{"id":6464,"date":"2017-12-13T16:03:44","date_gmt":"2017-12-13T23:03:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6464"},"modified":"2017-12-13T16:03:44","modified_gmt":"2017-12-13T23:03:44","slug":"traffic-mr-fantasy-taste-on-the-boards-manfred-mann-the-very-best-of-the-fontana-years-jane-between-heaven-and-hell-edgar-broughton-band-oora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/12\/13\/traffic-mr-fantasy-taste-on-the-boards-manfred-mann-the-very-best-of-the-fontana-years-jane-between-heaven-and-hell-edgar-broughton-band-oora\/","title":{"rendered":"Traffic &#8211; &#8220;Mr. Fantasy&#8221; + Taste &#8211; &#8220;On The Boards&#8221; + Manfred Mann &#8211; &#8220;The Very Best Of the Fontana Years&#8221; + Jane &#8211; &#8220;Between Heaven and Hell&#8221; + Edgar Broughton Band &#8211; &#8220;Oora&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>20 Outubro 2000<br \/>\nREEDI\u00c7\u00d5ES<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Traficantes de sonhos<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6466\" rel=\"attachment wp-att-6466\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/traffic.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6466\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/traffic.jpg 225w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/traffic-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/traffic-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>\tComo Van Morrison, Steve Winwood \u00e9 um daqueles cantores brancos que nasceu com a alma dos cantores negros de \u201csoul\u201d. Tendo-se notabilizado nos Spencer Davis Group, seria, contudo, nos <strong>Traffic <\/strong>que a sua voz ganharia maior proje\u00e7\u00e3o. Os Traffic foram uma das bandas ilustres dos anos 70 e a sua mistura de \u201crhythm \u2018n\u2019 blues\u201d, \u201csoul\u201d, jazz e progressivo rivalizava na \u00e9poca \u2013 in\u00edcio dos anos 70 \u2013 com a invas\u00e3o proveniente do outro lado do Atl\u00e2ntico protagonizada pelos Chicago Transit Authority e Blood, Sweat &#038; Tears. Sem o poderio das sec\u00e7\u00f5es de sopros destas duas bandas, os Traffic primavam antes pela subtileza, pondo em destaque as capacidades vocais e os teclados de Winwood e com Chris Wood, nos saxofones e flautas, a assumir-se como o principal solista do grupo, cuja forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica era completada pelo percussionista Jim Capaldi e o multinstrumentista Dave Mason (guitarra, mellotron, sitar, baixo, tamboura). \u201c<strong>Mr. Fantasy<\/strong>\u201d, de 1967, quanto a n\u00f3s o melhor \u00e1lbum de toda a discografia dos Traffic, surge agora remasterizada de maneira a proporcionar uma imagem fidedigna daquela que foi uma das bandas precursoras da est\u00e9tica de fus\u00e3o. Baladas psicad\u00e9licas, como \u201cHeaven is in your mind\u201d e \u201cDear Mr. Fantasy\u201d e explora\u00e7\u00f5es s\u00f3nicas onde cada instrumento era pensado como uma extens\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 do m\u00fasico como do est\u00fadio \u2013 em forma de fanfarras surrealistas, can\u00e7\u00f5es-labirinto, excentricidade teatral, becos mel\u00f3dicos que encontram inesperadas maneiras de fazer sentido, sec\u00e7\u00f5es instrumentais bizarras a fazer lembrar os Van Der Graaf Generator (que, na altura, nem sequer tinham ainda gravado\u2026) \u2013 juntam-se numa obra \u00fanica que permanece como um cl\u00e1ssico da \u00e9poca. Tamb\u00e9m dispon\u00edvel em vers\u00e3o remasterizada est\u00e1 outro \u00e1lbum importante dos Traffic, \u201cJohn Barleycorn must Die\u201d. (Island, distri. Universal, import. Lojas Valentim de Carvalho, <strong>9\/10<\/strong>)<\/p>\n<p>\tRory Gallagher, nome inesquec\u00edvel para os amantes da guitarra rock, faleceu h\u00e1 cinco anos, na sequ\u00eancia de uma transplanta\u00e7\u00e3o do f\u00edgado mal sucedida, deixando uma vasta obra que, se n\u00e3o primava pela originalidade, mostrava um executante de extraordin\u00e1rias capacidades. A par de toda a sua discografia a solo, entretanto dispon\u00edvel em vers\u00f5es remasterizada, pode igualmente apreciar-se a sua m\u00fasica atrav\u00e9s do grupo a que pertenceu antes de enveredar por uma carreira solit\u00e1ria, os <strong>Taste<\/strong>. Em \u201c<strong>On the Boards<\/strong>\u201d, de 1970, os riffs de guitarra evidenciam todo o respeito que Gallagher tinha pelos \u201cblues\u201d. Mas Rory Gallagher, al\u00e9m de tocar guitarra como ningu\u00e9m, fazia quest\u00e3o de mostrar que tamb\u00e9m sabia compor uma can\u00e7\u00e3o e, at\u00e9, tocar saxofone\u2026 Para quem ainda regressa com prazer \u00e0 m\u00fasica dos Cream, por exemplo, a descoberta dos Taste poder\u00e1 ser gratificante. (Polydor, distri. Universal, <strong>7\/10<\/strong>)<\/p>\n<p>\tPara se compreender at\u00e9 que ponto a pop inglesa dos anos 60 legou um manancial fant\u00e1stico de can\u00e7\u00f5es pop estado de