{"id":7420,"date":"2019-05-15T07:06:22","date_gmt":"2019-05-15T14:06:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7420"},"modified":"2019-05-15T07:06:22","modified_gmt":"2019-05-15T14:06:22","slug":"nico-requiem-pela-dama-de-negro-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/05\/15\/nico-requiem-pela-dama-de-negro-cinema\/","title":{"rendered":"Nico &#8211; &#8220;Requiem Pela Dama De Negro&#8221; (cinema)"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> cinema)<br \/>\n13 Junho 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<strong><em>requiem pela dama de negro<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7421\" rel=\"attachment wp-att-7421\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nico.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"645\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7421\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nico.jpg 640w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nico-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nico-298x300.jpg 298w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nico-624x629.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nico-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><\/center><br \/>\n<em>Warhol viu nela o esc\u00e2ndalo. Garrel a beleza da trag\u00e9dia. Nico passou pela vida e pela obra de ambos da mesma maneira que a sua m\u00fasica marcou os Velvet Underground e deixou cicatrizes dentro de cada um de n\u00f3s. N\u00e3o se adora a lua impunemente. Para adorar, na Cinemateca, este m\u00eas.<\/em><\/p>\n<p>Nico, cantora e atriz \u2013 diz o mini-ciclo na Cinemateca Portuguesa. Nico, mulher fatal. Philippe Garrel, cineasta. Ele afirmou um dia que fazia filmes para n\u00e3o se suicidar. Ela tomava comprimidos para dormir, comprimidos para acordar e comprimidos para viver. Costumava desfalecer sem raz\u00e3o aparente. Estavam destinados a encontrar-se e a viver um com o outro. Assim aconteceu at\u00e9 ao dia em que ela morreu, a 18 de Julho de 1988, \u00e0s oito horas da noite, no hospital de Nisto, em Cannes, aos 50 anos, v\u00edtima de uma hemorragia cerebral provocada por uma queda de bicicleta, ao esbarrar contra uma \u00e1rvore quando dava um passeio por Ibiza.<br \/>\n\tEle nunca se conseguiu libertar do fantasma e continua a filmar como se ela continuasse presente \u2013 a esfinge. A deusa da lua, como lhe chamavam. Nico e Philippe Garrel. Como antes tinham sido Nico e Fellini, Nico e Brian Jones, Nico e Alain Delon, Nico e Bob Dylan, Nico e Andy Warhol, Nico e Lou Reed e John Cale, Nico e Jackson Browne. Nico e Warhol \u00e9 igual a <strong>Chelsea Girls<\/strong> (vai ser exibido no <strong>dia 18, \u00e0s 21h30<\/strong>). Nico e Garrel \u00e9 igual a <strong>La Cicatrice Int\u00e9rieure (dia 25, \u00e0s 21h30)<\/strong> e a <strong>Les Hautes Solitudes (dia 26, \u00e0s 21h30)<\/strong>.<br \/>\n\tNico e a morte. Morte que cada um podia ver a brilhar nos seus olhos azuis de cristal, na sua voz de m\u00e1rmore, na sua m\u00fasica de orgasmos gelados. Nico foi a l\u00e1pide erigida ao rock dos anos 60 que sobreviveu pela d\u00e9cada seguinte como uma m\u00e1scara de cera mantida viva artificialmente por alguns dos homens que a veneraram como se venera a noite. John Cale, produtor de \u00e1lbuns como \u201cThe End\u201d e \u201cDrama of Exile\u201d, que fez dela a diva petrificada da new wave, do g\u00f3tico e da eletr\u00f3nica zombie. E Garrel, claro, que com ela viveu, com ela enlouqueceu e com ela filmou \u201cLa Cicatrice Int\u00e9rieure\u201d (1972), \u201cAthanor\u201d (1972), \u201cLes Hautes Solitudes\u201d (1974), \u201cUn Ange Passe\u201d (1975), \u201cLe Berceau de Cristal\u201d (1976), \u201cVoyage au Jardin des Morts\u201d (1978), \u201cLe Bleu des Origines\u201d (1979) e, j\u00e1 como presen\u00e7a fantasm\u00e1tica, post-mortem, \u201cJ\u2019Entends plus la Guitarre\u201d (1991) ou \u201cSauvage Innocence\u201d (2001).