{"id":6080,"date":"2017-07-29T10:36:15","date_gmt":"2017-07-29T17:36:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6080"},"modified":"2017-07-29T10:36:15","modified_gmt":"2017-07-29T17:36:15","slug":"os-dez-maiores-talentos-portugueses-dos-anos-90-artigo-de-opiniao-conjunto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/07\/29\/os-dez-maiores-talentos-portugueses-dos-anos-90-artigo-de-opiniao-conjunto\/","title":{"rendered":"Os (dez) maiores talentos portugueses dos anos 90 (artigo de opini\u00e3o conjunto)"},"content":{"rendered":"<p>Sons<\/p>\n<p>10 de Setembro 1999<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Os maiores talentos portugueses dos anos 90<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6082\" rel=\"attachment wp-att-6082\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ttt-1.jpg\" alt=\"ttt\" width=\"860\" height=\"572\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6082\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ttt-1.jpg 860w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ttt-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ttt-1-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ttt-1-624x415.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ttt-1-100x67.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Lu\u00eds Maio<\/p>\n<p>Quisemos eleger os maiores artistas pop\/rock\/world portugueses dos anos 90. N\u00e3o aqueles com uma carreira j\u00e1 antes estabelecida, que chegaram ou se mantiveram na ribalta nestes \u00faltimos dez anos, o que exclui \u00e0 partida nomes como Madredeus ou Dulce Pontes. Mas apenas os novos talentos, que gravaram pela primeira vez em longa-dura\u00e7\u00e3o e marcaram a m\u00fasica portuguesa (ou, para ser mais rigoroso, produzida em Portugal) nesta d\u00e9cada. \u201cMarcar\u201d aqui, tem de se reconhecer, \u00e9 um pouco amb\u00edguo e esta escolha \u00e9 um compromisso entre a import\u00e2ncia objectiva dos artistas e os nossos gostos pessoais.<br \/>\nA conclus\u00e3o a que cheg\u00e1mos \u00e9 que h\u00e1 pelo menos dez nomes fundamentais dos nossos anos 90, o que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 nada mau. Mas a impress\u00e3o com que tamb\u00e9m fic\u00e1mos, e dever\u00e1 ficar como objecto de uma futura sistematiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 que esta d\u00e9cada n\u00e3o foi genericamente t\u00e3o produtiva quanto a precedente para a m\u00fasica portuguesa. Houve alguma necessidade da parte dos novos talentos de cortarem com a gera\u00e7\u00e3o precedente, a dos GNR, Delfins, Trovante e Xutos, nomeadamente no sentido de questionar a necessidade de obedecer a um formato de can\u00e7\u00e3o pop\/rock e de cantar em ingl\u00eas. Mas essa ruptura n\u00e3o foi t\u00e3o frutuosa ou ainda est\u00e1 em boa parte por cumprir.<\/p>\n<p>1. PEDRO ABRUNHOSA (texto Pedro Ribeiro)<\/p>\n<p>2. TR\u00caS TRISTES TIGRES<br \/>\nJ\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 desculpa para se afirmar que n\u00e3o existe uma verdadeira banda portuguesa de pop psicad\u00e9lica. Ela existe e chama-se Tr\u00eas Tristes Tigres. Mas se esta vertente, se n\u00e3o in\u00e9dita (quem se recorda, no anos 70, dos Beatnicks, da \u201cCosmonica\u00e7\u00e3o\u201d?), pelo menos muito pouco comum, da m\u00fasica popular produzida em Portugal, tem raz\u00e3o de existir, quando estamos prestes a entrar num novo mil\u00e9nio, tal deve-se ao \u201cinput\u201d dos TTT de Alexandre Soares. Foi gra\u00e7as \u00e0s novas ideias do antigo guitarrista dos GNR que a banda do porto renovou o seu stock de can\u00e7\u00f5es assentes no del\u00edrio sonoro e na qualidade dos textos escritos por Regina Guimar\u00e3es. Com Alexandre Soares, os TTT entraram, sem medo, no comboio-fantasma da electr\u00f3nica e dos sonhos com liga\u00e7\u00e3o directa, at\u00e9 ao mais recente, \u201cComum\u201d, passando por \u201cGuia Espiritual\u201d, os TTT passaram de sonoplastas da palavra a arquitectos do inconsciente. Ana Deus, cantora dos TTT, faz a s\u00edntese do caminho recentemente aberto pelo grupo: \u201c\u00c9 perturbador!