{"id":7299,"date":"2019-03-21T09:27:44","date_gmt":"2019-03-21T16:27:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7299"},"modified":"2019-03-21T09:27:44","modified_gmt":"2019-03-21T16:27:44","slug":"cecil-taylor-ensemble-the-light-of-corona-jane-ira-bloom-chasing-paint-the-tony-oxley-alan-davie-duo-the-tony-oxley-alan-davie-duo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/03\/21\/cecil-taylor-ensemble-the-light-of-corona-jane-ira-bloom-chasing-paint-the-tony-oxley-alan-davie-duo-the-tony-oxley-alan-davie-duo\/","title":{"rendered":"Cecil Taylor Ensemble &#8211; &#8220;The Light Of Corona&#8221; + Jane Ira Bloom &#8211; &#8220;Chasing Paint&#8221; + The Tony Oxley Alan Davie Duo &#8211; &#8220;The Tony Oxley Alan Davie Duo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 26 Julho 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A m\u00fasica de Cecil Taylor, Tony Oxley e Jane Ira Bloom.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>A idade das luzes<\/p>\n<p>CECIL TAYLOR ENSEMBLE<br \/>\nThe Light of Corona<br \/>\nFMP, distri. Multidisc<br \/>\n7 | 10<\/p>\n<p>JANE IRA BLOOM<br \/>\nChasing Paint<br \/>\nArabesque, distri. Trem Azul<br \/>\n8 | 10<\/p>\n<p>THE TONY OXLEY ALAN DAVIE DUO<br \/>\nThe Tony Oxley Alan Davie Duo<br \/>\nA,L,L, distri. Multidisc<br \/>\n8 | 10<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7300\" rel=\"attachment wp-att-7300\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/ct.jpg\" alt=\"\" width=\"261\" height=\"743\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7300\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/ct.jpg 261w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/ct-105x300.jpg 105w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/ct-35x100.jpg 35w\" sizes=\"auto, (max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Cecil Taylor \u00e9 um combatente, mas o piano tem sabido resistir-lhe. Revolucion\u00e1rio no sentido espiritual do termo, o mestre do \u201cfree jazz\u201d evolui no sentido de uma m\u00fasica que vai muito al\u00e9m das no\u00e7\u00f5es tradicionais. Em \u201cThe Light of Corona\u201d, registo ao vivo de 1996 de uma sess\u00e3o no festival Total Music Meeting, em Berlim, a performance do ensemble \u00e9 um ritual de for\u00e7as postas em a\u00e7\u00e3o com a finalidade de transportar m\u00fasicos e audi\u00eancia para o centro de si pr\u00f3prios. Tudo \u00e9 m\u00fasica, enquanto houver a absoluta coincid\u00eancia entre a hierarquia do transcendental, a escuta individual e coletiva e a adequa\u00e7\u00e3o (obedi\u00eancia?) do universal ao gesto particular. Cecil Taylor, o m\u00fasico mas tamb\u00e9m o mimo, o poeta e o dan\u00e7arino, lan\u00e7a o desafio. Michel Portal e o seu grupo, na sua primeira e m\u00edtica apresenta\u00e7\u00e3o em Portugal, nos idos dos anos 80, num pequeno audit\u00f3rio situado no sop\u00e9 da serra de Sintra, iniciaram o concerto arrastando uma cadeira pelo ch\u00e3o. Fez sentido. A m\u00fasica nasce de todos os lados, desde que a chamemos e lhe saibamos dar a forma e a dire\u00e7\u00e3o certas. Cecil Taylor manipula a energia, usa a voz, o grito, o ru\u00eddo e o informe. Martela o piano para lhe arrancar a verdade definitiva. Sigamo-lo custe o que custar, sob pena de, como disse na altura um cr\u00edtico alem\u00e3o, estacarmos perante