{"id":6822,"date":"2018-05-28T07:33:29","date_gmt":"2018-05-28T14:33:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6822"},"modified":"2018-05-28T07:33:29","modified_gmt":"2018-05-28T14:33:29","slug":"mecanosphere-os-mecanicos-da-caixa-de-musica-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/05\/28\/mecanosphere-os-mecanicos-da-caixa-de-musica-entrevista\/","title":{"rendered":"M\u00e9canosph\u00e8re &#8211; &#8220;Os Mec\u00e2nicos Da Caixa De M\u00fasica&#8221; (entrevista)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>(p\u00fablico >> y >> portugueses >> entrevistas)<br \/>\n28 Novembro 2003<\/p>\n<p><em>Projeto de Benjamin Brajon e Adolfo Lux\u00faria Canibal, ressuscita a m\u00fasica industrial, que alia a brutalidade dos sons \u00e0 ambiguidade dos conceitos. Fazem-no atrav\u00e9s do canto e de m\u00e1quinas e de uma fisicalidade que se confunde, afinal, com a pr\u00f3pria ess\u00eancia do rock\u2018n\u2019roll.<\/em><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>os mec\u00e2nicos da caixa-de-m\u00fasica<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6823\" rel=\"attachment wp-att-6823\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/meca.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"420\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6823\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/meca.jpg 639w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/meca-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/meca-624x410.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/meca-100x66.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>M\u00e1quinas, gritos, sangue. A faca dos M\u00e3o Morta enterraram-se na carne da eletr\u00f3nica infernal de Benjamin Brejon, dando origem ao projeto M\u00e9canosph\u00e8re. A voz de um portugu\u00eas, Adolfo Lux\u00faria Canibal, residente em Fran\u00e7a, mais a maquinaria pesada de um franc\u00eas residente em Portugal. A m\u00fasica industrial, monstruosos naipes de electr\u00f5es e metal em movimento, volta a estar em voga, impregnando o \u00e1lbum de estreia da dupla, \u201cM\u00e9canosph\u00e8re\u201d, de febre e inquieta\u00e7\u00e3o, em temas como \u201cO cinema\u201d, \u201cManobra de divers\u00e3o\u201d e \u201cO homem com duas cabe\u00e7as\u201d. Brejon, um tipo simp\u00e1tico que \u00e9 dif\u00edcil associar ao criador de disformidades sonoras que distorcem o nosso sentido de realidade, explicou o funcionamento da est\u00e9tica e das estrat\u00e9gias da esfera mec\u00e2nica. Que compara metaforicamente ao efeito produzido por uma caixa-de-m\u00fasica.<\/p>\n<p>\t<strong>Antes de \u201cM\u00e9canosph\u00e8re\u201d j\u00e1 tinham feito mais m\u00fasica juntos?<\/strong><br \/>\nUm EP, intitulado \u201cLobo Mau\u201d, mas pode ser encarado mais como um ensaio, uma prepara\u00e7\u00e3o para o \u00e1lbum.<br \/>\n<strong>Em que circunst\u00e2ncias \u00e9 que os dois se conheceram e que nasceu o projeto M\u00e9canosph\u00e8re?<\/strong><br \/>\nEstava em Paris, em 1998, integrado num grupo modular, em que entravam e sa\u00edam pessoas. N\u00e3o tinha vocalista, mistur\u00e1vamos ac\u00fastica com eletr\u00f3nica, jazz e m\u00fasica improvisada com coisas mais tecn\u00f3ides. Nesse ano assisti a um concerto dos M\u00e3o Morta, no festival Mergulho no Futuro\u2026 \u00c9 engra\u00e7ado, antes nunca tinha pensado fazer alguma coisa com um vocalista\u2026Mas fiquei impressionado com a presta\u00e7\u00e3o dos M\u00e3o Morta e, em particular, do Adolfo. Havia qualquer coisa de curioso que nunca tinha visto na maioria das bandas de rock\u2026Um lado de \u201cgrand guignol\u201d, algo completamente exagerado, baseado na repeti\u00e7\u00e3o e na satura\u00e7\u00e3o, na viol\u00eancia e numa brutalidade tensa e negra, mas ao mesmo tempo com ironia. Convidei-o para fazer uma letra para a banda, dei-lhe material para ele ouvir.<br \/>\n<strong>Um de voc\u00eas vive em Paris, o outro em Lisboa. M\u00e9canosph\u00e8re \u00e9 um projeto vocacionado para a grava\u00e7\u00e3o de discos?<\/strong><br \/>\nSomos um grupo, embora funcionemos de maneira espor\u00e1dica. Pelo menos em compara\u00e7\u00e3o com um grupo de rock cl\u00e1ssico.