{"id":6039,"date":"2017-07-14T09:08:08","date_gmt":"2017-07-14T16:08:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6039"},"modified":"2017-07-14T09:08:08","modified_gmt":"2017-07-14T16:08:08","slug":"susana-seivane-susana-seivane-alain-pennec-turbulences-skeduz-liviou-la-marienne-chapti-lva-loin-gentiane-musique-d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/07\/14\/susana-seivane-susana-seivane-alain-pennec-turbulences-skeduz-liviou-la-marienne-chapti-lva-loin-gentiane-musique-d\/","title":{"rendered":"Susana Seivane &#8211; &#8220;Susana Seivane&#8221; + Alain Pennec &#8211; &#8220;Turbulences&#8221; + Skeduz &#8211; &#8220;Livio\u00f9&#8221; + La Marienne &#8211; \u201cChap\u2019Ti, L\u2019Va Loin\u201d + Gentiane &#8211; \u201cMusique d\u2019Auvergne\u201d + Garmarna &#8211; \u201cVederg\u00e4llningen\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Sons<\/p>\n<p>24 de Setembro 1999<br \/>\nWORLD &#8211; FOLK<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Os Pecados da Casta Susana<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6040\" rel=\"attachment wp-att-6040\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ap.jpg\" alt=\"ap\" width=\"320\" height=\"320\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6040\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ap.jpg 320w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ap-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ap-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ap-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>As estat\u00edsticas n\u00e3o mentem: J\u00e1 h\u00e1, pelo menos tantas mulheres como homens a tocar gaita-de-foles na Galiza. A tradi\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era, diz-se, e parece que \u00e9 verdade. Acautelem-se, portanto, Nu\u00f1ez e Gudi\u00f1os, as novas estrelas est\u00e3o a\u00ed, vestem saias e prometem n\u00e3o descansar enquanto o seu dom\u00ednio n\u00e3o for absoluto. Descontando o exagero, a verdade \u00e9 que se assiste ao despontar, na Galiza, de uma nova gera\u00e7\u00e3o de gaiteiras cuja t\u00e9cnica rivaliza com a dos seus cong\u00e9neres masculinos. E se Cristina Pato ter\u00e1 raz\u00f5es para se queixar, no seu disco de estreia, de uma produ\u00e7\u00e3o desastrosa, j\u00e1 <strong>Susana Seivane<\/strong> tem motivos de sobra para se regozijar. Aos primeiros sons de <strong>\u201cSusana Seivane\u201d<\/strong>, em \u201cJotab\u00e9\u201d ou na sensual \u201cXota de Ni\u00f1odaguia\u201d (Kathryn Tickell que se cuide!) torna-se claro que n\u00e3o aprendeu a tocar gaita ontem (na realidade j\u00e1 o faz desde os quatro anos de idade, quando o pai e o av\u00f4 a presentearam com um instrumento especialmente desenhado para ela). E que coment\u00e1rios tecer quando a ouvimos tocar, no sempre dif\u00edcil registo lento, do modo como o faz, em \u201cMui\u00f1eira do mui\u00f1o de Peiz\u00e1s\u201d? Est\u00e1 l\u00e1 tudo: flu\u00eancia e uma prodigiosa riqueza do timbre e das ornamenta\u00e7\u00f5es, a par de uma originalidade rigorosamente cultivada sem a qual \u00e9 j\u00e1 hoje dif\u00edcil a qualquer gaiteiro galego evidenciar-se no meio da imensa concorr\u00eancia. Acompanhada por quatro elementos dos Milladoiro, a bela Susana (ver foto da capa) deslumbra nesta estreia que, mais do que auspiciosa, constitui j\u00e1 um cl\u00e1ssico na moderna m\u00fasica de raiz tradicional galega. (Do Fol, distri. Farol, <strong>9<\/strong>)<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Reputado executante do acorde\u00e3o diat\u00f3nico, que adoptou nos finais dos anos 70, depois de abandonar a bombarda e a gaita-de-foles, a frequ\u00eancia regular das festou-noz e as fileiras dos Sonerien Du, <strong>Alain Pennec<\/strong> enveredou por uma carreira a solo da qual j\u00e1 recolhera dividendos no excelente \u201cAlcoves\u201d. Em <strong>\u201cTurbulences\u201d<\/strong> retoma o imagin\u00e1rio c\u00e9ltico trabalhado em moldes inovadores atrav\u00e9s de uma selec\u00e7\u00e3o de temas que abrange Bach, Dan Ar Braz, composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e da harpista Aurore Breger (em evid\u00eancia nos bel\u00edssimos \u201cTrois gar\u00e7ons du Lion d\u2019Or\u201d e \u201cLuna llena\u201d, poalha de estrelas capaz de atrair as fadas) e os inevit\u00e1veis tradicionais, da Bretanha mas tamb\u00e9m dos Balc\u00e3s, como em \u201cTaraf de trentemoulk\u201d, ou da Esc\u00f3cia, em \u201cThe Abercairney highlanders\u201d, com o acorde\u00e3o a desdobrar no solo e no acompanhamento do bord\u00e3o tradicionalmente desempenhados pela gaita-de-foles. \u201cThe white petticoat\u201d\/La jig de la guilde\/Lost by Laggan moor\u201d