{"id":6660,"date":"2018-03-21T13:22:48","date_gmt":"2018-03-21T20:22:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6660"},"modified":"2018-03-21T13:22:48","modified_gmt":"2018-03-21T20:22:48","slug":"carlos-paredes-uma-guitarra-chamada-portugal-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/03\/21\/carlos-paredes-uma-guitarra-chamada-portugal-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Carlos Paredes &#8211; &#8220;Uma Guitarra Chamada Portugal&#8221; (artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> cultura >> portugueses >> artigo de opini\u00e3o)<br \/>\ndomingo, 16 Fevereiro 2003<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Uma guitarra chamada Portugal<br \/>\n<\/center><br \/>\nCarlos Paredes faz hoje 78 anos. Gra\u00e7as a ele a guitarra ganhou um novo nome: Portugal. Durante um ano, o autor de \u201cVerdes anos\u201d ser\u00e1 objeto de homenagem<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6661\" rel=\"attachment wp-att-6661\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"727\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6661\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2.jpg 212w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-29x100.jpg 29w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Carlos Paredes, o mestre da guitarra portuguesa, nasceu em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925. Faz hoje 78 anos. Para comemorar o evento, a associa\u00e7\u00e3o Movimentos Perp\u00e9tuos fez coincidir a data com o in\u00edcio de um plano de actividades culturais que se estender\u00e3o ao longo do ano e das quais fazem parte espect\u00e1culos de m\u00fasica, cinema, exposi\u00e7\u00f5es, edi\u00e7\u00e3o de livros, cat\u00e1logos e um \u00e1lbum de BD e edi\u00e7\u00e3o de um CD duplo e DVD.<br \/>\n\tObjectivo: &#8220;Tornar acess\u00edvel toda a obra de Carlos Paredes&#8221; atrav\u00e9s da &#8220;investiga\u00e7\u00e3o e recolha de materiais espalhados por v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es&#8221;, do &#8220;tratamento inform\u00e1tico do seu esp\u00f3lio e restante informa\u00e7\u00e3o&#8221; e da &#8220;cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de um &#8216;site'&#8221;, entre outras iniciativas que pretendem ir al\u00e9m da simples homenagem.<br \/>\n\tTudo come\u00e7ar\u00e1 hoje \u00e0 noite em Coimbra, no Jardim Escola Jo\u00e3o de Deus, a primeira escola frequentada por Carlos Paredes, com um espect\u00e1culo onde estar\u00e3o presentes Maria Jo\u00e3o e M\u00e1rio Laginha, Ana Sadio e Jorge Gomes (guitarra portuguesa), acompanhados por Andr\u00e9 Moutinho (guitarra cl\u00e1ssica), Marco Figueiredo (piano) e Ricardo Rocha (guitarra portuguesa). Em pe\u00e7as alusivas e dedicadas ao autor de &#8220;Espelho de Sons&#8221;.<br \/>\n\tNa agenda da associa\u00e7\u00e3o Movimentos Perp\u00e9tuos est\u00e1 a grava\u00e7\u00e3o de um CD e um DVD com o &#8220;making of&#8221; das diversas actividades programadas para o &#8220;ano de Paredes&#8221;. Por confirmar, est\u00e1 outro DVD com imagens do espect\u00e1culo &#8220;Carlos Paredes &#8211; Uma Guitarra Portuguesa&#8221;, realizado por Paredes e convidados no Teatro S\u00e3o Luiz, em Lisboa, em 1992. Tamb\u00e9m em prepara\u00e7\u00e3o est\u00e1 a edi\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum de BD alusiva ao mestre coimbr\u00e3o, por dois m\u00fasicos ligados ao rock nacional: Manuel Cruz, dos Ornatos Violetas, e Adolfo Lux\u00faria Canibal, c\u00e9rebro e voz dos M\u00e3o Morta.