{"id":668,"date":"2009-07-01T10:06:43","date_gmt":"2009-07-01T17:06:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=668"},"modified":"2009-07-01T10:06:43","modified_gmt":"2009-07-01T17:06:43","slug":"the-beau-hunks-celebration-on-the-planet-mars-%e2%80%93-a-tribute-to-raymond-scott-self-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/07\/01\/the-beau-hunks-celebration-on-the-planet-mars-%e2%80%93-a-tribute-to-raymond-scott-self-conj\/","title":{"rendered":"The Beau Hunks &#8211; Celebration On The Planet Mars \u2013 A Tribute To Raymond Scott (self conj.)"},"content":{"rendered":"<p>28.05.1999<br \/>\nJazz<br \/>\nCamale\u00f5es Na Sombra Dos Anos 30<br \/>\nThe Beau Hunks<br \/>\nThe Beau Hunks Play The Original Laurel &#038; Hardy Music (2XCD) (8)<br \/>\nCelebration On The Planet Mars \u2013 A Tribute To Raymond Scott (9)<br \/>\nManhattan Minuet (9)<br \/>\nThe Beau Hunks Saxophone Soctette (9)<br \/>\nBasta, distri. Mat\u00e9ria Prima \/ Ananana<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/beauhunks_celebrationraymondscott.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/beauhunks_celebrationraymondscott.jpg\" alt=\"beauhunks_celebrationraymondscott\" title=\"beauhunks_celebrationraymondscott\" width=\"130\" height=\"130\" class=\"alignnone size-full wp-image-669\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rapidsharedata.com\/go\/25439507\/raymond_scott_-_kodachrome__with_beau_hunks_orchestra__.rar.html\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(raymond scott kodachrome with beau hunks orchestra)<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AcoAV5ztgqA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AcoAV5ztgqA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>A editora Basta \u00e9 perita em descobrir objectos discogr\u00e1ficos bizarros, sacudir-lhes o p\u00f3 e devolv\u00ea-los como novos, envoltos em brilho e com cheiro a novidade. Primeiro foi Raymond Scott, compositor norte-americano \u201cmarginal\u201d, nascido em 1908 em Brooklyn e actualmente residente na Calif\u00f3rnia, de quem a Basta reeditou uma trilogia, dos anos 60, de m\u00fasica electr\u00f3nica para beb\u00e9s, e uma colect\u00e2nea de temas de jazz escritos entre 1937 e 1939 para o seu Raymond Scott Quintette, \u201cReckless Nights and Turkish Twilights\u201d.<br \/>\nSessenta anos mais tarde, um grupo holand\u00eas, The Beau Hunks Sextette (\u201csextette\u201d, como o \u201cquintette\u201d \u2013 com pron\u00fancia francesa \u2013 de Raymond Scott), fascinado pela m\u00fasica deste exc\u00eantrico, dedicou-se \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do seu report\u00f3rio, atrav\u00e9s da grava\u00e7\u00e3o, em 1994, de \u201cCelebration on the Planet Mars \u2013 A Tribute to Raymond Scott\u201d e, dois anos mais tarde, de \u201cManhattan Minuet\u201d.<br \/>\nNo caso dos Beau Hunks, o fasc\u00ednio por Scott ganhou a forma de uma aben\u00e7oada fobia. N\u00e3o satisfeitos com recriarem os temas do norte-americano, o grupo holand\u00eas foi mais longe e, como um camale\u00e3o, confundiu-se com o estilo e o som da sua m\u00fasica, na \u00e9poca em que foi composta.<br \/>\nQuando do seu aparecimento na cena musical dos Estados Unidos, nos anos 30, o choque foi violento, embora Scott tenha trabalhado com nomes como Charlie Shavers, Bem Webster, Frank Sinatra, Bo Diddley, Mel Torme, e Gloria Lynne. O cr\u00edtico Harold Taylor escrevia em 1939 na revista \u201cRhythm\u201d, sobre o Quintette: \u201cN\u00e3o \u00e9 que sejam maus, mas est\u00e3o sempre a tocar as composi\u00e7\u00f5es de Raymond Scott. Suponho que s\u00e3o obrigados a isso, uma vez que Scott \u00e9 o l\u00edder, mas penso que o melhor seria despedi-lo, ou ent\u00e3o pedirem-lhe para compor jazz verdadeiro, em vez de patetices.\u201d<br \/>\nA \u201cpatetices\u201d soam hoje como alucina\u00e7\u00f5es de uma originalidade extrema, \u00e0 margem dos grandes nomes de ent\u00e3o. O jazz de Raymond Scott n\u00e3o respeitava as normas das \u201cbig bands\u201d e orquestras de dan\u00e7a mais respeitadas, como as de Benny Goodman, Duke Ellington ou Count Basie. Estava mais pr\u00f3ximo de Bugs Bunny e, como os Beu Hunks intu\u00edram, do planeta Marte. Ali\u00e1s, o pr\u00f3prio Carl Stalling, autor da m\u00fasica das s\u00e9ries da Warner, \u201cLooney Tunes\u201d e \u201cMerrie Melodies\u201d, adaptou temas de Scott.