00c9 costume artistas consagrados aproveitarem a quadra para regressar \u00e0s lides editoriais. Mas poucos ter\u00e3o sido os anos, desde a saudosa d\u00e9cada de 60, em que o per\u00edodo deu origem a tamanha colheita de novos discos de artistas de primeiro plano (para j\u00e1 n\u00e3o falar de compila\u00e7\u00f5es de \u00eaxitos). Diz-se que foi da guerra do Golfo, que fez as grandes editoras atrasarem para agora o produto que se previa para antes ou a exigirem antecipa\u00e7\u00f5es de artistas que planeavam lan\u00e7ar mais tarde.<br \/>\n\u00c9 esta \u201crentr\u00e9e\u201d recheada de vedetas que se rev\u00eas no presente \u201cdossier\u201d. Consideram-se os nomes mais sonantes, num plano internacional ou nacional, que acabam de editar trabalhos originais de est\u00fadio ou ao vivo. Trata-se de cada um a t\u00edtulo daquilo que \u00e9 fundamental, ou seja, a sua dimens\u00e3o de fen\u00f3meno medi\u00e1tico e comercial, recordando-se os antecedentes e o contexto que assistiram a tais retornos. Nessa medida, as avalia\u00e7\u00f5es dos discos respectivos passam para segundo plano.<br \/>\n\u2026<\/strong><br \/>\n<strong>GENESIS<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7968\" rel=\"attachment wp-att-7968\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/genesis.jpg\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"434\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7968\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/genesis.jpg 652w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/genesis-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/genesis-624x415.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/genesis-100x67.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Phil Collins, Tony Banks e Michael Rutherford chamam \u201cnova era\u201d ao per\u00edodo discogr\u00e1fico iniciado com \u201cAbacab\u201d e cujo pen\u00faltimo cap\u00edtulo remontava a 1986 e a \u201cInvisible Touch\u201d, que, diga-se de passagem, foi n\u00famero um em tudo o que \u00e9 s\u00edtio. Os tr\u00eas Genesis enaltecem as virtudes do est\u00fadio pr\u00f3prio, que, dizem eles, lhes garante um som impec\u00e1vel. Ali\u00e1s, pode dizer-se que est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de enaltecer tudo. Phil Collins, ent\u00e3o, n\u00e3o tem raz\u00f5es de queixa.<br \/>\nAssim, os motivos que os levaram a n\u00e3o p\u00f4r, por enquanto, cobro ao dinossauro s\u00e3o de ordem exclusivamente art\u00edstica. Faz-lhes falta o som de grupo, a companhia m\u00fatua, o acr\u00e9scimo de criatividade segundo a lei de que \u201ctr\u00eas cabe\u00e7as trabalham melhor que uma cabe\u00e7a s\u00f3\u201d.<br \/>\n\u201cWe Can\u2019t Dance\u201d \u00e9 ainda um objecto terap\u00eautico, uma purga, rem\u00e1dio santo para o \u201cstress\u201d dos artistas: \u201caliviou-nos da tens\u00e3o\u201d \u2013 garante Tony Banks, o mais tenso dos Genesis, por acaso aquele que dos tr\u00eas se saiu menos bem nas actividades a solo e, por isso, o mais atreito \u00e0 hipertens\u00e3o.<br \/>\nPassados tantos anos sobre as sa\u00eddas de Peter Gabriel e Steve Hackett, os Genesis resolveram que queriam ser \u201cdiferentes\u201d. Por exemplo, Tony Banks descobriu que existiam outros registos no sintetizador para al\u00e9m das cordas sint\u00e9ticas e que era poss\u00edvel, com um sampler, imitar um som de \u00f3rg\u00e3o. No pr\u00f3ximo \u00e1lbum, l\u00e1 para 2010, talvez nos mostre como \u00e9 poss\u00edvel produzir, com um \u00f3rg\u00e3o, o som de um sampler sint\u00e9tico de cordas. Tony Banks \u00e9 um infeliz. Sente-se \u201cfrustrado\u201d pela falta de sucesso dos seus discos. Os outros apiedaram-se.<br \/>\nPara Phil Collins, mais um menos um disco dos Genesis tanto se lhe d\u00e1 como se lhe deu \u2013 \u00e9 mais uma divers\u00e3o que outra coisa, uma pequena extravag\u00e2ncia \u201craffin\u00e9\u201d. Est\u00e1 bem instalado na vida. N\u00e3o necessita de fazer ondas para fazer dinheiro. Um \u201caid\u201d aqui, um protesto ali, um depoimento humanit\u00e1rio acol\u00e1 garantem-lhe a manuten\u00e7\u00e3o da imagem \u201cclean\u201d e o caudal de divisas. Condescende em dar-se ares de rufia e diz que gosta de pornografia e que \u00e9 contra a censura. Ah, valente!