{"id":6368,"date":"2017-10-31T11:18:52","date_gmt":"2017-10-31T18:18:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6368"},"modified":"2017-10-31T11:27:31","modified_gmt":"2017-10-31T18:27:31","slug":"6368","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/10\/31\/6368\/","title":{"rendered":"The Chieftains &#8211; &#8220;Water from the Well&#8221; + Gaelic Storm &#8211; &#8220;Herding Cats&#8221; + Sussan Deyhim &#8211; &#8220;Madman of God&#8221; + Lama Gyurme &#038; Jean-Philippe Rykiel &#8211; &#8220;Rain of Blessings: Vjara Chants&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>10 de Mar\u00e7o 2000<br \/>\nWORLD<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Po\u00e7o dos desejos<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6371\" rel=\"attachment wp-att-6371\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/sd.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6371\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/sd.jpg 600w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/sd-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/sd-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/sd-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>The Cieftains &#8211; &#8220;&#8221;<br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Decorridos 37 anos de carreira, os <strong>The Chieftains<\/strong> tornaram-se uma institui\u00e7\u00e3o da folk irlandesa em particular e da world music em geral. Estatuto invej\u00e1vel que nem a edi\u00e7\u00e3o do anterior \u00e1lbum do grupo, \u201cTears of Stone\u201d, que rondava a mediocridade, conseguiu manchar. Com o novo <strong>\u201cWater from the Well\u201d<\/strong>, mais do que emendarem a m\u00e3o os Chieftains v\u00e3o mais longe (ou ser\u00e1 melhor dizer mais perto?) voltando a mergulhar de corpo inteiro e em exclusivo na m\u00fasica tradicional do seu pa\u00eds. O que significa que desta vez n\u00e3o h\u00e1 estrelas rock nem m\u00fasica da China nem cowboiadas de qualquer esp\u00e9cie de ningu\u00e9m. \u00c9 \u201cIrish traditional folk\u201d como j\u00e1 n\u00e3o faziam h\u00e1 muito, com convidados, \u00e9 certo, mas desta feita todos irlandeses, como a Belfast Harp Orchestra ou os Altan, que participam em \u201cThe Donegal set\u201d. \u201cWater from the Well\u201d (\u201c\u00c1gua do Po\u00e7o\u201d \u00e9 o t\u00edpico trabalho de regresso \u00e0s origens, quase um \u201carrependimento\u201d dos anteriores \u201cdesvios\u201d. Gravado no j\u00e1 habitual \u201cWindmill studios\u201d, em Dublin, mas tamb\u00e9m ao vivo em diversos condados da Irlanda (em Mayo, no c\u00e9lebre pub de Matt Molloy, em Westport, e em Donegal, Kerry, Clare\u2026) \u201cWater from the Well\u201d \u00e9 tamb\u00e9m uma homenagem e um roteiro de viagem a uma ilha onde a m\u00fasica se confunde com as paisagens e as pessoas. As bel\u00edssimas fotos e o mapa da Irlanda que acompanham esta edi\u00e7\u00e3o s\u00e3o um convite para se ir a correr comprar um bilhete de avi\u00e3o. Mas perguntam voc\u00eas, cheios de impaci\u00eancia: e a m\u00fasica? \u00c9 not\u00e1vel? \u00danica? Bom, l\u00e1 \u00fanica ser\u00e1, para quem n\u00e3o tiver ouvido os anteriores 352 \u00e1lbuns dos Chieftains, nomeadamente toda a primeira fase da sua discografia. E not\u00e1vel tem sido (quase) sempre. Agora n\u00e3o se exijam surpresas nem grande excita\u00e7\u00e3o a \u201cWater from the Well\u201d, um \u00e1lbum cl\u00e1ssico, formal e instrumentalmente imaculado, sem concess\u00f5es, em que o motivo de maior destaque ser\u00e1 a definitiva emancipa\u00e7\u00e3o de Kevin Conneff como cantor. O que \u00e9 que se pode desejar mais dos Chieftains? Apenas que continuem. (RCA, distri. BMG, <strong>8\/10<\/strong>)<\/p>\n<p>Entusiasmo e energia a rodos n\u00e3o faltam aos <strong>Gaelic Storm<\/strong>, jovem grupo constitu\u00eddo por um irland\u00eas, dois ingleses e um americano que provavelmente se encontraram num \u201cpub\u201d com um \u201cpint\u201d na m\u00e3o. <strong>\u201cHerding Cats\u201d<\/strong> \u00e9 o \u00e1lbum de estreia do grupo onde \u00e9 vis\u00edvel esse esp\u00edrito de jovialidade alco\u00f3lica, num folk rock sem grandes preciosismos nem pretens\u00f5es cuja principal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 criar boa disposi\u00e7\u00e3o e, com ajuda de um bom combust\u00edvel l\u00edquido, fazer dan\u00e7ar. \u201cAfter hours at McGann\u2019s\u201d, \u201cBreakfast at lady A\u2019s\u201d (com um bom desempenho nas \u201cuillean pipes\u201d do convidado Eric Rigler) e \u201cThe devil went down to Doolin\u201d (a mostrar que os Gaelic Storm t\u00eam em Samantha Hunt uma boa violinista) s\u00e3o os temas que permitem vaticinar um futuro promissor para o grupo. Ali\u00e1s, j\u00e1 que se fala em