{"id":7045,"date":"2018-11-02T09:08:54","date_gmt":"2018-11-02T16:08:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=7045"},"modified":"2018-11-02T09:08:54","modified_gmt":"2018-11-02T16:08:54","slug":"the-doors-the-doors-ainda-abrem-as-portas-do-medo-artigo-de-opiniao-concerto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/11\/02\/the-doors-the-doors-ainda-abrem-as-portas-do-medo-artigo-de-opiniao-concerto\/","title":{"rendered":"The Doors &#8211; &#8220;The Doors Ainda Abrem As Portas Do Medo&#8221; (artigo de opini\u00e3o \/ concerto)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>(p\u00fablico >> cultura >> pop\/rock >> <strong>concertos<\/strong>)<br \/>\nter\u00e7a-feira, 9 Dezembro 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>The Doors ainda abrem as portas do medo<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><strong>THE DOORS OF THE 21st CENTURY<\/strong><br \/>\nLISBOA Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico<br \/>\nDomingo. Meia sala.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=7046\" rel=\"attachment wp-att-7046\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/doors.jpg\" alt=\"\" width=\"352\" height=\"231\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7046\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/doors.jpg 352w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/doors-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/doors-100x66.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Depois dos Rolling Stones foi a vez de outra banda de veteranos (ou sobreviventes), The Doors, vir a Portugal dar uma li\u00e7\u00e3o de rock. Confirmada, como muitos temiam, a aus\u00eancia, por doen\u00e7a grave (bastante grave, mesmo) do cantor Jim Morrison, a m\u00edtica banda californiana conseguiu o improv\u00e1vel: recordar a energia apocal\u00edptica da forma\u00e7\u00e3o original dos anos 60 e, ao mesmo tempo, provar que a m\u00fasica do grupo sobreviveu em palco \u00e0 passagem dos anos e ao passamento (faria ontem, precisamente, 60 anos) do seu carism\u00e1tico vocalista, mantendo uma personalidade pr\u00f3pria.<br \/>\nPersonalidade que no domingo, no segundo dos concertos no Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico, em Lisboa, se viu ter nome: Ray Manzarek, teclista e for\u00e7a viva dos Doors do s\u00e9c. XXI, como agora se chamam. Para um p\u00fablico composto por cotas contempor\u00e2neos do grupo na d\u00e9cada de 60, mas tamb\u00e9m por uma camada mais jovem que veio para se lambuzar com as can\u00e7\u00f5es mais conhecidas, previsivelmente escutados na aparelhagem dos pais, como &#8220;Light my fire&#8221; ou &#8220;Riders on the storm&#8221;, Manzarek cometeu a proeza de conseguir, em v\u00e1rias fases do concerto, perturbar e assustar uns e outros. Sobretudo quando a faceta mais psicad\u00e9lica e obsessiva dos Doors veio ao de cima, com o t\u00edpico som de \u00f3rg\u00e3o saturado de vibrato a funcionar como subst\u00e2ncia dopante e a guitarra de Robby Krieger enlouquecida em solos de rachar a cabe\u00e7a, ao mesmo tempo que eram lan\u00e7adas \u00e0 cara da plateia palavras que o \u00e1cido e a revolta marcaram, na origem, com cambiantes amea\u00e7adores. De resto, o &#8220;s\u00e3o uns drogados!&#8221; proferido por algu\u00e9m na assist\u00eancia foi o melhor elogio que se lhes podia fazer.