{"id":6969,"date":"2018-09-21T08:41:17","date_gmt":"2018-09-21T15:41:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6969"},"modified":"2018-09-21T08:41:17","modified_gmt":"2018-09-21T15:41:17","slug":"kraftwerk-no-tour-da-pop-electronica-artigo-de-opiniao-tour-de-france-soundtracks-critica-de-discos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/09\/21\/kraftwerk-no-tour-da-pop-electronica-artigo-de-opiniao-tour-de-france-soundtracks-critica-de-discos\/","title":{"rendered":"Kraftwerk &#8211; &#8220;No Tour Da Pop Electr\u00f3nica&#8221; (artigo de opini\u00e3o) + &#8220;Tour De France Soundtracks&#8221; (cr\u00edtica de discos)"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> pop\/rock >> artigo de opini\u00e3o \/ cr\u00edtica de discos)<br \/>\n1 Agosto 2003<br \/>\ncapa<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Kraftwerk<br \/>\nNo tour da pop eletr\u00f3nica<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>S\u00e3o os recordistas no \u201ctour\u201d da pop eletr\u00f3nica. Mas \u201cTour de France Soundtracks\u201d escapa \u00e0 justa do carro-vassoura. Os homens-m\u00e1quina regressaram.<\/strong><em><\/p>\n<p>O \u201cTour de France\u201d terminou h\u00e1 dias com a 5\u00aa vit\u00f3ria consecutiva do ciclista norte-americano Lance Armstrong. Os germ\u00e2nicos Kraftwerk n\u00e3o podiam desperdi\u00e7ar a oportunidade para, uma vez mais, celebrarem o triunfo do homem-m\u00e1quina.<br \/>\nAdeptos incondicionais do ciclismo, sabendo-se que um dos seus membros fundadores, Ralf H\u00fctter, \u00e9 mesmo colecionador e perito em bicicletas, encontraram na simbiose ciclista\/bicicleta o perfeito exemplo dessa identidade entre o biol\u00f3gico e o org\u00e2nico que laboriosamente t\u00eam vindo a construir desde que, em 1974, puseram a rolar as suas roldanas embebidas em \u00e1cido desoxirrinbonucleico em \u201cAutobahn\u201d \u2013 auto-estrada musical cujas placas de sinaliza\u00e7\u00e3o apontariam para uma das principais dire\u00e7\u00f5es que conduziria a pop at\u00e9 ao presente.<br \/>\n\u201cTour de France, Soundtracks\u201d (dispon\u00edvel a 4 de Agosto), composto por originais e vers\u00f5es do primeiro \u201cTour de France\u201d, apura o conceito de homem-m\u00e1quina, cujo desenvolvimento se processou atrav\u00e9s de fases de montagem pr\u00e9vias \u2013 \u201cRadioActivity\u201d, \u201cTrans Europe Express\u201d, \u201cThe Man-Machine\u201d, \u201cComputer World\u201d e \u201cElectric Cafe\u201d. Os t\u00edtulos do novo disco alternam entre a an\u00e1lise do humano (\u201cVitamin\u201d, \u201cElektro Kardiogramm\u201d, \u201cRegeneration\u201d), da m\u00e1quina (\u201cAerodynamik\u201d, \u201cTitanium\u201d) e das \u201cperformances\u201d obtidas da fus\u00e3o entre ambos (as tr\u00eas \u201c\u00e9tapes\u201d do \u201ctour\u201d, \u201cChrono\u201d). A entidade mutante unificada \u00e9 observada \u00e0 lupa em \u201cLa forme\u201d.<br \/>\nHomem-m\u00e1quina, \u201cthe man-machine\u201d, um novo corpo originado da fus\u00e3o entre os neur\u00f3nios e o \u201cchip\u201d (o \u201cbio-chip\u201d). Carne, pl\u00e1stico e metal. Pensa-se em filmes como \u201cA Mosca\u201d e \u201cCrash\u201d, de Cronenberg, pelo lado humano e existencialista, em \u201cTron\u201d ou em \u201cMatrix\u201d, na perspetiva da intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>\t<strong>aten\u00e7\u00e3o: obras. <\/strong>Mas se a tecnologia parece ocupar o lugar central na obra demi\u00fargica dos quatro de