{"id":719,"date":"2009-07-10T07:44:07","date_gmt":"2009-07-10T14:44:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=719"},"modified":"2009-07-10T07:44:07","modified_gmt":"2009-07-10T14:44:07","slug":"eric-montbel-le-jardin-de-l%e2%80%99ange-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/07\/10\/eric-montbel-le-jardin-de-l%e2%80%99ange-conj\/","title":{"rendered":"Eric Montbel &#8211; Le Jardin de L\u2019Ange (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>07.05.1999<br \/>\nWorld<br \/>\nOs Anjos N\u00e3o Recebem Heran\u00e7a<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/ericmontbel_jardin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/ericmontbel_jardin.jpg\" alt=\"ericmontbel_jardin\" title=\"ericmontbel_jardin\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-720\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/ericmontbel_jardin.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/ericmontbel_jardin-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LR689v-UGjc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LR689v-UGjc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cLe Jardin de L\u2019Ange\u201d, o jardim dos anjos, \u00e9 o mais recente \u00e1lbum a solo de Eric Montbel, dos Lo Jai, depois de \u201cCharbretas, les Cornemuses \u00e0 Miroirs du Limousin\u201d e \u201cUlysse\u201d. Executante de v\u00e1rias modalidades de gaita-de-foles (\u201ccornemuse\u201d), mas tamb\u00e9m, neste caso, de flauta e \u00f3rg\u00e3o de foles, Montbel subintitulou este seu trabalho, \u201cNoels, Cantiques, Miracles &#038; Merveilles\u201d, uma colec\u00e7\u00e3o de instrumentais e temas vocalizados das regi\u00f5es de Nivernais, P\u00e9rigorde e Proven\u00e7a, em que a religiosidade se casa com um sentido est\u00e9tico apurado e uma dose equilibrada de erudi\u00e7\u00e3o. A entrada, muito Lo Jai, com \u201cD\u2019o\u00f9 vient-tu betrg\u00e8re?\u201d evolui com subtileza para uma m\u00fasica de car\u00e1cter religioso, acentuado por um par de vocaliza\u00e7\u00f5es da soprano Marie Rigaud e pelo \u00f3rg\u00e3o de igreja. Sylvie berger, pelo contr\u00e1rio em temas como \u201cD\u2019o\u00f9 vient-tu betrg\u00e8re?\u201d, \u201cSaint Pierre qui porte la croix\u201d ou \u201cLe jour de P\u00e2ques Fleuries\u201d, faz lembrar a saudosa Marie Yacoub. Contando com a presen\u00e7a de Renat Jurie (vocalista convidado em dois temas) e com outro m\u00fasico dos Lo Jai, Guy Bertrand (voz, sanfona, flautas e clarinete de bambu), \u201cLe Jardin de L\u2019Ange\u201d combina, de forma admir\u00e1vel, o sagrado e o profano, indo, decerto, corresponder \u00e0s expectativas, quer dos apreciadores de folk, quer dos de m\u00fasica antiga. (Al Sur, distri. Megam\u00fasica, 9).<\/p>\n<p>Um salto at\u00e9 \u00e0 Irlanda para verificar o estado de evolu\u00e7\u00e3o de Cathie Ryan que, no seu \u00e1lbum de estreia, \u201cCathie Ryan\u201d, deixara j\u00e1 boa impress\u00e3o. O novo \\, frase inspirada num ciclo da mitologia irlandesa em que Oisin e Fionn discutem entre si qual \u00e9 a melhor m\u00fasica do mundo, mostra uma cantora mais amadurecida. A voz de Cathie tanto faz lembrar June Tabor, como Dolores Keane ou Sandy Denny. Por vezes as tr\u00eas juntas, como em \u201cAt the foot of Knocknarea\u201d. Mas o que poderia significar descaracteriza\u00e7\u00e3o acaba por provocar um efeito de familiaridade difusa. Os arranjos, repartidos entre a cantora e Gerry O\u2019Beirne, cultivam uma abordagem leve que, nalguns casos (\u201cI\u2019m going back\u201d, \u201cUnderstanding love\u201d), se aproxima da folk ligeira de uma Mary Black, enquanto \u201cCoaineacht na dtri muire\u201d repousa nas mesmas fantasias c\u00e9lticas de Enya e dos Clannad. Uma voz com a naturalidade e a versatilidade de Cathie Ryan merece enveredar por um caminho mais nobre e com outro tipo de exig\u00eancias. Para j\u00e1, aprecie-se a excel\u00eancia instrumental do convidado Seamus Egan, dos Solas, ou divague-se ao som de \u201cLovely Willie\u201d, num registo sobrenatural id\u00eantico ao de June Tabor em \u201cAngel Tiger\u201d e \u201cAgainst the Streams\u201d. (Shanachie, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 6).