<br \/>\nMike Rutherford toca baixo e tem cara de parvo.<br \/>\nSeria muito bonito, e muito digno, e tudo isso, a lenda, o mito, o nome, se n\u00e3o nos quisessem impingir os discos. Sim, \u00e9 verdade, o Natal \u00e9 boa altura para \u201cdar m\u00fasica\u201d. Mas o que \u00e9 de mais enjoa. Adeus \u00f3 v\u00e3o-se embora.<br \/>\n\u2026<br \/>\n<strong>RUI VELOSO<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7969\" rel=\"attachment wp-att-7969\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ruivelos.jpg\" alt=\"\" width=\"427\" height=\"637\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7969\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ruivelos.jpg 427w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ruivelos-201x300.jpg 201w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ruivelos-67x100.jpg 67w\" sizes=\"auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>N\u00e3o edites amanh\u00e3 o que podes editar hoje, parece ser o lema das editoras neste final de ano. Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, portugueses e estrangeiros escolheram o Natal para deitar c\u00e1 para fora os frutos, verdes ou maduros, nalguns casos podres, da sua inspira\u00e7\u00e3o. \u00c9 um ver se te avias. \u00c0 partida, com Rui Veloso, o risco de \u201cflop\u201d comercial \u00e9 diminuto, tendo em conta que \u00e9 o nome mais sonante do rock portugu\u00eas, o que, com o empurr\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de \u201cmarketing\u201d, garante desde logo o escoamento do produto.<br \/>\nEncomendado pela Comiss\u00e3o dos Descobrimentos e beneficiando de um \u201cbudget\u201d que ter\u00e1 rondado os seis mil contos, \u201cAuto da Pimenta\u201d tem ainda por cima algumas vantagens adicionais: \u00e9 um objecto de apresenta\u00e7\u00e3o luxuosa que, independentemente do conte\u00fado musical, convida \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o. Tudo na embalagem, desde o grafismo imaculado \u00e0 profus\u00e3o de imagens que piscam o olho ao aventureiro dos mares que vive em cada um de n\u00f3s, grita \u201ccomprem-me\u201d. Goste-se ou n\u00e3o, ou\u00e7a-se ou n\u00e3o, \u201cAuto da Pimenta\u201d n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil adivinhar que vai ser a prenda de Natal mais procurada. \u00c9 um valor seguro, um \u201cbibelot\u201d cultural capaz de fazer boa figura na discoteca ou na compacteca, da mesma forma que a colec\u00e7\u00e3o encadernada das obras completas de E\u00e7a de Queir\u00f3s serve para abrilhantar a estante da biblioteca.<br \/>\nDepois, h\u00e1 os Descobrimentos e bl\u00e1, bl\u00e1 bl\u00e1, somos todos her\u00f3is, o mar, o fado, caravelas e saudade, ah que saudades do Imp\u00e9rio (do cinema, bem entendido\u2026), Cam\u00f5es, Fern\u00e3o Mendes Pinto, o Centro Cultural de Bel\u00e9m e para o ano, se Deus quiser e n\u00e3o houver bronca entretanto, a CEE. Assim, quem este Natal n\u00e3o comprar \u201cAuto da Pimenta\u201d, n\u00e3o \u00e9 bom portugu\u00eas nem bom chefe de fam\u00edlia.<br \/>\nO disco, coitado, n\u00e3o tem culpa nenhuma. \u00c9 um bom disco, t\u00e3o bom ou melhor que os outros j\u00e1 gravados pela dupla. Rui Veloso e Carlos T\u00ea fizeram o que se lhes pedia, a revis\u00e3o moderna da epopeia dos Descobrimentos, e fizeram-no bem. \u201cAuto da Pimenta\u201d \u00e9 um manual honesto do \u201cportugu\u00eas moderno\u201d, pintado com as cores do sonho. Uma aventura de trazer por casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop-Rock Quarta-Feira, 11.12.1991 (\u201cdossier\u201d) CHUVA DE ESTRELAS Este Natal \u00e9 uma fartura. \u00c9 costume artistas consagrados aproveitarem a quadra para regressar \u00e0s lides editoriais. 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