{"id":7251,"date":"2019-02-19T07:44:46","date_gmt":"2019-02-19T14:44:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7251"},"modified":"2019-02-19T07:44:46","modified_gmt":"2019-02-19T14:44:46","slug":"john-surman-free-and-equal-john-taylor-marc-johnson-joey-baron-rosslyn-tord-gustavsen-trio-changing-places-christian-wallumred-ensemble-sofienberg-variations","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/02\/19\/john-surman-free-and-equal-john-taylor-marc-johnson-joey-baron-rosslyn-tord-gustavsen-trio-changing-places-christian-wallumred-ensemble-sofienberg-variations\/","title":{"rendered":"John Surman &#8211; &#8220;Free And Equal&#8221; + John Taylor, Marc Johnson, Joey Baron &#8211; &#8220;Rosslyn&#8221; + Tord Gustavsen Trio &#8211; &#8220;Changing Places&#8221; + Christian Wallumred Ensemble &#8211; &#8220;Sofienberg Variations&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 21 Junho 2003<\/p>\n<p>A liberdade e a igualdade entre os homens, segundo John Surman, estendem-se ao jazz que se faz hoje na Europa. Da Inglaterra \u00e0 Escandin\u00e1via, mudam-se os sons e troca-se de lugares.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>O ingl\u00eas rom\u00e2ntico<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7252\" rel=\"attachment wp-att-7252\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"459\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7252\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js.jpg 368w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js-241x300.jpg 241w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js-80x100.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>JOHN SURMAN<br \/>\nFree and Equal<br \/>\n8 | 10<\/p>\n<p>JOHN TAYLOR, MARC JOHNSON, JOEY BARON<br \/>\nRosslyn<br \/>\n8 | 10<\/p>\n<p>TORD GUSTAVSEN TRIO<br \/>\nChanging Places<br \/>\n7 | 10<\/p>\n<p>CHRISTIAN WALLUMRED ENSEMBLE<br \/>\nSofienberg Variations<br \/>\n7 | 10<\/p>\n<p>Todos ECM, distri. Dargil<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7253\" rel=\"attachment wp-att-7253\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js2.jpg\" alt=\"\" width=\"157\" height=\"534\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7253\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js2.jpg 157w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js2-88x300.jpg 88w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/js2-29x100.jpg 29w\" sizes=\"auto, (max-width: 157px) 100vw, 157px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><br \/>\nCome\u00e7ou por ser um dos avatares do novo jazz ingl\u00eas dos anos 60\/70, como elemento dos revolucion\u00e1ros Trio e, a solo, assinando cl\u00e1ssicos como \u201cHow Many Clouds Can you See?\u201d, \u201cTales of the Algonquin\u201d e \u201cWestering Home\u201d (fus\u00e3o pioneira com ambi\u00eancias c\u00e9lticas). A entrada para a ECM assinalou o in\u00edcio de um percurso que fazia a s\u00edntese entre a escola minimalista, a eletr\u00f3nica e o jazz ambiental, numa s\u00e9rie extensa de obras entre as quais se incluem \u201cUpon Reflection\u201d, \u201cThe Amazing Adventures of Simon Simon\u201d, \u201cSuch Winters of Memory\u201d, \u201cWitholding Pattern\u201d, \u201cPrivate City\u201d e \u201cRoad to St. Ives\u201d.<br \/>\n\tCoincidindo com o abandono do sintetizador, instrumento que de in\u00edcio funcionou como principal elemento estruturador das sequ\u00eancias repetitivas mas que, progressivamente, se veio a revelar limitador de um discurso mais amplo, Surman encetou um percurso de regresso a um jazz, se n\u00e3o mais standardizado, pelo menos adequado a formatos instrumentais mais cl\u00e1ssicos, fase de que \u00e9 exemplar o \u00e1lbum \u201cAdventure Playground\u201d, j\u00e1 dos anos 90.<br \/>\n\tAtrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o do coletivo The Brass Project (com John Warren) assiste-se a uma consequente \u00eanfase numa escrita mais vasta, para big band, de que \u201cProverbs and Songs\u201d e \u201cCoruscating\u201d tinham constitu\u00eddo j\u00e1 magn\u00edfica amostra. O novo \u201cFree and Equal\u201d, inspirado na Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos, decretada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1948, e gravado ao vivo no Queen Elizabeth Hall, em Londres, no concerto de abertura do Festival de Meltdown (de que Robert Wyatt foi o programador), re\u00fane Surman (nos habituais saxofones soprano e bar\u00edtono e clarinete baixo), Jack DeJohnette (bateria e piano) e a orquestra de metais London Brass, reatando-se deste modo uma colabora\u00e7\u00e3o entre estes dois m\u00fasicos que remontava, no contexto da m\u00fasica de c\u00e2mara, a um trabalho conjunto com os Balanescu Quartet.