{"id":7122,"date":"2018-12-11T10:50:16","date_gmt":"2018-12-11T17:50:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7122"},"modified":"2018-12-11T10:50:16","modified_gmt":"2018-12-11T17:50:16","slug":"steve-coleman-group-motherland-pulse-herb-robertson-quintet-x-cerpts-herb-robertson-brass-ensemble-shade-of-bud-powell-hank-roberts-black-pastels-paul-motian-monk-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/12\/11\/steve-coleman-group-motherland-pulse-herb-robertson-quintet-x-cerpts-herb-robertson-brass-ensemble-shade-of-bud-powell-hank-roberts-black-pastels-paul-motian-monk-i\/","title":{"rendered":"Steve Coleman Group &#8211; &#8220;Motherland Pulse&#8221; + Herb Robertson Quintet &#8211; &#8220;X-Cerpts&#8221; + Herb Robertson Brass Ensemble &#8211; &#8220;Shade Of Bud Powell&#8221; + Hank Roberts &#8211; &#8220;Black Pastels&#8221; + Paul Motian &#8211; &#8220;Monk In Motian&#8221; + Greg Osby &#8211; &#8220;Mind Games&#8221; + Strata Institute &#8211; &#8220;Cipher Syntax&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos)<br \/>\ns\u00e1bado, 11 Janeiro 2003<\/p>\n<p><center><br \/>\n<strong>Steve Coleman Group<br \/>\nMotherland Pulse<br \/>\n8|10<\/p>\n<p>Herb Robertson Quintet<br \/>\nX-Cerpts<br \/>\n9|10<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Herb Robertson Brass Ensemble<br \/>\nShades of Bud Powell<br \/>\n8|10<\/p>\n<p>Hank Roberts<br \/>\nBlack Pastels<br \/>\n7|10<\/p>\n<p>Paul Motian<br \/>\nMonk in Motian<br \/>\n8|10<\/p>\n<p>Greg Osby<br \/>\nMind Games<br \/>\n5|10<\/p>\n<p>Strata Institute<br \/>\nCipher Syntax<br \/>\n7|10<\/p>\n<p>Todos Winter&#038;Winter<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7123\" rel=\"attachment wp-att-7123\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/1-2.jpg\" alt=\"\" width=\"643\" height=\"121\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7123\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/1-2.jpg 643w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/1-2-300x56.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/1-2-624x117.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/1-2-100x19.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 643px) 100vw, 643px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><br \/>\nOs anos 80, segundo a editora <strong>Jazz Music Today<\/strong> (JMP), em odisseia de reedi\u00e7\u00f5es pela Winter &#038; Winter.<\/p>\n<p><strong>Quando o jazz desceu de novo \u00e0 rua<\/strong><\/p>\n<p>Coube \u00e0 editora Winter &#038;Winter a reedi\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo da Jazz Music Today (JMT), cujos 81 t\u00edtulos, remasterizados em 24 bits e embalados em minimalistas mas pouco imaginativos \u201cSmart-Pac\u201d (l\u00e1 dentro escondem-se as capas originais), estar\u00e3o dispon\u00edveis na sua totalidade at\u00e9 ao final de 2005, \u00e0 m\u00e9dia de nove por semestre.<br \/>\n\tNa JMT, publicou-se algum do jazz importante dos anos 80, nomeadamente pelo coletivo M\u2019Base (\u201cMacro-Basic Array of Structured Extemporizations\u201d), disposto a repor uma certa \u201cverdade\u201d do jazz como m\u00fasica popular, transcultural e aberta \u00e0 miscigena\u00e7\u00e3o com outras linguagens musicais, sem todavia perder contacto com a cultura negra que lhe est\u00e1 na origem. Steve Coleman orientava a est\u00e9tica e ideologia deste movimento que procurava, de forma mais intuitiva do que sistem\u00e1tica, juntar espiritalidade, ideologia, cosmopolitismo, tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, estrutura e improvisa\u00e7\u00e3o, no \u201cmelting pot\u201d da grande \u201cna\u00e7\u00e3o afro-americana\u201d.