{"id":6469,"date":"2017-12-14T12:04:33","date_gmt":"2017-12-14T19:04:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6469"},"modified":"2017-12-14T12:14:24","modified_gmt":"2017-12-14T19:14:24","slug":"6469","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/12\/14\/6469\/","title":{"rendered":"Raymond Scott &#8211; &#8220;Manhattan Research Inc.&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>28 de Julho 2000<br \/>\nREEDI\u00c7\u00d5ES<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Scott, o explorador<br \/>\n<\/center><br \/>\nRaymond Scott<br \/>\nManhattan Research Inc. (10\/10)<br \/>\n2xCD Basta, distri. Ananana<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6471\" rel=\"attachment wp-att-6471\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs.jpg\" alt=\"\" width=\"563\" height=\"533\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6471\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs.jpg 563w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs-300x284.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs-100x95.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\tPeter Buck, dos R.E.M., Adrian Utley, dos Portishead, Cornelius, Y. Konishi, dos Pizzicato Five, Holhger Czukay, Eric Harris, dos Olivia Tremor Control, Matt Black, dos Coldcut, e John Zorn contam-se entre os m\u00fasicos que ficaram de cara \u00e0 banda ao ouvirem \u201cManhattan Research Inc.\u201d. Conhecido sobretudo pelo seu trabalho na \u00e1rea do jazz, atrav\u00e9s das grava\u00e7\u00f5es dos anos 30 e 40 com o seu Quintette, recentemente recriadas de forma admir\u00e1vel pela banda holandesa The Beau Hunks, Raymond Scott desenvolveu a partir da d\u00e9cada seguinte um trabalho not\u00e1vel no dom\u00ednio da cria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, composi\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de m\u00fasica eletr\u00f3nica.<br \/>\n\tSe \u201cSoothing Sounds for Baby\u201d, uma trilogia de m\u00fasica eletr\u00f3nica destinada a crian\u00e7as \u201cKraftwerk for kiddies\u201d, como algu\u00e9m lhe chamou) revelava j\u00e1 uma mente fervilhante e uma atitude pouco convencional na abordagem desta \u00e1rea musical, a presente antologia confirma o seu autor como um g\u00e9nio exc\u00eantrico e um criador vision\u00e1rio que \u2013 percebe-se agora com toda a nitidez \u2013 antecipou em quase meio s\u00e9culo correntes como o p\u00f3s-rock ou as \u201cfunny electronics\u201d de bandas como os Messer Fur Frau Muller e Nova Huta.<br \/>\n\t\u201cManhattan Research Inc.\u201d era o nome de um imenso est\u00fadio espalhado por 32 divis\u00f5es (\u201cum labirinto eletr\u00f3nico\u201d, nas palavras de Alan D. Haas, da revista \u201cPopular Electronics\u201d) onde Raymond Scott dava livre curso \u00e0 sua criatividade delirante. \u201cMais do que uma f\u00e1brica de pensamento, uma central de sonhos onde a excita\u00e7\u00e3o do amanh\u00e3 se encontra dispon\u00edvel j\u00e1 hoje\u201d, como o compositor se lhe referia. Foi neste complexo de apar\u00eancia e conte\u00fado futuristas que Scott desenvolveu e utilizou de forma brilhante instrumentos por ele pr\u00f3prio inventados, como o \u201cClavivox\u201d, a \u201cCircle Machine\u201d, o \u201cBass Line Generator\u201d, o \u201cRhythm Modulator\u201d e o m\u00edtico \u201cElectronium\u201d (a \u201cm\u00e1quina de composi\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea\u201d), mas tamb\u00e9m o \u201cKarloff\u201d (onde elaborava os sons mais assustadores\u2026) e\u2026 o \u201cBandito the Bongo Artist\u201d.