{"id":7359,"date":"2019-04-16T03:33:59","date_gmt":"2019-04-16T10:33:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7359"},"modified":"2019-04-16T03:33:59","modified_gmt":"2019-04-16T10:33:59","slug":"ted-nash-quintet-the-schulldogs-andrew-hill-sextet-o-louco-no-alto-do-monte-concertos-festivais-jazz-seixal-jazz-2003","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/04\/16\/ted-nash-quintet-the-schulldogs-andrew-hill-sextet-o-louco-no-alto-do-monte-concertos-festivais-jazz-seixal-jazz-2003\/","title":{"rendered":"Ted Nash Quintet + The Schulldogs + Andrew Hill Sextet &#8211; &#8220;O \u201cLouco\u201d No Alto Do Monte&#8221; (concertos \/ festivais \/ jazz \/ seixal jazz 2003)"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> cultura >> jazz >> concertos \/ festivais)<br \/>\nter\u00e7a-feira, 4 Novembro 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<em><strong>O \u201clouco\u201d no alto do monte<\/strong><\/em><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>TED NASH QUINTET<\/strong><br \/>\n(5\u00aa feira, 2\u00ba \u201cset\u201d)<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>THE SCHULLDOGS<\/strong><br \/>\n(6\u00aa feira, \u201cset\u201d \u00fanico)<\/p>\n<p><strong>ANDREW HILL SEXTET<\/strong><br \/>\n(s\u00e1bado, 1\u00ba e 2\u00ba \u201csets\u201d)<br \/>\nSEIXAL Audit\u00f3rio Municipal do F\u00f3rum Cultural<br \/>\nAssist\u00eancia m\u00e9dia: salas cheias<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7360\" rel=\"attachment wp-att-7360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ah-1.jpg\" alt=\"\" width=\"339\" height=\"601\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7360\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ah-1.jpg 339w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ah-1-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ah-1-56x100.jpg 56w\" sizes=\"auto, (max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>Jazz contempor\u00e2neo, mais ou menos vanguardista, preencheu o programa dos tr\u00eas \u00faltimos dias do Seixal Jazz 2003. Boa m\u00fasica, quase toda. &#8220;Boa&#8221; \u00e9 adjetivo valioso nos dias que correm. J\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o os tempos em que tocar e ser jazz era uma quest\u00e3o de vida ou de morte. Hoje toca-se bem mas \u00e9 raro encontrar-se o genu\u00edno esp\u00edrito de aventura, a entrega sem calculismo, o tudo ou nada que transforma a vida de quem faz e de quem ouve.<br \/>\nPassou-se isto na quinta-feira, com o quinteto de Ted Nash. Jazz com todas as letras, faltou-lhe a labareda que queima. No segundo &#8220;set&#8221;, Nash, esguio de estilo e na figura a fazer lembrar John Lurie, percorreu de alto a baixo as escalas e as gamas expressivas do tenor, bem mais selvagem do que na elegante produ\u00e7\u00e3o do seu mais recente registo discogr\u00e1fico, &#8220;Still Evolved&#8221;, conseguindo fazer esquecer a presen\u00e7a da pauta, ainda que longe de atingir a fronteira al\u00e9m da qual o desconhecido encara o m\u00fasico de frente.<br \/>\nNa sec\u00e7\u00e3o r\u00edtmica brincou-se e de que maneira. Matt Wilson (um s\u00f3sia de Miguel Esteves Cardoso) revelou ser baterista &#8220;gourmet&#8221; dos pequenos sons e dos ritmos hipn\u00f3ticos. Cada tambor, cada prato, cada parte de metal, madeira ou pele, foi percutido com um sentido agudo da acentua\u00e7\u00e3o e das varia\u00e7\u00f5es de timbre. Acompanhando cada inflex\u00e3o com o esgar facial apropriado, Wilson foi simples nos compassos mas requintado no toque, fazendo um solo em trote de cavalo, longo, progressivo, com a baqueta esquerda a tamborilar na parte de fora do tambor, como uma espora. De uma aten\u00e7\u00e3o extrema ao menor est\u00edmulo, de si pr\u00f3prio e dos outros, combinou de forma perfeita com o contrabaixo de Ben Allison.