{"id":7238,"date":"2019-02-12T08:39:45","date_gmt":"2019-02-12T15:39:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7238"},"modified":"2019-02-12T08:39:45","modified_gmt":"2019-02-12T15:39:45","slug":"vandermak-5-airports-or-light-vandermak-5-free-jazz-classics","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/02\/12\/vandermak-5-airports-or-light-vandermak-5-free-jazz-classics\/","title":{"rendered":"Vandermak 5 &#8211; &#8220;Airports Or Light&#8221; + Vandermak 5 &#8211; &#8220;Free Jazz Classics&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 07 Junho 2003<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Ken Vandermark recria cl\u00e1sicos do free e ilumina a pista de aterragem do aeroporto do jazz. No selo portugu\u00eas Clean Feed as novas aeronaves funcionam a bateria.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Partidas e chegadas<\/p>\n<p>VANDENMARK 5<br \/>\nAirports for Light<br \/>\n2xCD Atavistic<br \/>\n9 | 10<br \/>\nFree Jazz Classics<br \/>\n2xCD Atavistic<br \/>\n8 | 10<br \/>\ndistri. Ananana<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7239\" rel=\"attachment wp-att-7239\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/van.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"341\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7239\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/van.jpg 360w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/van-300x284.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/van-100x95.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Ken Vandermark \u00e9 um m\u00fasico not\u00e1vel e um dos expoentes da nova gera\u00e7\u00e3o de saxofonistas. Como todos os grandes m\u00fasicos, com for\u00e7a, uma voz pr\u00f3pria e \u201cafinada\u201d e um conhecimento profundo do passado, s\u00f3 assim se tornando l\u00edcito romper e inovar sobre esse mesmo passado. Parentescos espirituais? Evan Parker, Braxton, Dolphy&#8230; Mas sempre com o rosto de Vandermark, inventor portentoso, vendaval de ideias e de energia. \u201cAirports for Light\u201d (2002), assinado pelo coletivo Vandermark 5 \u2013 Jeb Bishop (trombone), Jim Daisy (bateria), Kent Kessler (baixo), Dave Rempis (saxofones) \u2013, comp\u00f5e-se de nove dedicat\u00f3rias. A Gerhard Richter, John Cassavetes, Fredrik Ljungkvist, Rahsan Roland Kirk, Budd Johnson, Jean Tinguely, Curtis Mayfield, Otis Redding e Sonny Rollins. Um segundo CD tem a preench\u00ea-lo unicamente temas de Sonny Rollins.<br \/>\n\tO som sabe e cheira a Chicago, onde Vandermark se estabeleceu e tem feito escola nos \u00faltimos anos. Junta em doses exatas o esquematismo herm\u00e9tico-matem\u00e1tico de Braxton, o fluxo sangu\u00edneo de Parker, o palimpsesto de discursos sobrepostos de Dolphy. Mas Vandermark confronta-nos com um poder que \u00e9 s\u00f3 seu, impulsionando o grupo para uma m\u00fasica cheia, como que criada por uma \u201cbig band\u201d inteira. Sobranceiros, os tr\u00eas sopros interligam-se num constante maquinismo produtor de solu\u00e7\u00f5es musicais que a cada momento surpreendem. Entre o \u201cbas fond\u201d do p\u00f3s-jazz de Chicago, o \u201cblues\u201d em figura\u00e7\u00f5es cubistas, o \u201chard bop\u201d futurista e o \u201cfree\u201d mais solit\u00e1rio e estratosf\u00e9rico (\u201cInitials\u201d \u00e9 um solo ou uma explos\u00e3o nuclear?), Ken Vandermark faz o que quer, com o desplante dos g\u00e9nios. Uma locomotiva, uma fortaleza voadora, um coro de reatores, um combate de boxe, um jardim de flores canibais s\u00e3o imagens a que a luz d\u00e1 forma. Dif\u00edcil \u00e9, depois de a receber, deix\u00e1-la de novo levantar voo do aeroporto. Luz que de outra forma se derrama sobre o disco com temas de Rollins. Anotam-se as diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao autor de \u201cFreedom Suite\u201d: a velocidade de pensamento, o timbre, o fraseado e a coloca\u00e7\u00e3o s\u00e3o adaptados mais do que recriados por Vandermark, capaz, no entanto de fazer ressaltar o que de excitante permeia cl\u00e1ssicos como \u201cEast Broadway rundown\u201d, \u201cAlfi e\u201d e a j\u00e1 citada \u201cFreedom Suite\u201d, aqui retomada atrav\u00e9s de um excerto.<br \/>\n\tTeoricamente mais ambiciosa \u00e9 a obra gravada pelo mesmo grupo em 2001, o duplo \u201cFree Jazz Classics, Vol. 1&#038;2\u201d preenchido por vers\u00f5es de temas de Ornette Coleman, Anthony Braxton, Cecil Taylor, Joe McPhee, Sun Ra, Eric Dolphy, Lester Bowie, Archie Shepp, Carla Bley, Frank Wright, Jimmy Giuffre, Julius Hemphill e Don Cherry. Admira-se a coragem necess\u00e1ria para arriscar tal empreendimento, mais ainda por se tratar de uma grava\u00e7\u00e3o ao vivo. Os nomes escolhidos s\u00e3o (talvez \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Frank Wright&#8230;) avatares, n\u00e3o s\u00f3 do \u201cfree jazz\u201d, como da m\u00fasica improvisada e do jazz contempor\u00e2neo em geral. Qualquer deles genial, tirando Wright e, v\u00e1 l\u00e1, Lester Bowie&#8230; Percorrer de uma assentada caminhos, t\u00e3o brilhantes como \u00e1rduos, como estes, ou \u00e9 pretens\u00e3o megal\u00f3mana ou de algu\u00e9m com absoluta confian\u00e7a nas suas capacidades, incluindo as de camale\u00e3o. O tal conhecimento de que fal\u00e1vamos no in\u00edcio \u00e9 exigido aqui de uma maneira quase violenta mas Vandermark e os seus companheiros entregam-se \u00e0 tarefa sem medo e, sobretudo, sem preconceitos. A m\u00fasica, como seria de esperar, move-se dentro de par\u00e2metros mais balizados que os de \u201cAirports for Light\u201d, o que n\u00e3o deixa de ser paradoxal num disco de \u201cfree jazz\u201d. Mas, e ser\u00e1 esta a maior li\u00e7\u00e3o a tirar de \u201cFree Jazz Classics\u201d, o que Vandermark p\u00f5e em relevo \u00e9 precisamente uma escrita (da\u00ed os \u201ccl\u00e1ssicos\u201d) do \u201cfree\u201d que, ami\u00fade, sai obscurecida pela vertente expressionista do \u201cg\u00e9nero\u201d, n\u00e3o sendo ent\u00e3o, inocente, a escolha destes m\u00fasicos, e n\u00e3o outros, que al\u00e9m de portentosos executantes foram ou s\u00e3o grandes compositores. \u201cFree Jazz classics\u201d \u00e9 grande jazz de gin\u00e1sio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 07 Junho 2003 Ken Vandermark recria cl\u00e1sicos do free e ilumina a pista de aterragem do aeroporto do jazz. 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