{"id":7493,"date":"2019-06-11T07:01:37","date_gmt":"2019-06-11T14:01:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7493"},"modified":"2019-06-11T07:01:37","modified_gmt":"2019-06-11T14:01:37","slug":"varios-musica-popular-galega-os-eternos-caminhos-de-compostela-artigo-de-opiniao-discos-novos-galiza-celta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/06\/11\/varios-musica-popular-galega-os-eternos-caminhos-de-compostela-artigo-de-opiniao-discos-novos-galiza-celta\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; &#8220;M\u00fasica Popular Galega &#8211; Os Eternos Caminhos De Compostela&#8221; (artigo de opini\u00e3o \/ discos novos \/ galiza \/ celta)"},"content":{"rendered":"<p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura  Ter\u00e7a-Feira, 05.02.1991<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>M\u00fasica Popular Galega<br \/>\nOs Eternos Caminhos De Compostela<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Da Galiza, chegaram at\u00e9 n\u00f3s alguns discos ilustrativos da sua melhor m\u00fasica. Enquanto na vizinha Espanha se exporta a cultura popular, por c\u00e1 n\u00e3o sabemos sequer o que fazer dela.<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7494\" rel=\"attachment wp-att-7494\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/galiza.jpg\" alt=\"\" width=\"661\" height=\"361\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7494\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/galiza.jpg 661w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/galiza-300x164.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/galiza-624x341.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/galiza-100x55.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 661px) 100vw, 661px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Gravados no selo Edigal, sediado em Santiago de Compostela, estes discos de m\u00fasica popular galega, importados pela Mundo da Can\u00e7\u00e3o, valem como amostras exemplares de poss\u00edveis abordagens \u00e0 m\u00fasica tradicional da regi\u00e3o. Contrariamente \u00e0 nossa proverbial indiferen\u00e7a, do outro lado da fronteira h\u00e1 muito se concluiu que s\u00f3 firmemente ancorada a uma heran\u00e7a hist\u00f3rico-cultural \u00e9 poss\u00edvel a uma na\u00e7\u00e3o projectar-se coerentemente em termos de futuro.<br \/>\n\u201cO Cego Andante\u201d, do sanfonista Pablo Quintana, recria, de forma ortodoxa, as dan\u00e7as galegas (neste caso, entre outras, as pasacorredoira, pandareitada e piruxalda), acompanhadas pelo pr\u00f3prio na sanfona, acorde\u00e3o, trompa, \u201cbinco\u201d e conchas, juntamente com o violino de Tomas Garrell e a gaita-de-foles de Carlos Icaza.<br \/>\n\u201cDesafinaturum\u201d, sa\u00fadam os Muxicas, quarteto de inspira\u00e7\u00e3o delirante, impar\u00e1vel de energia e com uma vis\u00e3o pessoal\u00edssima das premissas tradicionais. As \u201cgaitas\u201d, requintas, flautas e sanfona soam vibrantes sobre uma massa cerrada de percuss\u00f5es (bombos, tarranolas, pandeiros, castanholas, tambores), transformando \u201cDesafinaturum\u201d (t\u00edtulo ir\u00f3nico para uma m\u00fasica que n\u00e3o dispensa o humor) num exerc\u00edcio r\u00edtmico alucinante.<br \/>\nContraponto delicado da orgia percussiva, a voz de Maria Xos\u00e9 L\u00f3pez equilibra o lado dionis\u00edaco. Escute-se \u201cNon Sei\u201d para perceber como o universo pode ser triste quando a Natureza e a alma escurecem em conjunto.<\/p>\n<p><strong>Um Jeito Novo<\/strong><\/p>\n<p>Fundada em 1983 por um grupo de emigrados galegos na Argentina, a \u201cAsociacion Folclorica Galega Xeito Novo\u201d dedica-se \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da m\u00fasica da Galiza, bem como \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o de novas formas interpretativas da m\u00fasica do \u201cmundo celta\u201d em geral.