<\/p>\n<p>\t<strong>serei o teu espelho<\/strong>. E, no entanto, Nico era outra. Quem, n\u00e3o se sabe. N\u00e3o se soube nunca. Apenas que era loura mas que ficou imortalizada como morena, cor mais adequada \u00e0s feiticeiras. Ou \u201canother cooler Dietrich for another cooler generation\u201d, como algu\u00e9m a caracterizou, adivinhando-lhe o carisma de mulher fatal, sem saber at\u00e9 que ponto este \u201cfatal\u201d seria levado \u00e0 letra. Apenas que n\u00e3o se chamava Nico mas Christa P\u00e4ffgen (foi um fot\u00f3grafo que, aos 15 anos, em Ibiza, lhe p\u00f4s este nome, em homenagem a uma namorada morta, Nico Papatakis, a morte, sempre a morte). Apenas que n\u00e3o era cantora mas que a sua voz, vinda sabe-se l\u00e1 de que abismos do ser, n\u00e3o teve paralelo em nenhuma outra int\u00e9rprete da m\u00fasica popular. Apenas que n\u00e3o era m\u00fasica mas que a m\u00fasica que nos deixou, composta embora por outros, nos arrepia. Como um romance de Lovecraft em que uma personagem louca desenterra o \u201cNecronomicon\u201d para insuflar vida aos mortos.<br \/>\n\tNico foi, acima de tudo, uma personagem. Um molde. Um sil\u00eancio adequado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do mito. Com \u201cBitter dreams are made of this\u201d afixado em cartaz.<br \/>\n\tGarrel fez dela uma presen\u00e7a (ou uma aus\u00eancia) de luz negra, personifica\u00e7\u00e3o daquela eternidade que os poetas rom\u00e2nticos Holderlin e Novalis encaravam como a dissolu\u00e7\u00e3o final nas trevas, na grande noite universal, m\u00e3e dos sonhos e das quimeras. Em \u201cLe Bercaeu de Cristal\u201d a \u00fanica voz que se ouve \u00e9 a dela, declamando um poema, sobre a m\u00fasica do guitarrista Manuel Gottsching, dos Ash Ra Tempel (a BSO est\u00e1 dispon\u00edvel em CD numa bel\u00edssima edi\u00e7\u00e3o da Spalax), designa\u00e7\u00e3o ent\u00e3o j\u00e1 encurtada para Ashra, de cuja forma\u00e7\u00e3o fazia parte, precisamente, Lutz Ulbricht, amigo e empres\u00e1rio da cantora e antigo elemento do grupo de \u201ckrautrock\u201d, Agitation Free.<br \/>\n\tPodemos encadear algumas pe\u00e7as soltas. O que Gottsching\/Ashra comp\u00f5e \u00e9 um mantra de sonoridades c\u00f3smicas que, progressivamente, coloca o espectador em transe, num cume mental a que o final do filme p\u00f5e termo de forma abrupta, como uma ressaca instant\u00e2nea.<br \/>\n\tS\u00e3o as \u201caltas solid\u00f5es\u201d de que Nietzsche fala na sua obra po\u00e9tico-filos\u00f3fica e s\u00e3o deste filme as imagens que ilustram a capa de \u201cThe End&#8230;\u201d, \u00e1lbum de 1974, com produ\u00e7\u00e3o de John Cale, de cujo alinhamento faz parte uma vers\u00e3o, ainda mais agonizante que o original, de \u201cThe end\u201d, de Jim Morrison que, por sua vez, travou conhecimento com a germ\u00e2nica em moldes que a c\u00e2mara de Oliver Stone filmou \u2013 em \u201cThe Doors- O Mito de uma Gera\u00e7\u00e3o\u201d, biografia ficcionada dos