{"id":6248,"date":"2017-09-27T10:29:41","date_gmt":"2017-09-27T17:29:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6248"},"modified":"2017-09-27T10:29:41","modified_gmt":"2017-09-27T17:29:41","slug":"snakefinger-chewing-hides-the-sound-snakefinger-greener-postures-richard-pinhas-iceland-strawbs-grave-new-world-gracious-gracious-gracious-this-is-graci","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/09\/27\/snakefinger-chewing-hides-the-sound-snakefinger-greener-postures-richard-pinhas-iceland-strawbs-grave-new-world-gracious-gracious-gracious-this-is-graci\/","title":{"rendered":"Snakefinger &#8211; &#8220;Chewing Hides the Sound&#8221; + Snakefinger &#8211; &#8220;Greener Postures&#8221; + Richard Pinhas &#8211; &#8220;Iceland&#8221; + Strawbs &#8211; &#8220;Grave New World&#8221; + Gracious &#8211; &#8220;Gracious!&#8221; + Gracious &#8211; &#8220;This Is&#8230; Gracious!&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Sons<\/p>\n<p>12 de Novembro 1999<br \/>\nREEDI\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6249\" rel=\"attachment wp-att-6249\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sn.jpg\" alt=\"sn\" width=\"472\" height=\"450\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6249\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sn.jpg 472w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sn-300x286.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sn-100x95.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><strong>Snakefinger<\/strong> (na foto) podia gabar-se de ser um dos poucos eleitos que conhecia os nomes dos Residents. Colaborador em v\u00e1rios \u00e1lbuns da banda respons\u00e1vel por \u201cThe Third Reich \u2018n\u2019 Roll\u201d, o guitarrista, entretanto falecido, gravou a solo uma s\u00e9rie de \u00e1lbuns dos quais a Euro Ralph voltou a reeditar \u201c<strong>Chewing Hides the Sound<\/strong>\u201d (1979) e \u201c<strong>Greener Postures<\/strong>\u201d (1980), agora em digipak duplo com vers\u00f5es remasterizadas. Insepar\u00e1vel dos Residents, com os quais muitos dos temas foram compostos em parceria, a obra de Snakefinger cultivou o lado mais pop e \u201cnaif\u201d do grupo em can\u00e7\u00f5es suturadas com a agulha da excentricidade.<br \/>\n\u201cChewing Hides the Sound\u201d cont\u00e9m uma vers\u00e3o bubblegum\/Residents de \u201cThe Model\u201d, dos Kraftwerk, \u201cMagic &#038; Ecstasy\u201d, de Ennio Morricone, e \u201ccartoons\u201d que n\u00e3o destoariam como complemento de filmes de David Lynch, como \u201cJesus was a leprechaun\u201d, \u201cThe vivian girls\u201d e \u201cWho is the culprit and who is the victim?\u201d. Steven Brown dos Tuxedomoon, participa como convidado.<br \/>\nOutro m\u00fasico dos Tuxedomoon, Blaine L. Reininger, colabora tamb\u00e9m como convidado em \u201cGreener Postures\u201d, um \u00e1lbum mais equilibrado, mas onde era j\u00e1 not\u00f3ria a cristaliza\u00e7\u00e3o de um estilo que o guitarrista ainda manteria na \u00f3rbita de uma esquizofrenia iluminada no \u00e1lbum seguinte, \u201cManual of Errors\u201d, mas que finalmente se esvaziaria no derradeiro \u201cNight of desirable Objects\u201d, com os Vestal Virgins. (Euro Ralph, import. Ananana, <strong>8<\/strong> e <strong>7<\/strong>).<\/p>\n<p>Dos nomes mais antigos e ainda em actividade (gravou j\u00e1 este ano \u201cFossil Culture\u201d, em duo com o alem\u00e3o Peter Frohmader, para a editora Cuneiform), oriundo da cena electr\u00f3nica alternativa francesa dos anos 70, <strong>Richard Pinhas<\/strong> \u00e9 tamb\u00e9m um dos menos conhecidos. Fundador dos Schizo, dos Ose e dos Heldon \u2013 cuja m\u00fasica era o equivalente electr\u00f3nico do totalitarismo nietzschiano dos Magma \u2013, com quem gravou o apavorante \u201cUn R\u00eave Sans Cons\u00e9quence Sp\u00e9ciale\u201d, Pinhas \u00e9 outro dos pilares cuja influ\u00eancia e recorr\u00eancia na vertente mais electr\u00f3nica do p\u00f3s-rock se far\u00e1 decerto sentir com redobrada intensidade nos pr\u00f3ximos tempos (depois dos Cluster, Neu! e Pyrolator e antes, acreditamos n\u00f3s, dos australianos Severed Heads).