perfei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o chega referir o nome dos Beatles e dos Kinks, apesar de estas duas bandas serem as que tinham nas suas fileiras dois dos g\u00e9nios da m\u00fasica popular, respetivamente Paul McCartney e Ray Davies. Mas se bandas houve que apenas deixaram a sua marca na Historia atrav\u00e9s de uma \u00fanica can\u00e7\u00e3o, impressa nos \u201ccharts\u201d com o brilho de um cometa, outras houve detentoras de uma obra s\u00f3lida que com regularidade foram capazes de sobreviver ao monop\u00f3lio dos \u201cfab four\u201d. Bandas como os Hollies ou os <strong>Manfred Mann<\/strong>, estes \u00faltimos agora dispon\u00edveis com a colet\u00e2nea \u201c<strong>The Very Best of the Fontana Years<\/strong>\u201d. Eram os anos dourados da pop para a qual os Manfred Mann contribu\u00edram como can\u00e7\u00f5es inesquec\u00edveis como \u201cMighty quinn\u201d, \u201cHa! Ha! Said the clown\u201d, \u201cSemi-detached suburban Mr. James\u201d, \u201cMy name is Jack\u201d, \u201cFox on the run\u201d, \u201cRagamuffin man\u201d ou \u201cUp the junction\u201d, todas elas inclu\u00eddas na presente compila\u00e7\u00e3o e dignas da remasteriza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o chegou a ser feita. Manfred Mann (nome do l\u00edder e teclista de origem sul-africana) formaria a seguir os jazz-progressivos Manfred Mann Chapter Three (dois \u00e1lbuns raros na Vertigo a descobrir) para finalmente se estabelecer com o progressivo mais prosaico da Manfred Mann Earthband. (Spectrum, import. Lojas Valentim de Carvalho, <strong>7\/10<\/strong>)<\/p>\n<p>\tNa Alemanha, para quem n\u00e3o cavalgava na crista da onda do que de mais original e alucinado dava pelo nome de \u201ckrautrock\u201d, era dif\u00edcil escapar \u00e0 influ\u00eancia anglo-sax\u00f3nica. Pertenciam a esta categoria os <strong>Jane<\/strong>, uma honesta banda de hard-rock sinf\u00f3nico apesar de tudo com uma costela c\u00f3smica, cuja discografia (13 albuns, entre 1972 e 1989) n\u00e3o suscita grandes elogios. \u201c<strong>Between Heaven and Hell<\/strong>\u201d (1977), por\u00e9m, distingue-se dos restantes, sobretudo gra\u00e7as \u00e0 longa suite conceptual que d\u00e1 titulo ao \u00e1lbum, nitidamente influenciada por \u201cUmmagumma\u201d e \u201cAtom Heart Mother\u201d, dos Pink Floyd, mas suficientemente carregada de ideias interessantes para n\u00e3o passar despercebida. \u201cSpace rock\u201d, sec\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas, efeitos vocais a cargo de um empertigado \u00e9mulo de Roger Water d\u00e3o a ouvir a banda sonora, entre o kitsch e a majestosidade, do para\u00edso e da dana\u00e7\u00e3o. No tema final, talvez chamuscados pelas labaredas, os Jane enlouqueceram e entregaram-se nas m\u00e3os dos Velvet Underground. (Repertoire, import. FNAC, <strong>7\/10<\/strong>)<\/p>\n<p>\tFeios, porcos e maus. Mas um \u201cmust\u201d no circuito de espet\u00e1culos rock dos anos 70. Eram assim os <strong>Edgar Broughton Band<\/strong>, um gang de hard rock composto por m\u00fasicos hirsutos, adeptos dos \u201cblues\u201d e do \u201cspeed\u201d. As duas coisas juntas resultaram em \u201chits\u201d da estudantada como \u201cOut demons out\u201d e em riffs de blues psicad\u00e9lico prim\u00e1rio. Com boa vontade, os EDB podiam passar por uma vers\u00e3o camionista de Captain Beefheart, embora tamb\u00e9m haja quem (decerto com a cabe\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o em muito bom estado) os compare aos Grateful Dead. \u201c<strong>Oora<\/strong>\u201d, de 1973, \u00e9 o seu \u00e1lbum mais sofisticado, se sofistica\u00e7\u00e3o representa a concess\u00e3o a harmonias pop, guitarras ac\u00fasticas e uma simbologia imag\u00e9tica que remete para os Hawkwind e os Motorhead. A verdade \u00e9 que a inclus\u00e3o de um naipe de metais, violino, efeitos eletr\u00f3nicos (tamb\u00e9m do tipo osciladores apontados ao infinito dos Hawkwind, de \u201cX In Search of Space\u201d) e \u2013 pasme-se \u2013 harmonias vocais from \u201couter space\u201d, tornam \u201cOora\u201d num disco suficientemente freak e variado (al\u00e9m de Beefheart, lembra, a espa\u00e7os, Eric Burdon &#038; the Animals) para justificar uma chamada de aten\u00e7\u00e3o. Era uma das caracter\u00edsticas mais interessantes dos anos 70: poder gravar-se todos os tipos de loucura. Como esta. (BGO, distri. Megam\u00fasica, <strong>7\/10<\/strong>)<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iNdr3mgf5HE\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allow=\"encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>20 Outubro 2000 REEDI\u00c7\u00d5ES Traficantes de sonhos Como Van Morrison, Steve Winwood \u00e9 um daqueles cantores brancos que nasceu com a alma dos cantores negros de \u201csoul\u201d. Tendo-se notabilizado nos Spencer Davis Group, seria, contudo, nos Traffic que a sua voz ganharia maior proje\u00e7\u00e3o. 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