<\/p>\n<p>Ainda no dom\u00ednio dos novos celtas, o bret\u00e3o Dan Ar Braz insiste na mesma f\u00f3rmula, que tantos dividendos lhe rendeu, de \u201cL\u2019Heritage d\u00eas Celtes\u201d, uma mega-produ\u00e7\u00e3o feita a pensar no mercado, seguindo as pisadas de \u201cRiverdance\u201d, de Bill Whelan, e \u201cA Irmandade das Estrelas\u201d, de Carlos Nunez. Este novo cap\u00edtulo da \u201cHeran\u00e7a dos Celtas\u201d foi gravada ao vivo no Z\u00e9nith, de Paris, at\u00e9 preencher dois compactos inteiros, o que significa seca a dobrar. Porque se \u201cL\u2019Heritage des Celtes\u201d, na sua concep\u00e7\u00e3o inicial, era um \u00e1lbum sem d\u00favida afectado pela megalomania mas que conseguia equilibrar o excesso de meios com uma apreci\u00e1vel dose de bom-gosto, esta sequela, pelo contr\u00e1rio, descamba num tipo de mediocridade que, infelizmente, j\u00e1 conhecemos vinda de um tipo chamado Alan Stivell\u2026 Ou\u00e7a-se \u201cEvit Ar Bars\u201d e perceber-se-\u00e0 de imediato o que queremos dizer. Ou \u201cDir h\u00e1 tan\u201d, na melhor tradi\u00e7\u00e3o rock circense dos actuais Tri Yann. O facto de \u201cZ\u00e9nith\u201d ser gravado ao vivo (mas misturado no m\u00edtico Windmill Lane de Dublin) n\u00e3o serve de desculpa. \u00c9 um desconsolo verificar a despropor\u00e7\u00e3o entre a import\u00e2ncia e quantidade dos convidados presentes (Karen Matheson, Gilles Servat, Carlos Nunez, Donald Lunny, Nollaig Casey, Jacques Pellen, Donald Shaw e a Bagad Kemper, entre outros) e a fraca qualidade musical da\u00ed resultante. Dancemos, enfim, com um suspiro nos l\u00e1bios, ao ritmo do pesadote \u201cThe chesnut tree \u2013 The Dreraming Sea\u201d, composto por Maire N\u00ed Chatasaigh. Ou deixemo-nos esmagar pelo poder da Bagad Kemper que se rende aos deuses da Galiza em \u201cAires de Pontevedra\u201d, um dos melhores temas desta heran\u00e7a c\u00e9ltica lan\u00e7ada ao desbarato. (Saint George, distri. Sony Music, 5).<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a de que nem tudo est\u00e1 perdido no reino da fus\u00e3o regressa com \u201cLe Grand Encrier\u201d, de Alain Genty. O naipe de m\u00fasicos, entre os quais, Jacky Mollard (violino e guitarra), Jean-Michel Veillon (flauta), Patrick Molard (gaita-de-foles escocesa e breta~) e Yann-Fanch Kemener (voz), \u00e9 do melhor que se pode encontrar na Bretanha. Genty encarrega-se de modernizar o \u201censemble\u201d atrav\u00e9s do recurso ao baixo el\u00e9ctrico, guitarra, teclados e programa\u00e7\u00f5es. Entre o jazz, a electr\u00f3nica e o t\u00edpico canto tradicional bret\u00e3o, com modula\u00e7\u00f5es \u201cnew age\u201d, n\u00e3o faltam em \u201cLe Grand Encrier\u201d, exemplos de como fazer experimenta\u00e7\u00e3o com modelos tradicionais sem os destruir. Ou\u00e7a-se, a este prop\u00f3sito, \u201cL achasse au tigre\u201d, um tema que, ainda por cima, sabe rir de si pr\u00f3prio, em trope\u00e7\u00f5es pelo reggae, a m\u00fasica indiana, o jazz-rock a la Gong e a dan\u00e7a de casino. Quem quiser pode conferir se est\u00e1 tudo nos conformes da tradi\u00e7\u00e3o, pela gaita-de-foles de \u201cPeklenig\u201d. Um solo de se lhe tirar o chap\u00e9u. (Keltia, distri. Megam\u00fasica, 7).<\/p>\n<p>O Sol nascer a oriente, como se sabe. Mas talvez nem todos saibam que tamb\u00e9m pode nascer da garganta inglesa, com ascend\u00eancia indiana, Sheila Chandra, rotulada na colect\u00e2nea \u201cMonsung: A Real World Retrospective\u201d, pelo jornal de m\u00fasica \u201cBillboard\u201d, como \u201cuma das vozes mais maravilhosas \u00e0 face da Terra\u201d. \u201cMonsung\u201d, t\u00edtulo inspirado no primeiro grupo da cantora, Monsoon, re\u00fane temas dos seus tr\u00eas \u00b4lbuns gravados para a editora de Peter Gabriel, \u201cWeaving my Ancestors Voices\u201d (1993), \u201cThe Zen Kiss\u201d (1994) e \u201cABoneCroneDrone\u201d. Neles a cantora exibe o seu estilo vocal inconfund\u00edvel em que as tradi\u00e7\u00f5es e t\u00e9cnicas vocais indianas e c\u00e9lticas se confundem, \u201ca capella\u201d, em jogos com efeitos de reverbera\u00e7\u00e3o ou sobre \u201cdrones\u201d criadas electronicamente que nos dois excertos da longa pe\u00e7a \u201cABoneCroneDrone\u201d se aproximam do puro minimalismo. LaMonte Young adoraria. E quem pensar em Noirin N\u00ed Riain ao escutar \u201cSacred Stones\u201d n\u00e3o est\u00e1 muito longe da verdade. Meditemos pois, banhados por esta voz luminosa. (Real World, distri. EMI-VC, 7).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>07.05.1999 World Os Anjos N\u00e3o Recebem Heran\u00e7a \u201cLe Jardin de L\u2019Ange\u201d, o jardim dos anjos, \u00e9 o mais recente \u00e1lbum a solo de Eric Montbel, dos Lo Jai, depois de \u201cCharbretas, les Cornemuses \u00e0 Miroirs du Limousin\u201d e \u201cUlysse\u201d. 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