<br \/>\n\tEntre as diversas personalidades que j\u00e1 aderiram a esta iniciativa est\u00e3o dezenas de nomes da cultura portuguesa: \u00e7lvaro Siza (arquitecto), Jo\u00e3o Abel Manta, Jo\u00e3o Cutileiro, Jos\u00e9 Manuel Rodrigues, Lagoa Henriques, No\u00e9 Sendas e S\u00e9rgio Pereira da Silva (artistas pl\u00e1sticos), Carlos Avilez, Eduardo Prado Coelho, Francisco Jos\u00e9 Viegas, Jacinto Lucas Pires, Joaquim Benite, Jorge Silva Melo, Jos\u00e9 Lu\u00eds Peixoto, L\u00eddia Jorge, Manuel Alegre, M\u00e1rio de Carvalho, Pedro Tamen e Urbano Tavares Rodrigues (escritores e jornalistas), Edgar P\u00eara, Jo\u00e3o Nuno Pinto e Pedro Sena Nunes (realizadores), Ant\u00f3nio Pinho Vargas, Carlos Bica, Gabriel Gomes, Bullet, Gaiteiros de Lisboa, Jos\u00e9 Eduardo Rocha, Maria Jo\u00e3o e M\u00e1rio Laginha, M\u00edsia, Ricardo Rocha, Sam the Kid (m\u00fasicos) e Daniel Lima, Jo\u00e3o Fazenda e Lu\u00eds Afonso (autores de banda desenhada), entre outros.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>Inven\u00e7\u00f5es livres <\/strong><br \/>\nDas li\u00e7\u00f5es de violino e piano com que se iniciou, em crian\u00e7a, na aprendizagem da m\u00fasica, Carlos Paredes transitou para as cordas dedilhadas, dando espa\u00e7o a uma paix\u00e3o que jamais deixaria de o consumir: a guitarra portuguesa. Com o pai, Artur Paredes, aprendeu o estilo coimbr\u00e3o e a ra\u00e7a desse instrumento surgido em Inglaterra mas tornado portugu\u00eas por empatia. &#8220;O guitarrista tem de integrar a guitarra em si mesmo, tornando-a a sua voz&#8230; Foi com o meu pai que aprendi a tirar da guitarra sons mais violentos, como reac\u00e7\u00e3o ao pieguismo a que geralmente a guitarra portuguesa estava ligada&#8221;, disse o mestre. Quem teve a felicidade de assistir aos seus espect\u00e1culos, lembrar-se-\u00e1, estarrecido, da forma como o homem se dobrava, num abra\u00e7o sem rem\u00e9dio, sobre a guitarra, formando um \u00fanico corpo. Integrar a guitarra em si mesmo. Eram, de facto, um s\u00f3. Carlos Paredes deu \u00e0 guitarra uma voz pr\u00f3pria. O av\u00f4 ensinara-lhe a &#8220;colocar os dedos&#8221;. O resto, &#8220;como n\u00e3o h\u00e1 nada, \u00e9 inventado pelo guitarrista&#8221;.<br \/>\n\tDurante anos, Paredes deu corpo a algo de que and\u00e1vamos e andamos esquecidos: a arte de ser portugu\u00eas. Uma natural mod\u00e9stia e a indiferen\u00e7a generalizada das institui\u00e7\u00f5es t\u00eam impedido uma maior projec\u00e7\u00e3o da sua m\u00fasica no estrangeiro. Carlos Paredes, para quem &#8220;as coisas nunca t\u00eam uma import\u00e2ncia de maior&#8221;, eterno exilado de si pr\u00f3prio, afirmou certo dia que das suas m\u00e3os nunca poderia &#8220;sair nada de muito importante&#8221;. As inst\u00e2ncias oficiais, atentas como sempre, quando lhes conv\u00e9m, a inconfid\u00eancias deste tipo, t\u00eam-no levado \u00e0 letra. Maquiavel n\u00e3o teria feito melhor.