{"id":7210,"date":"2019-01-14T10:50:55","date_gmt":"2019-01-14T17:50:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7210"},"modified":"2019-01-14T10:50:55","modified_gmt":"2019-01-14T17:50:55","slug":"david-s-ware-quartet-freedom-suite-daniel-carter-reuben-radding-luminescence-alexander-von-slippenbach-the-living-music-fred-van-hove-complete-vogel-recordings-man","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2019\/01\/14\/david-s-ware-quartet-freedom-suite-daniel-carter-reuben-radding-luminescence-alexander-von-slippenbach-the-living-music-fred-van-hove-complete-vogel-recordings-man\/","title":{"rendered":"David S. Ware Quartet &#8211; &#8220;Freedom Suite&#8221; + Daniel Carter &#038; Reuben Radding &#8211; &#8220;Luminescence&#8221; + Alexander Von Slippenbach  &#8211; &#8220;The Living Music&#8221; + Fred Van Hove  &#8211; &#8220;Complete Vogel Recordings&#8221; + Maneri Ensemble &#8211; &#8220;Going To Church&#8221; + Manfred Schoof  &#8211; &#8220;European Echoes&#8221; + Br\u00f6tzmann, Van Hove, Bennink  &#8211; &#8220;Balls&#8221; + Sun Ra &#038; His Arkestra  &#8211; &#8220;Music From Tomorrow\u2019s World&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 10 Maio 2003<\/p>\n<p>A liberdade que <strong>David S. Ware<\/strong> recria hoje por via da obra de Sonny Rollins \u00e9 a mesma liberdade que 30 anos antes se espraiava pelas forma\u00e7\u00f5es de \u201cfree music\u201d europeias, agora recuperadas pela <strong>Unheard Music Series.<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>M\u00fasica livre, m\u00fasica viva<\/p>\n<p>DAVID S. WARE QUARTET<br \/>\nFreedom Suite<br \/>\nAum Fidelity<br \/>\n8|10<\/p>\n<p>DANIEL CARTER &#038; REUBEN RADDING<br \/>\nLuminescence<br \/>\nAum Fidelity<br \/>\n8|10<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>ALEXANDER VON SLIPPENBACH<br \/>\nThe Living Music<br \/>\nUnheard Music Series<br \/>\n9|10<\/p>\n<p>FRED VAN HOVE<br \/>\nComplete Vogel Recordings<br \/>\n2xCD Unheard Music Series<br \/>\n8|10<\/p>\n<p>MANERI ENSEMBLE<br \/>\nGoing to Church<br \/>\nAum Fidelity<br \/>\n7|10<\/p>\n<p>MANFRED SCHOOF<br \/>\nEuropean Echoes<br \/>\nUnheard Music Series<br \/>\n9|10<\/p>\n<p>BR\u00d6TZMANN, VAN HOVE, BENNINK<br \/>\nBalls<br \/>\nUnheard Music Series<br \/>\n8|10<\/p>\n<p>SUN RA &#038; HIS ARKESTRA<br \/>\nMusic from Tomorrow\u2019s World<br \/>\nUnheard Music Series<br \/>\n7|10<\/p>\n<p>Todos distri. Ananana<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7211\" rel=\"attachment wp-att-7211\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/jazz-2.jpg\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"749\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7211\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/jazz-2.jpg 112w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/jazz-2-45x300.jpg 45w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/jazz-2-15x100.jpg 15w\" sizes=\"auto, (max-width: 112px) 100vw, 112px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>David S. Ware lan\u00e7a-se na \u201cFreedom Suite\u201d de Sonny Rollins, repetindo o que Branford Marsalis j\u00e1 fizera, ao incluir a mesma pe\u00e7a em \u201cFootsteps of Our Fathers\u201d, \u00e0 qual, juntara, ali\u00e1s, o \u201cLove Supreme\u201d de Coltrane. Rollins e Coltrane, dois m\u00fasicos para quem os conceitos de composi\u00e7\u00e3o e improvisa\u00e7\u00e3o se confundiam na plasticidade de um discurso