{"id":7286,"date":"2019-03-12T07:24:51","date_gmt":"2019-03-12T14:24:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7286"},"modified":"2019-03-12T07:24:51","modified_gmt":"2019-03-12T14:24:51","slug":"dave-holland-um-contrabaixista-nas-alturas-concerto-jazz-antevisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/03\/12\/dave-holland-um-contrabaixista-nas-alturas-concerto-jazz-antevisao\/","title":{"rendered":"Dave Holland &#8211; &#8220;Um Contrabaixista Nas Alturas&#8221; (concerto \/ jazz \/ antevis\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> cultura >> jazz >> concertos)<br \/>\nsexta-feira, 18 Julho 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Dave Holland<br \/>\nUm contrabaixista nas alturas<\/p>\n<p>CONCERTOS EM LISBOA E COIMBRA<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Dave Holland, um dos mais not\u00e1veis contrabaixistas do jazz contempor\u00e2neo, traz a sua \u201cbig band\u201d a Portugal. Participante da \u201cConfer\u00eancia dos P\u00e1ssaros\u201d, voar\u00e1 hoje e amanh\u00e3 em forma\u00e7\u00e3o cerrada<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7287\" rel=\"attachment wp-att-7287\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/dh.jpg\" alt=\"\" width=\"464\" height=\"727\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7287\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/dh.jpg 464w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/dh-191x300.jpg 191w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/dh-64x100.jpg 64w\" sizes=\"auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>Houve Scott LaFaro. Houve Ray Brown. H\u00e1 Dave Holland. E haver\u00e1 poucos mais contrabaixistas como este ingl\u00eas que aos 22 anos foi convidado para entrar para a banda de Miles Davis, a tempo de gravar as obras-primas &#8220;In a Silent Way&#8221; e &#8220;Bitches Brew&#8221;.<br \/>\nDos mais importantes m\u00fasicos de jazz da atualidade, Dave Holland atua hoje em Lisboa e amanh\u00e3 em Coimbra, acompanhado pela sua \u201cbig band\u201d, o primeiro destes concertos a fechar o festival Estoril Jazz\/Jazz num Dia de Ver\u00e3o.<br \/>\n\tComparado a Scott LaFaro, na t\u00e9cnica, afina\u00e7\u00e3o e musicalidade sem m\u00e1cula, Holland construiu um imp\u00e9rio que praticamente dominou n\u00e3o s\u00f3 o jazz ingl\u00eas dos anos 60 e 70 como a cena internacional composta pelos nomes mais sonantes. Holland \u00e9 o \u201cSr. contrabaixo\u201d e, presentemente, l\u00edder de uma \u201cbig band\u201d cuja m\u00fasica reflete e prolonga todas as virtudes que o caracterizam como solista. Bastaria escutar o \u00e1lbum \u201cWhat Goes Around\u201d, um dos grandes discos de jazz editados no ano passado, para afastar quaisquer d\u00favidas que ainda pudessem subsistir e correr a reservar um lugar nos concertos.<br \/>\n\tEncontram-se na m\u00fasica de Holland a eleg\u00e2ncia e o esp\u00edrito de inova\u00e7\u00e3o que s\u00e3o timbre<br \/>\ndo jazz ingl\u00eas (que, no final dos anos 60, nutria uma especial predile\u00e7\u00e3o por uma esp\u00e9cie de alian\u00e7a an\u00edmica com o rock, o que ter\u00e1 constitu\u00eddo motivo adicional da sedu\u00e7\u00e3o exercida sobre o Miles Davis do per\u00edodo \u201cjazzrock\u201d), a par de uma plasticidade e capacidade de compreender e sentir o ritmo que pertencem tanto ao arquiteto como ao melodista (algo apenas poss\u00edvel, de resto, tendo como base um profundo sentido da harmonia&#8230;). Em poucas palavras: um m\u00fasico completo.<br \/>\n\tNatural de Wolverhampton, onde nasceu h\u00e1 57 anos, Dave Holland estudou guitarra, depois baixo, passando finalmente para o contrabaixo. Antes do convite de Miles Davis j\u00e1 cumprira uma intensa fase de assimila\u00e7\u00e3o, quer da m\u00fasica de c\u00e2mara, na Guildhall School of Music and Drama, quer do jazz cl\u00e1ssico, integrando as forma\u00e7\u00f5es de Ronnie Scott e Tubby Hayes.<br \/>\n\tTer\u00e1 sido, ali\u00e1s, no m\u00edtico clube londrino de Ronnie Scott que o trompetista o descobriu, integrando-o de imediato no seu grupo. E se as cr\u00f3nicas referem o feito de, com apenas 22 anos, j\u00e1 ter o seu nome inscrito na ficha t\u00e9cnica de \u201cFilles de Kilimanjaro\u201d, convir\u00e1 n\u00e3o esquecer que nesse mesmo ano de 1968 Holland era um dos participantes de uma das mais importantes forma\u00e7\u00f5es da \u201cfree music\u201d inglesa dessa d\u00e9cada, os Spontaneous Music Ensemble, com quem gravou o seminal \u201cKaryobin\u201d, ao lado de Kenny Wheeler, Evan Parker, Derek Bailey e John Stevens.