The Doors \u2013 de forma pouco cat\u00f3lica, elipse que subentende uma sess\u00e3o de sexo oral entre os dois, num elevador. Dificilmente represent\u00e1vel como \u00edcone sexual ou er\u00f3tico, independentemente das sugest\u00f5es de necrofilia que a sua figura pode induzir (h\u00e1 quem jure ter visto o seu rosto transformar-se numa caveira, durante um concerto realizado numa catedral em Fran\u00e7a nos anos 70) restava, ainda neste caso, a representa\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia ou pela redu\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade despojada de qualquer sentimento. Nico, ainda e sempre, a pedra tumular sob a qual se escondem segredos insond\u00e1veis.<\/p>\n<p>\t<strong>a vida amarga<\/strong>. Christina P\u00e4ffgen, ou P\u00e4fgens, ou Pf\u00e4ffen, nasceu em Budapeste, em 1938, filha de m\u00e3e espanhola e pai jugoslavo (morto num campo de concentra\u00e7\u00e3o nazi). Come\u00e7ou por ser costureira e, aos 13 anos, vendeu \u201clingerie\u201d. Um ano mais tarde j\u00e1 trabalhava como modelo em Berlim. Participou pela primeira vez como atriz numa cena, filmada em Capri, de \u201cFor the First Time\u201d, de Rudolph Mat\u00e9, com Mario Lanza. Conheceu Ibiza e por l\u00e1 ficou. A lua buscando a prote\u00e7\u00e3o do sol.<br \/>\n\tDe f\u00e9rias, em 1959, num \u201cpalazzo\u201d em Roma, um amigo convidou-a para figura\u00e7\u00e3o em \u201cLa Dolce Vita\u201d, de Fellini. Passeou-se no \u201cplateau\u201d com um candelabro nas m\u00e3os, numa festa. O realizador reparou nela (quem n\u00e3o repararia?) e convidou-a para participar no filme. Nascia o mito.<br \/>\n\tDepois de assistir a aulas de representa\u00e7\u00e3o no Actor\u2019s Studio, de Nova Iorque, na mesma classe de Marilyn, conseguiu um dos principais pap\u00e9is em \u201cStrip-Tease\u201d, de Jacques Poitrenaud. Gravou com Serge Gainsbourg o t\u00edtulo-tema mas o single n\u00e3o foi editado, surgindo em seu lugar uma outra vers\u00e3o, por Juliette Gr\u00e9co.<br \/>\n\tEm 1964 conheceu Brian Jones, dos Stones, que a apresentou a Andrew Loog Oldham, ent\u00e3o produtor do grupo. Gravou para o selo Immediate o single \u201cI\u2019m not sayin\u2019\u201d, composi\u00e7\u00e3o de Gordon Lightfoot, com o guitarrista Jimmy Page, que se viria a notabilizar nos Led Zeppelin, e produ\u00e7\u00e3o de Oldham.<br \/>\n\tUma rela\u00e7\u00e3o amorosa com o ator Alain Delon, da qual nasceu um filho, Ari (h\u00e1 uma can\u00e7\u00e3o dedicada a ele, em \u201cThe Marble Index\u201d) antecipou outro encontro, desta feita com Bob Dylan, que lhe ofereceu \u201cI\u2019ll keep it with mine\u201d (mais tarde inclu\u00edda no \u00e1lbum de estreia da cantora, \u201cChelsea Girl\u201d) e lhe dedicou \u201cVisions of Johanna\u201d, do \u00e1lbum \u201cBlonde on Blonde\u201d. \u00c9 Dylan quem, por interm\u00e9dio do poeta G\u00e9rard Malanga, a conduziu \u00e0 boca do lobo e da gl\u00f3ria, Andy Warhol, que a convocou para participar nos seus filmes experimentais, como \u201cThe Chelsea Girls\u201d (1966, m\u00edtico jogo de bobines intermut\u00e1veis das quais a cantora alem\u00e3 protagoniza as marcadas com n\u00famero de s\u00e9rie 1, \u201cNico in kitchen\u201d, e 12, \u201cNico crying\u201d), \u201cScreen Tests\u201d (1964-66), \u201cThe Velvet Underground &#038; Nico (A Symphony of Sound\u201d (1966), \u201cI, a Man\u201d (1967, este com assinatura, na realiza\u00e7\u00e3o, de Paul Morrisey) ou \u201cImitation of Christ\u201d.