sempre renovado. Ware, provavelmente o mais coltraniano dos tenoristas da nova gera\u00e7\u00e3o, entrega-se \u00e0 tarefa \u201crollinsoniana\u201d (ele que j\u00e1 recriara, deste compositor, \u201cEast Broadway Run Down\u201d) com uma paix\u00e3o que chega a ser avassaladora. Acompanham-no o habitual quarteto formado por Matthew Shipp (piano), William Parker (baixo) e Guillermo E. Brown (bateria), imprimindo em conjunto um sentido ascensional a uma obra que em Rollins se desenrola \u00e0 luz de um sentido l\u00fadico e de uma liberdade mais \u201chorizontal\u201d. Sem atingir os paroxismos de espiritualidade de \u201cGodspellized\u201d, esta \u201cFreedom Suite\u201d confirma, ainda assim, Ware como um dos expoentes do jazz contempor\u00e2neo.<br \/>\n\tMatthew Shipp \u00e9 um dos participantes em \u201cGoing to Church\u201d, do Maneri Ensemble, do pai, Joe (clarinete, saxofones alto e tenor) e do filho, Mat (viola de arco), numa forma\u00e7\u00e3o que integra ainda Roy Campbell (trompete), Barre Phillips (baixo) e Randy Peterson (bateria). \u00c1lbum de devo\u00e7\u00e3o (\u00e0 liberdade de improvisa\u00e7\u00e3o), \u00e9 composto por tr\u00eas \u00fanicos temas, dos quais se destaca \u201cBlood and body\u201d, 31 minutos de desmantelamento harm\u00f3nico e mel\u00f3dico pautado pelos di\u00e1logos entre pai e filho, sob a supervis\u00e3o do piano de Shipp e a intromiss\u00e3o de \u201cdrones\u201d, gritos, entropia r\u00edtmica e sess\u00f5es de catarse.<br \/>\n\tNa mesma editora, uma estimulante surpresa: \u201cLuminescence\u201d, de Daniel Carter (saxofone alto) e Reuben Radding (contrabaixo). For\u00e7ado pelas circunst\u00e2ncias a limitar-se ao sax alto, Daniel Carter (o saxofonista, parceiro de projetos de \u201cneo free\u201d como Other Dimensions in Music  Test, toca uma parafern\u00e1lia de sopros, mas o atentado de 11 de Setembro impediu que os transportasse a todos nos por\u00f5es do avi\u00e3o&#8230;) concentra-se na explora\u00e7\u00e3o conjunta com o contrabaixo tel\u00farico de Radding (ami\u00fade tocado com arco) de microuniversos concentracion\u00e1rios como \u201cAncestral voyage-mystery suceed\u201d e de um \u201cfree\u201d de baixas e \u00edntimas frequ\u00eancias, cruzadas pelo \u201chard\u201d e pelos \u201cblues\u201d (\u201cRefracted light and grace\u201d, \u201cVignettes\u201d) com o recurso a uma depura\u00e7\u00e3o de meios que, por vezes, lembra Joe McPhee, embora Carter fa\u00e7a quest\u00e3o de manter intactas e \u201credondas\u201d as suas estruturas, feitas, como se diz no tema de fecho, de \u201cOccurrences, places, entities and the sea\u201d.<\/p>\n<p>\t<strong>Sons da Europa livre<\/strong><br \/>\n\tRecuemos ao passado, at\u00e9 ao per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o dos anos 60 para os 70. Na Europa fervilhava uma m\u00fasica libert\u00e1ria que adaptava o manifesto \u201cfree\u201d dos negros americanos \u00e0s idiossincrasias da m\u00fasica contempor\u00e2nea, do serialismo e da improvisa\u00e7\u00e3o sobre moldes \u201cfolk\u201d, cl\u00e1ssicos, etc. No mais recente pacote de reedi\u00e7\u00f5es da Unheard Music Series\/Atavistic, compiladas pelo escritor, jornalista e m\u00fasico John Corbett, a partir de arquivos da FMP (Free Music Productions), encontram-se raridades e entidades mutantes do novo jazz que ent\u00e3o se produzia longe das margens do \u201cmainstream\u201d, \u00e1lbuns fe\u00e9ricos, deslumbrantes, desconcertantes ou desopilantes, t\u00e3o representativos como ignorados, deste intenso per\u00edodo de atividade do jazz europeu.