{"id":6536,"date":"2018-01-11T11:19:06","date_gmt":"2018-01-11T18:19:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6536"},"modified":"2018-01-11T11:19:06","modified_gmt":"2018-01-11T18:19:06","slug":"trans-am-trans-am-esgotam-lotacao-na-galeria-ze-dos-bois-muita-transpiracao-e-pouca-transgressao-concerto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2018\/01\/11\/trans-am-trans-am-esgotam-lotacao-na-galeria-ze-dos-bois-muita-transpiracao-e-pouca-transgressao-concerto\/","title":{"rendered":"Trans AM &#8211; &#8220;Trans AM esgotam lota\u00e7\u00e3o na Galeria Z\u00e9 dos Bois &#8211; Muita TRANSpira\u00e7\u00e3o e pouca TRANSgress\u00e3o&#8221; (concerto)"},"content":{"rendered":"<p>cultura 21 de Janeiro 2000<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Trans AM esgotam lota\u00e7\u00e3o na Galeria Z\u00e9 dos Bois<\/p>\n<p>Muita TRANSpira\u00e7\u00e3o e pouca TRANSgress\u00e3o<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6538\" rel=\"attachment wp-att-6538\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ta.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"249\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6538\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ta.jpg 203w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ta-82x100.jpg 82w\" sizes=\"auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Riff de guitarra el\u00e9ctrica, feedback e solos de bateria fazem parte do vocabul\u00e1rio dos Trans AM. Afinal de contas, o velho rock \u2018n\u2019 roll enfeitado com futurismo kitsch. Os 150 que conseguiram entrar na ZDB aderiram \u00e0 sess\u00e3o de new wave, enquanto outros tantos ficaram \u00e0 porta sem bilhete. N\u00e3o houve crise. O povo \u00e9 sereno.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve motins nem ataques bombistas, como seria de esperar quando se organizam concertos com grupos t\u00e3o populares como os Trans AM num espa\u00e7o t\u00e3o pequeno como a ZDB. Neste aspecto, a actua\u00e7\u00e3o do grupo norte-americano, na quarta-feira, no min\u00fasculo cub\u00edculo do Bairro Alto, em Lisboa, decorreu com a serenidade de um encontro \u201cnew age\u201d. N\u00e3o houve feridos nem partos prematuros, nem sequer um baixo-assinado a protestar. Tudo na santa paz do Senhor.<br \/>\n\tDepois que os que ficaram de fora a chuchar no dedo se dirigirem pacatamente para os seus lares, as cerca de 150 pessoas que entraram, com bilhete ou recurso a expedientes v\u00e1rios, concentraram-se na actua\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas rapazes de Washington D.C., preparados para uma li\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-rock. Bem entendido, s\u00f3 as 20 da frente conseguiram ver as caras dos professores, da\u00ed para tr\u00e1s dava para vislumbrar as pontas dos cabelos e as aranhas do tecto.<br \/>\n\tFoi mais uma sabatina do que uma li\u00e7\u00e3o. Nathan Means, Philip Manley e Sebastian Thompson, os tr\u00eas Trans AM, n\u00e3o conseguiram, como algu\u00e9m dizia \u00e0 sa\u00edda, esconder que por detr\u00e1s do r\u00f3tulo de \u201cbanda electr\u00f3nica\u201d, o seu cora\u00e7\u00e3o tende \u00e9 para os Van Halen, AC\/DC e outras bandas de heavy-metal. Ali\u00e1s, parte do p\u00fablico presente, era composto por \u201cheadbangers\u201d dispostos a abanar o capacete e a esguichar adrenalina. Esses adoraram. Os outros, mais conhecedores do p\u00f3s-rock, aceitaram com relativa facilidade e alguma felicidade esta sess\u00e3o de hard rock, acentuando o lado visceral e energ\u00e9tico da coisa. Os Trans AM s\u00e3o retro-futuristas. T\u00e3o retro que remetem 20 anos para o passado, at\u00e9 uma noite numa cave mal iluminada de Manchester para ouvir m\u00fasica new wave. A sua m\u00fasica n\u00e3o esconde nem um bocadinho os sons onde foram beber a inspira\u00e7\u00e3o, sacados a discos antigos metodicamente estudados e reciclados de maneira a soarem a p\u00f3s-rock, quer dizer, m\u00fasica suficientemente datada para poder ser utilizada com alguma dist\u00e2ncia e \u201catitude\u201d.<br \/>\n\tNas duas primeiras can\u00e7\u00f5es, do novo \u00e1lbum \u201cFuture World\u201d, as vozes filtradas por Vocoder e as melodias naif sa\u00edram em linha directa dos Kraftwerk do \u00e1lbum \u201cRadio Activity\u201d. Kraftwerk mais carnudos, com bateria em vez de programa\u00e7\u00f5es. Divertido como um filme de desenhos animados dos Jetsons.<br \/>\n\tPor\u00e9m, \u00e0 medida que o espect\u00e1culo foi avan\u00e7ando, imp\u00f4s-se o lado mais rockeiro do grupo, com cita\u00e7\u00f5es sucessivas aos Tubeway Army, New Order, devo, num contexto hard rock e, j\u00e1 perto do fim, a indispens\u00e1vel refer\u00eancia-rever\u00eancia ao krautrock, atrav\u00e9s do mesmo compasso \u201cmartelo no prego\u201d de \u201cIt\u2019s a rainy day, sunshine girl\u201d, dos Faust.<br \/>\n\tQuanto ao lado futurista, t\u00e3o bem conseguido nos discos, resulta ao vivo na banda sonora de um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de s\u00e9rie B, com marcianos verdes com antenas, discos voadores em feitio de ch\u00e1venas e pistolas de raio laser. Quem se lembra, em plenos anos 80, da \u201cMusic for Parties\u201d dos Silicone Teens? N\u00e3o eram p\u00f3s-rockers mas j\u00e1 andavam vestidos com roupas metalizadas a voar em carros anti-gravitacionais por cima de casas transparentes a derramar \u201cbeep beeps\u201d e serpentinas. Os Trans AM n\u00e3o brincam, levam-se a s\u00e9rio. O seu \u201cFuture World\u201d tem pol\u00edcias e c\u00e2maras vigilantes. Nada como o rock \u2018n\u2019 roll para agitar a bandeira do revisionismo. Dos Trans AM esperava-se mais visionarismo. Na ZDB os outrora rivais dos Tortoise (para quando um concerto em Portugal na casa-de-banho dos Armaz\u00e9ns do Conde Bar\u00e3o?) fizeram solos de guitarra e bateria, entornaram riffs a torto e a direito e, para disfar\u00e7ar, rodaram timidamente os bot\u00f5es dos sintetizadores.<br \/>\n\tN\u00e3o foi diferente do que seria de esperar? Provavelmente n\u00e3o. Mas bem feitas as contas talvez todos ficassem a ganhar se tivesse havido mais disciplina e menos desbunda. Menos transpira\u00e7\u00e3o e mais transgress\u00e3o. \u00c9 pois com alguma expectativa que esperamos por um pr\u00f3ximo concerto dos Pink Floyd no Hot Clube de Portugal.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IIzHLbP29fY\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cultura 21 de Janeiro 2000 Trans AM esgotam lota\u00e7\u00e3o na Galeria Z\u00e9 dos Bois Muita TRANSpira\u00e7\u00e3o e pouca TRANSgress\u00e3o Riff de guitarra el\u00e9ctrica, feedback e solos de bateria fazem parte do vocabul\u00e1rio dos Trans AM. Afinal de contas, o velho rock \u2018n\u2019 roll enfeitado com futurismo kitsch. 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