{"id":7335,"date":"2019-04-05T07:53:18","date_gmt":"2019-04-05T14:53:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7335"},"modified":"2019-04-05T07:53:18","modified_gmt":"2019-04-05T14:53:18","slug":"louis-armstrong-the-complete-hot-five-hot-seven-recordings-volumes-1-2-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/04\/05\/louis-armstrong-the-complete-hot-five-hot-seven-recordings-volumes-1-2-3\/","title":{"rendered":"Louis Armstrong &#8211; &#8220;The Complete Hot Five &#038; Hot Seven Recordings, Volumes 1, 2 &#038; 3&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 4 Outubro 2003<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Com \u201cSatchmo\u201d e as suas forma\u00e7\u00f5es do final dos anos 20, Hot Five e Hot Seven, o jazz entrou na sua idade adulta.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong><em>What a wonderful new world<\/em><\/p>\n<p>LOUIS ARMSTRONG<br \/>\nThe Complete Hot Five &#038; Hot Seven Recordings, Volumes 1, 2 &#038; 3<br \/>\n10 | 10<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7336\" rel=\"attachment wp-att-7336\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/la.jpg\" alt=\"\" width=\"297\" height=\"293\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7336\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/la.jpg 297w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/la-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><br \/>\nNos anos 20, na \u00e9poca em que o jazz era apenas \u201cm\u00fasica de pretos\u201d, Louis Armstrong limpou a m\u00e1 consci\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o americana branca, cujo racismo confinara o jazz, logo \u00e0 nascen\u00e7a, ao gueto das m\u00fasicas folcl\u00f3ricas, mais ou menos \u201cex\u00f3ticas\u201d. A m\u00fasica de \u201cSatchmo\u201d, se n\u00e3o aboliu inteiramente os preconceitos, obrigou pelo menos a que todos reparassem nela.<br \/>\n\tDe New Orleans, cidade-ber\u00e7o de \u201cSatchmo\u201d, para Chicago, onde ele e outros jazzmen representativos do jazz de New Orleans se instalaram para melhor fazer passar a sua mensagem de afirma\u00e7\u00e3o, por enquanto sobretudo est\u00e9tica, mas tamb\u00e9m por motivos econ\u00f3micos, Armstrong lan\u00e7ou as ra\u00edzes do jazz cl\u00e1ssico. A emancipa\u00e7\u00e3o chegaria mais tarde.<br \/>\n\tDepois de passagens pela Creole Jazz Band, de King Oliver e da \u201cbig band\u201d de Fletcher Henderson, onde permaneceu durante 13 anos, Louis integrou, a partir de 1925, pequenas forma\u00e7\u00f5es, as Hot Five e Hot Seven, que, num per\u00edodo de quatro anos, entre 1925 e 1929, gravaram para o selo Okeh uma s\u00e9rie de sess\u00f5es que entrariam para a hist\u00f3ria.<br \/>\n\tO presente pacote de reedi\u00e7\u00f5es, remasterizadas e enriquecidas com um extenso rol de notas informativas, agrupa as sess\u00f5es nos volumes 1 (Novembro de 1925 a Novembro de 1926), 2 (Novembro de 1926 a Dezembro de 1927) e 3 (Dezembro de 1927 a Dezembro de 1929) destas grava\u00e7\u00f5es, ficando, para j\u00e1, de fora, um tomo-extra que abrange sess\u00f5es que v\u00e3o at\u00e9 Abril de 1930.<br \/>\n\tA seu lado \u201cSatchmo\u201d tinha duas lenas do jazz de New Orleans, o trombonista Edward \u201cKid\u201d Ory (que j\u00e1 o contratara para tocar corneta, ainda antes de entrar para o grupo de King Oliver. Ory seria entretanto substitu\u00eddo por John Thomas) e o clarinetista Johnny Dodds.<br \/>\n\tOs Hot Five e Hot Seven trouxeram para o jazz o balan\u00e7o do \u201cswing\u201d, lan\u00e7ando-o \u00e0 cara da popula\u00e7\u00e3o branca, que aproveitou para dan\u00e7ar, imune por enquanto \u00e0 carga ideol\u00f3gica que s\u00f3 mais tarde, com o advento do be-bop, outros m\u00fasicos negros usariam como for\u00e7a motriz (os anos 30 seriam ainda os do \u201centertainment\u201d, atrav\u00e9s do triunfo das \u201cbig bands\u201d). \u201cSatchmo\u201d representava o humor e a alegria, o virtuosismo ao servi\u00e7o de uma atitude onde o j\u00fabilo era uma constante, com \u201cscat\u201d vocal a pontuar fraseados na corneta, em que a criatividade e a arquitetura harm\u00f3nica se conjugavam para afirmar a definitiva implanta\u00e7\u00e3o do \u201cblues\u201d como alicerce sem o qual o jazz, da\u00ed para a frente, n\u00e3o poderia evoluir.<br \/>\n\tO som de \u201cNew Orleans\u201d (o banjo de Johnny St. Cyr estava longe de se remeter a um papel secund\u00e1rio) revolvia-se ainda num otimismo \u201cna\u0457f\u201d, mas temas como \u201cYou\u2019re next\u201d, com a introdu\u00e7\u00e3o classizante do piano de Lil Hardin (mulher do trompetista), apontavam j\u00e1 para novos horizontes.<br \/>\n\tNo volume 2, o som clarifica-se e a m\u00fasica ganha novos cambiantes. \u201cPotato head blues\u201d solta em definitivo \u201cSatchmo\u201d enquanto solista, atrav\u00e9s de uma \u201cperformance\u201d onde o swing mostra como tudo se joga, n\u00e3o s\u00f3 no \u201cdrive\u201d, como na s\u00e1bia gest\u00e3o dos intervalos. O \u201cblues\u201d imp\u00f5e-se e \u201cSatchmo\u201d cultiva como ningu\u00e9m o \u201cvibrato\u201d (\u201cWild man blues\u201d, \u201cMelancholy\u201d), restituindo-lhe uma dignidade que os prazeres ing\u00e9nuos do jazz de \u201cNew Orleans\u201d n\u00e3o deixavam antever.<br \/>\n\tEarl Hines entra no \u00faltimo per\u00edodo, quando os arranjos prenunciam j\u00e1 a necessidade de uma forma\u00e7\u00e3o instrumental mais vasta e a consequente forma\u00e7\u00e3o da \u201cbig band\u201d. Com Hines (cuja intera\u00e7\u00e3o com o trompetista\/cornetista alguns comparam a Bud Powell, na transposi\u00e7\u00e3o para piano das revolu\u00e7\u00f5es de Charlie Parker), os Hot Five alargam o seu espa\u00e7o de interven\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\tQuando Armstrong canta \u201cMonday date\u201d entra-se finalmente no territ\u00f3rio familiar daquele \u201cwonderful world\u201d que todos conhecem e a Am\u00e9rica transformou em espet\u00e1culo, pal m\u00e3o do seu melhor embaixador. Com Louis Armstrong o jazz afirmou-se al\u00e9m-fronteiras e partiu \u00e0 consquista do mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 4 Outubro 2003 Com \u201cSatchmo\u201d e as suas forma\u00e7\u00f5es do final dos anos 20, Hot Five e Hot Seven, o jazz entrou na sua idade adulta. 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