{"id":6235,"date":"2017-09-21T11:17:38","date_gmt":"2017-09-21T18:17:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6235"},"modified":"2017-09-21T11:17:38","modified_gmt":"2017-09-21T18:17:38","slug":"henry-cow-the-henry-cow-legend-henry-cow-unrest-gentle-giant-edge-of-twilight-gentle-giant-free-hand-gentle-giant-interview-forest-forest-forest-full","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/09\/21\/henry-cow-the-henry-cow-legend-henry-cow-unrest-gentle-giant-edge-of-twilight-gentle-giant-free-hand-gentle-giant-interview-forest-forest-forest-full\/","title":{"rendered":"Henry Cow &#8211; The Henry Cow Legend&#8221; + Henry Cow &#8211; &#8220;Unrest&#8221; + Gentle Giant &#8211; &#8220;Edge Of Twilight&#8221; + Gentle Giant &#8211; &#8220;Free Hand&#8221; + Gentle Giant &#8211; &#8220;Interview&#8221; + Forest &#8211; &#8220;Forest&#8221; + Forest &#8211; &#8220;Full Circle&#8221; + Dave Greenslade &#8211; &#8220;The Pentateuch of the Cosmogony&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Sons<\/p>\n<p>17 de Setembro 1999<br \/>\nPOP ROCK<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>Perder o P\u00e9<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6236\" rel=\"attachment wp-att-6236\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/dg.jpg\" alt=\"dg\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6236\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/dg.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/dg-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/dg-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/dg-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Corria o ano de 1973. Em Inglaterra todos competiam para ver quem compunha e gravava faixas mais extensas, pondo a imagina\u00e7\u00e3o nos limites, entre o del\u00edrio genial e a fantochada inconsequente. Era o movimento da m\u00fasica progressiva, no seu auge. O choque chegou com a estreia em \u00e1lbum de um grupo que usava a palavra \u201cvaca\u201d no nome e um t\u00edtulo em rela\u00e7\u00e3o com a capa que, na altura, ningu\u00e9m percebeu: \u201c<strong>The Henry Cow Legend<\/strong>\u201d. A capa mostrava uma meia. Logo, deveria ler-se \u201cleg end\u201d, o fim da perna, ou seja o p\u00e9 (da\u00ed a pe\u00faga\u2026) e n\u00e3o \u201clegend\u201d, \u201clenda\u201d A m\u00fasica, essa, entrava em contradi\u00e7\u00e3o com quase tudo. Em contraven\u00e7\u00e3o, a exigir mudan\u00e7as, t\u00e3o radicais quanto ela, do auditor e a da \u00e9poca em curso.<br \/>\nOs <strong>Henry Cow<\/strong>, com a forma\u00e7\u00e3o de ent\u00e3o \u2013 Fred Frith, Chris Cutler, Tim Hodgkinson, John Greaves e Geoff Leigh \u2013 representaram para o Progressivo em Inglaterra o mesmo que os Faust representaram para o krautrock na Alemanha: a pedrada no charco, o desd\u00e9m absoluto pelos c\u00e2nones dominantes, o pioneirismo e a experimenta\u00e7\u00e3o juntas numa forma superior de arte. Demasiado inteligente para ser rock, demasiado divertido e pedante para ser jazz, \u201cThe Henry Cow Legend\u201d n\u00e3o era, por\u00e9m, jazz-rock, pelo menos no mesmo sentido que a m\u00fasica de forma\u00e7\u00f5es inglesas contempor\u00e2neas dos Cow como os Nucleus ou do contingente dos aristocratas de Canterbury, liderados pelos Soft Machine e os Caravan. Sem fronteiras, orgulhosamente diferente e elitista, \u201cThe Henry Cow Legend\u201d marcou toda uma corrente que a partir da cooperativa Rock In Opposition (formada, al\u00e9m dos Cow, pelos franceses Etron Fou Leloublan, os italianos Stormy Six e os suecos Samla Mammas Manna) se ramificou pela Europa (Art Zoyd, Univers Zero, Continuum, Pr\u00e9sent, Debile Menthol) os Estados Unidos (Doctor Nerve, Muffins, Birdsongs of the Mesozoic, Motor Totemist Guild, 5 Uu\u2019s) e \u00c1sia (After Dinner, Tenko, Wha Ha Ha, Kenso). Varese, os Faust (com quem, ali\u00e1s, os Henry Cow participaram numa digress\u00e3o conjunta pelo Reino Unido) Frank Zappa e o dada\u00edsmo est\u00e3o mais pr\u00f3ximos desta combina\u00e7\u00e3o absolutamente admir\u00e1vel e original de conglomerados concretistas, improvisa\u00e7\u00f5es \u201cfree\u201d e