{"id":632,"date":"2009-06-24T06:46:08","date_gmt":"2009-06-24T13:46:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=632"},"modified":"2009-06-24T06:48:54","modified_gmt":"2009-06-24T13:48:54","slug":"bryan-ferry-another-time-another-place-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/06\/24\/bryan-ferry-another-time-another-place-conj\/","title":{"rendered":"Bryan Ferry &#8211; Another Time, Another Place (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>12.05.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nUm Outro Tempo, Um Outro Lugar<br \/>\nRoxy Music<br \/>\nManifesto (7\/10)<br \/>\nFlesh + Blood (7\/10)<br \/>\nAvalon (6\/10)<br \/>\nBryan Ferry<br \/>\nThese Foolish Things (8\/10)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/bryanferry_another.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/bryanferry_another.jpg\" alt=\"bryanferry_another\" title=\"bryanferry_another\" width=\"400\" height=\"400\" class=\"alignnone size-full wp-image-633\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/bryanferry_another.jpg 400w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/bryanferry_another-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/bryanferry_another-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/87150937\/BF74ATAP.part1.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 1)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/87154379\/BF74ATAP.part2.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 2)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/87157656\/BF74ATAP.part3.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 3)<br \/>\npwd: www.AvaxHome.ru<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/d44ehMIQ-ng&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/d44ehMIQ-ng&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Another Time, Another Place (8\/10)<br \/>\nLet\u2019s Stick Togheter (7\/10)<br \/>\nThe Bride Stripped Bare (7\/10)<br \/>\nVirgin, distri. EMI-VC<br \/>\nOs mel\u00f3manos \/ consumidores mais compulsivos n\u00e3o t\u00eam m\u00e3os a medir, diante da oferta que se lhes depara, apresentando as grava\u00e7\u00f5es mais perfeitas ou as capas mais fi\u00e9is aos originais, dos discos reeditados dos seus \u00eddolos. Arrumados os vinis na estante, chegou a vez de tamb\u00e9m os CD rapidamente ganharem poeira, em remasteriza\u00e7\u00f5es que competem entre si no recorde de bits. Mas com os Roxy Music, \u00e0 semelhan\u00e7a de outros casos, vale mesmo a pena possuir o \u201cobjecto perfeito\u201d. Completa uma primeira fase de remasteriza\u00e7\u00f5es dos primeiros cinco \u00e1lbuns do grupo, compreendida entre \u201cRoxy Music\u201d, de 1972, e \u201cSiren\u201d, de 1975, seguiram-se os tr\u00eas \u00e1lbuns respeitantes \u00e0 \u00faltima fase, \u201cManifesto\u201d, de 1979, de \u201cFlesh + Blood\u201d, de 1980, e \u201cAvalon\u201d, de 1982. Pouco tempo depois chegavam aos escaparates nacionais as remasteriza\u00e7\u00f5es, embaladas em capas melhoradas, dos cinco primeiros \u00e1lbuns a solo de Bryan Ferry.<br \/>\nDos tr\u00eas \u00faltimos Roxy Music, \u201cManifesto\u201d \u00e9 o trabalho que menos desmerece dos anteriores trabalhos de est\u00fadio do grupo. O cabar\u00e9 retrofuturista j\u00e1 fechara as portas e o glam fora definitivamente apagado dos rostos dos m\u00fasicos, mas a festa n\u00e3o tinha ainda terminado. Continuava no casino e nos passos de uma dance music de manequins cortada ainda por alguma decad\u00eancia, mas com os seus principais intervenientes, a come\u00e7ar por Ferry, a mostrarem-se incapazes de separar a pose da ironia. Dividido entre um \u201ceast side\u201d e um \u201cwest side\u201d, o som americano impunha-se atrav\u00e9s de uma soul elegante (Luther Vandross participa nos apoios vocais) que ofuscava a sofistica\u00e7\u00e3o e os maneirismos geniais dos cinco primeiros \u00e1lbuns. \u201cAngel eyes\u201d, \u201cAin\u2019t that so\u201d e \u201cDance away\u201d foram passados na r\u00e1dio at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o.<br \/>\nO \u00e1lbum seguinte, \u201cFlesh + Blood\u201d, recupera as imagens das amazonas, mas perde na compara\u00e7\u00e3o com o seu antecessor. A energia est\u00e1 mais dispersa, a tens\u00e3o de opostos que sempre servira de carburante para a criatividade do grupo dera lugar a uma m\u00e1quina bem oleada. Mas, se \u201cSame old scene\u201d ou \u201cMy only love\u201d s\u00e3o can\u00e7\u00f5es feitas para ficar no ouvido, \u00e9 dif\u00edcil resistir ao apelo nocturno de \u201cIn the midnight hour\u201d e, sobretudo, \u00e0 vers\u00e3o estratosf\u00e9rica de \u201cEight miles high\u201d, dos Byrds.