<br \/>\n\t\u201cEuropean Echoes\u201d \u00e9 um \u201cmonstro\u201d gravado em 1969 por um coletivo de 16 elementos liderados pelo trompetista alem\u00e3o Manfred Schoof, que aglutinava uma s\u00e9rie de pequenos combos onde estavam presentes, entre outros, Enrico Rava, Peter Br\u00f6tzmann, Gerd Dudek, Evan Parker, Paul Rutherford, Derek Bailey, Fred van Hove, Alexander von Slippenbach, Ireen Schweizer, Peter Kowald, Han Bennink e Pierre Favre, a nata da m\u00fasica improvisada de ent\u00e3o. A sess\u00e3o, aproveitando a converg\u00eancia musical, mas sobretudo ideol\u00f3gica, que unia todos estes m\u00fasicos, teve como base uma sess\u00e3o radiof\u00f3nica em Bremen. Tr\u00eas pianistas, tr\u00eas baixistas, tr\u00eas trompetistas, tr\u00eas saxofonistas, dois bateristas unidos na cria\u00e7\u00e3o de um magma explosivo de ideias, o fragor e a excita\u00e7\u00e3o do \u201cfree\u201d tornado palco de batalha, mas tamb\u00e9m lugar de exterioriza\u00e7\u00e3o de uma energia sem limites. N\u00e3o conv\u00e9m estar no meio quando os pianos de Slippenbach, Van Hove e Schweizer partem a lou\u00e7a e as conven\u00e7\u00f5es, nem quando Han Bennink e Pierre Favre juntam for\u00e7as para fazer deflagrar os seus torpedos e granadas. Seria como ser-se esmagado por placas tect\u00f3nicas.<br \/>\n\tNo mesmo ano, alguns destes m\u00fasicos voltariam a reunir-se em \u201cThe Living Music\u201d, num grupo mais reduzido, desta feita sob a lideran\u00e7a de Alexander von Slippenbach, estando presentes, al\u00e9m do mentor da Globe Unity Orchestra, Peter Br\u00f6tzmann, Paul Rutherford, Han Bennink e J. B.Niebergall, participando pela primeira vez Michel Pilz, no clarinete baixo e saxofone bar\u00edtono. A grava\u00e7\u00e3o decorreu sob a \u00e9gide do engenheiro de som alem\u00e3o Conny Plank, respons\u00e1vel nos anos 70 por in\u00fameros \u00e1lbuns importantes do \u201ckrautrock\u201d. E sente-se a sua m\u00e3o.<br \/>\n\tSe \u201cEuropean Echoes\u201d \u00e9 um vulc\u00e3o em atividade, \u201cThe Living Music\u201d \u00e9 \u201cfree music\u201d com assento na eletro-ac\u00fastica mais sofisticada e segundo a mesma conce\u00e7\u00e3o de som \u201cc\u00f3smico\u201d, ou espacial, que marca inconfundivelmente toda a produ\u00e7\u00e3o de Conny Plank (conv\u00e9m esclarecer que, na Alemanha, o \u201ckrautrock\u201d rondou de perto, neste per\u00edodo, o jazz. Wolfgang Dauner cortejou a m\u00fasica eletr\u00f3nica e o rock progressivo, Jaki Liebezeit, baterista dos Can, integrou a Globe Unity Orchestra, Mani Neumeier, baterista dos Guru Guru fez parte de v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es de \u201cfree jazz\u201d&#8230;). As percuss\u00f5es e o piano ganham dimens\u00f5es extra, abrindo novas hip\u00f3teses de explora\u00e7\u00e3o interna. Vislumbra-se o gozo da revisita\u00e7\u00e3o aos prim\u00f3rdios do \u201cfree\u201d, em \u201cInto the staggerin\u201d, mas o que de facto permanece como absolutamente atuante e atual \u00e9 a extrema vitalidade e organicidade desta m\u00fasica, que ousou, mais do que romper a tradi\u00e7\u00e3o, revolv\u00ea-la e introduzir nas suas entranhas novos enxertos e sementes.