D\u00fcsseldorf, \u00e9 interessante verificar at\u00e9 que ponto os seus dois principais operadores, Ralf H\u00fctter e Florian Schneider, optaram desde o in\u00edcio por uma abordagem artesanal, ou minimalista, do som eletr\u00f3nico. Ao inv\u00e9s de complexas produ\u00e7\u00f5es, os Kraftwerk preferiram a mesma diretiva do \u201cless is more\u201d posta em pr\u00e1tica pelos Can, na sua \u201ctrip\u201d de transe universal \u2013 uma concentra\u00e7\u00e3o implosiva dos meios tecnol\u00f3gicos postos ao servi\u00e7o da m\u00e1xima simplicidade musical.<br \/>\nAntes, por\u00e9m, do andr\u00f3ide e do rob\u00f4, os Kraftwerk rodearam-se de quinquilharia, fios, l\u00e2mpadas e metal ferrugento, para construir o homem de lata, o aut\u00f3mato das fitas de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de s\u00e9rie Z.<br \/>\nEm \u201cTonefloat\u201d (1970), que constitui a estreia discogr\u00e1fica da dupla, ainda sob a designa\u00e7\u00e3o Organisation, a m\u00fasica \u00e9 uma cacofonia com pretens\u00f5es psicad\u00e9licas de sons eletroac\u00fasticos diretamente inspirados em Stockhausen. \u201cKraftwerk\u201d (1970) e \u201cKraftwerk 2\u201d (1972), com os pinos de sinaliza\u00e7\u00e3o na capa, deram in\u00edcio \u00e0s obras. O som de guindastes e escavadoras, ferro em brasa, cimento e martelo-pil\u00e3o. Metal j\u00e1 a chocar contra o metal, a fazer fa\u00edsca e a exigir m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o. Obras violentas, mais pr\u00f3ximas do rock industrial e da m\u00fasica concreta do que da pop ou do rock, permanecem como exemplos do melhor \u201ckrautrock\u201d da regi\u00e3o industrial da Alemanha, a par dos Cluster e dos Neu!. Com uma ponta de humor: Julian Cope, no seu livro \u201cKrautrocksampler\u201d define uma das faixas de \u201cKraftwerk\u201d como \u201cos Stooges na Toys\u2019R\u2019us\u201d.<br \/>\n\u201cRalf and Florian\u201d (1973), mostra na contracapa uma foto da dupla rodeada de n\u00e9ons e instrumentos musicais. \u00c1lbum de transi\u00e7\u00e3o, inclui uma \u201cclusteriana\u201d m\u00fasica de baile e uma sinfonia ambiental de cristais e ananases, \u201cAnanas Symphonie\u201d, que \u00e9 provavelmente o refresco de \u00e1cidos mais refrescante a alucinog\u00e9nico que o \u201cKrautrock\u201d destilou. A obra m\u00e1xima seria editada no ano seguinte e tem por t\u00edtulo \u201cAutobahn\u201d, \u201cAuto-Estrada\u201d. Depois dela, a pop mudou. O longo tema de abertura \u00e9 a banda sonora, via auto-r\u00e1dio sintonizado nas estrelas, de uma viagem de autom\u00f3vel pela auto-estrada. No entanto, cuidado com as cabe\u00e7as: as auto-estradas alem\u00e3s permitem velocidades que as portuguesas nem imaginam. O \u201cwahn wahn wahn\u201d do refr\u00e3o soa como o \u201cFun fun fun\u201d dos Beach Boys, fonte inesgot\u00e1vel de inspira\u00e7\u00e3o, num \u00e1lbum de tra\u00e7\u00e3o \u00e0s quatro rodas que p\u00f4s os sintetizadores a cantar e os \u201ctops\u201d em polvorosa. As duas \u201cKometenmelodies\u201d finais desenham um arco-\u00edris de beleza estonteante no espa\u00e7o sideral. Antes de darem ao pedal, os Kraftwerk lan\u00e7avam-se em quinta velocidade num Mercedes rumo ao futuro. Mas foram os \u00e1lbuns seguintes, \u201cRadio-Activity\u201d (1975), \u201cTrans Europe Express\u201d (1977), \u201cThe Man-Machine\u201d (1978) e \u201cComputer World\u201d (1981) que transpuseram para a m\u00fasica a no\u00e7\u00e3o de miniaturiza\u00e7\u00e3o e m\u00e1xima pot\u00eancia que caracterizou a ind\u00fastria inform\u00e1tica no \u00faltimo quarto de s\u00e9culo e, consequentemente, a m\u00fasica eletr\u00f3nica, sempre dependente dos avan\u00e7os da tecnologia. Os Kraftwerk foram o \u201cPocket calculator\u201d da pop eletr\u00f3nica do s\u00e9culo XX, resta saber se lhes caber\u00e1 ainda algum papel no s\u00e9culo que agora se inicia.