{"id":6388,"date":"2017-11-09T11:44:28","date_gmt":"2017-11-09T18:44:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6388"},"modified":"2017-11-09T11:44:28","modified_gmt":"2017-11-09T18:44:28","slug":"saturnia-musica-cosmica-portuguesa-para-dancar-chamada-de-saturno-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/11\/09\/saturnia-musica-cosmica-portuguesa-para-dancar-chamada-de-saturno-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Saturnia &#8211; M\u00fasica C\u00f3smica Portuguesa Para Dan\u00e7ar &#8211; &#8220;Chamada De Saturno&#8221; (artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>18 de Fevereiro 2000<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>M\u00fasica c\u00f3smica portuguesa para dan\u00e7ar<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Chamada de Saturno<br \/>\n<\/center><br \/>\nA nave do \u201cspace rock\u201d que no final dos anos 60 foi lan\u00e7ado pelos Hawkwind, Nektar e Pink Floyd e hoje se mant\u00e9m em \u00f3rbita com os Ozric Tentacles \u00e9 habitada em Portugal pelo projecto Saturnia, de Lu\u00eds Sim\u00f5es. Segundo o pr\u00f3prio, \u201cuma mistura de psicad\u00e9lico cl\u00e1ssico e progressivo dos anos 70 com beats contempor\u00e2neos\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6390\" rel=\"attachment wp-att-6390\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/ls.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"160\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6390\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/ls.jpg 315w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/ls-300x152.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/ls-100x51.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\tTudo come\u00e7ou porque o irm\u00e3o mais velho se casou e saiu de casa, deixando-lhe a colec\u00e7\u00e3o de discos em vinilo. Lu\u00eds Sim\u00f5es, de 27 anos, n\u00e3o se fez rogado. Aprendeu a ouvir e a gostar do passado. H\u00e1 quatro anos formou \u2013 com M. Strange (pseud\u00f3nimo de Eduardo Vasconcelos), aos quais se juntou mais tarde um terceiro elemento, Vasco Pereira \u2013 os Saturnia, um projecto de \u201csensibilidade hippie para os anos 90\u201d onde se misturam theremins, ondas de krautrock e grooves de drum \u2018n\u2019 bass. \u201cM\u00fasica c\u00f3smica\u201d, para viajar. \u201cTrippy\u201d, como Lu\u00eds Sim\u00f5es lhe chama numa alus\u00e3o \u00e0s \u201ctrips\u201d de m\u00fasica e \u00e1cido que h\u00e1 30 anos atiravam as cabe\u00e7as para o lado oculto da lua.<br \/>\n\t\u201cSomos os tr\u00eas m\u00fasicos com um \u2018background\u2019 de rock mas estacionado nas \u00e1reas do \u2018space rock\u2019 e do \u2018prog rock\u2019 do fim dos anos 60, princ\u00edpio dos 70, dos Hawkwind, Pink Floyd, Gong, esse tipo de bandas\u201d, explica Lu\u00eds Sim\u00f5es. \u201cEm 1996, quando a cena dos Saturnia come\u00e7ou, esse tipo de refer\u00eancias, da \u2018trip\u2019, da improvisa\u00e7\u00e3o, dos ambientes, estavam completamente exclu\u00eddas do rock.\u201d<br \/>\n\tMas Lu\u00eds Sim\u00f5es percebeu que \u201cessa forma de pensar, essa filosofia\u201d tinha \u201cficado presa na cena da m\u00fasica electr\u00f3nica, mesmo ainda de o drum \u2018n\u2019 bass e do trip hop terem rebentado, com a cena tecnotrance, os \u2018chill outs\u2019, tudo isso\u201d.<br \/>\n\tO que os Saturnia fizeram foi a 2fus\u00e3o\u201d entre esses dois universos separados pelo tempo mas paradoxalmente unidos pelos conceitos de viagem e evas\u00e3o. O primeiro desses universos herdou-o Lu\u00eds Sim\u00f5es do irm\u00e3o mais velho. \u201cEra o que se ouvia sempre l\u00e1 em casa.\u201d Hoje, depois de ter absorvido os velhos \u00e1lbuns em vinilo que ficaram l\u00e1 por casa depois de o irm\u00e3o se casar, fala com \u00e0-vontade sobre o livro \u201cKrautrocksampler\u201d, de Julian Cope e da foto da capa, tirada do \u00e1lbum \u201cYeti\u201d, dos Amon D\u00fc\u00fcl II. A m\u00fasica de dan\u00e7a e electr\u00f3nica, essa, enche o \u00e9ter do ano 2000.<br \/>\n\tBasta ler os t\u00edtulos das faixas do \u00e1lbum que os Saturnia tencionam em breve editar para se perceber a gal\u00e1xia em torno da qual gravitam: \u201cClub Aquarium\u201d, \u201cThe twilight bong\u201d, \u201cInterstellar rainbow lung\u201d\u2026 Neles, o \u201cgroove\u201d \u00e9 uma constante mas apontado \u00e0s estrelas. A tal \u201ctrip\u201d que Lu\u00eds Sim\u00f5es s\u00f3 at\u00e9 certo ponto conota com o consumo de drogas psicotr\u00f3picas. Sorri ao falar dos Hawkwind, os quais, neste particular, eram \u201cuma desgra\u00e7a!\u201d. Quanto aos Saturnia, admite que pode haver diferen\u00e7as entre ouvir-se a m\u00fasica em estado \u201cnormal\u201d ou \u201calterado\u201d. Pode ser considerada \u201cuma banda sonora tripante\u201d, reconhece Lu\u00eds Sim\u00f5es, embora negando que seja esse o prop\u00f3sito. \u201c\u00c9 mais uma m\u00fasica que visa a harmoniza\u00e7\u00e3o do \u2018eu\u2019 com o universo que o rodeia. Mas tamb\u00e9m um \u201csequencial de religiosidade dopada, de mantras dopados\u201d. No fundo, para o ide\u00f3logo dos Saturnia, trata-se afinal da \u201ccena descendente do per\u00edodo psicad\u00e9lico, um psicadelismo contempor\u00e2neo\u201d. \u201cBusca-se qualquer coisa, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica mas, de uma forma geral, do que \u00e9 a sociedade ocidental actualmente, onde h\u00e1 uma enorme falte de valores, ideais e cren\u00e7as.\u201d Para Lu\u00eds Sim\u00f5es, a resposta encontra-se algures entre os an\u00e9is de Saturno.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/137101097?color=f00010\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/137101097\">QUINTO ANDAR: Lu&iacute;s Sim&otilde;es, Saturnia<\/a> from <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/artesonora\">Arte Sonora<\/a> on <a href=\"https:\/\/vimeo.com\">Vimeo<\/a>.<\/p>\n<p><\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>18 de Fevereiro 2000 M\u00fasica c\u00f3smica portuguesa para dan\u00e7ar Chamada de Saturno A nave do \u201cspace rock\u201d que no final dos anos 60 foi lan\u00e7ado pelos Hawkwind, Nektar e Pink Floyd e hoje se mant\u00e9m em \u00f3rbita com os Ozric Tentacles \u00e9 habitada em Portugal pelo projecto Saturnia, de Lu\u00eds Sim\u00f5es. 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