<br \/>\nEm \u201c<strong>Iceland<\/strong>\u201d est\u00e3o patentes todos os principais t\u00f3picos musicais de Pinhas: ritmos electr\u00f3nicos paquid\u00e9rmicos atafulhados com o som cheio dos sintetizadores e sequenciadores anal\u00f3gicos, o embate de placas de m\u00fasica concreta, um minimalismo corrosivo e o inconfund\u00edvel \u201csoloing\u201d na guitarra el\u00e9ctrica que f\u00e9s de Pinhas o mais importante disc\u00edpulo de Robert Fripp, influ\u00eancia que, de resto, o m\u00fasico franc\u00eas nunca escondeu. Imagine-se uma argamassa, batida numa misturadora de bet\u00e3o, dos Magma, Tangerine Dream, Terry Riley e King Crimson filtrada por uma trituradora electr\u00f3nica e colada \u00e0s patas de Godzilla (Spalax, import. FNAC, <strong>8<\/strong>).<\/p>\n<p>Mais uma reedi\u00e7\u00e3o remasterizada da primeira fase dos <strong>Strawbs<\/strong>, \u201c<strong>Grave New World<\/strong>\u201d constitui o ponto mais alto a que a obra do grupo do vocalista Dave Cousins se alcandorou, sendo um \u00e1lbum de refer\u00eancia do folk progressivo brit\u00e2nico dos anos 70, a par de \u201cCruel Sister\u201d dos Pentangle, \u201cBabbacombe Lee\u201d dos Fairport Convention ou \u201cBelow the Salt\u201d dos Steeleye Span e uma das obras-chave do g\u00e9nero. Harmonias vocais sa\u00eddas das gargantas dos anjos, melodias onde \u00e9 poss\u00edvel detectar tra\u00e7os dos Genesis, electricidade rock, baladas buc\u00f3lico-surreais (ainda numa linha genesiana de temas como \u201cFor absent friends\u201d ou \u201cHarlequin\u201d, ou com sabor a Roy Harper, como em \u201cHeavy disguise\u201d), prestidigita\u00e7\u00e3o de est\u00fadio (\u201cloops\u201d, invers\u00f5es de fita, distor\u00e7\u00f5es, acumula\u00e7\u00e3o de efeitos electr\u00f3nicos), laivos de psicadelismo \u201ca la\u201d Incredible String Band, combinados com um sentido \u00e9pico que poucos grupos folk se atreveram a usar, fazem de \u201cGrave New World\u201d um objecto de fasc\u00ednio e descoberta, t\u00e3o deslocado nos dias de hoje como imbu\u00eddo da magia de uma \u00e9poca que jamais se repetir\u00e1 (A&#038;M, import. Lojas Valentim de Carvalho, <strong>9<\/strong>).<\/p>\n<p>Por falar em progressivo, os <strong>Gracious<\/strong> foram, em 1970, uma das bandas portadoras daquilo que, na altura, se poderia definir como a m\u00edstica do movimento. Da capa de abrir, com um enorme ponto de exclama\u00e7\u00e3o em efeito \u00f3ptico sobre fundo branco, ao pr\u00f3prio nome do grupo, desprendia-se dos Gracious algo de especial que a m\u00fasica se encarregaria de confirmar. O \u00e1lbum de estreia, \u201cGracious!\u201d \u2013 acoplado nesta edi\u00e7\u00e3o remasterizada de dois em um a \u201cThis is\u2026 Gracious!\u201d \u2013 \u00e9 um daqueles discos onde todos os clich\u00e9s do progressivo se confundiam com uma genu\u00edna criatividade, nas vagas de mellotron, nos solos de \u00f3rg\u00e3o, de cravo (numa impens\u00e1vel \u201cFugue in \u2018D\u2019 minor\u201d\u2026) ou de guitarra, mas sobretudo na originalidade de composi\u00e7\u00f5es que, ao contr\u00e1rio de muitas outras bandas da altura, escapavam a qualquer forma de copismo.<br \/>\n\u00c0 sa\u00edda da pop psicad\u00e9lica, anunciando a era dourada do progressivo, \u201c<strong>Gracious!<\/strong>\u201d leva-nos por uma viagem que come\u00e7a no para\u00edso e acaba no inferno, em \u201cHell\u201d, sequ\u00eancia vertiginosa de mudan\u00e7as de registo, da electr\u00f3nica enfeiti\u00e7ada ao can-can, que chega a lembrar a obra-prima \u201cAn Electric Storm\u201d dos White House. O longo e \u00faltimo tema, \u201cThe Dream\u201d, faz justi\u00e7a ao t\u00edtulo, uma alucina\u00e7\u00e3o nocturna em technicolor na linha dos melhores Gentle Giant para ouvir de noite num quarto secreto.<br \/>\nInfelizmente o \u00e1lbum seguinte, derradeiro do grupo, \u201c<strong>This Is\u2026 Gracious!<\/strong>\u201d, \u00e9 uma caricatura do primeiro, o ponto de exclama\u00e7\u00e3o da capa com o feitio de um vitral colorido, sobre fundo negro, e os 21 minutos de \u201cSupernova\u201d a serem alvo de interesse apenas para os aficionados do som do mellotron. (BGO, import. Megam\u00fasica, m\u00e9dia <strong>7<\/strong>).<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/89wdf-3SU3E\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons 12 de Novembro 1999 REEDI\u00c7\u00d5ES Snakefinger (na foto) podia gabar-se de ser um dos poucos eleitos que conhecia os nomes dos Residents. 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