<\/p>\n<p>\t<strong>ohm sweet ohm. <\/strong>Entremos por\u00e9m, com a devida autoriza\u00e7\u00e3o, no est\u00fadio Kling Klang, onde os germ\u00e2nicos t\u00eam arrumados os seus fornos alqu\u00edmicos de raios laser. H\u00e1 esquemas e f\u00f3rmulas colados nas paredes. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a liga\u00e7\u00e3o dos nervos do homem a circuitos el\u00e9tricos artificiais que interessava \u00e0 dupla alem\u00e3. O c\u00e9rebro pensa e ordena: viagem, comunica\u00e7\u00e3o, forma e subst\u00e2ncia, energia, transmiss\u00e3o\/rece\u00e7\u00e3o. \u201cYou are the transmitter, I am the antenna\u201d \u00e9 um dos \u201cslogans\u201d, t\u00e3o divertidos como acutilantes, proclamados no \u00e1lbum \u201cRadio-Activity\u201d (1975). E \u201cwhen airwaves swing, distant voices sing\u201d. \u201cRadioland\u201d, \u201cAirwaves\u201d, \u201cThe voice of energy\u201d, \u201cRadio stars\u201d, \u201cUranium\u201d e esse fabuloso trocadilho que condensa a fus\u00e3o entre a espiritualidade tradicional e a energia das novas divindades-eletr\u00f5es: \u201cOhm sweet ohm\u201d. Dentro de um contador Geiger, fervilha um microuniverso de fantasias hollywoodescas. O mundo de m\u00e1quinas dos Kraftwerk \u00e9 uma Dysneyl\u00e2ndia qu\u00e2ntica de Pin\u00f3quios que se divertem a entrela\u00e7ar os fios de for\u00e7a de um campo unificado. A m\u00fasica \u00e9 sim\u00e9trica, mas os seus demiurgos apresentam-na como n\u00famero de circo.<br \/>\nSe \u201cRadio-Activity\u201d ilustra a propaga\u00e7\u00e3o da radioatividade e, deste modo, prepara a muta\u00e7\u00e3o, f\u00edsica e psicol\u00f3gica da Europa, \u201cTrans-Europe Express\u201d \u00e9 a viagem de comboio que modificou o imagin\u00e1rio pop do Velho Continente. Um dos passageiros chamava-se David Bowie e saltou em andamento a tempo de gravar a \u201ctrilogia de Berlim\u201d \u2013 \u201cLow, \u201cHeroes\u201d (o tema \u201cV-2 Schneider\u201d \u00e9 uma dedicat\u00f3ria a Florian Schneider) e \u201cLodger\u201d. Sem este \u00e1lbum seminal, j\u00e1 se sabe, nem a pop eletr\u00f3nica nem a m\u00fasica de dan\u00e7a seriam o que s\u00e3o hoje. Sobretudo a tecno, a \u201chouse\u201d e o eletro viciaram-se na batida totalit\u00e1ria \u2013 mas t\u00e3o rom\u00e2ntica \u2013 de \u201cEurope endless\u201d, \u201cMetal on metal\u201d, \u201cFranz Schubert\u201d e \u201cEndless\u201d. A repeti\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, a viagem circular sem princ\u00edpio nem fim (o log\u00f3tipo de \u201cEurope endless\u201d \u00e9 um c\u00edrculo fechado em forma de pauta). O super-homem nietzscheano espreitava na esquina. \u201cRadio-Activity\u201d e \u201cTrans-Europe Express\u201d retratam as novas formas de comunica\u00e7\u00e3o (\u201cElectric Cafe\u201d reconheceria a sua fal\u00eancia, como nessa tr\u00e1gica interrup\u00e7\u00e3o telef\u00f3nica que \u00e9 \u201cThe telephone call\u201d). Outro filme, \u201cAo Correr do Tempo\u201d, de Wim Wenders, n\u00e3o filma outra coisa. O digital vinha a caminho.