{"id":608,"date":"2009-06-19T10:46:16","date_gmt":"2009-06-19T17:46:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=608"},"modified":"2009-06-23T08:40:09","modified_gmt":"2009-06-23T15:40:09","slug":"the-move-message-from-the-country","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/06\/19\/the-move-message-from-the-country\/","title":{"rendered":"The Move &#8211; Message From The Country (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>17.03.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nVis\u00f5es de Mescalina<br \/>\nBernard Parmegiani \u00e9 um dos mais importantes compositores de m\u00fasica electro-ac\u00fastica franceses, da gera\u00e7\u00e3o de nomes que se acolheu sob a \u00e9gide do GRM (Groupe de Receherches Musicales) criado em 1958 por Pierre Schaeffer, como Fran\u00e7ois Bayle, Michel Chion e Michel Redolfi. \u201cPop\u2019Eclectic\u201d \u00e9 uma colagem de grava\u00e7\u00f5es de linguagens musicais d\u00edspares, como a pop, o jazz ou a \u00f3pera, integradas por Parmegiani em vinhetas de largo espectro sonoro e ideol\u00f3gico, aumentadas e alteradas atrav\u00e9s de processamentos electr\u00f3nicos. Dois destes quatro temas, gravados entre 1966 e 1973, contam com a participa\u00e7\u00e3o de Michel Portal e Bernard Vitet, um dos actuais elementos dos Un Drame Musical Instantan\u00e9. Anos antes dos Residents, em \u201cThe Third Reich \u2018n\u2019 Roll\u201d, e dos Nurse With Wound, em \u201cThe Sylvie and Babs High-Tigh Companion\u201d, criarem os seus pr\u00f3prios Frankensteins, Bernard Parmegianni fazia esta declara\u00e7\u00e3o definitiva sobre a m\u00fasica enquanto fen\u00f3meno de autofagia, alterando e devorando contextos para, a partir de \u00f3rg\u00e3os soltos, criar novos organismos aut\u00f3nomos. \u201cPop\u2019Eclectic\u201d \u00e9 uma destas criaturas, que, passados 30 anos, mant\u00e9m intactas todas as suas fun\u00e7\u00f5es. Depois das recupera\u00e7\u00f5es recentes de Oskar Sala, Tom Recchion e Arne Nordheim, a presente reedi\u00e7\u00e3o vem uma vez mais alertar para a import\u00e2ncia e o pioneirismo de compositores como Bernard Parmegiani em correntes est\u00e9ticas como o krautrock, o p\u00f3s-rock ou a electr\u00f3nica francesa dos anos 70. (Plate Lunch, distri. Mat\u00e9ria Prima, 9\/10)<\/p>\n<p>Os Procol Harum tiveram no final dos anos 60 o seu momento de gl\u00f3ria, inundando os tops brit\u00e2nicos com o romantismo protog\u00f3tico de \u201cA whiter shade of pale\u201d e \u201cA Salty Dog\u201d, repetindo o \u00eaxito, em larga escala, na d\u00e9cada seguinte, com o \u00e1lbum \u201cGrand Hotel\u201d. \u201cShine on Brightly\u201d (na foto) e \u201cA Salty Dog\u201d respectivamente segundo e terceiro \u00e1lbum da sua discografia, ambos lan\u00e7ados em 1968 e agora reeditados em luxuosos digipaks, s\u00e3o representativos da melhor fase do grupo, numa \u00e9poca em que a combina\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica de Gary Brooker (o organista que parecia tocar como se estivesse numa missa\u2026) e os textos de Keith Reid deu origem a grandes can\u00e7\u00f5es. \u201cShine on Brightly\u201d \u00e9 o \u00e1lbum mais experimental e progressivo dos Procol Harum. As can\u00e7\u00f5es espalham-se em v\u00e1rias direc\u00e7\u00f5es e, em compara\u00e7\u00e3o com o \u00e1lbum de estreia, \u201cProcol Harum\u201d, tiram maior partido das possibilidades oferecidas pelo est\u00fadio, mantendo-se o dramatismo das vocaliza\u00e7\u00f5es e o ecletismo. O estilo cl\u00e1ssico aflora em \u201cRambling on\u201d e \u201cMagdalene (my regal zanophone)\u201d, uma das can\u00e7\u00f5es mais belas e tristes de \u201cShine on Brightly\u201d. Mas \u00e9 o longo tema (mais de 17 minutos) \u201cIn held twas in I\u201d que volta o velho mundo dos Procol Harum de pernas para o ar. Um tema progressivo\/psicad\u00e9lico (o verde da capa poderia ser a cor das alucina\u00e7\u00f5es de mescalina\u2026) que junta declama\u00e7\u00f5es ao estilo dos Moody Blues, ambientes cl\u00e1ssicos tocados numa veia soturna, partes instrumentais incongruentes, divaga\u00e7\u00f5es religiosas, liba\u00e7\u00f5es de cabar\u00e9, sons de trovoada, sinos e sirenes (muitos anos antes de os Pink Floyd fazerem descer helic\u00f3pteros nos discos\u2026), e bocados de can\u00e7\u00f5es que escorriam do cavalo que Lucy cavalgava no c\u00e9u com diamantes.<br \/>\n\u201cA Salty Dog\u201d imp\u00f5e o estilo classizante de tons sombrios que caracterizaria da\u00ed para a frente a m\u00fasica do grupo. Al\u00e9m do j\u00e1 citado t\u00edtulo-tema (que chegou a servir de mat\u00e9ria para uma tese de doutoramento que nele encontra 17 significados diferentes\u2026) encontram-se neste \u00e1lbum um punhado de excelentes can\u00e7\u00f5es, como \u201cThe milk of human kindness\u201d (a fazer lembrar os Gracious, ali\u00e1s como algumas sequ\u00eancias de \u201cIn held twas in I\u201d), \u201cToo much between us\u201d, \u201cThe devil come from Kansas\u201d e \u201cAll this and more\u201d, num \u00e1lbum onde os blues ainda estavam presentes mas em que o grupo usava pela primeira vez uma orquestra, op\u00e7\u00e3o que viria a ser explorada a fundo no \u00e1lbum ao vivo de 1973, \u201cLive in Edmonton\u201d. (Repertoire, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8\/10 e 7\/10).