{"id":6923,"date":"2018-08-31T12:41:03","date_gmt":"2018-08-31T19:41:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6923"},"modified":"2018-08-31T12:41:03","modified_gmt":"2018-08-31T19:41:03","slug":"pink-floyd-de-ambos-os-lados-da-lua-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/08\/31\/pink-floyd-de-ambos-os-lados-da-lua-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Pink Floyd &#8211; &#8220;De Ambos Os Lados Da Lua&#8221; (artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>(p\u00fablico >> y >> pop\/rock >> artigo de opini\u00e3o)<br \/>\n28 Mar\u00e7o 2003<\/p>\n<p><strong>O melhor ou o mais irritante \u00e1lbum dos Pink Floyd, hoje, como h\u00e1 30 anos, continua a dividir as opini\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong>de ambos os lados da lua<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6924\" rel=\"attachment wp-att-6924\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pf.jpg\" alt=\"\" width=\"552\" height=\"311\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6924\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pf.jpg 552w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pf-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pf-100x56.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 552px) 100vw, 552px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\t\u00c9 a obra-prima dos Pink Floyd. Dizem uns. \u00c9 uma desilus\u00e3o, o \u00e1lbum dos efeitos gratuitos, dizem outros. Poucos discos ter\u00e3o causado tanta disc\u00f3rdia no seio dos apreciadores do Rock Progressivo como esta \u201cmonstruosidade\u201d de efeitos especiais e produ\u00e7\u00e3o \u201cover the top\u201d, que ainda hoje divide as opini\u00f5es.<br \/>\n\tEduardo Mota, 45 anos, professor, \u201cmel\u00f3mano militante\u201d, s\u00f3cio fundador da Associa\u00e7\u00e3o Cultural \u201cPortugal Progressivo\u201d, criador dos portais das bandas Amazing Blondel e Gryphon, e de outros como os de Maddy Prior e Van der Graaf Generator, e ainda o generalista Portugal Progressivo, e \u00c1lvaro Silveira, 38 anos, economista, \u201cmaluco por m\u00fasica, especialmente progressiva\u201d est\u00e3o de acordo que os Pink Floyd foram uma das bandas mais importantes do Progressivo. Mas, quando toca a \u201cDark Side of the Moon\u201d, posicionam-se em lados contr\u00e1rios da barricada.<br \/>\n\t\u00c1lvaro chegou ao Progressivo quando j\u00e1 se agitavam as bandeiras negras do \u201cpunk\u201d. \u201cQuem iniciava a sua adolesc\u00eancia na segunda metade dos anos 70 tinha duas alternativas. Ou alinhava com o processo revolucion\u00e1rio em curso que chegava de Londres e pendurava alfinetes na roupa e na face, gritando \u2018no future\u2019, ou assumia a nostalgia de um passado imediato e embarcava no mundo do progressivo e do sinf\u00f3nico.\u201d Optou pela segunda hip\u00f3tese, juntando-se a uma tert\u00falia de amigos para quem os Yes, os Led Zeppelin ou os Genesis representavam o \u201ccr\u00e8me de la cr\u00e8me\u201d do Progressivo. \u201cHavia uma coisa que nos unia, o \u2018The Dark Side of the Moon\u2019. Era o disco que tinha mais audi\u00e7\u00f5es. Individuais e coletivas. S\u00f3 para ouvir ou tamb\u00e9m para dan\u00e7ar. Para confirmar um detalhe ou como evento conceptual. Com ou sem apoio de subst\u00e2ncias proibidas. Com namoradas ou sem elas. Em casa ou no liceu. Qual \u2018The Lamb Lies Down on Broadway\u2019, qual \u2018Close to the Edge\u2019, qual \u2018Houses of the Holly\u2019, \u2018The Dark Side\u2019 era o denominador comum.\u201d<br \/>\n\tJ\u00e1 Eduardo Mota, dez anos mais velho, contextualiza de outra forma o seu contacto com o pomo da disc\u00f3rdia. \u201cChegado de v\u00e9spera ao admir\u00e1vel universo sonoro do Rock Progressivo, num momento em que procurava consolidar os meus valores musicais, o disco dos Pink Floyd, para al\u00e9m de desiludir, veio confundir a sele\u00e7\u00e3o em curso. Para um lado ficavam Beatles, Stones, Deep Purple, Grand Funk, Black Sabbath e quejandos, os rejeitados. Para o outro, os fascinantes Gentle Giant, Van der Graaf Generator, Genesis, Yes, Tangerine Dream, Renaissance, Soft Machine, Caravan e os&#8230; Pink Floyd.