<br \/>\n\u201cThe Man-Machine\u201d \u00e9 o emblema. Os kraftwerk desistem de uma vez do inv\u00f3lucro de pele e transformam-se em rob\u00f4s. A bordo de uma m\u00e1quina de realidade virtual, saltam para o espa\u00e7o, evocando em temas como \u201cSpacelab\u201d, \u201cMetropolis\u201d (evidente a conota\u00e7\u00e3o com o filme de Fritz Lang) e \u201cNeon Lights\u201d, uma vers\u00e3o cibern\u00e9tica da valsa de Strauss em \u201c2001-Odisseia no Espa\u00e7o\u201d, de Kubrick. \u201cWe are the robots\u201d passaria a ser a declara\u00e7\u00e3o de identidade que jamais abandonariam.<br \/>\n\u201cThe Man-Machine\u201d \u00e9 o espa\u00e7o exterior. \u201cComputer World\u201d mergulha no interior de um \u201cchip\u201d para revelar a realidade observada e filtrada atrav\u00e9s de um monitor. Aqui a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 j\u00e1 a das m\u00e1quinas e entre as m\u00e1quinas, processada atrav\u00e9s de sinais lingu\u00edsticos e n\u00fameros codificados (\u201cNumbers\u201d). \u201cComputer world\u201d, \u201cComputer love\u201d, \u201cHome computer\u201d. Somos n\u00f3s, a olhar de dentro do PC, com os olhos muito abertos de espanto. \u201cIt\u00b4s more fun to compute\u201d? Cada um que digite a resposta que mais lhe convier.<br \/>\nNo \u00faltimo cap\u00edtulo relevante da hist\u00f3ria dos Kraftwerk, \u201cElectric Cafe\u201d assume-se como uma par\u00f3dia ao universo criado pelo grupo. Par\u00f3dia extensiva \u00e0 pop eletr\u00f3nica, ou tecnopop, de que eles pr\u00f3prios foram os criadores. \u201cBoing boom tchak\u201d, ou as onomatopeias da idiotia levadas com um \u201csmile\u201d para as \u201cdance floors\u201d. Faltava apontar o rato e carregar em \u201cdesligar\u201d. E ficar de parte a observar o curso dos acontecimentos. \u201cThe Mix\u201d seria mera opera\u00e7\u00e3o de limpeza e divers\u00e3o e \u201cTour de France\u201d, na presente vers\u00e3o longa-dura\u00e7\u00e3o, contenta-se em ser uma deslizante manobra de \u201ccharme\u201d, umas vezes em cura de sono \u201cchill-out\u201d, outras bem-humorada, \u00e0 maneira dos Telex, grupo belga que, paradoxalmente, foi a vers\u00e3o mais fiel e clownesca do original Kraftwerk.<br \/>\nComo dois respeit\u00e1veis anci\u00e3os, Ralf H\u00fctter e Florian Schneider passeiam-se hoje de bicicleta pela Baviera florida, observando o cen\u00e1rio de florestas, nuvens e montanhas com a placidez de turistas na reforma. Se com uma \u00edris biol\u00f3gica ou atrav\u00e9s de lentes bi\u00f3nicas, eis o enigma que eles pr\u00f3prios fazem quest\u00e3o de n\u00e3o esclarecer.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>KRAFTWERK<br \/>\nTour de France Soundtracks<\/strong><br \/>\nEMI, distri. EMI-VC<br \/>\n<strong>6|10<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6970\" rel=\"attachment wp-att-6970\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/kraft.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6970\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/kraft.jpg 600w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/kraft-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/kraft-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/kraft-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JLNudjFuK20\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> pop\/rock >> artigo de opini\u00e3o \/ cr\u00edtica de discos) 1 Agosto 2003 capa Kraftwerk No tour da pop eletr\u00f3nica S\u00e3o os recordistas no \u201ctour\u201d da pop eletr\u00f3nica. 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