combust\u00edveis, os Gaelic Storm s\u00e3o a banda que aparece a tocar ao vivo na cena da festa no por\u00e3o de \u201cTitanic\u201d o tema que fecha este \u00e1lbum, \u201cTitanic set\u201d, outro dos bons momentos de \u201cHerding Cats\u201d. Curiosamente, o grupo mostra aqui maior agilidade no \u201cjig\u201d inicial do que no consequente \u201creel\u201d, algo preso de movimentos. Esperemos que, ao contr\u00e1rio do que aconteceu com o navio, e apesar da trovoada, os Gaelic Storm n\u00e3o se afundem\u2026 (Omtown, distri. Distrim\u00fasica, <strong>6\/10<\/strong>)<\/p>\n<p><strong>Sussan Deyhim<\/strong> \u00e9 uma cantora natural de Teer\u00e3o residente em Nova Iorque que j\u00e1 trabalhou, entre outros, com Jah Wobble, Peter Gabriel, Bill Laswell, Bobby McFerrin e Adrian Sherwood, embora o trabalho no qual a sua voz mais se notabilizou seja \u201cDesert Equations: Azax Attra\u201d, o lado do teclista Richard Horowitz, editado nos anos 80 para a editora Made to Measure. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil classificar o estilo vocal de Sussan Deyhim, um estilo onde as t\u00e9cnicas tradicionais e contempor\u00e2neas se cruzam de forma original. Pense-se em Meredith Monk perdida no meio do deserto. Ou em Meira Asher, convertida ao islamismo. Uma voz hipn\u00f3tica onde a sensualidade e o mist\u00e9rio da m\u00fasica \u00e1rabe se casam com uma estranha modernidade. \u201cMadman of God\u201d n\u00e3o soar\u00e1 estranho aos ouvidos que escutaram \u201cDesert Equations\u201d, com os mesmos processamentos electr\u00f3nicos da voz a destacaram-se de entre a pan\u00f3plia de instrumentos \u00e9tnicos (Glen Velez \u00e9 um dos percussionistas) num \u00e1lbum que re\u00fane melodias do report\u00f3rio religioso da P\u00e9rsia, de poetas sufis dos s\u00e9culos XI ao XIX, como R\u00fbmi, Saadi e Djami. De todos eles, Sussan Deyhim destacou e transp\u00f4s para a sua voz a import\u00e2ncia da \u201cvibra\u00e7\u00e3o\u201d que une a poesia e a m\u00fasica no sentido da ascese espiritual. <strong>\u201cMadman of God\u201d<\/strong> \u00e9 um \u00e1lbum de \u201cworld music\u201d no sentido mais lato do termo, t\u00e3o \u201c\u00e9tnico\u201d como as \u201cNovas Polifonias Corsas\u201d de Hector Zazou, por exemplo, ou seja, m\u00fasica de um mundo em que a natureza, os mitos e o di\u00e1logo com Deus se tornaram informa\u00e7\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica numa rede global. (Cramworld, distri. Megam\u00fasica, <strong>8\/10<\/strong>)<\/p>\n<p>O Oriente e o Ocidente voltam a cruzar-se em <strong>\u201cRain of Blessings: Vjara Chants\u201d<\/strong>, segundo \u00e1lbum resultante da colabora\u00e7\u00e3o do cantor e monge tibetano <strong>Lama Gyurme<\/strong> com o teclista franc\u00eas <strong>Jean-Philippe Rykiel<\/strong>. \u00c0s entoa\u00e7\u00f5es graves e aos mantras pronunciados como uma ora\u00e7\u00e3o pelo religioso acrescenta o franc\u00eas um ambientalismo electr\u00f3nico que n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura da profundidade do canto. Ao contr\u00e1rio do que, numa colabora\u00e7\u00e3o semelhante, fez Steve Tibbetts com outro cantor tibetano, Choying Drolma, em \u201cCh\u00f6\u201d, Rykiel preocupou-se mais em abonecar e suavizar o sentido inici\u00e1tico do seu parceiro budista do que propriamente em pontuar esse caminho para o sagrado com a simplicidade e a conten\u00e7\u00e3o exigidas. Vangelis e Kitaro n\u00e3o fariam melhor. Ou talvez fizessem se pensarmos no horripilante solo de guitarra el\u00e9ctrica \u201cm\u00edstica\u201d que corta \u201cOffering chant\u201d em peda\u00e7os de fruta cristalizada new age. Talvez seja assim porque j\u00e1 houve tempos em que Lama Gyurme costumava cantar em finais de \u201craves\u201d para audi\u00eancias extenuadas, desempenhando as fun\u00e7\u00f5es de \u201cchill out\u201d. Deixou de o fazer entretanto porque, segundo parece, o \u201cestado mental\u201d dos ravers n\u00e3o era o mais adequado para apreender os seus prop\u00f3sitos de eleva\u00e7\u00e3o espiritual\u2026 N\u00e3o importa, leve-se esta \u201cChuva de B\u00ean\u00e7\u00e3os\u201d para a tenda que o efeito \u00e9 o mesmo. (Real World, distri. EMI-VC, <strong>5\/10<\/strong>.)<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pycrmADI2OE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>10 de Mar\u00e7o 2000 WORLD Po\u00e7o dos desejos The Cieftains &#8211; &#8220;&#8221; Decorridos 37 anos de carreira, os The Chieftains tornaram-se uma institui\u00e7\u00e3o da folk irlandesa em particular e da world music em geral. Estatuto invej\u00e1vel que nem a edi\u00e7\u00e3o do anterior \u00e1lbum do grupo, \u201cTears of Stone\u201d, que rondava a mediocridade, conseguiu manchar. 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