<br \/>\n\tInfluenciado pela m\u00fasica de c\u00e2mara da Renascen\u00e7a e pelo fado de Coimbra, Carlos Paredes, &#8220;m\u00fasico popular urbano&#8221; como a si pr\u00f3prio se define, desenvolveu ao longo dos anos um estilo pessoal que, com base na tradi\u00e7\u00e3o e apoiado no vigor de execu\u00e7\u00e3o, ascendeu a uma portugalidade de que Am\u00e1lia foi a diva incontestada. Am\u00e1lia e Paredes, por ironia do destino, nunca tocaram em conjunto. Mas o contrabaixista de jazz Charlie Haden foi sens\u00edvel \u00e0 for\u00e7a e \u00e0 capacidade de improvisa\u00e7\u00e3o do guitarrista. Tocaram e trocaram sons e ideias no Hot Club de Lisboa, onde actuaram juntos a 27 de Setembro de 1978. Desse di\u00e1logo ficou para a posteridade o \u00e1lbum \u201cDialogues\u201d (1990), um disco editado internacionalmente no selo Elektra Nonesuch, dos mais prestigiados da m\u00fasica contempor\u00e2nea actual.<br \/>\n\tDa discografia de Carlos Paredes constam as seguintes obras, todas em formato de LP e, posteriormente, transferidos para o digital: &#8220;Guitarra Portuguesa&#8221; (1967) &#8220;Movimento Perp\u00e9tuo&#8221; (1971), &#8220;Concerto em Frankfurt&#8221; (1983), &#8220;Inven\u00e7\u00f5es Livres&#8221; (com Ant\u00f3nio Vitorino de Almeida, 1986) e &#8220;Espelho de Sons&#8221; (1988). &#8220;Asas sobre o Mundo&#8221;, editado em 1989, inclui temas de &#8220;Guitarra Portuguesa&#8221; e &#8220;Concerto em Frankfurt&#8221;. Existem ainda &#8220;Carlos Paredes\/Artur Paredes&#8221; e &#8220;Carlos Paredes\/Jos\u00e9 Afonso\/Luiz Goes&#8221; bem como uma colec\u00e7\u00e3o de EP editados ao longo das d\u00e9cadas de 60 e 70, entre os quais o m\u00edtico &#8220;Verdes Anos&#8221;, com data de lan\u00e7amento de 1963. Em 1996, e aproveitando o t\u00edtulo de um document\u00e1rio realizado em 1969 por Augusto Cabrita, para o qual comp\u00f4s a banda sonora, foi editado &#8220;Na Corrente&#8221;, compila\u00e7\u00e3o de material in\u00e9dito gravado em 1969, 1971 e 1973 e, dois anos mais tarde, a antologia &#8220;O Melhor de Carlos Paredes&#8221;. \u201cCan\u00e7\u00e3o para Titi\u201d sai em 2000, com material gravado em 1993 no qual s\u00e3o j\u00e1 vis\u00edveis os efeitos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Dan\u00e7as<\/strong><br \/>\nCarlos Paredes \u00e9 ainda autor das bandas sonoras dos filmes de Paulo Rocha, &#8220;Verdes Anos&#8221;, imortalizado pela genial composi\u00e7\u00e3o com o mesmo nome, e &#8220;Mudar de Vida&#8221;. Mais recentemente, trabalhou com Manoel de Oliveira e Jos\u00e9 Fonseca e Costa. Colaborou com o Grupo de Teatro de Campolide e com o Teatro Nacional D. Maria II. Dos seus trabalhos destaca-se ainda a partitura para uma coreografia de Vasco Wellenkamp para o Ballet Gulbenkian &#8211; &#8220;Dan\u00e7as para uma Guitarra&#8221; (1982).<br \/>\n\tAlain Jomy, autor da m\u00fasica dos filmes &#8220;O Lugar do Morto&#8221; e &#8220;Aqui d&#8217;El Rey&#8221; de Ant\u00f3nio-Pedro Vasconcelos, realizou o document\u00e1rio &#8220;Pour Don Carlos&#8221; centrado na rela\u00e7\u00e3o da m\u00fasica de Paredes com a cidade de Lisboa. Em 1991, o guitarrista tocou ao vivo na Aula Magna ao lado dos Madredeus e, no ano seguinte, o espect\u00e1culo &#8220;Carlos Paredes &#8211; Uma Guitarra Portuguesa&#8221; contou com as presen\u00e7as de Fernando Alvim (seu companheiro de armas de longa data), Rui Veloso, M\u00e1rio Laginha, Nat\u00e1lia Casanova, Manuel Paulo, Paulo Curado e Lu\u00edsa Amaro, sua companheira h\u00e1 muitos anos.