{"id":7235,"date":"2019-02-11T09:36:05","date_gmt":"2019-02-11T16:36:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7235"},"modified":"2019-02-11T09:36:05","modified_gmt":"2019-02-11T16:36:05","slug":"ravi-coltrane-mad-6-roy-haynes-love-letters-clark-terry-max-roach-friendship-eddie-henderson-so-what","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/02\/11\/ravi-coltrane-mad-6-roy-haynes-love-letters-clark-terry-max-roach-friendship-eddie-henderson-so-what\/","title":{"rendered":"Ravi Coltrane &#8211; &#8220;Mad 6&#8221; + Roy Haynes &#8211; &#8220;Love Letters&#8221; + Clark Terry &#038; Max Roach &#8211; &#8220;Friendship&#8221; + Eddie Henderson &#8211; &#8220;So What&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 31 Maio 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Sess\u00f5es novas \u00e0 moda antiga<\/p>\n<p>RAVI COLTRANE<br \/>\nMad 6<br \/>\n8 | 10<\/p>\n<p>ROY HAYNES<br \/>\nLove Letters<br \/>\n7 | 10<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>CLARK TERRY &#038; MAX ROACH<br \/>\nFriendship<br \/>\n7 | 10<\/p>\n<p>EDDIE HENDERSON<br \/>\nSo What<br \/>\n7 | 10<\/p>\n<p>Todos ed. Eighty-Eights, distri. Sony Music<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7236\" rel=\"attachment wp-att-7236\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"338\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7236\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/1.jpg 683w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/1-300x148.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/1-624x309.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/1-100x49.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>O jazz tradicional, servido por grandes m\u00fasicos, encontrou guarida na nova editora Eighty-Eights. Mas \u00e9 raro viajar-se para longe em velocidade de cruzeiro.<\/p>\n<p>A Eighty-Eights \u00e9 uma editora nova feita \u00e0 moda antiga. Criada pelo veterano produtor japon\u00eas Yasohachi (\u201c88\u201d, em japon\u00eas) Itoh, segue o velho costume de convidar m\u00fasicos topo de gama para sess\u00f5es em tempo real no est\u00fadio, sem \u201coverdubs\u201d nem truques t\u00e9cnicos de qualquer esp\u00e9cie. Neste caso, todas efetuadas nos est\u00fadios Avatar, em Nova Iorque, na Primavera do ano passado.<br \/>\n\tRavi Coltrane, filho de John Coltrane, foi o primeiro convidado. Sem a loucura santa do pai, mas j\u00e1 com s\u00f3lidas bases nos saxofones soprano e tenor, Ravi apoia-se em \u201cMad 6\u201d em dois mestres: o pai, que recria em \u201c26-2\u201d e \u201cFifth house\u201d, e Thelonious Monk, em \u201c\u2019Round midnight\u201d e \u201cAsk me now\u201d, mais um tema de Mingus, \u201cSelf portrait in three colors\u201d e outro de Jimmy Heath, \u201cGinger bread boy\u201d, ficando o resto das composi\u00e7\u00f5es \u00e0 sua responsabilidade. A do\u00e7ura e a agilidade do sax soprano imp\u00f5em-se no tema de Heath, algures entre o \u201chard bop\u201d e o \u201cjazz rock\u201d, servido pelo funk do baixo de James Genus e as marca\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas do piano de George Colligan e a bateria de Andy Milne. Mas \u00e9 nas composi\u00e7\u00f5es assinadas em nome pr\u00f3prio que Ravi se mostra magn\u00edfico, como em \u201cAvignon\u201d, de \u201criffing\u201d portentoso, ou \u201cThe mad 6\u201d, onde o seu tenor consegue aproximar-se do universo de geometrias esot\u00e9ricas de Coltrane s\u00e9nior, sendo, ao inv\u00e9s, de um lirismo enternecedor no tema de Mingus.<br \/>\n\t\u201cHard bop\u201d, \u201cswing\u201d, ritmos afro e latinos, com material de Irving Berlin, Mongo Santamaria, Horace Silver, Victor Young, Johnny Mercer e Benny Goodman, foram cair, em \u201cLove Letters\u201d, nas m\u00e3os imaculadas de um coletivo liderado pelo lend\u00e1rio baterista, Roy Haynes (tocou com Lester Young, Charlie Parker, Bud Powell, Miles Davis, Stan Getz, Thelonious Monk, Chick Corea, Art Pepper, John Coltrane e Eric Dolphy), do qual fazem parte Kenny Barron (piano), Dave Holland (baixo), Christian McBride (baixo), Joshua Redman (saxofone tenor) e John Scofield (guitarra). Redman abre o livro em \u201cQu\u00e9 pasa\u201d e Barron folheia-o em \u201cHow deep is the ocean\u201d, num \u00e1lbum que para alguns ouvidos poder\u00e1 depender em demasia do imut\u00e1vel e, por vezes, entorpecente, timbre da guitarra de John Scofield. Escusado ser\u00e1 dizer que as interpreta\u00e7\u00f5es, o bom gosto e o n\u00edvel t\u00e9cnico est\u00e3o acima de qualquer suspeita. Faltar\u00e1, por\u00e9m, a estas \u201cCartas de Amor\u201d a chispa do arrebatamento e da paix\u00e3o. At\u00e9 porque, como disse algu\u00e9m, \u201co amor plat\u00f3nico, como todos os t\u00f3nicos, \u00e9 bom para abrir o apetite\u201d.