{"id":6400,"date":"2017-11-14T12:37:02","date_gmt":"2017-11-14T19:37:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6400"},"modified":"2017-11-14T12:37:02","modified_gmt":"2017-11-14T19:37:02","slug":"isabel-silvestre-isabel-silvestre-lanca-segundo-album-a-solo-eu-portuguesa-me-confesso-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/11\/14\/isabel-silvestre-isabel-silvestre-lanca-segundo-album-a-solo-eu-portuguesa-me-confesso-entrevista\/","title":{"rendered":"Isabel Silvestre &#8211; Isabel Silvestre Lan\u00e7a Segundo \u00c1lbum A Solo &#8211;  &#8220;&#8216;Eu&#8217;, Portuguesa, Me Confesso&#8221; (entrevista)"},"content":{"rendered":"<p>Sons<\/p>\n<p>10 de Mar\u00e7o 2000<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Isabel Silvestre lan\u00e7a segundo \u00e1lbum a solo<\/p>\n<p>\u201cEu\u201d, portuguesa, me confesso<br \/>\n<\/center><br \/>\n\u201cEu\u201d, portuguesa, me confesso. Poderia ser o d\u00edstico afixado no novo \u00e1lbum a solo de Isabel Silvestre. Depois da can\u00e7\u00e3o popular, em \u201cA Portuguesa\u201d, a cantora do Grupo de Cantares de Manhouce regressa com um \u00e1lbum de originais. M\u00fasica que os seus pais cantavam \u00e0 lareira. Chamado \u201cEu\u201d. Um eu de todos.<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6402\" rel=\"attachment wp-att-6402\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/is.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6402\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/is.jpg 480w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/is-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/is-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Produzido por Jo\u00e3o Gil e M\u00e1rio Delgado, \u201cEu\u201d re\u00fane 12 temas tradicionais portugueses com a participa\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio Delgado, Jo\u00e3o Nuno Represas e, num dos temas, R\u00e3o Kyao. Isabel Silvestre falou ao P\u00daBLICO sobre este seu novo trabalho onde o \u201ceu\u201d, afinal, se dissolve numa entidade colectiva.<br \/>\nP\u00daBLICO \u2013 Depois da can\u00e7\u00e3o popular, a tradi\u00e7\u00e3o. Faz sentido. Foi uma decis\u00e3o sua?<br \/>\nISABEL SILVESTRE \u2013 Nasceu de conversas com o Jo\u00e3o e com o M\u00e1rio. Ao fim e ao cabo foi uma escolha de toda a gente envolvida. Mas fui eu que trouxe os temas de Manhouce. Alguns dos temas j\u00e1 tinham sido cantados pelo Grupo de Cantares, mas as vers\u00f5es para este disco s\u00e3o diferentes.<br \/>\nP. \u2013 \u201cEu\u201d \u00e9 um t\u00edtulo bastante personalizado, quase orgulhoso. O que quis dizer com ele?<br \/>\nR. \u2013 \u00c9 um bocado complicado. N\u00e3o sou bem eu, n\u00f3s somos todos um produto de n\u00f3s todos, da sociedade em que vivemos, daquilo que nos ensinaram, da casa onde nascemos, dos brinquedos que tivemos. Ningu\u00e9m \u00e9 \u201ceu\u201d. Este \u201cEu\u201d \u00e9 a minha terra, a minha m\u00fasica, as minhas ra\u00edzes. No meio disto tudo tamb\u00e9m l\u00e1 estou eu.<br \/>\nP. \u2013 \u201cEu\u201d \u00e9 um filme de todas essas mem\u00f3rias?