can\u00e7\u00f5es onde a anarquia e o humor davam as m\u00e3os (\u201cNine funerals of the citizen king\u201d). O todo formando uma sequ\u00eancia de mudan\u00e7as s\u00fabitas de registo, num instante passando da cacofonia para o quase sil\u00eancio, da apoplexia para o mist\u00e9rio, do intervencionismo ideol\u00f3gico para o esteticismo puro, da complexidade no limite do compreens\u00edvel para a simplicidade mais desarmante. Agit-saxes, guitarras que n\u00e3o soam como guitarras, percuss\u00f5es \u201csinf\u00f3nicas\u201d, esoterismo, vocaliza\u00e7\u00f5es entre o hieroglifo e a soletra\u00e7\u00e3o infantil num prod\u00edgio de formas e ideias novas, cuja audi\u00e7\u00e3o, passados 26 anos, continua a revelar-se estimulante e fonte de consulta inesgot\u00e1vel para as novas gera\u00e7\u00f5es. A presente reedi\u00e7\u00e3o cumpre \u00e0 risca o alinhamento e as misturas originais (na lombada houve o cuidado de referir \u201coriginal mix\u201d), ao contr\u00e1rio da anterior, na East Side Digital, que embora inclu\u00edsse um tema extra (\u201cBellycan\u201d, extra\u00eddo da sess\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es para a colect\u00e2nea da Virgin \u201cGreasy Truckers\u201d) era, em parte, desvirtuada pelo trabalho de remisturas levado a cabo por Tim Hodgkinson em 1990. O t\u00edtulo \u00e9 que foi alterado para \u201cThe Henry Cow Leg End\u201d. Para evitar confus\u00f5es\u2026 (Recommended, distri. Ananana, <strong>10<\/strong>).<br \/>\n\u201c<strong>Unrest<\/strong>\u201d, segundo \u00e1lbum dos Henry Cow, lan\u00e7ado no mesmo ano da estreia, estendeu de novo uma pe\u00faga na capa, agora em tonalidades cinza, estrat\u00e9gia que se manteria no \u00e1lbum seguinte, \u201cIn Praise of Learning\u201d, como forma de ironizar o facto de ningu\u00e9m ter percebido o jogo de palavras em que o grupo tanto se empenhara. Mais inacess\u00edvel que \u201cThe Henry Cow Legend\u201d (ou \u201cLeg End\u201d\u2026), \u201cUnrest\u201d recusa liminarmente o formato can\u00e7\u00e3o. \u00c9 um \u00e1lbum dif\u00edcil para o auditor como foi dif\u00edcil para os pr\u00f3prios m\u00fasicos que ent\u00e3o confessaram encontrar-se \u00e0 beira de um impasse criativo. No in\u00edcio das grava\u00e7\u00f5es estavam prontos apenas metade dos temas (os primeiros quatro do alinhamento) vindo os restantes a ter por base improvisa\u00e7\u00f5es realizadas \u201cin loco\u201d no est\u00fadio. Geoff Leigh sa\u00edra entretanto, sendo substitu\u00eddo por Lindsay Cooper, obo\u00e9 e fagote, perdendo-se, em consequ\u00eancia, a vertente mais jazz\u00edstica do grupo, substitu\u00edda por uma m\u00fasica rotulada de \u201crock de c\u00e2mara\u201d que se disseminaria da\u00ed em diante pela chamada escola Recommended, vindo a desenvolver-se (em conjunto com outra influ\u00eancia \u2013 os Magma) nos Art Zoyd e a cristalizar-se nos Univers Zero.<br \/>\n\u00c0 semelhan\u00e7a de \u201cThe Henry Cow Legend\u201d, tamb\u00e9m a nova reedi\u00e7\u00e3o de \u201cUnrest\u201d difere da anterior, na East Side Digital. Desta feita por outras raz\u00f5es. \u00c9 que a prensagem, como estava, tornava penosa a audi\u00e7\u00e3o. Agora surge remasterizado e o som \u00e9 soberbo. (Recommneded, import. FNAC, <strong>8<\/strong>).<\/p>\n<p>E passemos ao Progressivo, com P grande. \u00c9 escandaloso que os <strong>Gentle Giant<\/strong>, que representam o pr\u00f3prio esp\u00edrito do movimento, n\u00e3o tenham qualquer edi\u00e7\u00e3o remasterizada no mercado. A Vertigo colmatou, em parte, esta falha, propondo um CD duplo que arruma a quase totalidade de temas dos primeiros quatro \u00e1lbuns, \u201cGentle Giant\u201d, \u201cAcquiring the Taste\u201d, \u201cThree Friends\u201d e \u201cOctopus\u201d, e do sexto, \u201cThe Power and the Glory\u201d, todos editados originalmente na Philips\/Vertigo. Falta o quinto, \u201cIn a Glass House\u201d, que os Gentle Giant gravaram em 1973 para a WWA. Claro que os incondicionais do grupo n\u00e3o prescindir\u00e3o das edi\u00e7\u00f5es em separado, constituindo \u201c<strong>Edge of Twilight<\/strong>\u201d uma esp\u00e9cie de bombom, ideal para surpreender os amigos que