{"id":6511,"date":"2017-12-29T08:02:19","date_gmt":"2017-12-29T15:02:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6511"},"modified":"2017-12-29T08:02:19","modified_gmt":"2017-12-29T15:02:19","slug":"natalie-macmaster-in-my-hands-sandy-denny-no-more-sad-refrains-the-anthology-jean-francois-dutertre-ballades-francaises-volume-2-faubourg-de-boignard-te","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/12\/29\/natalie-macmaster-in-my-hands-sandy-denny-no-more-sad-refrains-the-anthology-jean-francois-dutertre-ballades-francaises-volume-2-faubourg-de-boignard-te\/","title":{"rendered":"Natalie MacMaster &#8211; &#8220;In My Hands&#8221; + Sandy Denny &#8211; &#8220;No More Sad Refrains \u2013 The Anthology&#8221; + Jean-Fran\u00e7ois Dutertre &#8211; &#8220;Ballades Fran\u00e7aises \u2013 Volume 2&#8221; + Faubourg de Boignard &#8211; &#8220;Terra Gallica&#8221; + V\u00e1rios &#8211; \u201cNaciones Celtas\u201d"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>27 Outubro 2000<br \/>\nFOLK<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A idade do \u201cglamour\u201d<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6513\" rel=\"attachment wp-att-6513\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/nm.jpg\" alt=\"\" width=\"496\" height=\"500\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6513\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/nm.jpg 496w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/nm-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/nm-298x300.jpg 298w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/nm-300x302.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/nm-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\tPara os lados da folk c\u00e9ltica de rosto feminino, retocam-se as imagens, esmera-se na produ\u00e7\u00e3o e, se for caso disso, carrega-se no \u201csex appeal\u201d e no \u201cglamour\u201d. \u00c9 o caso de <strong>Natalie MacMaster<\/strong>, violinista canadiana com ra\u00edzes familiares em Cape Breton, autora do recente \u201cMy Roots are Showing\u201d. No novo <strong>\u201cIn my Hands\u201d<\/strong> \u00e9 real\u00e7ada sua fotogenia e a m\u00fasica submete-se aos imperativos do \u201cmarketing\u201d. Mas Natalie, como Kathryn Tickell, Eileen Ivers, ou Susana Seivane, \u00e9 muito mais do que um simples rosto bonito. \u00c9 verdade que o tema de abertura que d\u00e1 t\u00edtulo ao \u00e1lbum \u00e9 um tiro disparado ao mainstream e \u00e0s esta\u00e7\u00f5es MOR (\u201cmiddle of the road\u201d) com todas as hip\u00f3teses de agradar ao grande p\u00fablico, mas Natalie n\u00e3o perde tempo em mostrar que est\u00e1 longe de renegar o passado, ao utilizar em \u201cGramma\u201d uma grava\u00e7\u00e3o da voz da sua av\u00f3 de 91 anos de idade, antes de se lan\u00e7ar num \u201creel\u201d imaculado. \u201cSpace ceilidh\u201d \u00e9 outra das curiosidades \u2013 positiva ou negativa, consoante a perspetiva\u2026 \u2013 de \u201cIn my Hands\u201d, m\u00fasica de baile \u201cceilidh\u201d vestida com programa\u00e7\u00f5es eletro e sintetizadores espaciais, a fazer lembrar os Rare Air. Mas quando Natalie se lan\u00e7a, logo de seguida, num fair-portiano \u201cOlympic reel\u201d, fant\u00e1stico de t\u00e9cnica e de swing, tudo se perdoa a esta rapariga de cabelos louros encaracolados. Alison Krauss e Sharon Shannon s\u00e3o duas convidadas especiais de \u201cIn my Hands\u201d, um \u00e1lbum de contrastes marcado pelo esp\u00edrito da \u00e9poca (Rounder, import. FNAC, <strong>7\/10<\/strong>).<\/p>\n<p>\t<strong>Sandy Denny<\/strong>, o mito e a voz, nunca morrer\u00e1 na mem\u00f3ria dos amantes da folk. A obra que legou ficar\u00e1 para sempre como imagem de uma vida tr\u00e1gica e de uma carreira prematuramente interrompida por um est\u00fapido acidente (queda de uma escada) que p\u00f4s termo \u00e0 sua vida em 21 de Abril de 1978. Personalidade insegura, senhora de uma voz e de um estilo inigual\u00e1veis, Sandy Denny notabilizou-se nos Fairport Convention e nos Fotheringay, depois de uma passagem fugaz pelos Strawbs e antes de enveredar por uma carreira a solo que se saldou pela edi\u00e7\u00e3o de \u201cThe North Star Grassman and the Ravens\u201d, \u201cSandy\u201d, \u201cLike An Old Fashioned Waltz\u201d e \u201cRendez-Vous\u201d. A presente colet\u00e2nea (mais uma!),<strong> \u201cNo more Sad Refrains \u2013 The Anthology\u201d<\/strong>, surgida pouco tempo depois do volume \u201cAn Introduction to\u2026\u201d que lhe foi dedicado, passa em revista, em dois CD, o melhor da sua m\u00fasica, incluindo cl\u00e1ssicos com os Fairport Convention e Fotheringay, um par de temas que gravou com o projeto The Bunch e dois \u201cdemos\u201d. \u201cFotheringay\u201d, \u201cWho knows where the time goes?\u201d, \u201cCrazy man Michael\u201d, \u201cFarewell, farewell\u201d, \u201cThe sea\u201d, \u201cLate November\u201d, \u201cThe north star grassman and the ravens\u201d, \u201cIt suits me well\u201d, \u201cSolo\u201d e \u201cLike an old fashioned waltz\u201d s\u00e3o can\u00e7\u00f5es que nunca deixar\u00e3o de nos assombrar. Uma edi\u00e7\u00e3o para acarinhar at\u00e9 ao dia em que a rosa deixar de ter espinhos (Island, distri. Universal, <strong>9\/10<\/strong>).