<br \/>\n\tClark Terry e Max Roach encontraram-se para um louvor \u00e0 amizade, em \u201cFriendship\u201d. S\u00e3o homens com convic\u00e7\u00f5es fortes mas de conversas diferentes. Enquanto o trompetista sorri satisfeito deleitando-se com o tra\u00e7o e a clareza das melodias, executadas com timbre de veludo e fraseado contido (mas que em \u201cWhen I fall in love\u201d encontram curiosos \u00e2ngulos de express\u00e3o num solo absoluto que \u00e9 um dos melhores momentos do disco), Roach, \u201co baterista\u201d \u2014 trave-mestra de um quadrado formado por Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Miles Davis e Charles Mingus \u2014, faz quest\u00e3o em mostrar que a sua bateria continua t\u00e3o criativa e inquieta como sempre. Em \u201cFriendship\u201d, s\u00e3o deliciosas as incurs\u00f5es das baquetas na parte mais tensa das peles, arrancando-lhes sonoridades metalizadas ou ent\u00e3o fazendo-as vibrar em refra\u00e7\u00f5es que cortam o ar, ora tapando ora destapando as cintila\u00e7\u00f5es dos c\u00edmbalos. Entre os temas que n\u00e3o foram escritos pelos dois l\u00edderes, encontram-se \u201cLet\u2019s cool one\u201d, de Monk, \u201cI remember Clifford\u201d, de Benny Golson, \u201cWhen I fall in love\u201d, de Victor Young e \u201cThe nearness of you\u201d, de Hoagy Carmichael. Don Friedman, companheiro por diversas ocasi\u00f5es de Jimmy Giuffre, Herbie Mann, Ornette Coleman e Charles Lloyd, faz do piano o ponto de equil\u00edbrio harm\u00f3nico entre a trompete e a bateria. Jazz para saborear em seguran\u00e7a.<br \/>\n\tTalvez seja esta, de resto, a pecha principal deste novo cat\u00e1logo que agora se apresenta. N\u00e3o h\u00e1 quem se atreva a espreitar para l\u00e1 do conhecido, arrisque trope\u00e7ar para se levantar mais \u00e0 frente num ch\u00e3o selvagem, fa\u00e7a quest\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o dizemos em surpreender mas, pelo menos, em sobressaltar. Assim volta a acontecer no quarto objeto da cole\u00e7\u00e3o, \u201cSo What\u201d, do trompetista Eddie Henderson, tamb\u00e9m ele seguro a \u201cstandards\u201d como \u201c\u2019Round midnight\u201d e \u201cOn green dolphin street\u201d (de Ned Washington\/Bronislaw Kaper) e \u201cSomeday my prince will come (Frank Churchill\/Larry Morey), bem como \u201cWell, you needn\u2019t\u201d, de Monk e \u201cSo what\u201d e \u201cAll blues\u201d, de Miles Davis. Mas ser\u00e1 talvez nos dois temas de Wayne Shorter, \u201cPrince of darkness\u201d e \u201cFootprints\u201d, que a trompete de Henderson encontra mais motivos de gozo, potenciado pelos intricados jogos r\u00edtmicos de David Kikoski (piano), Ed Howard (baixo) e Victor Lewis (bateria, instrumento a cargo de Billy Hart na outra metade do disco). E se o trompetista se consagra na m\u00fasica de um saxofonista, o mesmo se pode dizer do tenorista Bob Berg em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica de um trompetista, Miles Davis, em \u201cSo what\u201d, onde demonstra ser o m\u00fasico de ideias mais avan\u00e7adas de todo o coletivo.<br \/>\n\tLan\u00e7ada em velocidade de cruzeiro, a Eighty-Eights deixa para j\u00e1 um testemunho vigoroso de que o jazz tradicional permanece como esteio necess\u00e1rio e porto de abrigo em alturas de maior desorienta\u00e7\u00e3o. L\u00e1 mais para a frente se ficar\u00e1 a saber se haver\u00e1 lugar para quem se disponha a ir mais longe e seja capaz de criar dentro do selo uma din\u00e2mica alternativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 31 Maio 2003 Sess\u00f5es novas \u00e0 moda antiga RAVI COLTRANE Mad 6 8 | 10 ROY HAYNES Love Letters 7 | 10 CLARK TERRY &#038; MAX ROACH Friendship 7 | 10 EDDIE HENDERSON So What 7 | 10 Todos ed. Eighty-Eights, distri. 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