{"id":6479,"date":"2017-12-18T11:34:17","date_gmt":"2017-12-18T18:34:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6479"},"modified":"2017-12-18T11:34:17","modified_gmt":"2017-12-18T18:34:17","slug":"king-crimson-in-the-wake-of-poseidon-king-crimson-lizard-king-crimson-islands","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/12\/18\/king-crimson-in-the-wake-of-poseidon-king-crimson-lizard-king-crimson-islands\/","title":{"rendered":"King Crimson &#8211; &#8220;In the Wake of Poseidon&#8221; + King Crimson &#8211; &#8220;Lizard&#8221; + King Crimson &#8211; &#8220;Islands&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>7 de Abril 2000<br \/>\nREEDI\u00c7\u00d5ES<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>King Crimson<br \/>\nIn the Wake of Poseidon (9\/10)<br \/>\nLizard (10\/10)<br \/>\nIslands (8\/10)<br \/>\nVirgin EG, distri. EMI-VC<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>As m\u00e1scaras do lagarto<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6480\" rel=\"attachment wp-att-6480\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6480\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard.jpg 600w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\tEsque\u00e7am todas as baboseiras que ouviram sobre a m\u00fasica progressiva, que nunca soube verdadeiramente o que era. Esque\u00e7am e ou\u00e7am estes tr\u00eas \u00e1lbuns dos King Crimson, para repensarem tudo, em novas reedi\u00e7\u00f5es cartonadas, miniaturas dos vinilos, com capa de abrir, que assim se juntam \u00e0 de \u201cIn the Court of the Crimson King\u201d, na celebra\u00e7\u00e3o do 30\u00ba anivers\u00e1rio das edi\u00e7\u00f5es originais. Al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o, excelente, o som \u00e9 soberbo, fruto de remasteriza\u00e7\u00f5es feitas com m\u00e1ximo cuidado.<br \/>\n\t\u201cIn the Wake of Poseidon\u201d \u00e9 o segundo \u00e1lbum dos King Crimson (1970), depois de \u201cIn the Court\u2026\u201d, prolongando e refinando a est\u00e9tica seguida ent\u00e3o pelo grupo, uma fus\u00e3o absolutamente inovadora para a \u00e9poca de rock, classicismo, jazz e can\u00e7\u00f5es compostas sobre a guitarra e o mellotron de Robert Fripp e as letras de Peter Sinfield, que distinguiam os King Crimson de qualquer outra banda progressiva dos anos 70 (apenas os Van der Graaf Generator os conseguiram ultrapassar\u2026).<br \/>\n\tRobert Fripp amenizou um pouco neste disco a viol\u00eancia do \u00e1lbum de estreia, enveredando por uma complexidade da composi\u00e7\u00e3o que viria a atingir a perfei\u00e7\u00e3o no \u00e1lbum seguinte, \u201cLizard\u201d. Ainda com Greg Lake e Michael e Peter Giles no grupo, \u201cIn the Wake of Poseidon\u201d inclui cl\u00e1ssicos como \u201cPictures in a city\u201d (esp\u00e9cie de continua\u00e7\u00e3o de \u201c21st century schizoid man\u201d, do primeiro \u00e1lbum), o t\u00edtulo-tema, uma extensa balada de cores classicizantes conferidas pelo mellotron, o tema sat\u00edrico (pr\u00e1tica que viria a institucionalizar-se nos \u00e1lbuns seguintes), \u201cCat food\u201d, com uma fenomenal interven\u00e7\u00e3o no piano de Keith Tippett e a sequ\u00eancia instrumental, dividida em tr\u00eas partes, \u201cThe devil\u2019s triangle\u201d, a ilustrar a faceta luciferina desde sempre cultivada por Fripp. Assustador.<br \/>\n\tMas \u201cLizard\u201d, editado tamb\u00e9m em 1970, vai mais longe, onde nenhum outro grupo fora antes. Obra-prima absoluta na discografia do grupo (opini\u00e3o n\u00e3o partilhada pelo seu l\u00edder, o r\u00e9ptil da guitarra, Robert Fripp\u2026) e um dos marcos da m\u00fasica progressiva dos anos 70, \u201cLizard\u201d foi recebida quando do seu lan\u00e7amento pela cr\u00edtica inglesa como uma obra cuja estrutura a fazia rivalizar com as grandes pe\u00e7as dos compositores cl\u00e1ssicos eruditos. N\u00e3o \u00e9 um \u00e1lbum t\u00edpico dos King Crimson, da mesma forma que \u201cTheir Satanic Majesties Request\u201d n\u00e3o \u00e9 um \u00e1lbum t\u00edpico dos Stones, por exemplo. Obra \u00edmpar, houve quem tentasse caracteriz\u00e1-la como jazz e quem demorasse dezenas de anos at\u00e9 finalmente a compreender e aceitar. Servido por uma produ\u00e7\u00e3o que coloca em relevo o m\u00ednimo detalhe musical, \u201cLizard\u201d \u00e9 um monumento que, volvidas tr\u00eas d\u00e9cadas sobre a sua edifica\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m a solidez das grandes catedrais.