{"id":7486,"date":"2019-06-04T07:33:39","date_gmt":"2019-06-04T14:33:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7486"},"modified":"2019-06-04T07:33:39","modified_gmt":"2019-06-04T14:33:39","slug":"sting-the-soul-cages","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/06\/04\/sting-the-soul-cages\/","title":{"rendered":"Sting &#8211; &#8220;The Soul Cages&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop-Rock 23.01.1991<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A INSOFISM\u00c1VEL CLAREZA DO SISTEMA \u201cQ\u201d<\/p>\n<p>STING<br \/>\nThe Soul Cages<br \/>\nLP, MC e CD, A&#038;M, distri. Polygram<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7487\" rel=\"attachment wp-att-7487\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sting.jpg\" alt=\"\" width=\"283\" height=\"355\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7487\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sting.jpg 283w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sting-239x300.jpg 239w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sting-80x100.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 283px) 100vw, 283px\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/center><br \/>\nDesta vez parece que foi dif\u00edcil. Ou, pelo menos mais dif\u00edcil que em ocasi\u00f5es anteriores. \u00c9 o pr\u00f3prio Sting quem o diz. A inspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o vinha. Somente ao n\u00edvel das letras, cuidado, que no resto, tudo bem. Ele esfor\u00e7ava-se, esfor\u00e7ava-se, mas n\u00e3o havia esfor\u00e7o que lhe valesse. Era sempre o vazio. Pelo sim pelo n\u00e3o, enquanto se prolongava a espera angustiada, o homem dos Police foi adiantando trabalho: alugou est\u00fadio (em Paris), alugou m\u00fasicos (Manu Katche \u2013 bateria; Kenny Kirkland \u2013 teclados; e Dominic Miller \u2013 guitarra), alugou produtor (Hugh Padgham). A m\u00fasica come\u00e7ou a brotar em grandes torrentes de criatividade. Ele eram melodias, acordes, harmonias, introdu\u00e7\u00f5es (musicais), codas, contrapontos, enfim, o comp\u00eandio inteiro do \u201cEscreva voc\u00ea mesmo Uma Can\u00e7\u00e3o\u201d, que n\u00e3o paravam de jorrar da cabe\u00e7a do compositor. Mas, quanto a letras\u2026 o vazio persistia em n\u00e3o se deixar vencer. Sting tentou tudo, para alterar t\u00e3o comprometedora situa\u00e7\u00e3o: passeou, tomou banhos de mar, enfim, a acreditar nas suas palavras, passou grande parte do tempo a caminhar ao acaso por praias \u00e1ridas, meditando sobre o destino e a inutilidade da exist\u00eancia. Talvez por isso, grande parte dos temas deste \u00e1lbum se relacione de algum modo com o mar. Colocada de lado a hip\u00f3tese de crise da meia idade, ter\u00e1 conclu\u00eddo que \u201cn\u00e3o pode ser s\u00f3 isso\u201d, que \u201c\u00e9 preciso ir mais fundo, ao princ\u00edpio de tudo!&#8230;\u201d. A resposta encontrava-se escondida algures nos meandros mais rec\u00f4nditos da mem\u00f3ria. Imagens de um certo barco\u2026 de um rio que desaguava no mar\u2026 (h\u00e1 algum que n\u00e3o desague?&#8230;). Ent\u00e3o, de repente, no seu esp\u00edrito, fez-se luz. E fez-se o disco. Disco t\u00edpico de quem n\u00e3o tem nada de novo para dizer. Sting deveria ter dado ouvidos ao sil\u00eancio e esperar um pouco mais antes de gravar. Ao inv\u00e9s, optou por esconder a falta de inspira\u00e7\u00e3o, recorrendo \u00e0 inventividade do produtor e \u00e0s requintadas t\u00e9cnicas de est\u00fadio, incluindo o misterioso e revolucion\u00e1rio sistema Q. O sistema Q \u00e9 um sofisticado produto da nova gera\u00e7\u00e3o \u00e1udio, que permite, utilizando qualquer aparelhagem estereof\u00f3nica convencional, reproduzir na perfei\u00e7\u00e3o um palco sonoro tridimensional. Pensava-se que qualquer boa aparelhagem conseguisse tal proeza, mas afinal n\u00e3o passava de uma patranha bem engendrada. Reconhe\u00e7a-se que o som Q atinge de facto uma pureza e claridade excepcionais. A que Sting, infelizmente n\u00e3o deu, em termos musicais, a resposta adequada. Nove temas chegam para mostrar que o autor dos trabalhos anteriores, \u201cThe Dream of the Blue Turtle\u201d e \u201cNothing but the Sun\u201d, est\u00e1 realmente em crise. Lan\u00e7a m\u00e3o a tudo para tentar esconder que o rei vai nu, mas em v\u00e3o. H\u00e1 a j\u00e1 citada produ\u00e7\u00e3o (irrepreens\u00edvel) e, sobretudo, o truque actualmente na moda, da ornamenta\u00e7\u00e3o ex\u00f3tica e mais ou menos \u201cworld\u201d, cujo mote \u00e9 dado logo de entrada, com \u201cIsland of Souls\u201d, que julgar\u00edamos pertencer a um qualquer disco de Stephan Micus. Para o efeito, recrutaram-se o obo\u00e9 de Paola Paparelle e a gaita-de-foles de Kathryn Tickell. O saxofone Branford Marsalis limita-se a ser mais um enfeite que passa despercebido. Por\u00e9m, \u00e0 medida que cada tema se vai desenvolvendo, \u00e9 o deserto de ideias, encoberto por nuvens de misticismo, com constantes alus\u00f5es a \u201cbarcos que singram em direc\u00e7\u00e3o a terra de sonho\u201d, oceanos imensos, anjos que tombam do c\u00e9u, luz, muita luz e am consequente auto-ilumina\u00e7\u00e3o. O pior \u00e9 a banalidade das can\u00e7\u00f5es, quase todas baladas de tempo m\u00e9dio em que o cantor se limita a despejar as palavras e a alinhavar meia d\u00fazia de frases mel\u00f3dicas. Excep\u00e7\u00f5es s\u00e3o o instrumental que abre o segundo lado, \u201cSaint Agnes and the Burning Trian\u201d, tecido por uma guitarra ac\u00fastica desenhando arabescos flamenco-arabizantes sobre um arranjo de extrema limpidez, e o tema seguinte, \u201cThe Wild, Wild Sea\u201d, em que, por uma vez, a interpreta\u00e7\u00e3o de Sting consegue ser convincente. De resto, assiste-se \u00e0 queda do imp\u00e9rio, aparentemente s\u00f3lido, edificado \u00e0 custa dos anteriores \u00e1lbuns, substitu\u00eddo pela ditadura ass\u00e9ptica do sistema Q.<br \/>\n**<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop-Rock 23.01.1991 A INSOFISM\u00c1VEL CLAREZA DO SISTEMA \u201cQ\u201d STING The Soul Cages LP, MC e CD, A&#038;M, distri. Polygram Desta vez parece que foi dif\u00edcil. 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