\u201d. (texto FM)<\/p>\n<p>3. GAITEIROS DE LISBOA<br \/>\n\t\u201cB\u00e1rbaros!\u201d Era o grito de susceptibilidade ferida com que o bardo Assuracentorix respondia aos insultos que o resto da tribo de irredut\u00edveis gauleses lhe dirigia, quando se atrevia a cantar. Os Gaiteiros de Lisboa nunca foram propriamente insultados, mas, se o fossem, seria sempre por outras raz\u00f5es. Porque, antes deles, a m\u00fasica de raiz tradicional portuguesa descansava \u00e0 sombra da bananeira, que \u00e9 como quem diz, da papa toda feita nas d\u00e9cadas anteriores por Jos\u00e9 Afonso, dos que faziam das recolhas \u00e9tnicas profiss\u00e3o de f\u00e9 e do trabalho, sem d\u00favida louv\u00e1vel, mas sempre respeitador, da gera\u00e7\u00e3o anterior de grupos da mesma \u00e1rea. Os Gaiteiros chegaram e deitaram tudo abaixo. Niilistas? Iconoclastas, talvez! Depois, sobre os escombros, edificaram um edif\u00edcio novo t\u00e3o ou mais deslumbrante que o antigo. Em apenas dois \u00e1lbuns, \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d e \u201cBocas do Inferno\u201d (vencedor do Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Afonso do ano passado), os Gaiteiros de Lisboa deram um rosto novo e de desafio \u00e0 m\u00fasica popular portuguesa. Para muitos, o rosto de um dem\u00f3nio. Mas n\u00e3o \u00e9 L\u00facifer o anjo portador da luz? (texto FM)<\/p>\n<p>4. ITHAKA (texto Tiago Luz Pedro)<\/p>\n<p>5. BELLE CHASE HOTEL (texto Rui Catal\u00e3o)<\/p>\n<p>6. UNDERGROUND SOUND OF LISBOA (texto V\u00edtor Belanciano)<\/p>\n<p>7. DA WEASEL (texto Tiago Luz Pedro)<\/p>\n<p>8. AM\u00c9LIA MUGE<br \/>\n\tA conquista recente do Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Afonso, pelo \u00e1lbum \u201cTaco a Taco\u201d, n\u00e3o fez mais do que reconhecer a import\u00e2ncia da obra de Am\u00e9lia Muge enquanto herdeira daquele que foi, em Portugal, o arauto da insatisfa\u00e7\u00e3o, do empenhamento ideol\u00f3gico e da inova\u00e7\u00e3o est\u00e9tica: Jos\u00e9 Afonso. Como o autor de \u201cCantigas do Maio\u201d, Am\u00e9lia Muge n\u00e3o dispensa a interroga\u00e7\u00e3o dos prop\u00f3sitos e motivos que conduzem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o musical, o que significa que o disco, mais do que produto de uma ind\u00fastria, dever\u00e1 ser o espelho da hist\u00f3ria \u2013 do criador e do tempo em que vive. Mas a esta necessidade de conceptualiza\u00e7\u00e3o correspondeu desde o in\u00edcio, com o \u00e1lbum de estreia, \u201cM\u00fagicas\u201d, essa outra necessidade de arriscar e p\u00f4r em causa o que se fez e pensou antes. Am\u00e9lia Muge, para al\u00e9m do prod\u00edgio de for\u00e7a e expressividade que \u00e9 a sua voz, possui esse outro talento, bastante mais raro: do fogo de uma alma em eterna demanda. Com ela a m\u00fasica tradicional e o legado de autores como Jos\u00e9 Afonso ou Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco ganhou verdadeiramente o direito de entrar no 5\u00ba imp\u00e9rio. (texto FM)<\/p>\n<p>9. REP\u00d3RTER ESTR\u00c1BICO (texto V\u00edtor Belanciano)<\/p>\n<p>10. MOONSPELL (texto Pedro Ribeiro)<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ryOYr9GWXI8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons 10 de Setembro 1999 Os maiores talentos portugueses dos anos 90 Lu\u00eds Maio Quisemos eleger os maiores artistas pop\/rock\/world portugueses dos anos 90. N\u00e3o aqueles com uma carreira j\u00e1 antes estabelecida, que chegaram ou se mantiveram na ribalta nestes \u00faltimos dez anos, o que exclui \u00e0 partida nomes como Madredeus ou Dulce Pontes. 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