<br \/>\n\tO tema de abertura, \u201cCirkus\u201d, inclui uma das mais poderosas entradas instrumentais de todos os tempos, com a irrup\u00e7\u00e3o abrupta do mellotron a interromper o que de in\u00edcio aparenta ser uma balada, seguida de um solo deslumbrante de swing de Mel Collins no saxofone. \u201cIndoor games\u201d e \u201cHappy family\u201d (can\u00e7\u00e3o surrealista sobre a dissolu\u00e7\u00e3o dos Beatles\u2026) transportam-nos para um universo paralelo onde o free jazz, a atonalidade, a sobreposi\u00e7\u00e3o de harmonias, mudan\u00e7as s\u00fabitas de compasso e complicados efeitos de est\u00fadio acentuam a catadupa de imagens herm\u00e9ticas sugeridas pela escrita de Sinfield. O primeiro \u201clado\u201d do disco termina com uma curta balada de ambiente medieval, \u201cLady of the dancing water\u201d.<br \/>\n\tMas \u00e9 no t\u00edtulo-tema, uma longa suite dividida em v\u00e1rias partes, que Fripp revela todo o seu g\u00e9nio como compositor e arranjador. O tema evolui de uma introdu\u00e7\u00e3o vocalizada por Jon Anderson, dos Yes, para uma verdadeira sinfonia sobre a guerra que culmina nos dez minutos de antologia de \u201cThe battle of glass tears\u201d. Os instrumentos combatem entre si como entidades sobrenaturais numa invas\u00e3o do c\u00e9rebro e dos sentidos. Sons lancinantes formam um caleidosc\u00f3pio de ritmos e timbres reinventados segundo a segundo, num jorro cont\u00ednuo que emerge como a lava de um vulc\u00e3o irrompendo do inconsciente, at\u00e9 alcan\u00e7arem uma dimens\u00e3o c\u00f3smica. Free rock, teste projectivo, alucina\u00e7\u00e3o sonora, chamem o que quiserem a esta m\u00fasica, que permanece como testemunho perene de um m\u00fasico que ainda hoje continua a subverter e a remodelar as regras da m\u00fasica popular.<br \/>\n\tEditado em 1971, o \u00e1lbum seguinte, \u201cIslands\u201d, com os novos elementos Boz (baixo e voz) e Ian Wallace (bateria), funciona quase como um anticl\u00edmax. \u00c9 o \u00e1lbum onde as obsess\u00f5es de Fripp pela m\u00fasica cl\u00e1ssica v\u00e3o ao ponto de ter convidado uma cantora l\u00edrica para cantar no tema de abertura, \u201cFormentera lady\u201d, e assinado em \u201cPrelude: Song of the gulls\u201d uma genu\u00edna pe\u00e7a de m\u00fasica de c\u00e2mara. Mas bastaria o instrumental \u201cSailor\u2019s tale\u201d, marcado por um solo arrasador de Robert Fripp na guitarra el\u00e9ctrica, para garantir a este \u00e1lbum, que tamb\u00e9m inclui o tema sat\u00edrico \u201cLadies of the road\u201d, desta feita sobre as prostitutas, um lugar de relevo na discografia do grupo. Depois da grava\u00e7\u00e3o ao vivo do \u00e1lbum \u201cEarthbound\u201d, os King Crimson fariam uma primeira paragem, reaparecendo em 1973 com \u201cLark\u2019s Tongues in Aspic\u201d, com uma nova forma\u00e7\u00e3o e uma mudan\u00e7a radical de est\u00e9tica musical, iniciando uma fase que continuaria em \u201cStarless and Bible Black\u201d at\u00e9 explodir num hard rock met\u00e1lico e visceral em \u201cRed\u201d.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-xxu5SbHOgI\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allow=\"encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6480\" rel=\"attachment wp-att-6480\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6480\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard.jpg 600w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lizard-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>7 de Abril 2000 REEDI\u00c7\u00d5ES King Crimson In the Wake of Poseidon (9\/10) Lizard (10\/10) Islands (8\/10) Virgin EG, distri. 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