<br \/>\n<strong>No vosso trabalho a parte instrumental serve de base \u00e0 voz ou \u00e9 ao contr\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 um padr\u00e3o. Mas em geral parte tudo das vozes. Ele vai gravando, faz performances de \u201cspoken word\u201d, inventadas no momento, em v\u00e1rias velocidades, sem marca\u00e7\u00e3o r\u00edtmica. Eu dou indica\u00e7\u00f5es, para ele repetir isto ou aquilo. Depois pego neste material e construo a m\u00fasica, usando os textos como trama narrativa.<br \/>\n<strong>Que maquinaria eletr\u00f3nica utiliza?<\/strong><br \/>\nGeradores anal\u00f3gicos, um velho sintetizador Korg MS-10 que achei no caixote de lixo [risos], percuss\u00e3o eletr\u00f3nica, mais uma s\u00e9rie de efeitos e um teclado de brinquedo. Uso pedais para criar \u201cloops\u201d, vou samplando \u00e0 medida que vou tocando e depois entra tudo numa mesa de mistura. Prefiro chamar ao conjunto um vasto \u201ccircuit instrument\u201d.<br \/>\n<strong>N\u00e3o usa \u201claptop\u201d. \u00c9 vital a manipula\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos instrumentos?<\/strong><br \/>\nCompletamente! Tive v\u00e1rias vezes a tenta\u00e7\u00e3o de armazenar coisas no \u201claptop\u201d mas depois, at\u00e9 tendo em conta a forma do sistema e a maneira como toco, n\u00e3o d\u00e1! Prefiro usar o computador para o trabalho de edi\u00e7\u00e3o, para recortes\u2026Embora nestes discos apenas tiv\u00e9ssemos usado um gravador digital antigo.<br \/>\n<strong>Referiu-se ao jazz e \u00e0 m\u00fasica improvisada, mas a componente mais forte dos M\u00e9canosph\u00e8re \u00e9 a m\u00fasica industrial. Integra-se nessa tradi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSou bastante ecl\u00e9tico, bem como o Adolfo, que ouve mais jazz e free jazz do que outra coisa. Mas \u00e9 verdade que fal\u00e1mos de m\u00fasica industrial, s\u00f3 que, por outro lado, n\u00e3o me reconhe\u00e7o no que o termo significa hoje em dia, embora as ra\u00edzes continuem a ser grupos do industrial antigo como os Throbbing Gristle nos quais, curiosamentre, havia um lado de improvisa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Nos Throbbing Gristle a m\u00fasica estava ao servi\u00e7o da agress\u00e3o e da pervers\u00e3o, funcionando como um tratamento de choque. Passa-se o mesmo com voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nSim, tamb\u00e9m existe esse lado perverso, at\u00e9 ao n\u00edvel das letras. Mas \u00e9 capaz de ser mais vis\u00edvel nos concertos, verdadeiras \u201cperformances\u201d em que nos esgotamos fisicamente e onde h\u00e1 muita bateria e percuss\u00e3o. Procuramos criar uma esp\u00e9cie de choque, brutalidade.<br \/>\n<strong>Os Throbbing Gristle usavam em palco frequ\u00eancias s\u00f3nicas que faziam o p\u00fablico vomitar. V\u00e3o t\u00e3o longe?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o! (risos) Se bem que nos pr\u00f3ximos concertos tencione usar um tipo de frequ\u00eancias graves e sub-graves\u2026<br \/>\n<strong>De onde vem essa necessidade de viol\u00eancia?<\/strong><br \/>\nUm dos aspectos essenciais da m\u00fasica em palco \u00e9, se calhar, fazer uma esp\u00e9cie de purga, uma catarse. N\u00e3o encontro isto em muitas bandas. Quase sempre tudo se resume a um cat\u00e1logo de poses, de cortes de cabelo, de elementos pr\u00e9-definidos que contrariam a ess\u00eancia do rock \u2018n\u2019 roll, que \u00e9 uma pr\u00e1tica cr\u00edtica. Um espelho de invers\u00e3o da sociedade.<br \/>\n<strong>O lado tribal, ritual, da m\u00fasica industrial est\u00e1 presente nos M\u00e9canosph\u00e8re\u2026<\/strong><br \/>\nSim, mas \u00e9 espont\u00e2neo, nada ligado a qualquer ideologia ou pseudo-misticismo. Somos mais literais.<br \/>\n<strong>Da capa ao nome do grupo, \u00e9 not\u00f3ria a \u00eanfase na m\u00e1quina e das suas rela\u00e7\u00f5es com o humano. O homem-m\u00e1quina dos Kraftwerk?<\/strong><br \/>\nEm termos te\u00f3ricos, pode dizer-se que criticamos a m\u00e1quina. Usamo-la mas enquanto um elemento \u201cfr\u00e1gil\u201d. As caixas-de-ritmo e os sequenciadores, que conferem \u00e0 m\u00fasica um lado marcial, s\u00e3o submetidas a um processo de cr\u00edtica.<br \/>\n<strong>Ent\u00e3o de que forma canalizam e exercem a brutalidade que referiu h\u00e1 pouco?<\/strong><br \/>\nTanto pode ser atrav\u00e9s de descargas de jazz ou de drum \u2018n\u2019 bass brutal como coisas mais fr\u00e1geis. O som dos M\u00e9canosph\u00e8re pode ser metaforicamente conotado com as caixinhas de m\u00fasica para crian\u00e7as, um lado pr\u00e9-digital.<br \/>\n<strong>A m\u00fasica de dan\u00e7a tenta-vos?