<br \/>\nR. \u2013 Sim. De toda a m\u00fasica que canto, e sobretudo daquela que se cantava ainda antes de eu ter nascido, a m\u00fasica de Manhouce. Sem querer e sem saber estamos a cantar dentro do pr\u00f3prio ambiente em que nos foram ensinadas essas m\u00fasicas. Estamos nas festas, nas desfolhadas, nas romarias, onde as ouvimos. Essas m\u00fasicas s\u00e3o mais eu.<br \/>\nP. \u2013 M\u00fasicas que os seus pais cantavam em casa?<br \/>\nR. \u2013 Sim, \u00e0 lareira, nas noites de Inverno. Tive a sorte de nascer e de fazer parte de uma fam\u00edlia grande em que havia tias solteiras que nos criaram como filhos. E a m\u00e3e, claro, que gostava muito de cantar e cantava muito bem. O Grupo de Cantares praticamente \u00e9 tudo fam\u00edlia. Nesta m\u00fasica est\u00e1 a fam\u00edlia, a casa, o afecto.<br \/>\nP. \u2013 Hoje, em Manhouce, ainda se cantam estas can\u00e7\u00f5es \u00e0 lareira? Ou v\u00ea-se televis\u00e3o?<br \/>\nR. \u2013 Sem d\u00favida nenhuma. A televis\u00e3o e, ainda antes, a r\u00e1dio e os discos distraem as pessoas. Antes o povo tinha necessidade de fazer a sua pr\u00f3pria m\u00fasica. Como \u00e9 que eles a faziam? Indo \u00e0s romarias, inclusive recebendo influ\u00eancias da m\u00fasica de outras regi\u00f5es. Em Manhouce, por exemplo, ia-se muitas vezes \u00e0 romaria da Senhora da Sa\u00fade, estavam ao p\u00e9 da gente da beira-mar. Traziam m\u00fasicas de l\u00e1. N\u00e3o quer dizer que as copiassem, ouviam-nas numa noite, n\u00e3o as captavam na sua totalidade nem na sua verdade, ent\u00e3o davam-lhe a sua pr\u00f3pria volta, vestiam-na com a roupagem de Manhouce. Lavavam-nas nas \u00e1guas de Manhouce.<\/p>\n<p><strong>Do litoral para Manhouce<\/strong><\/p>\n<p>P. \u2013 Os mais novos de Manhouce ainda cantam m\u00fasica tradicional?<br \/>\nR. \u2013 Tenho sobrinhos-netos que me chamam m\u00e3e. Ensino esta rapaziada na escola a cantar a tr\u00eas vozes. H\u00e1 gente no Grupo de Cantares que j\u00e1 \u00e9 filha de gente que me passou pelas m\u00e3os, a quem pus o bichinho da m\u00fasica. E, al\u00e9m do Grupo de Cantares, h\u00e1 um grupo de dan\u00e7as com quarenta e tal elementos. Neste momento estamos a revitalizar a serra no aspecto tur\u00edstico, fazem-se encontros com m\u00fasica e dan\u00e7as. A maneira de cantar e de dan\u00e7ar em Manhouce vai continuar viva nos pr\u00f3ximos tempos.<br \/>\nP. \u2013 Por muito tempo?<br \/>\nR. \u2013 Sim, os pequeninos j\u00e1 est\u00e3o a entrar dentro da nossa m\u00fasica. Felizmente que em Manhouce, apesar de j\u00e1 ter estradas, luz e telefone, isso tudo que eu n\u00e3o tinha, h\u00e1 um gosto pela pr\u00f3pria terra e pelas coisas que a valorizam. Al\u00e9m das quarenta e tal pessoas que est\u00e3o no grupo de dan\u00e7as h\u00e1 mais vinte e tal que est\u00e3o no grupo de cantares. Numa aldeia pequena como Manhouce j\u00e1 s\u00e3o \u00e0 volta de sessenta pessoas voltadas para a m\u00fasica. For\u00e7osamente t\u00eam que incutir esse mesmo gosto nos filhos e nos netos.