<br \/>\n\t\u201cFree and Equal\u201d alterna sequ\u00eancias instrumentais majestosas \u2013 por vezes timbricamente pr\u00f3ximas das conce\u00e7\u00f5es de Carla Bley e Michael Mantler (\u201cGroundwork\u201d, \u201cSea change\u201d), tamb\u00e9m de Michael Gibbs, ou completamente imbu\u00eddas do esp\u00edrito do barroco e do pr\u00e9-barroco (sendo que o report\u00f3rio da London Brass tem em Gabrielli um dos seus compositores emblem\u00e1ticos), como \u201cBack and Forth\u201d, onde tamb\u00e9m afloram as frases mel\u00f3dicas e o romantismo caracter\u00edsticos de Surman, bem como o esp\u00edrito de um Michael Nyman, em qualquer caso em sintonia com uma inequ\u00edvoca \u201cbritishness\u201d \u2013 e sec\u00e7\u00f5es improvisadas. O equil\u00edbrio ou, parafraseando o t\u00edtulo, a liberdade e igualdade de direitos, entre ambas as vertentes \u00e9 perfeito. Da escrita e texturas de banda larga com os di\u00e1logos mais soltos entre os dois solistas. Entre Surman, o melodista inesgot\u00e1vel (\u201cDebased line\u201d n\u00e3o \u00e9 uma linha, \u00e9 uma estrela), e DeJohnette, o \u201ccantor\u201d de ritmos. Not\u00e1vel.<br \/>\n\tRecolhamo-nos agora ao mais cl\u00e1ssico dos cl\u00e1ssicos formatos do jazz, o trio piano\/contrabaixo\/bateria, com John Taylor (piano), Marc Johnson (contrabaixo, o homem dos Bass Desires), Joey Baron (bateria, Mr. Downtown), em \u201cRosslyn\u201d. Companheiro de Surman nos anos de descoberta e aventura da \u201cfree music\u201d inglesa, no fant\u00e1stico \u201cPause, and Think again\u201d, fundador dos Azimuth, Taylor possui a introspe\u00e7\u00e3o de Paul Bley, a intui\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica de Jarrett e uma parte da alma moldada por Bill Evans. \u201cRosslyn\u201d oferece, em conformidade, o tom contemplativo e a nostalgia mas tamb\u00e9m a firmeza. E o impressionismo em desenho \u201cnew age\u201d (n\u00e3o \u00e9 um disco da Windham Hill mas quase parece&#8230;), no dulc\u00edssimo t\u00edtulo-tema.<br \/>\n\tPeriodicamente o jazz escandinavo marca presen\u00e7a na ECM, desta feita ainda sob a \u00e9gide do trio piano\/contrabaixo\/bateria, respetivamente \u00e0s ordens de Tord Gustavsen, Harald Johnsen e Jarle Vespestad. \u201cChanging Places\u201d refor\u00e7a a tecla Bill Evans de \u201cRosslyn\u201d. S\u00e3o jardins e sal\u00f5es abandonados no fim das f\u00e9rias de Ver\u00e3o. Lembran\u00e7as gravadas na areia que a mar\u00e9 apaga. O tempo e paix\u00f5es esva\u00eddas no eco de palavras imprecisas. Fica-se em sil\u00eancio, a escutar \u201cChanging Places\u201d, em lugares que geralmente associamos a can\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\tOutra das marcas inconfund\u00edveis da editora de Manfred Eicher, evidenciada sobretudo ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, \u00e9 uma abordagem classizante, mais ou menos regada por elementos \u00e9tnicos, est\u00e9tica que, vinda destas latitudes, teve em Jan Garbarek e Edward Vesala os precursores. As \u201cSofienberg Variations\u201d do Christian Wallumred Ensemble \u2013 Christian Wallumred (piano e \u201charmonium\u201d), Nils \u00d8kland (violino, \u201chardanger fiddle\u201d), Arve Henriksen (trompete) e Per Oddvar Johansen (bateria), com o convidado Trygve Seim (saxofone tenor) \u2013 representam a variante mais acad\u00e9mica e sisuda do g\u00e9nero, sem a luminosidade de um Terje Rypdal nem o humor de um Vesala, o que pode significar algum aborrecimento. Formalmente interessantes, falta fulgor a estas sarabandas, \u201csmall pictures\u201d e uma \u201cliturgia\u201d com algo de messiaenico&#8230; Est\u00e1 certo que deve haver respeito quando se reza e estas \u201cSofienberg Variations\u201d at\u00e9 conseguem fazer-nos ajoelhar quando o seu of\u00edcio verdadeiramente se aproxima do arrepio do Sagrado, como em \u201cPsalm\u201d, algures j\u00e1 no territ\u00f3rio sacro de uns Hilliard Ensemble. Mas manter a concentra\u00e7\u00e3o e a eleva\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa esquecer o deslumbramento, o espanto e o riso que o contacto com transcend\u00eancia tamb\u00e9m provoca. Aspeto em que estas varia\u00e7\u00f5es variam pouco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 21 Junho 2003 A liberdade e a igualdade entre os homens, segundo John Surman, estendem-se ao jazz que se faz hoje na Europa. Da Inglaterra \u00e0 Escandin\u00e1via, mudam-se os sons e troca-se de lugares. 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