<br \/>\n\tCom estas m\u00e1quinas, o seu humor e o seu talento desmesurado construiu Raymond Scott uma obra diversificada e inclassific\u00e1vel, que aqui se re\u00fane pela primeira vez em disco, num conjunto de 69 composi\u00e7\u00f5es que v\u00e3o 1953 a 1969. Desde jingles publicit\u00e1rios (Nescaf\u00e9, Vicks, Sprite, Companhia de G\u00e1s e Eletricidade de Baltimore, IBM, etc.), a m\u00fasica para desenhos animados (\u201cCounty fair\u201d, de 1962, na verdade o \u00fanico tema composto por Scott para \u201ccartoons\u201d, embora as pessoas o associem a este tipo de cinema e a sua m\u00fasica tenha, sem d\u00favida, sido aproveitada por Carl Stalling, compositor oficial dos \u201ccartoons\u201d de Tex Avery para a Warner Bros\u2026) ou ainda a banda sonora da instala\u00e7\u00e3o \u201cFuturama\u201d constru\u00edda e idealizada pela General Motors para a Feira Mundial da Nova Iorque de 1964, a par de composi\u00e7\u00f5es mais conceptuais que abrangem a pop sint\u00e9tica, m\u00fasica industrial e colabora\u00e7\u00f5es com Jim Henson, criador dos Marretas.<br \/>\n\tA apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 admir\u00e1vel e inclui um livro de 144 p\u00e1ginas onde pode ser lida uma entrevista com Robert Moog, inventor do sintetizador com o seu nome que fez furor nos anos 70. Moog n\u00e3o hesita em declarar que Scott esteve \u201cna vanguarda do desenvolvimento da tecnologia e do seu uso comercial em termos musicais\u201d. Fotos in\u00e9ditas, planos do est\u00fadio\/laborat\u00f3rio e registos de patente s\u00e3o outros dos itens inclu\u00eddos no livro.<br \/>\n\tA emo\u00e7\u00e3o imediata provocada pela primeira audi\u00e7\u00e3o de \u201cManhattan Research Inc.\u201d \u00e9 o espanto. Por verificar a incr\u00edvel atualidade e modernidade n\u00e3o s\u00f3 dos sons com da m\u00fasica de Raymond Scott. Um tema como \u201cBendix 1: the tomorrow people\u201d revela num \u00e1pice a fonte, ent\u00e3o obscura, onde os Negativland foram buscar inspira\u00e7\u00e3o. E os Stereolab j\u00e1 n\u00e3o podem de igual forma esconder que ouviram a m\u00fasica do compositor norte-americano e \u2013 com base em pe\u00e7as desta antologia como \u201cBackwars overload\u201d, \u201cThe rhythm modulator\u201d, \u201cCindy electronium\u201d ou \u201cThe pygmy t\u00e1xi corporation\u201d \u2013 qual o comp\u00eandio onde foram buscar os t\u00edtulos para as suas can\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\t\u201cThe rhythm modulator\u201d transforma o est\u00fadio inteiro num gigantesco maquinismo de relojoaria. Robert Moog ficou siderado quando ouviu. \u201cLightworks\u201d \u00e9 \u201cM\u00fasica no Cora\u00e7\u00e3o\u201d misturada com \u201clounge\u201d do s\u00e9c. XXI. Os eletrotropicalismos de Atom Heart s\u00e3o ofuscados por \u201cVim\u201d, \u201cSprite\u201d faz borbulhas num cen\u00e1rio da era espacial. \u201cLimbo: The organized mind\u201d utiliza m\u00fasica concreta na recria\u00e7\u00e3o da atmosfera de um filme negro transposta para um enredo alucinat\u00f3rio que descreve o modo de funcionamento do c\u00e9rebro de Limbo, a personagem principal, com as suas fantasias, mem\u00f3rias e medos. Filme realizado e aqui com a narra\u00e7\u00e3o de Jim Henson.<br \/>\n\tOs Residents n\u00e3o fariam melhor.<br \/>\n\tDescobrem-se em \u201cManhattan Research Inc.