\u201d \u201cDark Side of the Moon\u201d, contudo, provocou-lhe uma profunda dece\u00e7\u00e3o. Os Pink Floyd, que antes \u201csurpreendiam com \u00e1lbuns arrojados como \u2018Atom Heart Mother\u2019, \u2018Meddle\u2019 ou \u2018Ummagumma\u2019\u201d, os mesmos \u201cque meia d\u00fazia de anos antes, em pleno psicadelismo, ousavam assinar \u2018Astronomy Domine\u2019, uma pe\u00e7a premonit\u00f3ria do pr\u00f3prio Progressivo\u201d, eram agora os Pink Floyd que \u201cn\u00e3o ousavam nada, apenas alindavam\u201d. \u201cN\u00e3o aprofundavam, preferiam simplificar. N\u00e3o surpreendiam, preocupavam-se em agradar. N\u00e3o experimentavam, optavam por investir com retorno mais que garantido.\u201d Eduardo n\u00e3o lhes perdoou. \u201cN\u00e3o comprei o disco. Nem desejei que algu\u00e9m mo oferecesse numa ocasi\u00e3o festiva. Irritei-me at\u00e9, sempre que o ouvia passar na telefonia, na discoteca, no intervalo de uma sess\u00e3o cinematogr\u00e1fica, ou ao ser \u2018tocado\u2019 num baile provinciano pelo \u2018jazz\u2019 de servi\u00e7o.\u201d<br \/>\n\t\u00c1lvaro Silveira n\u00e3o poderia estar mais em desacordo: \u201cDark Side of the Moon\u201d, na altura, \u201cera o supra-sumo da m\u00fasica\u201d. \u201cCada faixa tinha o seu detalhe que nos fazia delirar, permitindo que o classific\u00e1ssemos como algo que naquela idade nos parecia altamente de vanguarda. Eram os rel\u00f3gios de \u2018Time\u2019, a caixa registadora de \u2018Money\u2019, o riso louco de \u2018Brain Damage\u2019, o solo vocal de \u2018The great gig in the sky\u2019&#8230;\u201d. Recorda ainda que \u201cesses eram os tempos em que as dan\u00e7as se faziam ao som do \u2018Money\u2019 e os slows ao som de \u2018The great gig in the sky\u2019 (e de \u2018Carpet crawl\u2019 dos Genesis e \u2018Child in time\u2019 dos Deep Purple)\u201d.<br \/>\n\t\u201cDepois havia aquela capa com a luz a multiplicar-se nas cores do arco-\u00edris e que era a embalagem perfeita do psicadelismo c\u00f3smico\u201d, acrescenta. A mesma capa a que, quase 30 anos depois, nem mesmo Eduardo Mota conseguiu resistir, acabando por adquirir \u201cum LP miniatura japon\u00eas que reproduzia fielmente a capa, \u2018poster\u2019 e autocolantes da edi\u00e7\u00e3o original, tudo na escala reduzida de um CD\u201d. \u201cUm encantador objeto de cole\u00e7\u00e3o. Mais para guardar que para ouvir.\u201d<br \/>\n\tHoje, \u00c1lvaro Silveira, apesar de manter intacto o seu fasc\u00ednio pelo disco, reflete de outro modo: \u201cH\u00e1 quem associe o \u2018Dark Side&#8230;\u2019 ao fim do per\u00edodo de ouro dos Pink Floyd. Penso que h\u00e1 um exagero. \u2018Dark Side\u2019 \u00e9 o disco mais importante de toda a obra dos Pink Floyd, por in\u00fameras raz\u00f5es. \u00c9 a s\u00edntese na modernidade dos v\u00e1rios caminhos experimentados na primeira metade da sua discografia. \u00c9 o abrir para a nova sonoridade que ir\u00e1 estender-se pela grande produ\u00e7\u00e3o que \u00e9 \u2018Wish you Were Here\u2019. Em termos musicais foi a catarse da heran\u00e7a Syd Barrett e a passagem de testemunho a Roger Waters como o novo timoneiro. Sem ceder ao facilitismo comercial, trouxe os Pink Floyd para o grande palco universal. Ao fim de tantos anos continua a ser refer\u00eancia hist\u00f3rica e est\u00e9tica.\u201d E personaliza: \u201c\u2019Dark Side of the Moon\u2019 j\u00e1 me acompanhou nas descidas aceleradas das pistas de esqui da serra Nevada. Nas estradas poeirentas e des\u00e9rticas de Marrocos. No calor das praias das Cara\u00edbas. Nas tempestades tropicais africanas.\u201d Porque, explica: \u201cDark Side of the Moon\u201d \u00e9 \u201cuma das poucas obras que, ao fim de 30 anos, continuam a exigir uma meia d\u00fazia anual de audi\u00e7\u00f5es e que fazem parte da nossa lista de discos para levar para a tal ilha deserta.\u201d Eduardo Mota encolhe os ombros. Afinal, ser\u00e1 apenas o \u00e1lbum que \u201costenta o t\u00edtulo de \u2018o mais vendido de todo o Progressivo\u2019\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> pop\/rock >> artigo de opini\u00e3o) 28 Mar\u00e7o 2003 O melhor ou o mais irritante \u00e1lbum dos Pink Floyd, hoje, como h\u00e1 30 anos, continua a dividir as opini\u00f5es. de ambos os lados da lua \u00c9 a obra-prima dos Pink Floyd. 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