nunca ouviram falar daquela que, at\u00e9 \u201cInterview\u201d, foi a banda mais sofisticada (os ingleses dizem \u201carty\u201d) do Progressivo ingl\u00eas. Kerry Minnear e os irm\u00e3os Shulman cultivaram uma f\u00f3rmula sem precedentes nem continuadores, erguendo uma arquitectura sonora equivalente \u00e0 das catedrais g\u00f3ticas, como estas necessitando de um mapa e das chaves certas para ser decifrada. Uma s\u00f3 faixa dos Gentle Giant vale por uma discografia inteira de milhares de grupos vulgares. (Vertigo, import. Lojas Valentim de Carvalho, <strong>8<\/strong>). N\u00e3o se v\u00e3o j\u00e1 embora. N\u00e3o h\u00e1 fome que n\u00e3o d\u00ea em fartura. Al\u00e9m desta colect\u00e2nea tamb\u00e9m a BGO (Beat Goes On) lan\u00e7ou mais um dos seus pacotes de dois em um, com \u201c<strong>Free Hand<\/strong>\u201d e \u201c<strong>Interview<\/strong>\u201d, tamb\u00e9m remasterizados. N\u00e3o s\u00e3o os \u00e1lbuns mais brilhantes dos Gentle Giant mas justificam a chamada de aten\u00e7\u00e3o. Se o primeiro \u00e9 o derradeiro momento em que o grupo conseguiu reinventar-se faixa a faixa, tornando-se, embora, mais acess\u00edveis (um pouco \u00e0 semelhan\u00e7a do que aconteceu com os Gryphon, em \u201cTreason\u201d), \u201cInterview\u201d \u00e9 j\u00e1 um c\u00edrculo fechado no qual os Gentle Giant se copiam (embora de forma superlativa) a si mesmos. N\u00e3o \u00e9 um mau disco mas percebe-se de antem\u00e3o tudo o que vai acontecer. Como um m\u00e1gico que tivesse perdido os seus segredos. (BGO, import. Megam\u00fasica, m\u00e9dia<strong> 7<\/strong>).<\/p>\n<p>Outra vers\u00e3o dois em um da BGO juntou e remasterizou os dois \u00fanicos \u00e1lbuns gravados pelos <strong>Forest<\/strong>, banda obscura da fase inicial do Progressivo, \u201c<strong>Forest<\/strong>\u201d (1969) e \u201c<strong>Full Circle<\/strong>\u201d (1970). Os Forest eram uma vers\u00e3o de segunda linha dos Incredible String Band, na sua vertente mais ac\u00fastica, da mesma forma que os Dr. Strangely Strange pegaram no lado el\u00e9ctrico da banda de Robin Williamson e Mike Heron. Como os ISB os Forest teciam pequenas filigranas de temas on\u00edricos, em cuja composi\u00e7\u00e3o algumas mentes mais desconfiadas descortinam a influ\u00eancia perniciosa do LSD. A diferen\u00e7a principal est\u00e1 em que enquanto os ISB primavam por uma t\u00f3nica \u201chippie\u201d e optimista, os Forest eram sinistros, antecipando a onda de folk g\u00f3tico personificada por grupos como Mr. Fox, Fuchsia ou Spirogyra. Longe de serem pe\u00e7as de antologia, s\u00e3o, todavia, \u00e1lbuns que adquiriram aquela aura m\u00edstica que s\u00f3 os grupos Progressivos conseguem hoje ter. (BGO, import. Megam\u00fasica, <strong>7<\/strong>).<br \/>\nO lado, para muitos repulsivo, do Progressivo, mereceu tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o da BGO, atrav\u00e9s da reedi\u00e7\u00e3o de um calhama\u00e7o editado em 1979 por <strong>Dave Greenslade<\/strong>, teclista dos Colosseum e fundador dos Greenslade, acompanhado pelos desenhos de Patrick Woodroffe: \u201c<strong>The Pentateuch of the Cosmogony<\/strong>\u201d. O vinilo vinha embalado num volume de folhas de fazer corar de vergonha as capas triplas de abrir dos Yes. Agora em CD, surge em caixa contendo a reprodu\u00e7\u00e3o completa e em miniatura do livrete (chamar livrete a uma enciclop\u00e9dia destas \u00e9 favor) e dos desenhos \u201cheroic fantasy\u201d de Woodroffe, inspirados vagamente em \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d de Tolkien mas, apesar de tudo, bastante mais cuidados que qualquer ilustra\u00e7\u00e3o de Roger Dean. A m\u00fasica, remasterizada, \u00e9 uma exibi\u00e7\u00e3o, mesmo assim de algum bom gosto, do virtuosismo do int\u00e9rprete nas 356 variedades de teclados utilizados. Para Rick Wakeman e Keith Emerson aprenderem. (BGO, import. Megam\u00fasica, <strong>6<\/strong>)<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TNhtAh3U_sc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons 17 de Setembro 1999 POP ROCK Perder o P\u00e9 Corria o ano de 1973. 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