{"id":7654,"date":"2019-09-19T10:31:15","date_gmt":"2019-09-19T17:31:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7654"},"modified":"2019-09-19T10:31:15","modified_gmt":"2019-09-19T17:31:15","slug":"exposicao-sobre-celtas-em-veneza-em-demanda-de-um-graal-contemporaneo-celtas-exposicao-veneza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/09\/19\/exposicao-sobre-celtas-em-veneza-em-demanda-de-um-graal-contemporaneo-celtas-exposicao-veneza\/","title":{"rendered":"&#8220;Exposi\u00e7\u00e3o Sobre Celtas, Em Veneza &#8211; Em Demanda De Um Graal Contempor\u00e2neo&#8221; (celtas \/ exposi\u00e7\u00e3o \/ veneza)"},"content":{"rendered":"<p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura  S\u00e1bado, 15.06.1991<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Exposi\u00e7\u00e3o Sobre Celtas, Em Veneza<br \/>\nEm Demanda De Um Graal Contempor\u00e2neo<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Patente ao p\u00fablico desde 24 de Mar\u00e7o e at\u00e9 8 de Dezembro, no pal\u00e1cio Grassi, em Veneza, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cThe Celts Exhibition\u201d prop\u00f5e uma viagem \u00e0s origens da Europa e a descoberta de uma cultura que continua a povoar o nosso imagin\u00e1rio. Os celtas, esse povo estranho a quem os romanos chamaram \u201cb\u00e1rbaros\u201d mas cujas fadas e duendes continuam ainda hoje a fazer sonhar.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7655\" rel=\"attachment wp-att-7655\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/celtas.jpg\" alt=\"\" width=\"563\" height=\"785\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7655\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/celtas.jpg 563w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/celtas-215x300.jpg 215w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/celtas-72x100.jpg 72w\" sizes=\"auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pretende esta \u201cexibi\u00e7\u00e3o celta\u201d facultar a compreens\u00e3o aprofundada de uma heran\u00e7a cultural comum, tanto mais apropriada quanto hoje se continua a discutir a ideia de uma Europa unificada. Como se de novo se assistisse \u00e0 demanda do Santo Graal, o elo perdido, a varinha m\u00e1gica que nos permitisse ultrapassar a crise, transformando em ouro o esterco acumulado durante os s\u00e9culos da \u201cIdade da raz\u00e3o\u201d. Da mesma maneira que os ferreiros e fundidores celtas arrancavam o min\u00e9rio \u00e0 m\u00e3e-terra para forjar, pela t\u00e9cnica e pela magia do fogo (nessa \u00e9poca t\u00e9cnica e magia eram sin\u00f3nimos), a espada do deus ou o caldeir\u00e3o da po\u00e7\u00e3o milagrosa onde Ob\u00e9lix tombou quando era pequeno.<\/p>\n<p><strong>Salas Inici\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Durante mais de oito meses o pal\u00e1cio Grassi sobe no tempo e convida a compreender essa e outras hist\u00f3rias at\u00e9 agora envoltas em mist\u00e9rio. Percorre-se o pal\u00e1cio seguindo um percurso de inicia\u00e7\u00e3o aos tesouros \u201cescondidos\u201d (e paradoxalmente expostos) no centro de vinte sete salas, divididas por dois andares, rodeadas de pain\u00e9is explicativos desenhados por Eliana Gerotto.<br \/>\nCada sala, numerada, recria um ambiente relativo a um t\u00f3pico espec\u00edfico, estabelecendo as diversas etapas de uma viagem cronol\u00f3gica, arqueol\u00f3gica e simb\u00f3lica pelo mundo celta, desde a \u201cpromessa\u201d, dos m\u00edticos antepassados hiperb\u00f3reos, at\u00e9 \u00e0s \u201cmensagem\u201d e \u201cheran\u00e7a\u201d deixadas para decifra\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa do Presente, passando pela \u201centrada dos celtas na Europa\u201d, os \u201ctesouros art\u00edsticos\u201d, \u201canimais m\u00edticos\u201d, o \u201cmundo dos deuses\u201d e o \u201cmundo dos mortos\u201d. Especialmente interessante para n\u00f3s portugueses, a sala dedicada aos celtiberos. Atrav\u00e9s das salas E e F entra-se \u201cno mundo dos celtas com os computadores IBM\u201d, especialmente programados para revelar segredos, at\u00e9 hoje ocultos, aos que gostam de saber tudo e depressa. Na sala A vendem-se cat\u00e1logos, posters e videocassetes. Na B \u00e9 poss\u00edvel comprar prendas alusivas ao tema, para oferecer aos maigos, no regresso. Ao todo a exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane mais de 2200 pe\u00e7as, emprestadas por 200 museus de 34 na\u00e7\u00f5es. O trabalho de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica esteve a cargo de uma equipa de seis especialistas, recrutados de diversas universidades europeias. O resto depende da sensibilidade e do modo de olhar de cada um, sobrando espa\u00e7o tanto para a investiga\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica