{"id":7230,"date":"2019-01-25T10:39:01","date_gmt":"2019-01-25T17:39:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7230"},"modified":"2019-01-25T10:39:01","modified_gmt":"2019-01-25T17:39:01","slug":"billie-holiday-the-billie-holiday-collection","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/01\/25\/billie-holiday-the-billie-holiday-collection\/","title":{"rendered":"Billie Holiday &#8211; &#8220;The Billie Holiday Collection&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 31 Maio 2003<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>O melhor do melhor de Billie Holiday numa antologia em quatro volumes. Viagem ao cora\u00e7\u00e3o da noite e da solid\u00e3o que Lady day cantou e viveu na pele at\u00e9 ao fim.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Lady sings the blues<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Billie Holiday<br \/>\nThe Billie Holiday Collection<br \/>\n4XCD Legacy, Columbia Jazz<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7231\" rel=\"attachment wp-att-7231\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"480\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7231\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh.jpg 495w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh-300x291.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh-100x97.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7232\" rel=\"attachment wp-att-7232\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh1.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"467\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7232\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh1.jpg 638w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh1-300x220.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh1-624x457.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/bh1-100x73.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Eleanora Fagan, Billie Holiday, \u201cLady day\u201d. Nasceu em 1915 para deixar este mundo 44 anos mais tarde. Subiu ao c\u00e9u, apesar de em vida ter descido ao inferno, onde brilha como a lua do jazz vocal feminino. De noite, portanto. No quadrante oposto do c\u00e9u, l\u00e1 est\u00e1 o sol, com a cara de Ella Fitzgerald iluminada por um enorme sorriso.<br \/>\n\tDe Billie Holiday fora h\u00e1 pouco tempo editada a antologia em 10 volumes \u201cLady Day: The Complete Billie Holiday on Columbia, 1933-1944\u201d, vencedora de um Grammy. Em formato condensado de quatro volumes, vendidos separadamente a \u201cmid price\u201d, surge agora \u201cThe Billie Holiday Collection\u201d, com uma sele\u00e7\u00e3o dos melhores temas (embora se possa perguntar: onde est\u00e1 \u201cStrange fruit\u201d?) da antologia, em remasteriza\u00e7\u00f5es de 24-bits.<br \/>\n\tNo primeiro volume, a voz de Bille tem a suport\u00e1-la a sua pr\u00f3pria orquestra e a do pianista Teddy Wilson, em diferentes forma\u00e7\u00f5es, com Roy Eldrige (trompete), Benny Goodman (clarinete), Ben Webster (saxofone tenor), Johnny Hodges (saxofone alto), Harry Carney (Clarinete e saxofone bar\u00edtono) e Gene Krupa (bateria). Tempos de \u201cswing\u201d, de tentativa de segurar uma inoc\u00eancia perdida desde muito cedo. Mas era not\u00f3rio que o \u201cswing\u201d estouvado da orquestra era de natureza diferente do \u201cswing\u201d interior da cantora. Mas era deste contraste entre a luz exterior e as sombras que se adensavam e balou\u00e7avam como folhas agitadas pelo vento, na alma de \u201cLady Day\u201d, que surgiram as grandes interpreta\u00e7\u00f5es. \u201cMiss Brown to you\u201d, \u201cYou let me down\u201d (de chorar&#8230; e implorar por mais&#8230;), \u201cIt\u2019s like reaching for the moon\u201d, \u201cThese foolish things\u201d, \u201cSummertime\u201d, \u201cEasy to love\u201d, \u201cThe way you look tonight\u201d&#8230;<br \/>\n\tNo segundo volume (grava\u00e7\u00f5es entre Janeiro e Setembro e 1937), um grande encontro. De \u201cLady Day\u201d, como ent\u00e3o passou a ser conhecida (no seu caso, e em rela\u00e7\u00e3o ao grande p\u00fablico, algo muito relativo&#8230;) com Lester Young, \u201cThe President\u201d, que em 1937 entrara para a orquestra de Teddy Wilson, o mesmo acontecendo com o trompetista Cootie Williams. \u201cI can\u2019t give you anything but love\u201d, assim se chama uma das can\u00e7\u00f5es. Lester Young oferece este amor sob a forma de uma formid\u00e1vel interpreta\u00e7\u00e3o no saxofone tenor. Eram almas g\u00e9meas. Ou n\u00e3o. A solid\u00e3o acompanhou Billie Holiday at\u00e9 ao fim.<br \/>\n\tAo terceiro volume, composto por grava\u00e7\u00f5es efetuadas entre Setembro de 1937 e Dezembro de 1939) sente-se j\u00e1 uma fragilidade crescente da voz, que n\u00e3o da t\u00e9cnica nem do sentimento, mas uma esp\u00e9cie de impot\u00eancia ou raiva sublimada. Billie cantava como uma crian\u00e7a tr\u00e9mula, ainda com Lester Young a acompanh\u00e1-la nesta fase da viagem. Entravam ent\u00e3o na orquestra, Buck Clayton (trompete), Freddie Green (guitarra), entre outros, a ilustrar um \u201csongbook\u201d de cl\u00e1ssicos ilustres como \u201cWhen a Woman loves a man\u201d, \u201cYou go to my head\u201d, \u201cthe very thought of you\u201d, \u201cI can\u2019t get started\u201d e \u201cNight and day\u201d. \u201cI can\u2019t believe that you\u2019re in love with me\u201d era o que ela queria dizer e Louis Armstrong j\u00e1 dissera em 1930. \u201cLady day\u201d disse-o mais fundo. Acreditasse ou n\u00e3o.<br \/>\n\tCom o quarto e \u00faltimo volume da colet\u00e2nea a estender-se de Dezembro de 1939 a Janeiro de 1944, encerrava-se um cap\u00edtulo no qual Lester Young desempenhava ainda uma fun\u00e7\u00e3o primordial, como demonstra no solo que rubrica, como um abra\u00e7o ou um beijo, em \u201cThe man I love\u201d e, no \u00faltimo ano, ao lado do mago do piano Art Tatum e de Oscar Pettiford, no contrabaixo. \u201cBody and soul\u201d, \u201cGeorgia on my mind\u201d s\u00e3o \u201cstandards\u201d conhecidos. Mas&#8230; e \u201cAm I blue?\u201d, \u201cSolitude\u201d e \u201cGloomy Sunday\u201d (tamb\u00e9m conhecida por \u201cThe hungarian suicide song\u201d a qual, dizia-se, hipnotizava e induzia os amantes desesperados a porem termo \u00e0 vida)? \u00c9 neles que se sente melhor a dor. A voz arrasta-se, nestes temas, mais lenta e ardente do que nunca. Assombrosa, em \u201cGloomy Sunday\u201d. Uma voz que arrepia e nos faz sentir o que a paix\u00e3o provoca a quem ela se entrega sem defesas. Mas h\u00e1 defesas contra a paix\u00e3o? N\u00e3o as h\u00e1, decerto, que permitam resistir ao canto de \u201cLady Day\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 31 Maio 2003 O melhor do melhor de Billie Holiday numa antologia em quatro volumes. Viagem ao cora\u00e7\u00e3o da noite e da solid\u00e3o que Lady day cantou e viveu na pele at\u00e9 ao fim. 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