<br \/>\nA sintonia entre os originais de Scott e as interpreta\u00e7\u00f5es do Beau Hunks Septette \u00e9 tal que, por vezes, se torna dif\u00edcil distinguir entre ambos, at\u00e9 porque muitos dos temas da colect\u00e2nea dos holandeses faz parte do alinhamento da colect\u00e2nea \u201cReckless Nights and Turkish Twilights\u201d, de Raymond Scott. Mais do que uma simples fotoc\u00f3pia, a m\u00fasica dos Beau Hunks \u00e9 um objecto sonoro que, embora id\u00eantico, \u00e9 diferente da m\u00fasica de Scott. Exactamente como o \u201cQuixote\u201d de Pierre M\u00e9nard, segundo Borges, o era em rela\u00e7\u00e3o ao \u201cQuixote\u201d de Cervantes. Elvis Costello \u00e9 outra das personalidades cativadas pela m\u00fasica n\u00e3o s\u00f3 de Raymond Scott, como dos pr\u00f3prios Beau Hunks. Nas notas de capa e \u201cManhattan Minuet\u201d, conta como se processou o seu contacto com o grupo holand\u00eas: \u201cem 1995, na qualidade de director art\u00edstico do Meltdown Festival, em Londres, fiz quest\u00e3o de apresentar a m\u00fasica de Raymond Scott e foi-me dito que os \u00fanicos que tocavam a sua m\u00fasica eram um grupo de Amsterd\u00e3o que, nessa altura, dava pelo nome de The Wooden Indians. Assisti a dois concertos deles a horas tardias. O p\u00fablico ficou ao mesmo tempo siderado, assustado e encantado.\u201d<br \/>\n\u201cManhattan Minuet\u201d prolonga a est\u00e9tica de identifica\u00e7\u00e3o com Scott do \u00e1lbum anterior, constituindo uma verdadeira obra-de-arte de reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e est\u00e9tica de um compositor genuinamente original. Mas \u00e9 preciso recuar at\u00e9 1991 para conhecer os motivos que conduziram \u00e0 g\u00e9nese dos Beau Hunks. O grupo formou-se nesse ano por iniciativa do baixista e produtor Gert-Jan Blom. Na sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o em p\u00fablico, em Janeiro do ano seguinte, os Beau Hunks ressuscitaram a m\u00fasica de Leroy Shield, compositor de dezenas de temas para com\u00e9dias realizadas por Hal Roach nos anos 30, em particular a s\u00e9rie \u201cLaurel &#038; Hardy\u201d (\u201cBucha e Estica\u201d).<br \/>\nPrecisamente, \u201cThe Beau Hunks Play the Original Laurel &#038; Hardy Music\u201d constitui a estreia discogr\u00e1fica da banda. No in\u00edcio editado em dois volumes separados, com o intervalo de um ano, a presente edi\u00e7\u00e3o apresenta um pacote duplo com a totalidade das 76 composi\u00e7\u00f5es que, pela primeira vez, reproduzem com absoluta fidelidade as partituras dos temas originais de Leroy Shields e das orquestra\u00e7\u00f5es de Marvin Hatley. Escutar os efeitos sonoros e a veia c\u00f3mica ou dram\u00e1tica (a edi\u00e7\u00e3o inclui um \u201cShiled suspense medley\u201d), deste swing tresloucado significa entrar num mundo a preto e branco que, de s\u00fabito, se abre em fulgura\u00e7\u00f5es de cor, num constante cruzamento de \u00e9pocas diferentes. Bizarra coincid\u00eancia em que, uma vez mais, o pecado original se confunde com o pecado da actualidade.<br \/>\nRobert Crumb, autor famoso de banda desenhada (\u201cFritz, the cat\u201d, por exemplo) \u00e9 outro dos que se ajoelham aos p\u00e9s dos Beau Hunks: \u201cEsta \u00e9 a m\u00fasica por que tenho esperado toda a minha vida!\u201d<br \/>\nPor isso, Robert Crumb assinou o \u201ccartoon\u201d que serve de capa a \u201cThe Beau Hunks Saxophone Soctette\u201d (agora uma forma\u00e7\u00e3o alargada a 18 elementos), o mais recente trabalho do grupo holand\u00eas. Voltaram a pegar em report\u00f3rio de segunda linha e a confundirem-se, de forma que para alguns poder\u00e1 parecer doentia, desta feita com sete arranjos originais escritos entre 1938 e 1939, por Nathan Van Cleave para a Paul Whiteman\u2019s Sax Soc-Tette, forma\u00e7\u00e3o de nove saxofonistas liderados por Whiteman, o inventor de uma esp\u00e9cie de \u201cjazz sinf\u00f3nico\u201d que procurava rivalizar com a m\u00fasica cl\u00e1ssica erudita.<br \/>\nUtilizando a sua estrat\u00e9gia habitual de reproduzir com m\u00e1xima fidelidade os m\u00ednimos detalhes das fontes originais, os Beau Hunks recorreram neste disco a t\u00e9cnicas e material de grava\u00e7\u00e3o antigos, explicando que estas interpreta\u00e7\u00f5es, ao vivo, do report\u00f3rio de Paul Whiteman, mas tamb\u00e9m de, entre outros, Irving Berlin, Leon \u201cBix\u201d Beiderbecke, Harry Creamer, Rube Bloom, Ralph Erwin e \u2026 Raymond Scott (com o j\u00e1 obrigat\u00f3rio \u201cThe Toy Trumpet\u201d), foram \u201cgravadas segundo uma t\u00e9cnica pioneira de regresso \u00e0s origens\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28.05.1999 Jazz Camale\u00f5es Na Sombra Dos Anos 30 The Beau Hunks The Beau Hunks Play The Original Laurel &#038; Hardy Music (2XCD) (8) Celebration On The Planet Mars \u2013 A Tribute To Raymond Scott (9) Manhattan Minuet (9) The Beau Hunks Saxophone Soctette (9) Basta, distri. 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