<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/themove_message.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/themove_message.jpg\" alt=\"themove_message\" title=\"themove_message\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-609\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/themove_message.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/themove_message-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/themove_message-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/196195752\/The_Move_-_Message_From_The_Country__1971__Remastered__2005_.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p>Os The Move foram uma not\u00e1vel e, por vezes, bizarra banda pop dos anos 60, criadores de cl\u00e1ssicos como \u201cFlowers in the rain\u201d, \u201cBlackberry way\u201d e \u201cBrontossaurus\u201d. Roy Wood era o seu hirsuto mentor, a ele se devendo a incorpora\u00e7\u00e3o de instrumentos como o clarinete, o obo\u00e9 e o fagote no meio de uma inofensiva can\u00e7\u00e3o pop. Quando os Move evolu\u00edram para os Electric Light Orchestra (ELO) e, a seguir, formou os Wizzard, j\u00e1 Roy Wood arrastava atr\u00e1s de si uma quantidade inacredit\u00e1vel de outros instrumentos. \u201cMessage from the Country\u201d foi gravod em 1072, por imposi\u00e7\u00e3o da editora, numa altura em que j\u00e1 todos pensavam nos ELO. Apesar de n\u00e3o ter a frescura dos dois primeiros \u00e1lbuns, \u201cThe Move\u201d e \u201cShazam\u201d, \u201cMessage from the Country\u201d cont\u00e9m alguns momentos especiais como \u201cNo Time\u201d (ao n\u00edvel e na mesma linha da pop insinuante dos The Kinks), \u201cIt wasn\u2019t my idea to dance\u201d (neste caso as semelhan\u00e7as s\u00e3o com os Sparks), \u201cThe Minister\u201d (com um solo de obo\u00e9 arabizante) e \u201cThe words of Aaron\u201d (o tema mais pr\u00f3ximo dos cl\u00e1ssicos \u201cFlowers in the rain\u201d e \u201cBlackberry way\u201d), acentuando-se a faceta camale\u00f3nica do grupo em par\u00f3dias aos estilos vocais de Elvis presley (\u201cDon\u2019t mess me up\u201d) e Johnny Cash (\u201cBem crawley steel company\u201d). Para os ELO, estava reservado o caminho dos milh\u00f5es. (BGO, distri. Megam\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>Michael McGear n\u00e3o era nenhum camale\u00e3o nem um imitador, mas simplesmente o irm\u00e3o mais novo de Paul McCartney. Fez parte de duas bandas para levar a brincar, os Scaffold (de \u201cLily the pink\u201d, um \u201chit\u201d absurdo de 1969) e os Grimms, e gravou a solo dois \u00e1lbuns, \u201cWoman\u201d (1972) e \u201cmcGear\u201d (1974). H\u00e1 quem diga que n\u00e3o ficava atr\u00e1s do irm\u00e3o em mat\u00e9ria de talento. \u201cWoman\u201d d\u00e1 raz\u00e3o aos que pensam assim. McGear aliava ao talento de melodista do irm\u00e3o o gosto pela excentricidade, o que, em \u201cWoman\u201d, resulta num leque de can\u00e7\u00f5es que seria de toda a justi\u00e7a retirar do anonimato. Onze can\u00e7\u00f5es que s\u00e3o outras tantas p\u00e9rolas de delicadeza, humor e sensibilidade, numa esp\u00e9cie de ap\u00eandice do \u201c\u00e1lbum branco\u201d dos Beatles que tamb\u00e9m pode ser definido como um parente rock de outro ilustre McCartniano, Gerry Rafferty. Entre os m\u00fasicos participantes em \u201cWoman\u201d, encontram-se Zoot Money, Gerry Conway (Fairport Convention, Fotheringay) e Brian Auger. (Edsel, import. Virgin, 7\/10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>17.03.2000 Reedi\u00e7\u00f5es Vis\u00f5es de Mescalina Bernard Parmegiani \u00e9 um dos mais importantes compositores de m\u00fasica electro-ac\u00fastica franceses, da gera\u00e7\u00e3o de nomes que se acolheu sob a \u00e9gide do GRM (Groupe de Receherches Musicales) criado em 1958 por Pierre Schaeffer, como Fran\u00e7ois Bayle, Michel Chion e Michel Redolfi. \u201cPop\u2019Eclectic\u201d \u00e9 uma colagem de grava\u00e7\u00f5es de linguagens [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,16,10,146],"tags":[244],"class_list":["post-608","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criticas-2000","category-progressivo","category-rock","category-rock-psicadelico","tag-the-move"],"views":2649,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=608"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/608\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":629,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/608\/revisions\/629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}