<br \/>\n\t\u201cMotherland Pulse\u201d, primeiro manifesto do M\u2019Base, publicado originalmente em 1985, apresenta o saxofonista alto em quarteto com Geri Allen (piano), Lonnie Plaxico (baixo) e Marvin \u201cSmitty\u201d Smith (bateria), com Cassandra Wilson (voz), Graham Haynes (trompete) e Mark Johnson (bateria) como convidados. O bop est\u00e1 presente na liga\u00e7\u00e3o do saxofonista ao piano de Allen, os \u201cblues\u201d servem de ponte e abrigo, o funk agita-se num \u201cgroove\u201d que era imagem de marca. O registo vocal \u201cfrio\u201d de Wilson perde na compara\u00e7\u00e3o com as duas melhores pe\u00e7as do disco, \u201cThe glide was in the ride\u201d, fabuloso e sensual \u201cdrive\u201d, pujante de swing, de Geri Allen, e o t\u00edtulo-tema onde a \u00c1frica pulsa, mergulhada em percuss\u00f5es da terra, com Coleman ao mais alto n\u00edvel, Allen a assinar novo \u201ctour de force\u201d e Plaxico a tirar o m\u00e1ximo partido do arco no telurismo do baixo. Fundamental.<br \/>\n\tCom o n\u00famero 13 do cat\u00e1logo, \u201cX-Cerpts\u201d, do quinteto do trompetista Herb Robertson, nome familiar da cena \u201cdowntown\u201d de Nova Iorque, \u00e9 outra das pe\u00e7as-chave deste lote parcial de reedi\u00e7\u00f5es. Gravado ao vivo em Wilisau, Su\u00ed\u00e7a, em 1987, \u00e9 escalada e descoberta do \u201ceu\u201d interior. Dois temas, estruturados em forma de ascese, como o \u201cAmor Supremo\u201d de Coltrane ou as posteriores ilumina\u00e7\u00f5es de Pharaoh Sanders: \u201cJiffy jester jig\u201d, de 27m26, e \u201cKarmic Ramifi cations\u201d, de 31m28. Tim Berne, no sax alto e Joey Baron, na bateria, criam amplos espa\u00e7os de manobra para a improvisa\u00e7\u00e3o livre em que a trompete, a corneta e o fi lisc\u00f3rnio do l\u00edder, viajando por timbres pouco ortodoxos, se embrenham em universos paralelos de um estranho fasc\u00ednio. A opacidade dos momentos mais obsessivos da m\u00fasica \u00e9 quebrada pelo vibrafone de Gust William Tsilis, tocado pelas notas de Milt Jackson, embora o seu fraseado seja mais atmosf\u00e9rico e menos denso do que o do homem dos Modern Jazz Quartet. Quem aplaudiu \u201cWitness\u201d, de Dave Douglas, encontrar\u00e1<br \/>\naqui mat\u00e9ria igualmente rica de deslumbramento. Ou para se chamuscar num Tim Berne literalmente em combust\u00e3o nos cinco movimentos das citadas \u201cramifi ca\u00e7\u00f5es k\u00e1rmicas\u201d.<br \/>\n\tNo ano seguinte, o mesmo Robertson gravaria uma estranha homenagem \u00e0 obra pian\u00edstica de Bud Powell, em \u201cShades of Bud Powell\u201d, \u00e1lbum que, paradoxalmente, dispensa o piano \u2014 pura divers\u00e3o em registo de \u201cbrass ensemble\u201d, composta por duas trompetes, o trombone de Robin Eubanks, a trompa de Vincent Chancey e a tuba de Bob Stewart. O \u201cbop\u201d veste-se de carnaval \u201cdixieland\u201d em \u201cUn poco loco\u201d, Joey Baron tem na bateria a agilidade de um acrobata, agitando-se como um adolescente no cio ou murmurando nas vassouras uma ora\u00e7\u00e3o triste como a de \u201cI\u2019ll keep loving you\u201d. \u00c1lbum de m\u00faltiplos matizes, apresenta momentos admir\u00e1veis como o desfile de descobertas arrancadas \u00e0s entranhas da m\u00fasica de Powell que \u00e9 \u201cHallucinations\u201d \u2014 termo que defi ne na perfei\u00e7\u00e3o a personalidade, n\u00e3o s\u00f3 musical, do mestre.<br \/>\n\tAinda mais alucinado \u00e9 \u201cBlack Pastels\u201d, de Hank Roberts (1988), disco estranho que mistura o jazz rock, a \u201ccountry\u201d mutante, a cl\u00e1ssica contempor\u00e3nea, c\u00e2nticos rituais da selva amaz\u00f3nica e a&#8230; can\u00e7\u00e3o folk\/pop. Roberts toca violoncelo, guitarra de 12 cordas e \u201cjazz-a-phone violino\u201d. E canta, algures entre a ingenuidade de Arto Lindsay e o cabar\u00e9 de Joe Jackson (!). Tr\u00eas trombones: Ray Anderson, Eubanks e Dave Taylor. Joey Baron senta-se \u00e0 bateria e o not\u00e1vel Mark Dresser discorre no baixo. Bill Frisell pulveriza o seu habitual timbre de alum\u00ednio e cetim, num