os\u201d limites do que \u00e9 aceit\u00e1vel em m\u00fasica\u201d. E se tudo \u00e9, repetimos, m\u00fasica, deixam de existir quaisquer limites. E ficamos livres, na condi\u00e7\u00e3o de assumirmos a responsabilidade de acompanhar por dentro o processo de cria\u00e7\u00e3o. \u201cThe Light of Corona\u201d segue o mesmo processo que um cerimonial religioso tibetano. \u00c9 como subir uma montanha. Ou n\u00e3o subir. E descobrir em todos os lugares a ordem do sil\u00eancio. Convir\u00e1, no entanto, meditar um pouco antes de iniciar a ascens\u00e3o. Audi\u00e7\u00e3o \u00e1rdua.<br \/>\n\tA saxofonista soprano e manipuladora de \u201clive electronics\u201d Jane Ira Bloom, acompanhada por Fred Hersch (piano), Mark Dresser (contrabaixo) e Bobby Previte (bateria), a mesma forma\u00e7\u00e3o de \u201cThe Red Quartets\u201d, de 1999, transp\u00f5e para m\u00fasica o universo pict\u00f3rico do pintor Jackson Pollock em \u201cChasing Paint\u201d. A luz, neste caso, n\u00e3o se esconde mas brilha no lirismo de \u201cThe sweetest sounds\u201d, reflectida nas \u201cMany wonders\u201d que recompensam quem se dispuser a viajar at\u00e9 ao t\u00e9rmino da \u201cAlchemy\u201d, onde uma \u201cwhite light\u201d se vislumbra enfim. Jazz sem amarras, filho da tradi\u00e7\u00e3o mas pujante na tens\u00e3o criativa, m\u00e9todo \u00fanico para se alcan\u00e7ar o progresso e manter viva a chama da criatividade. O anti-virtuosismo de Jane clama pela emo\u00e7\u00e3o. Sentimo-la intacta, quando o soprano afaga \u201cThe sweetest sounds\u201d. Ou quando o piano de Hersh quase nos faz odiar a viol\u00eancia do de Taylor, em \u201cMany wonders\u201d.<br \/>\n\tVoltemos, por\u00e9m, \u00e0 refrega. Com data original de 1974 e 1975, \u201cThe Tony Oxley Alan Davie Duo\u201d recupera registos ao vivo e de est\u00fadio diversos. Oxley \u00e9 um dos mais conceituados improvisadores da atualidade, autor do aclamado \u201cThe Baptised Traveller\u201d, ainda nos anos 60. M\u00fasica de procura e descoberta, cria e destr\u00f3i n\u00facleos tem\u00e1ticos de densidade e textura variada, com Oxley a desmultiplicar-se pela bateria, o violino, o \u201cring modulator\u201d e outros artefactos eletr\u00f3nicos enquanto Alan Davie tem a seu cargo o piano, saxofone sopranino, clarinete baixo, vibrafone, xilofone e \u201cring modulator\u201d. O territ\u00f3rio \u00e9 semelhante ao explorado por Cecil Taylor mas os m\u00e9todos de investiga\u00e7\u00e3o divergem. Aqui avan\u00e7a-se pelo puro prazer da descoberta dos corpos sonoros e n\u00e3o \u00e0 custa do sacrif\u00edcio e da ascese. S\u00e3o permitidas pausas e mistura de cores. Ouvem-se sinos no meio de um \u00e1trio abandonado. M\u00e1quinas com vida pr\u00f3pria. Vozes alteradas eletronicamente. Timbres e estruturas dispostos por camadas no espa\u00e7o. \u201cSong for the serpent\u201d exalta tudo o que o jazz ingl\u00eas dos anos 60 e 70 tem de melhor \u2013 a liberdade que n\u00e3o dispensa a eleg\u00e2ncia, quase afeta\u00e7\u00e3o, e a disciplina. Di\u00e1logo vivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 26 Julho 2003 A m\u00fasica de Cecil Taylor, Tony Oxley e Jane Ira Bloom. A idade das luzes CECIL TAYLOR ENSEMBLE The Light of Corona FMP, distri. Multidisc 7 | 10 JANE IRA BLOOM Chasing Paint Arabesque, distri. 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