<br \/>\nP. \u2013 O Grupo de Cantares de Manhouce j\u00e1 rompeu as fronteiras da sua regi\u00e3o. A Isabel Silvestre grava na capital com m\u00fasicos urbanos. Continuam a encar\u00e1-la da mesma forma, na aldeia? A popularidade alterou a sua maneira de viver?<br \/>\nR. \u2013 Sou a mesma pessoa. Falo com os outros da mesma maneira. Continua a fazer tudo da mesma maneira. Por isso as outras pessoas tamb\u00e9m me tratam da mesma maneira. Claro que sentem e gostam do que o grupo faz. Sobretudo quando v\u00e3o \u00e0 cidade e dizem que s\u00e3o de Manhouce e as pessoas sabem logo que s\u00e3o da terra do Grupo de Cantares. E perguntam se conhece a D. Isabel. Eu sinto orgulho naquilo que fa\u00e7o, mas tamb\u00e9m sinto que gostaria de fazer muito mais.<br \/>\nP. \u2013 Sente-se t\u00e3o \u00e0 vontade a cantar em est\u00fadio, sobre m\u00fasica j\u00e1 gravada, como aconteceu em \u201cEu\u201d, como com o Grupo de Cantares?<br \/>\nR. \u2013 Quando se fala de m\u00fasica tradicional, pensa-se sempre, ou h\u00e1 pessoas que pensam, numa m\u00fasica menor. Eu penso que a m\u00fasica tradicional, sendo cantada com arranjos de qualidade, fica com um enquadramento perfeito. N\u00e3o quero dizer que me sinta t\u00e3o \u00e0 vontade como no Grupo de Cantares\u2026<br \/>\nP. \u2013 Dos doze temas que fazem parte de \u201cEu\u201d, sente particular afinidade por algum deles?<br \/>\nR. \u2013 Talvez \u201cSenhora do Livramento\u201d, por causa, na altura, da morte de Am\u00e1lia e por ser um tema que ela pr\u00f3pria cantou. Conheci a Am\u00e1lia, marcou-me muito. Estive em casa dela, cant\u00e1mos em casa dela, h\u00e1 fotos dela a cantar ao nosso lado, com o xaile e o len\u00e7o. Era uma pessoa extraordin\u00e1ria, de uma simplicidade e sinceridade\u2026 A gente estava ao p\u00e9 daquela mulher e havia sempre coisas que vinham ter connosco.<br \/>\nP. \u2013 Disse h\u00e1 pouco que gostaria de fazer mais. Tem ideia de qu\u00ea?<br \/>\nR. \u2013 Em conversa no est\u00fadio, durante a grava\u00e7\u00e3o deste disco, p\u00f4s-se a hip\u00f3tese de eu fazer para o ano um disco de temas tradicionais religiosos. H\u00e1 coisas lind\u00edssimas na minha regi\u00e3o, e n\u00e3o s\u00f3\u2026<br \/>\nP. \u2013 \u00c9 uma pessoa muito religiosa?<br \/>\nR. \u2013 Sou! Embora n\u00e3o seja \u2013 como \u00e9 que hei-de dizer? \u2013 aquela pessoa certinha que vai \u00e0 missa\u2026<br \/>\nP. \u2013 As pessoas continuam \u00e0 espera de um grande espect\u00e1culo seu aqui em Lisboa.<br \/>\nR. \u2013 Olhe, na altura de \u201cA Portuguesa\u201d esteve previsto um espect\u00e1culo no Centro Cultural de Bel\u00e9m, mas depois, n\u00e3o sei porqu\u00ea, passou a Expo, ficou tudo muito complicado, as pessoas dispersaram-se\u2026 pode ser que aconte\u00e7a agora.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-uf83Jykjlg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons 10 de Mar\u00e7o 2000 Isabel Silvestre lan\u00e7a segundo \u00e1lbum a solo \u201cEu\u201d, portuguesa, me confesso \u201cEu\u201d, portuguesa, me confesso. Poderia ser o d\u00edstico afixado no novo \u00e1lbum a solo de Isabel Silvestre. 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