<\/p>\n<p>\tFran\u00e7a. Jardim das del\u00edcias. Hist\u00f3rias da G\u00e1lia profunda. Can\u00e7\u00f5es tradicionais dram\u00e1ticas ou l\u00edricas, reunidas na s\u00e9rie <strong>\u201cBallades Fran\u00e7aises \u2013 Volume 2\u201d<\/strong>. O jardineiro d\u00e1 pelo nome de <strong>Jean-Fran\u00e7ois Dutertre<\/strong>, que, para quem n\u00e3o sabe, \u00e9 um dos magos da folk europeia na sua vertente mais on\u00edrica e palaciana, cantor, executante de sanfona e \u201c\u00c9pinette des Vosges\u201d, elemento fundador da \u00fanica banda folk francesa que conseguiu estar \u00e0 altura (e por vezes ultrapassar!) dos Malicorne, os M\u00e9lusine, e participante no projeto seminal do clube \u201cLe Bourdon\u201d, respons\u00e1vel pela obra-prima \u201cLe Galant Noy\u00e9\u201d. Neste novo \u00e1lbum, para o qual recrutou os seus antigos companheiros Jean-Loup Baly, Yvon Guilcher e Emmanuelle Parrenin, Dutertre assume um lado mais narrativo que nos M\u00e9lusine, com a beleza, por vezes sufocante, de baladas como \u201cLe deuil d\u2019amour\u201d, \u201cLa barbi\u00e8re\u201d, \u201cBella Louison\u201d, a conferir a este \u00e1lbum um apelo t\u00e3o forte para os apreciadores de folk franc\u00f3fona, como para os de m\u00fasica antiga (Buda, distri. Dargil, <strong>8\/10<\/strong>).<\/p>\n<p>\tAinda em Fran\u00e7a, os <strong>Faubourg de Boignard<\/strong> divertem-se. Com <strong>\u201cTerra Gallica\u201d<\/strong>, segundo \u00e1lbum deste grupo da fam\u00edlia de \u201chereges\u201d como os La Bottine Souriante, Ad Vielle Que Pourra, Blowzabella, Kepa Junkera e Cock &#038; Bull, a folk deita \u00e0s urtigas o ar sisudo e deixa as gaitas-de-foles, acorde\u00f5es e violinos aventurarem-se por uma m\u00fasica liberta de constrangimentos formais. Programa\u00e7\u00f5es, energia contagiante e imagens trocadas do imagin\u00e1rio c\u00e9ltico atropelam-se entre declama\u00e7\u00f5es e \u201ctrompe l\u2019oeils\u201d onde as geografias europeias, asi\u00e1ticas e africanas se confundem em cita\u00e7\u00f5es sem autor. Como se \u201cTerra Gallica\u201d fosse um argumento ca\u00eddo da \u201cSymphonie Celtique\u201d de Alan Stivell. Folk rock ao melhor n\u00edvel. (Boucherie Productions, import. Lojas Valentim de Carvalho, <strong>8\/10<\/strong>).<\/p>\n<p>\tMais um volume duplo, o quarto da s\u00e9rie <strong>\u201cNaciones Celtas\u201d<\/strong>, como sempre abarcando um espectro largo das chamadas \u201cm\u00fasicas c\u00e9lticas\u201d que aqui se estende ao Kansas, nos EUA (!). Entre nomes consagrados \u2013 Relativity, Bothy Band, Bleizi Ruz, JSD Band, De Dannan, The Dubliners, Silly Wizard, Ar Log, Jerry Holland, Jerry O\u2019Sullivan, Ubi\u00f1a \u2013 e ilustres desconhecidos \u2013 Connie Dover (a tal norte-americana do Kansas), Mary Jane Lemond (uma Enya de Cape Breton), Jim Fidler, de Newfoundland, Dhais, e Fa\u00edscas de Xiabre, ambos da Galiza, Bucca (uns Fairport Convention da Cornualha) e MacLullagh Vannin, da Ilha de Mann, os mais interessantes \u2013, o destaque vai para a presen\u00e7a de artistas canadianos, presentes pela primeira vez nas \u201cNaciones Celtas\u201d. Al\u00e9m dos j\u00e1 bem conhecidos La Bottine Souriante e de um dos seus elementos a solo, Yves Lambert, participam Daniel Roy, Les Charbonniers de L\u2019Enfer, Les Batinses e Barachois, estes \u00faltimos com um delicioso peda\u00e7o de cajun reel e humor vocal franc\u00f3fono (Fonofolk, distri. Megam\u00fasica, <strong>7\/10<\/strong>).<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rjI9lkaZ_uo\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allow=\"encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27 Outubro 2000 FOLK A idade do \u201cglamour\u201d Para os lados da folk c\u00e9ltica de rosto feminino, retocam-se as imagens, esmera-se na produ\u00e7\u00e3o e, se for caso disso, carrega-se no \u201csex appeal\u201d e no \u201cglamour\u201d. \u00c9 o caso de Natalie MacMaster, violinista canadiana com ra\u00edzes familiares em Cape Breton, autora do recente \u201cMy Roots are [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[722,726,3,179,28,379,68],"tags":[1649,1648,1517,1647,23],"class_list":["post-6511","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-celtica","category-colectanea","category-criticas-2000","category-etno","category-folk","category-folk-rock","category-world","tag-faubourg-de-boignard","tag-jean-francois-dutertre","tag-natalie-macmaster","tag-sandy-denny","tag-varios"],"views":1403,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6511"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6511\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6514,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6511\/revisions\/6514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}