{"id":6697,"date":"2018-04-02T04:43:11","date_gmt":"2018-04-02T11:43:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6697"},"modified":"2018-04-02T04:43:11","modified_gmt":"2018-04-02T11:43:11","slug":"misterios-e-maravilhas-do-progressivo-portugues-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/04\/02\/misterios-e-maravilhas-do-progressivo-portugues-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"&#8220;Mist\u00e9rios E Maravilhas Do Progressivo Portugu\u00eas&#8221; (artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> portugueses >> artigos de opini\u00e3o)<br \/>\n11 Abril 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>mist\u00e9rios e maravilhas do progressivo portugu\u00eas<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6698\" rel=\"attachment wp-att-6698\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fm1.jpg\" alt=\"\" width=\"403\" height=\"275\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6698\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fm1.jpg 403w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fm1-300x205.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fm1-100x68.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Em Portugal o Progressivo chegou a conta-gotas. Quando l\u00e1 fora se varriam os cacos e o punk encolhia o rock\u2019n\u2019roll a tr\u00eas notas e o dobro de cuspidela, em Portugal os m\u00fasicos \u201cdescobriam\u201d ser poss\u00edvel fazer algo mais que a can\u00e7\u00e3o popular interventiva, a pop can\u00f3nica dos Beatles e o nacional-can\u00e7onetismo.<br \/>\n\tAo contr\u00e1rio, por\u00e9m, do que sucedeu em Inglaterra, It\u00e1lia ou Fran\u00e7a, faltava-nos tradi\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos a MPP de Jos\u00e9 Afonso e companhia e, mais para tr\u00e1s, o i\u00e9-i\u00e9. Tamb\u00e9m n\u00e3o abundavam os bons executantes e, pior, bons executantes originais. Restava aos m\u00fasicos que se deixaram impressionar pelos King Crimson, os Gentle Giant, os Jethro Tull, os Genesis, os Yes ou os Van Der Graaf Generator assimilar e copiar os modelos estrangeiros.<br \/>\n\tHouve bandas promissoras que nunca chegaram a gravar, como os Kama Sutra ou, para muitos uma das melhores bandas progressivas portuguesas de sempre, os Ephedra. Os Psico tinham em Filipe Pires (mais tarde nos Heavy Band, imortalizados numa c\u00e9lebre primeira parte de um concerto dos Atomic Rooster em Almada) um dos maiores guitarristas da sua gera\u00e7\u00e3o. Os Perspectiva guardaram o projeco \u201cA Quinta Parte do Mundo\u201d na gaveta. J\u00e1 os Anangaranga deixaram registados \u201cRegresso \u00e0s Origens\u201d (79) e \u201cPrivado\u201d (80), hoje bastante procurados pelos colecionadores estrangeiros. Dos Saga h\u00e1 a anotar o conceptual \u201cHomo Sapiens\u201d.<br \/>\n\tOs Beatnicks, com a vocalista Lena d\u00b4\u00c1gua, poderiam ter ido mais longe do que foram. Ficaram a recorda\u00e7\u00e3o de um concerto inolvid\u00e1vel em Sintra onde o grupo se entregou com brio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de um tema de meia-hora, \u201cCosmonica\u00e7\u00e3o\u201d, no meio de fumos coloridos e proje\u00e7\u00e3o de slides psicad\u00e9licos, a grava\u00e7\u00e3o de dois singles e um \u00e1lbum tardio, \u201cAspectos Humanos\u201d (1982).<br \/>\n\tMiguel Gra\u00e7a Moura, hoje maestro da \u201ccl\u00e1ssica\u201d, lan\u00e7ou os Pop Five Music Incorporated (lembram-se do indicativo do programa radiof\u00f3nico \u201cP\u00e1gina Um\u201d?) e, a seguir, os Smoog, um dos primeiros grupos a utilizar um sintetizador Moog, acabado de desembrulhar por MGM no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em 1973, na primeira parte de um espet\u00e1culo do \u201cbluesman\u201d Freddie King.<br \/>\n\tN\u00e3o chegava para criar uma atmosfera, muito menos uma corrente. Mantendo apenas t\u00e9nues liga\u00e7\u00f5es ao Progressivo, a Banda do Casaco, de Nuno Rodrigues e Ant\u00f3nio Pinho, gravaram \u00e1lbuns importantes como \u201cDo Benef\u00edcio de um Vendido no Reino dos Bonif\u00e1cios\u201d (74), \u201cCoisas do Arco da Velha\u201d (76), \u201cHoje h\u00e1 Conquilhas Amanh\u00e3 n\u00e3o Sabemos\u201d (77) e \u201cContos da Barbearia\u201d (78). Mais datado, o \u00e1lbum dos Filarm\u00f3nica Fraude, \u201cEpopeia\u201d (69), destaca-se como uma curiosidade resgatada pelo tom de cr\u00edtica social bem humorada das letras de Ant\u00f3nio Pinho. J\u00falio Pereira coseu rendilhados progressivos \u00e0 m\u00fasica tradicional portuguesa em \u201cFernandinho Vai ao Vinho&#8230;\u201d (76)\u201d. Lu\u00eds C\u00edlia gravou um \u00e1lbum instrumental de resson\u00e2ncias progressivas, \u201cTranspar\u00eancias\u201d (78). Quanto ao Quarteto 1111, renovou a pop nacional, entrando para a lenda com \u201cOnde Quando e Porqu\u00ea Cantamos Pessoas Vivas\u201d (74).<br \/>\n\t\u201cMestre\u201d (73) e \u201cAscen\u00e7\u00e3o e Queda\u201d (76), dos Petrus Castrus, o segundo recentemente reeditado em CD em miniatura cartonada, fornecem pistas honestas do que poderia ter sido o \u201cProgressivo Portugu\u00eas\u201d mas n\u00e3o tiveram continua\u00e7\u00e3o. Outro \u00e1lbum, furiosamente apreciado pelos man\u00edacos colecionadores de Progressivo japoneses, tem a assinatura de Jos\u00e9 Cid: \u201c10000 Anos Depois, entre V\u00e9nus e Marte\u201d (79, um del\u00edrio \u201csci-fi\u201d colorido pelas sonoridades do \u201cMellotron\u201d e do \u201cMoog Synthesizer\u201d).<br \/>\n\tSobram os Tantra, de Manuel Cardoso, o \u00fanico grupo cl\u00e1ssico do Progressivo lusitano. Tinham (e t\u00eam&#8230;) um conceito pr\u00f3prio, presente na teatralidade (a hist\u00f3ria regista a apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cMist\u00e9rios e Maravilhas\u201d, 1977, no Coliseu de Lisboa como r\u00e9plica nacional ao \u201cshow\u201d dos Genesis), com m\u00e1scaras e cen\u00e1rios alusivos, e no conte\u00fado musical. Seguir-se-ia \u201cHolocausto\u201d (79) e a posterior encarna\u00e7\u00e3o de Manuel Cardoso na personagem Frodo, que deu origem ao \u00e1lbum \u201cNoites de Lisboa\u201d (82). Frodo que agora desceu de novo \u00e0 \u201cTerra\u201d.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PmUj3CTUmUc\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> y >> portugueses >> artigos de opini\u00e3o) 11 Abril 2003 mist\u00e9rios e maravilhas do progressivo portugu\u00eas Em Portugal o Progressivo chegou a conta-gotas. 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