como para a imagina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDo que foram (e talvez, de algum modo, sejam ainda\u2026) os celtas, fica um esbo\u00e7o capaz de espica\u00e7ar a curiosidade e induzir eventuais interessados a viajar at\u00e9 Veneza, em busca de sonhos por cumprir. Apareceram no centro da Europa, por volta do s\u00e9culo VI a.C., expandindo-se, ao longo de cinco s\u00e9culos, para Oeste at\u00e9 \u00e0 Fran\u00e7a (G\u00e1lia) e Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (Ib\u00e9ria), para Sul at\u00e9 \u00e0 It\u00e1lia e Gr\u00e9cia, para Leste at\u00e9 \u00e0 \u00c1sia Menor (Gal\u00e1tia), ocupando, a Norte, as Ilhas Brit\u00e2nicas, constituindo-se como cultura dominante na Europa Central at\u00e9 ao advento do Cristianismo na Irlanda e o in\u00edcio da Idade M\u00e9dia. Os romanos assustaram-se com estes \u201cb\u00e1rbaros\u201d sem medo de combater, que na procura de uma \u201cmorte gloriosa\u201d buscavam a imortalidade e o conv\u00edvio com os deuses mas que, antes disso, chegaram a amea\u00e7ar a capital do imp\u00e9rio. Nesta luta entre \u201ccivilizados\u201d e \u201cb\u00e1rbaros\u201d, ficariam c\u00e9lebres os feitos dos irredut\u00edveis habitantes de uma certa aldeia gaulesa\u2026 Os gregos tamb\u00e9m n\u00e3o tinham deles opini\u00e3o muito lisonjeura. O escritor Poseidonius descreve-os com \u201cum aspecto aterrador, com vozes profundas e muito roucas\u201d e de temperamento caracterizado pela \u201cfranqueza e fogosidade\u201d, aliadas a uma \u201cfanfarronice infantil\u201d e ao \u201camor pelos enfeites\u201d.<\/p>\n<p><strong>O Ramo Oriental<\/strong><\/p>\n<p>Mas para melhor compreender o esp\u00edrito e a maneira de ser deste povo que afinal praticava a toler\u00e2ncia e se misturava com os povos conquistados (a exposi\u00e7\u00e3o d\u00e1 particular aten\u00e7\u00e3o ao problema de integra\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e cultural gerado pelo fen\u00f3meno expansionista), \u00e9 preciso saber que toda a Hist\u00f3ria evolui a partir de uma uni\u00e3o sincr\u00e9tica original (religiosa), de imediato transformada pela raz\u00e3o, orgulhosa e despeitada, em dial\u00e9ctica. Saber este que passa pelo reconhecimento, na origem, de um elo de liga\u00e7\u00e3o com o Oriente e da matriz comum partilhada por celtas e hindus, ramos divergentes de um tal \u201cPovo do machado de guerra\u201d, localizado no Sul da R\u00fassia. Tamb\u00e9m a raiz das l\u00ednguas celta (indo-europeia) e hindu (originariamente o s\u00e2nscrito) \u00e9 amesma. H\u00e1 at\u00e9 quem encontre semelhan\u00e7as entre as respectivas divindades (alguns deuses celtas aparecem frequentemente figurados na posi\u00e7\u00e3o de medita\u00e7\u00e3o hindu\u2026) ou entre os sacerdotes br\u00e2manes, indianos, e os druidas.<br \/>\nDa mesma forma que no Zen, os celtas acreditavam num mundo uno, interligado, de fronteiras difusas. C\u00e9u e terra cruzavam-se numa zona de brumas (as \u201cBrumas de Avalon\u201d, de que fala Marion Zimmer Bradley) por onde se acedia ao \u201coutro lado\u201d. Os planos f\u00edsico e espiritual fundiam-se numa \u00fanica realidade, confundida com o sonho. Deuses, homens e animais trocavam de forma entre si, num universo em permanente muta\u00e7\u00e3o governado por for\u00e7as m\u00e1gicas, tel\u00faricas (personificadas pelos duendes, fadas, e gnomos das hist\u00f3rias de encantar) e celestes.<br \/>\nEm \u201cTir nan Og\u201d \u2013 \u201cterra da promiss\u00e3o\u201d \u2013 n\u00e3o existia pecado nem castigo, apenas um espa\u00e7o ideal de bem-aventuran\u00e7a onde se podia eternamente brincar. A idade das trevas viria depois, com a Igreja cat\u00f3lica, a apontar o dedo amea\u00e7ador, fazendo a distin\u00e7\u00e3o entre o Bem e o Mal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura S\u00e1bado, 15.06.1991 Exposi\u00e7\u00e3o Sobre Celtas, Em Veneza Em Demanda De Um Graal Contempor\u00e2neo Patente ao p\u00fablico desde 24 de Mar\u00e7o e at\u00e9 8 de Dezembro, no pal\u00e1cio Grassi, em Veneza, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cThe Celts Exhibition\u201d prop\u00f5e uma viagem \u00e0s origens da Europa e a descoberta de uma cultura que continua a povoar o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[722,2413],"tags":[854,2414,2415],"class_list":["post-7654","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-celtica","category-exposicao","tag-celtas","tag-exposicao","tag-graal"],"views":984,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7654"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7656,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7654\/revisions\/7656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}