<\/strong><br \/>\nSim. O que se passa \u00e9 que tentamos fazer drum \u2018n\u2019 bass ou breakbeats mas sem usar o arsenal geralmente usado para os fazer. Procuramos fazer hip-hop, mas atrav\u00e9s de um sistema instrumental completamente diferente. Um grupo que nos influenciou muito foram os Muslimgauze, que editaram cerca de 760 discos. Li uma vez uma entrevista onde explicavam que n\u00e3o usavam nem computador nem samplers. Tinham um sistema pr\u00f3prio. Tentavam fazer electro e sa\u00eda outra coisa qualquer.<br \/>\n<strong>Al\u00e9m de manipulador de eletr\u00f3nica tamb\u00e9m toca bateria. Qual destas facetas tem mais import\u00e2ncia para o seu trabalho?<\/strong><br \/>\nAgora penso mais em termos de produ\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea. Tenho montados em palco a minha bateria (nos espet\u00e1culos utilizamos um segundo baterista) e o arsenal eletr\u00f3nico que s\u00e3o usados tendo em mente a idealiza\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea do produto final. Sempre toquei bateria, n\u00e3o tanto como instrumentista, mas mais como teste em que me coloco do lado do p\u00fablico, tentando sentir as suas rea\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<strong>Continua a tocar jazz?<\/strong><br \/>\nAborreci-me um pouco deste jazz, desta m\u00fasica improvisada que n\u00e3o p\u00e1ra de fazer e desfazer-se, \u00e0s voltas, pouco evolutiva. Mas tenho como refer\u00eancias o John Zorn e o Bill Laswell e, em particular, os Painkiller, com o baterista dos Napalm Death. Foram eles que me levaram a interessar-me pelo \u201cdub\u201d e pela m\u00fasica de percuss\u00e3o.<br \/>\n<strong>O ru\u00eddo \u00e9 fulcral na m\u00fasica dos M\u00e9canosph\u00e8re?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o gosto de m\u00fasica limpa. Ser\u00e1 por isso que gosto dos Muslimgauze que se calhar fazem melhor drum \u2018n\u2019 bass do que um dj de drum \u2018n\u2019 bass\u2026<br \/>\n<strong>Tem alguma coisa contra os DJs?<\/strong><br \/>\nNunca fiz DJing. Gosto de passar discos, as minhas m\u00fasicas preferidas. Mas admiro o trabalho de algumas pessoas de Brooklyn, o coletivo Brooklyn Beat, a maioria deles s\u00e3o DJs mas num sentido mais literal. Tamb\u00e9m gosto do DJ\/Rupture e de Swayzak, que fazem um trabalho de corte e cruzamentos contra-natura. Tamb\u00e9m DJ Collage, de S\u00e3o Francisco. E Amon Tobim.<br \/>\n<strong>Existe algum conceito extra-musical subjacente a \u201cM\u00e9canosph\u00e8re\u201d?<\/strong><br \/>\nSim, a partir das letras do Adolfo. Mas \u00e9 complicado porque metade do disco \u00e9 cantado em franc\u00eas e a outra metade em portugu\u00eas\u2026 Para se compreender a trama total \u00e9 preciso falar as duas l\u00ednguas [risos]. O portugu\u00eas tem uma gama de sons mais extensa do que o franc\u00eas, que \u00e9 monoc\u00f3rdico, com os acentos t\u00f3nicos sempre no mesmo s\u00edtio. Se reparar, h\u00e1 temas como \u201cO homem com duas cabe\u00e7as\u201d onde o Adolfo fala na terceira pessoa, como um atrasado mental, a brincar mas, ao mesmo tempo, com algo de amb\u00edguo e perverso. J\u00e1 houve pessoas que me vieram dizer que esta m\u00fasica as incomodava, n\u00e3o sabiam se haviam de se rir ou n\u00e3o.<br \/>\n<strong>\u00c9 esse o vosso objetivo?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o ser\u00e1 consciente mas tamb\u00e9m n\u00e3o nos incomoda minimamente, trabalhar essa ambiguidade. Ambiguidade entre a eletr\u00f3nica e a ac\u00fastica, entre a \u201cspoken word\u201d e a can\u00e7\u00e3o\u2026No fundo o que queremos \u00e9 gravar mais material e atuar ao vivo, como na digress\u00e3o que faremos em Abril, em que tocaremos juntos com o trio do saxofonista dos Stooges, Steve MacKay que participou no \u201cFun House\u201d, e cujo baterista pertence aos Sheer Terror. Provavelmente iremos gravar juntos.<br \/>\n<strong>Uma defini\u00e7\u00e3o para o som M\u00e9canosph\u00e8re?<\/strong><br \/>\nReciclagem de linguagens. Uma atitude que utiliza as v\u00e1rias culturas eletr\u00f3nicas, mas ao contr\u00e1rio: Retro-futurismo.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sKPpkJ40NhA\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> portugueses >> entrevistas) 28 Novembro 2003 Projeto de Benjamin Brajon e Adolfo Lux\u00faria Canibal, ressuscita a m\u00fasica industrial, que alia a brutalidade dos sons \u00e0 ambiguidade dos conceitos. 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