solo abrasivo de rock que redime o t\u00edtulo-tema das armadilhas da m\u00fasica de fus\u00e3o. Esot\u00e9rico (sempre que Roberts amplifica e liga os pedais de efeitos do seu violoncelo), \u201chippie\u201d e folk (\u201cRain village\u201d poderia pertencer \u00e0 fornada psicad\u00e9lica de 1967&#8230;), ex\u00f3tico \u00e0 maneira de um Hermeto Pascoal (\u201cChoqueno\u201d), \u201cBlack Pastels\u201d entra e sai do jazz com o maior dos desplantes. Entra mesmo pela porta maior no incr\u00edvel arranjo de \u201cGranpappy\u2019s barn dance death dance (for Daddy Ben Benson)\u201d no qual os tr\u00eas trombones triunfam segundo a ordem sagrada do contraponto.<br \/>\n\t\u201cMonk in Motian\u201d l\u00ea Monk \u00e0 luz do trio. Ladeado por dois dos seus comparsas familiares, Joe Lovano, no sax tenor, e Frisell de volta aos seus lugares-comuns, Paul Motian estreava-se aqui na JMT com um passeio em redor da m\u00fasica do g\u00e9nio do bop. No \u201cstandard\u201d \u201cStraight no chaser\u201d, Dewey Redman introduz uma nota extra de inquieta\u00e7\u00e3o num \u00e1lbum que a 15 anos de dist\u00e2ncia soa como um manifesto de devo\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia e classicismo.<br \/>\n\tGreg Osby \u00e9 um dos trunfos do saxofone atual, restam poucas d\u00favidas sobre isso. Mas no seu segundo \u00e1lbum como l\u00edder, \u201cMindgames\u201d (1988), mete o p\u00e9 na argola. Onde \u201cgroove\u201d \u00e9 sin\u00f3nimo de funk, mas tudo se perde num ritmo quadrado (Sam Samuels chega a ser confrangedor nos bin\u00e1rios da idade da pedra) e na adula\u00e7\u00e3o de sintetizadores (um deles manuseado por Geri Allen&#8230;) enfeitados com texturas de \u201cstrings\u201d (ugh!). Mais George Duke que Weather Report, a m\u00fasica de \u201cMind Games\u201d nunca chega a descolar. Ou, como diz o te\u00f3rico Jean Wagner, \u201c\u00e9 imposs\u00edvel ser rico melodicamente quando se \u00e9 reprimido nas harmonias e no ritmo\u201d. Osby teria de esperar&#8230;<br \/>\n\tNa JMT esperaria pouco tempo, apenas at\u00e9 encontrar Steve Coleman para com ele<br \/>\nreencontrar os bons caminhos do \u201cgroove\u201d, em \u201cCipher Syntax\u201d, carimbado pelo coletivo Strata Institute. O di\u00e1logo em exclusivo que ambos travam em \u201cMicro-move\u201d constitui um dos momentos de exce\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum onde o jazzrock recupera a sua dignidade.<\/p>\n<p><em>Nota: O \u00e1lbum \u201cFootsteps of our Fathers\u201d, de Branford Marsalis, tem distribui\u00e7\u00e3o Dargil e n\u00e3o Trem Azul, como por lapso escrevemos na semana passada.<\/em><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/p0w4U2Ft2BE\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> mil-folhas >> jazz >> cr\u00edtica de discos) s\u00e1bado, 11 Janeiro 2003 Steve Coleman Group Motherland Pulse 8|10 Herb Robertson Quintet X-Cerpts 9|10 Herb Robertson Brass Ensemble Shades of Bud Powell 8|10 Hank Roberts Black Pastels 7|10 Paul Motian Monk in Motian 8|10 Greg Osby Mind Games 5|10 Strata Institute Cipher Syntax 7|10 Todos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[724,725,12],"tags":[1924,1922,1920,1921,1919,1923,1918,1917,1925],"class_list":["post-7122","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-2003","category-criticas-2003","category-jazz","tag-greg-osby","tag-hank-roberts","tag-herb-robertson","tag-herb-robertson-bras-ensemble","tag-herb-robertson-quintet","tag-paul-motian","tag-steve-coleman","tag-steve-coleman-group","tag-strata-institute"],"views":1002,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7122"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7122\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7124,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7122\/revisions\/7124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}