<br \/>\nAs pessoas foram ao Atl\u00e2ntico para curtir, esquecendo-se que os Doors, fazendo jus \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o de banda maldita, sempre tocaram n\u00e3o para as pessoas se divertirem, mas para as fazer pensar, sentir medo, voltarem para casa diferentes. O espantoso \u00e9 que, volvidos mais de trinta anos sobre o cataclismo original, ainda o consigam. Sem Morrison, mas com um novo vocalista que continuamente saltou da quase clonagem (o corte de cabelo, a roupa, os gestos, mesmo alguns grunhidos e interjei\u00e7\u00f5es vocais) do original, para a necessidade de se afirmar como m\u00fasico aut\u00f3nomo na actual economia do grupo.<br \/>\nE se, nas can\u00e7\u00f5es instrumentalmente mais densas ou em tempos r\u00e1pidos, como &#8220;Roadhouse blues&#8221;, &#8220;Break on through&#8221; ou &#8220;Love her madly&#8221;, a voz destilou f\u00faria e uma genu\u00edna convic\u00e7\u00e3o rock, j\u00e1 nos tempos arrastados de &#8220;The crystal ship&#8221; ou &#8220;People are strange&#8221; fez-se sentir, de forma gritante, a aus\u00eancia de Morrison e que, apesar das apar\u00eancias, h\u00e1 um abismo a separar o antigo do novo vocalista dos Doors.<br \/>\nHouve nostalgia, claro, como n\u00e3o podia deixar de ser. Mesmo as proje\u00e7\u00f5es que ao longo de todo o concerto ajudaram a criar uma ambi\u00eancia envolvente, mimaram os efeitos caleidosc\u00f3picos dos &#8220;sixties&#8221;. E algum folclore, dispens\u00e1vel. Como introduzir &#8220;Love her madly&#8221; com um &#8220;We love you madly&#8221; dirigido ao p\u00fablico ou Astbury a erguer o copo explicando que estava a beber um whisky ou a arrotar para o microfone, a lembrar que sim, como Morrison, tamb\u00e9m ele \u00e9 um rebelde. S\u00f3 que, ao contr\u00e1rio do outro, com uma causa&#8230; Dispens\u00e1vel foi tamb\u00e9m a forma como, no solo de guitarra de flamenco de Krieger que antecedeu &#8220;Spanish caravan&#8221;, se procurou ultrapassar o problema de uma corda partida &#8211; pondo toda a gente a entoar c\u00e2nticos futebol\u00edsticos.<br \/>\nFora isto (e Manzarek n\u00e3o resistir a tocar \u00f3rg\u00e3o com um dos p\u00e9s) n\u00e3o houve concess\u00f5es. Manzarek susteve o edif\u00edcio, marchou pelo palco em pose marcial, agitou as m\u00e3os a medir as vibra\u00e7\u00f5es do ar e fez as segundas vozes, subtis ou carregadas de p\u00e2nico, provando que, depois de Morrison, \u00e9 ele o xam\u00e3 e o portador das chaves que abrem as portas da percep\u00e7\u00e3o. Dois encores, que inclu\u00edram um trovejante &#8220;Riders on the storm&#8221;, &#8220;L.A. Woman&#8221; e, a finalizar, uma vers\u00e3o alargada e massacrante de &#8220;Light my fire&#8221;, puseram os pontos nos &#8220;is&#8221;. &#8220;Daqui ningu\u00e9m sai vivo&#8221; poderia ser, de novo, o mote. Imagine-se o que teria acontecido se estes Doors do s\u00e9c. XXI tivessem tocado, como faziam os do s\u00e9c.XX, &#8220;The end&#8230;&#8221;. Mas talvez fosse demasiado cruel lembrarem-nos de que nunca, como hoje, estivemos t\u00e3o perto do fim.<\/p>\n<p><strong>EM RESUMO<br \/>\nRay Manzarek<\/strong> transportou o esp\u00edrito e o som dos Doors dos anos 60 para a nova vers\u00e3o do s\u00e9c.XXI. Astbury n\u00e3o fez esquecer Morrison. Mas ainda conseguem assustar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> cultura >> pop\/rock >> concertos) ter\u00e7a-feira, 9 Dezembro 2003 The Doors ainda abrem as portas do medo THE DOORS OF THE 21st CENTURY LISBOA Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico Domingo. Meia sala. Depois dos Rolling Stones foi a vez de outra banda de veteranos (ou sobreviventes), The Doors, vir a Portugal dar uma li\u00e7\u00e3o de rock. 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