<br \/>\n\tEm 1993, foi-lhe diagnosticada uma doen\u00e7a do foro neurol\u00f3gico que progressivamente o afastou da guitarra e lhe tolheu os movimentos. Carlos Paredes vive actualmente numa casa de sa\u00fade em Lisboa.<br \/>\n\t&#8220;Para defender um instrumento, a \u00fanica forma poss\u00edvel \u00e9 criar uma escola. Se as pessoas souberem utiliz\u00e1-lo convenientemente, guardam-no. Caso contr\u00e1rio, esquecem-no.&#8221; A frase, do pr\u00f3prio Paredes, aplica-se, por estranho que pare\u00e7a, \u00e0 sua pr\u00f3pria vida. Mas ainda vamos a tempo de dizer que n\u00e3o o esquecemos. Parab\u00e9ns, Carlos Paredes.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>C o m C a r l o s P a r e d e s<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Jos\u00e9 Eduardo Rocha, Sam the Kid, Gabriel Gomes e os Gaiteiros de Lisboa s\u00e3o alguns dos m\u00fasicos que se associaram \u00e0 iniciativa promovida pela associa\u00e7\u00e3o Movimentos Perp\u00e9tuos, compondo uma pe\u00e7a inspirada na m\u00fasica de Carlos Paredes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paredes letra a letra<\/strong><br \/>\n\u201cO Carlos Paredes \u00e9 como o Zeca Afonso. Para mim \u00e9 m\u00fasica cl\u00e1ssica. Compus uma pe\u00e7a intitulada \u2018Prel\u00fadios e Fugas sobre o Nome de Carlos Paredes\u2019. Para dois violinos Chicco, harpa e pequeno gamel\u00e3o. A pe\u00e7a, n\u00e3o pretendendo ser um retrato musical, \u00e9 uma homenagem, uma evoca\u00e7\u00e3o musical por dentro. Peguei no nome dele e criei uma s\u00e9rie de notas segundo a nota\u00e7\u00e3o anglosax\u00f3nica e grega. Uma nota para cada uma das letras constituintes do nome de Carlos Paredes, segundo uma pr\u00e1tica tradicional e secreta na hist\u00f3ria da m\u00fasica. Tem uma certa atmosfera, nomeadamente os sons met\u00e1licos do pequeno gamel\u00e3o que talvez evoquem o som met\u00e1lico da guitarra. O uso da harpa tamb\u00e9m vai nesse sentido, na utiliza\u00e7\u00e3o de certas t\u00e9cnicas de corda dedilhada.<br \/>\n<strong>JOS\u00c9 EDUARDO ROCHA<br \/>\nCOMPOSITOR E DIRETOR MUSICAL DO AGRUPAMENTO ENSEMBLE JER<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6662\" rel=\"attachment wp-att-6662\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3.jpg\" alt=\"\" width=\"66\" height=\"79\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6662\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Paredes hip-hop<\/strong><br \/>\n\u201cSou um rapaz ainda muito novo e n\u00e3o conhe\u00e7o em profundidade o trabalho do Carlos Paredes. Apenas tinha comigo duas colet\u00e2neas. N\u00e3o \u00e9 um artista f\u00e1cil de samplar, porque n\u00e3o tem um compasso certo, que entre no hip-hop. J\u00e1 compus a pe\u00e7a mas foi muito dif\u00edcil. N\u00e3o fui muito fiel ao trabalho dele. Segui o \u201cchop style\u201d, que consiste em separar e cortar as notas todas para depois eu pr\u00f3prio as tocar e inserir num compasso hip-hop. Samplei uma m\u00fasica que usa tamb\u00e9m um piano, com o Ant\u00f3nio Vitorino d\u2019Almeida, chamada \u201cImproviso\u201d. Facilitou-me um bocadinho mais&#8230; Inclusive, fiz uma coisa que n\u00e3o sei se me v\u00e3o permitir: pus umas vozes do Carlos do Carmo por cima. Ficou