<br \/>\nPrevisivelmente, o \u00faltimo cap\u00edtulo da saga, \u201cAvalon\u201d, capitaliza em exclusivo no enfeite e no luxo dos arranjos e da produ\u00e7\u00e3o. \u00c1lbum limpo, suave ao ouvido como cetim, o seu brilho \u00e9 o de um pechisbeque bem confeccionado que procura arrancar em for\u00e7a com mais um \u201chit\u201d, \u201cmore than this\u201d, mas rapidamente se esgota em instrumentais de um hedonismo onde a pele dera lugar a uma pel\u00edcula de pl\u00e1stico. Ah, \u00e9 verdade, j\u00e1 circulam por a\u00ed as vers\u00f5es cartonadas destes tr\u00eas \u00e1lbuns\u2026<br \/>\nBastante mais interessante acabou por ser o percurso a solo de Ferry, tamb\u00e9m neste caso, com os cinco primeiros \u00e1lbuns a mostrarem-se os mais pujantes. \u201cThese foolish things\u201d, de 1973, confirmava a faceta de \u201ccrooner\u201d do cantor, ao mesmo tempo que o impunha como um \u201cgourmet\u201d apto a degustar tanto os \u201cstandards\u201d de d\u00e9cadas mais recuadas (de forma infinitamente mais conseguida, diga-se de passagem, do que no recente \u201cAs time goes by\u201d), como cl\u00e1ssicos pop de Dylan ou dos Rolling Stones. A afecta\u00e7\u00e3o e o exagero resultavam bem melhor do que a imagem cansada e \u201csnob\u201d que viria a seguir.<br \/>\n\u201cAnother Time, Another Place\u201d, editado no ano seguinte, continua a mesma estrat\u00e9gia de vers\u00f5es nas quais se torna dif\u00edcil distinguir a desmontagem sarc\u00e1stica e a homenagem devota. Fosse como fosse, ganham colorido e um delicioso desequil\u00edbrio can\u00e7\u00f5es como \u201cHelp me make it through the night\u201d e a irresistivelmente apaixonada \u201cSmoke gets in your eyes\u201d, dignas de partilharem as imagens de Ingrid Bergman e Humphrey Bogart.<br \/>\nEm \u201clet\u2019s Stick Togheter\u201d, Bryan Ferry insistiu nas vers\u00f5es, mas desta feita de temas dos Roxy Music, como \u201cCasanova\u201d, \u201cSea Breezes\u201d, \u201c2HB\u201d, \u201cChance Meeting\u201d ou \u201cRe-make \/ Re-model\u201d, as quais, se n\u00e3o fazem esquecer o vigor e a faceta desestabilizadora veiculada pela banda, ganham por\u00e9m no modo como o cantor extrai delas um licor amargo que, infelizmente, muito em breve iria perder todo o sabor.<br \/>\nEm 1977 o punk era rei e senhor e em \u201cIn Your Mind\u201d Ferry n\u00e3o de furta a uma aproxima\u00e7\u00e3o mais visceral ao rock. Foi o primeiro dos seus \u00e1lbuns a ter honras de edi\u00e7\u00e3o portuguesa. Em vez de um cen\u00e1rio de Hollywood e de id\u00edlios et\u00edlicos \u00e0 beira de piscinas de champanhe, Ferry compunha agora as suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es, escudando-se por detr\u00e1s de uns \u00f3culos escuros e transferindo as suas obsess\u00f5es, em \u201cAll night operator\u201d, para uma conversa telef\u00f3nica \u2013 \u201cAll night operator, dial me a better line (\u2026) Can\u2019t you hear me talkin\u2019 to you? Do telephones make you cry?\u201d \u2013 com chamada a pagar no destino, por um eco de amargura.<br \/>\nRecebido na \u00e9poca como um \u00e1lbum \u201csurrealista\u201d, \u201cThe Bride Stripped Bare\u201d (o t\u00edtulo \u00e9, ali\u00e1s, o de uma pintura de Marcel Duchamp), de 1978, \u00e9 um \u00e1lbum atravessado por puls\u00f5es contradit\u00f3rias (que era o que distinguia os Roxy Music da primeira fase de todos os outros grupos dos anos 70), onde o gospel, a soul, o sentimento de culpa, a passagem do tempo, a desilus\u00e3o e \u2013 sempre \u2013 uma inultrapass\u00e1vel eleg\u00e2ncia correm por lamentos como \u201cTake me to the river\u201d ou pelo tradicional irland\u00eas \u201cCarrickfergus\u201d antes de desaguarem \u2013 \u201cso near, yet so far\u201d -, uma vez mais, na solid\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.05.2000 Reedi\u00e7\u00f5es Um Outro Tempo, Um Outro Lugar Roxy Music Manifesto (7\/10) Flesh + Blood (7\/10) Avalon (6\/10) Bryan Ferry These Foolish Things (8\/10) LINK (Parte 1) LINK (Parte 2) LINK (Parte 3) pwd: www.AvaxHome.ru Another Time, Another Place (8\/10) Let\u2019s Stick Togheter (7\/10) The Bride Stripped Bare (7\/10) Virgin, distri. 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