{"id":7605,"date":"2019-08-28T05:16:25","date_gmt":"2019-08-28T12:16:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7605"},"modified":"2019-08-28T05:16:25","modified_gmt":"2019-08-28T12:16:25","slug":"kronos-quartet-kronos-quartet-hoje-em-lisboa-o-quarteto-da-corda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/08\/28\/kronos-quartet-kronos-quartet-hoje-em-lisboa-o-quarteto-da-corda\/","title":{"rendered":"Kronos Quartet &#8211; &#8220;Kronos Quartet, Hoje, Em Lisboa &#8211; O Quarteto Da Corda&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura  Domingo, 05.05.1991<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Kronos Quartet, Hoje, Em Lisboa<br \/>\nO Quarteto Da Corda<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Hoje \u00e0 noite, no Teatro Tivoli, em Lisboa, os Kronos Quartet v\u00e3o causar estragos nos h\u00e1bitos auditivos mais enraizados. Que se desiluda quem estiver \u00e0 espera de um quarteto de c\u00e2mara convencional. O jazz, a pop e a cl\u00e1ssica vibram nas suas cordas com a mesma intensidade. E a mesma loucura.<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7606\" rel=\"attachment wp-att-7606\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/kq.jpg\" alt=\"\" width=\"483\" height=\"772\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7606\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/kq.jpg 483w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/kq-188x300.jpg 188w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/kq-63x100.jpg 63w\" sizes=\"auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>S\u00e3o considerados a \u201cbig thing\u201d da actualidade, no cap\u00edtulo das cordas. Eruditos, n\u00e3o pretendem s\u00ea-lo nem parec\u00ea-lo. Tocam (e de que maneira) instrumentos de corda, os mais vulgares: violino (dois), viola (acrescente-se \u201cde arco\u201d, n\u00e3o v\u00e3o ficar confundidos os nababos) e violoncelo. Os nomes: David Harrington, John Sherba (violinistas), Hank Dutt (violista), Joan Jeanrenaud (violoncelista). \u201cKronos Quartet\u201d \u2013 a designa\u00e7\u00e3o escolhida. \u201cKronos\u201d, do grego \u201cChronos\u201d, que significa \u201ctempo\u201d. \u201cQuartet\u201d, acredite-se ou n\u00e3o, porque tem a ver com serem quatro.<br \/>\nTecnicamente s\u00e3o perfeitos. Utilizam os instrumentos, algumas (poucas) vezes de forma convencional, mas na maior parte do tempo dedicam-se a arrancar-lhes sons que se diriam emitidos por alien\u00edgenas. O que n\u00e3o admira, se levarmos em considera\u00e7\u00e3o o repert\u00f3rio diversificado, constitu\u00eddo por obras, na maioria escritas e encomendadas pela nata dos compositores contempor\u00e2neos: Terry Riley, Steve Reich, Philip Glass, John Zorn, Jon Hassell, Arvo Part, John Lurie, Ornette Coleman, Istvan Marta, entre outros. Mas a lista de nomes importantes que interpretam n\u00e3o fica por aqui, num total de cerca de 4 mil pe\u00e7as que engloba trabalhos de Anton Webern, Charles Ives, Conlon Nancarrow, Bela Bartok, Astor Piazzolla, Samuel Barber, Aulis Sallinen e\u2026 Jimi Hendrix. H\u00e1 planos para, num futuro pr\u00f3ximo, trabalharem com Sting.<br \/>\nO seu mais recente \u00e1lbum, gravado para a Elektra Nonesuch, como \u00e9 costume e de bom tom nestas coisas da vanguarda, intitula-se \u201cBlack Angels\u201d e inclui temas de Charles Ives, George Crumb, Istvan Marta, Dmitri Shostakovich e, numa inflex\u00e3o \u00e0 m\u00fasica antiga, Thomas Tallis. O disco, tal como os anteriores, \u201cSalome dances for Peace\u201d (m\u00fasica de Terry Riley), metade de \u201cDifferent Trains\u201d (Steve Reich), uma composi\u00e7\u00e3o (2Forbidden Fruit\u201d) em \u201cSpillane\u201d de John Zorn, \u201cWinter was Hard\u201d, \u201cWhite Man Sleeps\u201d, \u201cKronos\u201d e a banda sonora de \u201cMishima\u201d (composta por Philip Glass), est\u00e1 repleto de humor e de proezas virtuos\u00edsticas de espantar, j\u00e1 que os quatro Kronos Quartet primam em fazer da pauta papel de rascunho para escrever, e da escrita, reescrita. No \u00faltimo \u00e1lbum, uma das selec\u00e7\u00f5es, \u201cSpem in Alium\u201d, da autoria do compositor ingl\u00eas do s\u00e9c. XVI, Thomas Tallis, originalmente um moteto para quarenta vozes, transmutou-se numa mistura de oito grava\u00e7\u00f5es do quarteto, em est\u00fadio, de maneira a soar como um naipe orquestral de trinta e dois instrumentos. No extremo oposto, o rock \u2013 Jimi Hendrix jamais sonharia ver \u201cPurple Haze\u201d ser tocado por um quarteto de cordas. A m\u00fasica do quarteto californiano materializa os sonhos mais impens\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Liberdade Formal<\/strong><\/p>\n<p>Os Kronos Quartet sentem-se \u00e0 vontade em todos os g\u00e9neros musicais e permitem-se todas as liberdades. Diz um dos seus membros, David Harrington: \u201cSe n\u00e3o tocasse com este grupo, provavelmente seria jardineiro. De facto, ele permite que todas as minhas fantasias se tornem realidade\u201d.<br \/>\nAfirmam-se pr\u00f3ximos do esp\u00edrito do jazz. Ao vivo mais parecem, de facto, um agrupamento desse tipo, em pleno del\u00edrio de improvisa\u00e7\u00e3o. Nos espect\u00e1culos utilizam jogos de luzes e adere\u00e7os variados (uma vez trouxeram um \u201crobot\u201d para o palco), criando um ambiente caracter\u00edstico de concerto rock. H\u00e1 quem veja neles os Velvet Underground da moderna m\u00fasica de c\u00e2mara. N\u00e3o gostam de etiquetas e preferem que lhes chamem apenas \u201cKronos\u201d, para evitar as conota\u00e7\u00f5es de acad\u00e9mica respeitabilidade que a designa\u00e7\u00e3o \u201cString Quartet\u201d comporta e que de todo renegam. Assumem, como principais influ\u00eancias, David Bowie, Charles Dickens, Isaac Asimov, Rainer Maria Rilke, os Police, Van Gogh, o jazz dos ghettos do Soweto, Beethoven e Hendrix.<br \/>\nNo concerto de hoje \u00e0 noite, v\u00e3o tocar, na primeir aparte, obras de Dumisani Maraire, Foday Musa Suso, John Zorn, Gorecki e Louis Andriessen e, na segunda, a totalidade de \u201cDifferent Trains\u201d de Steve Reich. Uma experi\u00eancia a n\u00e3o perder.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura Domingo, 05.05.1991 Kronos Quartet, Hoje, Em Lisboa O Quarteto Da Corda Hoje \u00e0 noite, no Teatro Tivoli, em Lisboa, os Kronos Quartet v\u00e3o causar estragos nos h\u00e1bitos auditivos mais enraizados. Que se desiluda quem estiver \u00e0 espera de um quarteto de c\u00e2mara convencional. 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