bem. Agora n\u00e3o sei se em termos legais me v\u00e3o deixar&#8230;\u201d<br \/>\n<strong>SAM THE KID<br \/>\nM\u00daSICO DE HIP-HOP<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6663\" rel=\"attachment wp-att-6663\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/4.jpg\" alt=\"\" width=\"80\" height=\"91\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6663\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Paredes com acorde\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u201cA m\u00fasica do Paredes \u00e9 uma aut\u00eantica ebuli\u00e7\u00e3o. Um balan\u00e7o que me leva sempre numas grandes ondas. \u00c9 um int\u00e9rprete sublime e, na composi\u00e7\u00e3o, todos os acordes que faz s\u00e3o uma refer\u00eancia para mim. Estou a agarrar num disco dele e a tirar partes de algumas m\u00fasicas para, sobre essa base, tocar acorde\u00e3o. Digamos que \u00e9 uma conversa entre Carlos Paredes e eu. Vou fazer uma m\u00fasica de Paredes a partir de uma combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias partes que, juntas, criam outro ambiente. O que pretendo fazer com esta faixa \u00e9 que alguns elementos que identificamos de uma m\u00fasica e outros de outra, numa sequ\u00eancia diferente, ganhem um sentido novo.\u201d<br \/>\n<strong>GABRIEL GOMES<br \/>\nEX-S\u00c9TIMA LEGI\u00c3O E MENTOR DO PROJECTO \u201cOS POETAS\u201d<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6664\" rel=\"attachment wp-att-6664\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/5.jpg\" alt=\"\" width=\"66\" height=\"84\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6664\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Paredes como Bach<\/strong><br \/>\n\u201c\u00c9 curioso. Normalmente nunca se pensa muito sobre a m\u00fasica dele. Est\u00e1 ali, existe, \u00e9 um dado cultural nacional. Passados estes anos todos, no outro dia fui \u201cobrigado\u201d a ouvir de novo e pela primeira vez percebi, conscientemente, que o homem \u00e9 um g\u00e9nio. Em termos absolutos compar\u00e1vel a qualquer Bach ou a qualquer Mozart. Basta ouvi-lo com ouvidos de ouvir. \u00c9 impressionante. Mas s\u00f3 agora tive esta no\u00e7\u00e3o. \u00c9 como passar todos os dias por um monumento que se sabe que \u00e9 giro e est\u00e1 ali e um dia olharmos mesmo para ele e descobrirmos que \u00e9 muito mais do que aquilo que vimos durante toda a vida. Estamos a compor um tema inspirado no \u201cMovimento perp\u00e9tuo\u201d, com um arranjo \u00e0 nossa maneira. Mas a coisa ainda est\u00e1 muito no princ\u00edpio. Para j\u00e1 temos que esperar que o Jos\u00e9 Salgueiro aprenda a tocar aquilo no xilofone.\u201d<br \/>\n<strong>CARLOS GUERREIRO<br \/>\nELEMENTO DOS GAITEIROS DE LISBOA<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6665\" rel=\"attachment wp-att-6665\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/6.jpg\" alt=\"\" width=\"67\" height=\"76\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6665\" \/><\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q_Ho8iBHEMY\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(p\u00fablico >> cultura >> portugueses >> artigo de opini\u00e3o) domingo, 16 Fevereiro 2003 Uma guitarra chamada Portugal Carlos Paredes faz hoje 78 anos. 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