<br \/>\nConfiss\u00e3o: Nunca nos perdemos de amores por \u00e1lbuns deste m\u00fasico como &#8220;Peace Pipe&#8221; (demasiado verniz\u2026) mas ao vivo o senhor \u00e9 outra coisa. Uma m\u00e1quina, como se costuma dizer. Aut\u00eantico dan\u00e7arino, alternou pulsa\u00e7\u00f5es sangu\u00edneas com uma leveza e precis\u00e3o not\u00e1veis, com &#8220;swing&#8221; para dar e vender. Talvez o maior defeito de um concerto formalmente sem m\u00e1cula fosse precisamente tanta leveza, tanta eleg\u00e2ncia, numa demonstra\u00e7\u00e3o de talento e &#8220;savoir faire&#8221; que, honra seja feita aos m\u00fasicos, esteve, por\u00e9m, longe do mero exibicionismo.<br \/>\nCom os Schulldogs, dos irm\u00e3os George e Ed, respetivamente baterista e contrabaixista, que atuaram em &#8220;set&#8221; \u00fanico na sexta-feira, foi sempre a malhar. Na falta do motor harm\u00f3nico que \u00e9 o piano, o som cru e, por vezes, abrasivo, do quarteto pautou-se pela nevrose dos sopros, j\u00e1 que os dois manos da sec\u00e7\u00e3o r\u00edtmica mostraram ser pouco mais do que pedreiros competentes. Soprou Rich Perry, mais pr\u00f3ximo da tradi\u00e7\u00e3o. Soprou o menosprezado Herb Robertson (autor de \u00e1lbuns magn\u00edficos dos anos 80 como &#8220;X-Cerpts&#8221; e &#8220;Shades of Bud Powell&#8221;), invariavelmente em alta velocidade, na zona vermelha dos agudos e do paroxismo. Uma sova de p\u00f3s-free, p\u00f3s-jazz, p\u00f3s-ouvidos ficarem a zunir.<br \/>\nS\u00e1bado, no encerramento do Seixal Jazz 2003, um grande m\u00fasico e um grande concerto. Andrew Hill, em sexteto a evocar a grandeza de &#8220;Point of Departure&#8221; (como notou o apresentador em voz &#8220;off&#8221;) levou ao festival jazz daquele que (ainda) faz falta: tradicional mas pujante de energia e criatividade, a exigir de cada m\u00fasico o impulso individual, sim, mas em perfeita conson\u00e2ncia com a arquitetura do coletivo.<br \/>\nBem ancorados numa sec\u00e7\u00e3o r\u00edtmica composta por um John Hebert de ferro, no contrabaixo, e por um Nasheet Waits, na bateria, bem mais disciplinado do que no trio de Jason Moran, os dois saxofonistas (Greg Tardy no tenor, Jason Yard &#8211; substituto de \u00faltima hora de Marty Ehrlich &#8211; no alto e no soprano), deram livre curso \u00e0 improvisa\u00e7\u00e3o, correndo em passada larga entre e sobre o &#8220;free-bop&#8221; e o &#8220;free free&#8221;, gritando, respirando com a alma inteira, trazendo \u00e0 mem\u00f3ria os &#8220;safaris&#8221; de Pharoah Sanders \u00e0 ca\u00e7a de luz.<br \/>\nHill foi o maestro discreto, Monkiano no &#8220;touching&#8221;, no gosto pelas disson\u00e2ncias e na articula\u00e7\u00e3o dos sil\u00eancios cheios. Tocando seco, abdicou do pedal de resson\u00e2ncia para se concentrar no essencial de cada frase mel\u00f3dica. A cabe\u00e7a \u00e9 que, aos 66 anos, deu mostras de estar j\u00e1 um bocadinho mais para l\u00e1 do que para c\u00e1. Apresentou os m\u00fasicos uma m\u00e3o cheia de vezes e cortou a &#8220;onda&#8221; quando parecia que algo mais poderia acontecer\u2026 &#8220;The fool on the hill&#8221;?&#8230; S\u00e3o poucos os que enfrentam os ventos que sopram no cume dos montes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> cultura >> jazz >> concertos \/ festivais) ter\u00e7a-feira, 4 Novembro 2003 O \u201clouco\u201d no alto do monte TED NASH QUINTET (5\u00aa feira, 2\u00ba \u201cset\u201d) THE SCHULLDOGS (6\u00aa feira, \u201cset\u201d \u00fanico) ANDREW HILL SEXTET (s\u00e1bado, 1\u00ba e 2\u00ba \u201csets\u201d) SEIXAL Audit\u00f3rio Municipal do F\u00f3rum Cultural Assist\u00eancia m\u00e9dia: salas cheias Jazz contempor\u00e2neo, mais ou menos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[187,724,841,413,1467,12],"tags":[1910,2181,2180,2178,2177,2179],"class_list":["post-7359","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ao-vivo","category-artigos-2003","category-concertos","category-em-portugal","category-festivais","category-jazz","tag-andrew-hill","tag-andrew-hill-sextet","tag-schulldogs-the","tag-ted-nash","tag-ted-nash-quintet","tag-the-schulldogs"],"views":1014,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7359"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7361,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7359\/revisions\/7361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}