<br \/>\n\tEm \u201cBalls\u201d (1970) j\u00e1 s\u00f3 encontramos Peter Br\u00f6tzmann e o seu tenor embruxado, Fred van Hove, e as suas marionetas de piano, e Han Bennink, fabricante de percuss\u00f5es ilimitadas. Dois temas extra, \u201cUntitled 1\u201d e \u201c2\u201d, foram acrescentados ao alinhamento original do que foi a primeira grava\u00e7\u00e3o oficial do trio. Br\u00f6tzmann \u00e9 de uma fisicalidade extrema, levando a est\u00e9tica do grito cont\u00ednuo ao esgotamento e, finalmente, ao sil\u00eancio. Fred van Hove d\u00e1 uma amostra da heterodoxia que pauta o seu discurso pian\u00edstico, Bennink inventa ritmos como uma crian\u00e7a que constantemente troca de brinquedo. Quem tem \u201cballs\u201d que apare os golpes desta m\u00fasica lan\u00e7ada como facas aos que a ela se encostam como simples figurantes.<br \/>\n\tPosto \u00e0 venda originalmente em edi\u00e7\u00e3o limitada, \u201cComplete Vogel Recordings\u201d re\u00fane as duas grava\u00e7\u00f5es efetuadas pelo pianista belga Fred van Hove entre 1972 e 1974, para o selo Vogel: \u201cLive at the University\u201d, piano solo registado nas universidades de Bruxelas e Antu\u00e9rpia, e \u201cEen Tweede Vogel\u201d, em duo e em est\u00fadio com o saxofonista tenor Cel Overberghe, mais um 45 rota\u00e7\u00f5es raro. A solo, Fred van Hove vai dos del\u00edrios mais livres ao \u201cragtime\u201d, da balada e da marcha funer\u00e1ria ao exibicionismo, ao romantismo traficado e ao teatro burlesco, sem esquecer o ricochete de bolas de pingue-pongue nas cordas do piano. J\u00e1 os duetos com o saxofonista v\u00e3o do \u201cfree\u201d e do exerc\u00edcio de escalas (num ir\u00f3nico \u201cBas la police\u201d) at\u00e9 \u201cNew Orleans\u201d. Em \u201cAlle eendjes\u201d, Van Hove troca o piano pelo \u00f3rg\u00e3o Hammond, enquanto no tema seguinte, introduzido por um excerto<br \/>\nde m\u00fasica concreta, \u00e9 a vez de<br \/>\nOverberghe trocar, gra\u00e7as ao<br \/>\n\u201coverdubbing\u201d, o saxofone pelo<br \/>\nbaixo e pela bateria.<br \/>\n\tAproximemo-nos, por fim, do outro mundo, com \u201cMusic from Tomorrow\u2019s World\u201d, de Sun Ra e da sua Arkestra, captado ao vivo em 1960 na Wonder Inn de Chicago e, em est\u00fadio, num obscuro The Majestic Hall. Infelizmente, o som ao vivo \u00e9 pavoroso, o que faz diminuir um pouco o prazer de acompanhar as sess\u00f5es quase clandestinas realizadas de madrugada pela Arkestra, ao longo de um ano de resid\u00eancia, entre mesas apinhadas e as paredes apertadas de uma taberna. Por l\u00e1 passaram, como assistentes e participantes, Roland Kirk e Stan Getz (John Coltrane tamb\u00e9m quis, mas, reza a lenda, o porteiro ou quaisquer outras raz\u00f5es misteriosas n\u00e3o ter\u00e3o permitido a sua entrada&#8230;). L\u00e1 dentro, o som de uma festa. A Arkestra a tocar uma m\u00fasica primitiva, swing, batuques, c\u00e2nticos de \u201cmusic hall\u201d, ritmos e flautas infantis (\u201cSpontaneous simplicity\u201d poderia pertencer a Raymond Scott) e fanfarra (Roscoe Mitchell e Joseph Jarman assistiram igualmente a estas sess\u00f5es, aprendendo com elas muito do que viriam a p\u00f4r em pr\u00e1tica nos Art Ensemble of Chicago), aos poucos fazendo coincidir \u201cprimitivo\u201d com \u201cancestral\u201d, levando os sons da selva para o desconhecido ou para a m\u00fasica de sal\u00e3o, nas v\u00e1rias vers\u00f5es de \u201cMajestic\u201d. M\u00fasica de magos. Em mangas de camisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 10 Maio 2003 A liberdade que David S. 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