<br \/>\n\tA fidelidade a Miles manteve-se durante dois anos, entre 1968 e 1970, dando origem, al\u00e9m dos \u00e1lbuns j\u00e1 citados, a \u201cCircle in the Round\u201d, \u201cBig Fun\u201d, \u201cLive-Evil, \u201cBlack Beauty\u201d e \u201cAt Fillmore\u201d. Depois disso, Dave Holland nunca mais parou de marcar encontro com a gl\u00f3ria, ajudando a erguer um dos condom\u00ednios abertos mais seguros e s\u00f3lidos do jazz contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p><strong>Um p\u00e1ssaro na ECM<\/strong><\/p>\n<p>Mal abandonou a forma\u00e7\u00e3o do trompetista, formou outro grupo de particular relev\u00e2ncia para a m\u00fasica improvisada, os Circle, com Chick Corea, Barry Altschul e Anthony Braxton, ficando desta forma\u00e7\u00e3o o \u00e1lbum \u201cParis-Concert\u201d. Corea sairia entretanto, entrando para o seu lugar o mago dos sopros Sam Rivers.<br \/>\n\tEstava reunido o \u201cline up\u201d que escreveria uma das obras-chave do jazz dos anos 70, \u201cConference of the Birds\u201d, editado em 1973 na ent\u00e3o ainda jovem editora ECM de Manfred Eicher. Holland, o p\u00e1ssaro, num dos seus voos a maior altitude. Na mesma altura tocou com Stan Getz.<br \/>\n\tE pela ECM ficou at\u00e9 aos dias de hoje, encontrando na editora alem\u00e3 o espa\u00e7o e o som que melhor se adaptaram \u00e0 sua necessidade de perfeccionismo. O cat\u00e1logo est\u00e1 repleto de trabalhos seus, a solo, em pequeno grupo ou, mais recentemente, em \u201cbig band\u201d: \u201cEmerald Tears\u201d (1977, em contrabaixo solo), \u201cLife Cycle\u201d (1982, violoncelo solo), \u201cJumpin\u2019 in\u201d (1983, sexteto com Julian Priester, Kenny Wheeler, Robin Eubanks, Steve Coleman e Steve Ellington), \u201cSeeds of Time\u201d (1984), \u201cThe Razor\u2019s Edge\u201d (1987), \u201cTriplicate\u201d (1988, j\u00e1 com Jack DeJohnette, com quem formaria, a par de John Abercrombie, uma das not\u00e1veis forma\u00e7\u00f5es da ECM, os Gateway), \u201cExtensions\u201d (1989), \u201cDream of the Elders\u201d (1995, a assinalar uma mudan\u00e7a na sonoridade a que n\u00e3o \u00e9 alheia a presen\u00e7a marcante do vibrafonista Steve Nelson), \u201cPoints of View\u201d (1997), \u201cNot for Nothin\u2019\u201d(2001) e \u201cWhat Goes Around\u201d (2002), entre outros.<br \/>\n\tNa d\u00e9cada de 80 Holland levou o seu contrabaixo um pouco a todo o jazz, acrescentando nomes como Elvin Jones, Joe Henderson, Gary Burton, Roy Haynes e Joe Lovano a uma lista da qual j\u00e1 constavam os (ainda n\u00e3o citados) de John Surman, John McLaughlin, Stan Tracey, Paul Bley, Alexis Korner, Carla Bley, Dave Liebman, Lee Konitz, Colin Walcott, Leroy Jenkins, George Adams, Bennie Wallace, Franco Ambrosetti, Billy Hart, Steve Lacy e Don Cherry. A ECM, de certa forma, pertence-lhe&#8230;<br \/>\n\t\u00c9 esta lenda viva e atuante do jazz que Lisboa e Coimbra poder\u00e3o desfrutar e aplaudir, a liderar uma \u201cbig band\u201d de 13 elementos onde avultam as presen\u00e7as de Antonio Hart (saxofone alto e flauta), Chris Potter (saxofone tenor), Robin Eubanks (trombone) e Steve Nelson (vibrafone). A m\u00fasica soar\u00e1 nas alturas.<\/p>\n<p><strong>Dave Holland Big Band<\/strong><br \/>\nLISBOA Centro Cultural de Bel\u00e9m (Grande Audit\u00f3rio). Tel.: 213612400. Hoje, \u00e0s 21h.<br \/>\nBilhetes entre 5 e 25 euros.<br \/>\nCOIMBRA P\u00e1tio da Universidade. Tel.: 239718238. Amanh\u00e3, \u00e0s 21h30.<br \/>\nBilhetes a 15 euros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> cultura >> jazz >> concertos) sexta-feira, 18 Julho 2003 Dave Holland Um contrabaixista nas alturas CONCERTOS EM LISBOA E COIMBRA Dave Holland, um dos mais not\u00e1veis contrabaixistas do jazz contempor\u00e2neo, traz a sua \u201cbig band\u201d a Portugal. Participante da \u201cConfer\u00eancia dos P\u00e1ssaros\u201d, voar\u00e1 hoje e amanh\u00e3 em forma\u00e7\u00e3o cerrada Houve Scott LaFaro. 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