<br \/>\n\tA sua vontade de fazer carreira como cantora, leva Warhol a integr\u00e1-la no espet\u00e1culo multim\u00e9dia Exploding Plastic Inevitable e, consequentemente, nas grava\u00e7\u00f5es do m\u00edtico \u201c\u00e1lbum da banana\u201d dos Velvet Underground, onde vocaliza tr\u00eas memor\u00e1veis composi\u00e7\u00f5es de Lou Reed, \u201cFemme fatale\u201d, \u201cAll tomorrow\u2019s parties\u201d e \u201cI\u2019ll be your mirror\u201d. Ao vivo, canta em clubes como o Blue Angel, acompanhada, al\u00e9m de Reed, Cale e Sterling Morrison, por futuros ilustres como Tim Hardin, Tim Buckley e Jackson Browne, com quem manter\u00e1 uma curta rela\u00e7\u00e3o e que lhe oferece as can\u00e7\u00f5es \u201cThese days\u201d e \u201cThe fairest of the seasons\u201d, ambas inclu\u00eddas no disco solo de estreia.<br \/>\n\tMas os Velvet, no meio de disputas entre Cale e Reed provocadas pelo ci\u00fame, n\u00e3o suportam a press\u00e3o de se verem ofuscados pelo brilho da est\u00e1tua e despedem-na. \u00c9 Cale, por\u00e9m, quem relan\u00e7a a sua carreira a solo, ao produzir \u201cThe End&#8230;\u201d (1974), j\u00e1 depois da cantora ter lan\u00e7ado em 1969 o que poder\u00e1 ser considerado a sua obra-prima, \u201cThe Marble Index\u201d, seguido do surreal \u201cDesertshore\u201d (1970), em cuja fotografia da capa se pode ver Nico numa cena do filme de Garrel, \u201cLa Cicatrice Int\u00e9rieure\u201d, que se estrearia dois anos mais tarde.<\/p>\n<p>\t<strong>o abandono<\/strong>. Ap\u00f3s um interregno de sete anos, durante os quais assombra os palcos na companhia do seu \u201charmonium\u201d (a sua imagem, de p\u00e9, hirta, atr\u00e1s deste instrumento, \u00e9 um dos primeiros paradigmas gr\u00e1ficos do \u201cg\u00f3tico\u201d), do \u00e1lcool e da hero\u00edna, compondo dedicat\u00f3rias aos amigos mortos, reaparece com \u201cDrama of Exile\u201d (1981), j\u00e1 aureolada com o estatuto de \u201cpunk goddess\u201d, concluindo-se a sua discografia a solo com \u201cCamera Obscura\u201d (1985), tentativa de reciclagem, novamente a cargo de John Cale, destinada a apresent\u00e1-la num novo formato eletr\u00f3nico. Al\u00e9m destes \u00e1lbuns, circulam no mercado quantidades consider\u00e1veis de \u201cbootlegs\u201d, colet\u00e2neas e arquivos ao vivo. Faltava esperar pelo fim.<br \/>\n\t\u201cIbiza \u00e9 o meu local favorito, \u00e9 l\u00e1 que hei-de morrer\u201d, afirmou numa entrevista. O destino e uma \u00e1rvore, contra a qual esbarrou durante o tal passeio fat\u00eddico de bicicleta, fizeram-lhe a vontade. Ela que tamb\u00e9m dissera: \u201cTenho o h\u00e1bito de abandonar os s\u00edtios nas alturas erradas, precisamente quando algo de bom est\u00e1 prestes a acontecer-me\u201d.<br \/>\n\tO seu corpo repousa ao lado do de sua m\u00e3e, num cemit\u00e9rio na floresta de Grunewald, numa das margens do rio Wannsee, em Berlim. Pode l\u00e1 ir-se, num velho autocarro que parte de hora a hora da esta\u00e7\u00e3o de metro de Wannsee. De Inverno o cemit\u00e9rio fecha cedo. Conta-se que, durante o enterro, um grupo de amigos tocava \u201cDesertshore\u201d num gravador de cassetes. Quase jurar\u00edamos que a faixa final, \u201cLe petit chevalier\u201d. Onde Nico \u00e9 conduzida pela voz de uma crian\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> cinema) 13 Junho 2003 requiem pela dama de negro Warhol viu nela o esc\u00e2ndalo. 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