<br \/>\nConstitu\u00eddos por nove m\u00fasicos (partilhando entre si o violino, gaita-de-foles, ala\u00fade, sintetizador, piano, bandurria, \u201ctin Whistle\u201d, flautas, guitarra e percuss\u00f5es v\u00e1rias), os Xeito Novo interpretam desde tradicionais escoceses e bret\u00f5es at\u00e9 originais de Paddy Moloney (dos irlandeses Chieftains) e Anton Sloane (Milladoiro), passando pelas t\u00edpicas muineiras, alboradas e foliadas galegas.<br \/>\nSete m\u00fasicos animam os Luar na Lubre, representados por \u201cO Son do Ar\u201d. Uma pan\u00f3plia instrumental alargada (que inclui flautas irlandesas e soprano, gaita-de-foles, ponteira, teclados, baixo, bandolim, guitarra, \u201ctin whistle\u201d, acorde\u00e3o diat\u00f3nico e uma infinidade de percuss\u00f5es) aliada a um not\u00e1vel bom gosto nos arranjos das dan\u00e7as e cantares galegos, desvelam novas e aliciantes perspectivas de encarar a m\u00fasica do Norte da pen\u00ednsula.<br \/>\nMuineiras, gavotas, uma vers\u00e3o da regi\u00e3o de Alba para o cl\u00e1ssico irland\u00eas \u201cMorrison\u2019s Jig\u201d ou a dan\u00e7a dos paus (aprendida com o Sr. Graciano do grupo \u201cOs Barrios\u201d de Muradelle) bem acompanhadas pelos originais de Bieito Romero, enfeiti\u00e7am o corpo e d\u00e3o asas ao esp\u00edrito. N\u00e3o se iludam aqueles para quem o termo \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d significa \u201cvelho\u201d. S\u00e3o jovens os oficiantes do Templo. Eternamente nova, a fonte donde jorra a seiva que vivifica o Mundo.<\/p>\n<p><strong>Coisas Do Arco Da Velha<\/strong><\/p>\n<p>Com os Xorima, o piano abandona os audit\u00f3rios eruditos para se juntar, sobre os palanques rurais, aos seus irm\u00e3os populares. Se a sonoridade se torna em certas ocasi\u00f5es menos fiel aons mandamentos ancestrais, nem por isso deixa de os respeitar, como \u201cDanza do Afiador\u201d ou \u201cO Gaiteiro Avergonado\u201d demonstram \u00e0 exaust\u00e3o.<br \/>\nRecorrendo a uma instrumenta\u00e7\u00e3o variada que inclui (para al\u00e9m das imprescind\u00edveis \u201cgaitas\u201d), o berimbau, bombarda, ocarina, bouzouki e ponteira, \u201cXorima\u201d encaixa sem esfor\u00e7o no \u201cpuzzle\u201d infinito da m\u00fasica celta.<br \/>\nOrigin\u00e1rios de Burgos, os Arco da Vella, contam entre as suas fileiras com Manoel Branas, (sanfona, gaita-de-foles e \u201ctin whistle\u201d) artes\u00e3o da colectividade \u201cObradoiro\u201d, especializada na feitura de instrumentos tradicionais. \u201cNa Noite\u201d passeia-se ao luar por entre as pedras e veredas antigas. \u201cCamino dos Celtas\u201d, sequ\u00eancia de marcha \/ reel \/ jiga, d\u00e1 o mote.<br \/>\nSons nascidos do fundo dos tempos, medievos, como \u201cCom Gran razon\u201d, cantiga de el-rei Afonso X ou a \u201cMarcha Processional de Corpus\u201d de Pontevedra.<br \/>\nInteressantes s\u00e3o finalmente os \u00e1lbuns dos Bretema (\u201cArelas de Verdegal\u201d), vers\u00e3o galega dos Gwendal, prejudicada por deficiente produ\u00e7\u00e3o e incurs\u00f5es, por vezes despropositadas, nos territ\u00f3rios do Jazz, e dos Na Lua (\u201cEstrela de Maio\u201d) mais pr\u00f3ximo de um som que poder\u00edamos designar por \u201cPop c\u00e9ltico\u201d e cujo principal atractivo reside na voz maravilhosa da sua vocalista Uxia.<br \/>\nAo todo, oito discos, oito maneiras de penetrar na alma e cultura galegas, outras tantas li\u00e7\u00f5es que deveriam aproveitar aos ouvidos lusitanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura Ter\u00e7a-Feira, 05.02.1991 M\u00fasica Popular Galega Os Eternos Caminhos De Compostela Da Galiza, chegaram at\u00e9 n\u00f3s alguns discos ilustrativos da sua melhor m\u00fasica. 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