\u201d \u201ceasy-listening\u201d assobiado no tapete da Via L\u00e1ctea, uma assombrosa sinfonia eletro-industrial, \u201cIBM MT\/ST: The paperwok explosion\u201d (os Negativland fizeram anos mais tarde explodir as suas pr\u00f3prias bombas em \u201cCar bomb\u201d, do \u00e1lbum \u201cEscape from Noise\u201d, por sinal acabado de reeditar pela Seeland, com uma nova capa e uma grava\u00e7\u00e3o, \u201cexacto-mastered\u201d, exatamente igual \u00e0 da anterior reedi\u00e7\u00e3o na SST\u2026), melodias e efeitos eletr\u00f3nicos que deixam os Kraftwerk de rastos e uma coisa assustadoramente experimental, se pensarmos que foi feita em 1968, intitulada \u201cBackwards overload\u201d que pretende ser o equivalente eletr\u00f3nico de uma guerra nuclear! \u201cNight and day\u201d, de Cole Porter, renasce sob a forma de pop eletr\u00f3nica.<br \/>\n\tO segundo CD, com composi\u00e7\u00f5es mais recentes dos anos 60, \u00e9 mais mel\u00f3dico e, nalguns casos, \u201crom\u00e2ntico\u201d, com uma utiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos ritmos eletr\u00f3nicos, elaborados noutro aparelho inventado por Scott cujas capacidades em nada ficavam a dever aos atuais sequenciadores. Emula\u00e7\u00f5es da \u201cm\u00fasica cl\u00e1ssica em sintetizador\u201d de Walter Carlos, mas \u201ceasy listening\u201d da era espacial (\u201cPortofino\u201d). O \u201cesmagamento\u201d dos Kraftwerk dos dois primeiros \u00e1lbuns confirma-se em \u201cThe wild piece\u201d, de 1969, outra pe\u00e7a de inacredit\u00e1vel originalidade produzida na \u00edntegra no Electronium.<br \/>\n\tA \u201cdark ambient\u201d emerge em \u201cCyclic bit\u201d. \u201cRipples\u201d, de 1966, bate aos pontos os To Rococo Rot. Uma segunda vers\u00e3o de \u201cCounty fair\u201d e \u201cCindy electronium\u201d destroem o mito do pioneirismo de \u201cZuckerzeit\u201d dos Cluster. Ouvir para crer!<br \/>\n\tMas quaisquer defini\u00e7\u00f5es e compara\u00e7\u00f5es ficam aqu\u00e9m do que \u201cManhattan Research Inc.\u201d realmente \u00e9 e representa: uma obra vision\u00e1ria onde se inscrevem praticamente todas as tend\u00eancias do presente e a consagra\u00e7\u00e3o definitiva de um dos g\u00e9nios da m\u00fasica eletr\u00f3nica deste s\u00e9culo.<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6471\" rel=\"attachment wp-att-6471\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs.jpg\" alt=\"\" width=\"563\" height=\"533\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6471\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs.jpg 563w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs-300x284.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rs-100x95.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2SW6qVLSVzw\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allow=\"encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28 de Julho 2000 REEDI\u00c7\u00d5ES Scott, o explorador Raymond Scott Manhattan Research Inc. (10\/10) 2xCD Basta, distri. Ananana Peter Buck, dos R.E.M., Adrian Utley, dos Portishead, Cornelius, Y. Konishi, dos Pizzicato Five, Holhger Czukay, Eric Harris, dos Olivia Tremor Control, Matt Black, dos Coldcut, e John Zorn contam-se entre os m\u00fasicos que ficaram de cara [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40,369,601,3,1639,7,14],"tags":[1640],"class_list":["post-6469","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambient","category-avant-gard","category-clicks-cuts","category-criticas-2000","category-electronic-pioneers","category-electronica","category-experimental","tag-raymond-scott"],"views":1259,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6469"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6469\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6475,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6469\/revisions\/6475"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}