entra nos dom\u00ednios do folk rock mas os puristas sentir-se-\u00e3o recompensados com uma \u201cSuite plinn\u201d como mandam as regras. (Keltia, distri. Megam\u00fasica, <strong>8<\/strong>)<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m da Bretanha, os <strong>Skeduz<\/strong> mostram-se menos excitantes que Pennec neste seu segundo \u00e1lbum de gen\u00e9rico <strong>\u201cLivio\u00f9\u201d<\/strong> (\u201cCores\u201d). Armados com os tradicionais bombarda e gaita-de-foles (a biniou-koz bret\u00e3), n\u00e3o se permitem grandes ousadias, contentando-se com o arredondamento r\u00edtmico das percuss\u00f5es e da guitarra, demasiado \u201clight\u201d para o nosso gosto, ou com a introdu\u00e7\u00e3o de algum exotismo, como em \u201cLiv\u201d, estranha uni\u00e3o do canto bret\u00e3o com a hipnose das Ar\u00e1bias. Uma produ\u00e7\u00e3o algo d\u00e9bil contribui para que \u201cLivio\u00f9\u201d n\u00e3o seja de molde a provocar grande entusiasmo. (Keltia, distri. Megam\u00fasica, <strong>6<\/strong>)<\/p>\n<p>Ainda da Bretanha neste caso das ilhas Vend\u00e9e e com um enfoque diferente, chegam os <strong>La Marienne<\/strong>, formados em 1979, como parte da Association de Recherche et d\u2019EXpression pour la Culture POpulaire\u201d de Vend\u00e9e (A. R. EX. C. PO.). <strong>\u201cChap\u2019Ti, L\u2019Va Loin\u201d<\/strong> foi editado em 1986, mas s\u00f3 agora encontrou lugar nos escaparates nacionais. Mas como mais vale tarde do que nunca, justifica-se plenamente uma audi\u00e7\u00e3o atenta desta combina\u00e7\u00e3o, absolutamente deliciosa, de sanfona, gaita-de-foles, violino e acorde\u00e3o diat\u00f3nico \u2013 principais instrumentos solistas \u2013 com sabor a mar, teatro de hist\u00f3rias umas vezes felizes, outras tenebrosas, desenroladas entre neblinas misteriosas e lugares insond\u00e1veis. Onde os La Bottine Souriante se riem na praia os La Marienne dan\u00e7am de noite no meio de feiticeiras no alto das fal\u00e9sias. (M\u00e9moire des Vend\u00e9es, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o, <strong>8<\/strong>).<\/p>\n<p>Mas a Fran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Bretanha, prova-o a exist\u00eancia de uma tradi\u00e7\u00e3o ilustre de grupos que contribu\u00edram para a import\u00e2ncia de que a folk francesa goza hoje no panorama europeu. E se \u00e9 indiscut\u00edvel que Alan Stivell foi o primeiro embaixador gaul\u00eas no velho continente n\u00e3o \u00e9 menos verdade que, desde muito cedo, as aten\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a recair no resto do hex\u00e1gono, em nomes como os Malicorne, M\u00e9lusine, Maluzerne, Le Grand Rouge ou La Bamboche, para nomear apenas os principais. Os <strong>Gentiane<\/strong> pertencem a essa fornada, com uma forma\u00e7\u00e3o de luxo da qual fazem parte Jean Blanchard e Bernard Blanc, dos La Bamboche, e Emmanuelle Parrenin, dos M\u00e9lusine. <strong>\u201cMusique d\u2019Auvergne\u201d<\/strong>, gravado originalmente para a editora Cezame em 1976, concentra-se no report\u00f3rio da regi\u00e3o de Auvergne, privilegiando as dan\u00e7as (bour\u00e9e, valsa, mazurka, marcha, scottish) e, segundo as notas de capa, a \u201ccombina\u00e7\u00e3o original de instrumentos, a par da pesquisa ao n\u00edvel dos arranjos e a valoriza\u00e7\u00e3o de temas menos conhecidos\u201d. Os amantes da sonoridade da cabrette (uma das v\u00e1rias modalidades de gaita-de-foles francesas), superiormente executada por Blanchard (um dos nomes mais importantes de sempre da folk francesa), e da voz multitexturada de Parrenin (que tamb\u00e9m toca sanfona e espineta) encontrar\u00e3o em \u201cMusique d\u2019Auvergne\u201d \u2013 \u00e1lbum complementar do seminal \u201cLe Galant Noy\u00e9\u201d do colectivo do clube \u201cLe Bourdon\u201d, do qual, ali\u00e1s, a cantora fazia parte \u2013 motivos de sobra para entrar em \u00f3rbita. Her\u00e9ticos, abstenham-se. (Music &#038; Words, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o, <strong>8<\/strong>).<\/p>\n<p>E como o Inverno est\u00e1 \u00e0 porta, nada melhor do que abrir a porta do frigor\u00edfico e deixar entrar ar, da Escandin\u00e1via, atrav\u00e9s do mais recente trabalho dos <strong>Garmarna<\/strong>, <strong>\u201cVederg\u00e4llningen\u201d<\/strong>, no qual, \u00e9 triste diz\u00ea-lo, se deixaram, desta feita sim, infectar pela s\u00edndrome Hedningarna. Tecnofolk e o adequado naipe de vozes femininas (na realidade \u00e9 apenas uma, de Emma H\u00e4rdelin, mas houve o cuidado de a gravar em multipistas para parecer um coro\u2026) preenchem tempo e gastam a paci\u00eancia at\u00e9 se chegar a coisas mais relevantes como \u201cHalling Jaron\u201d ou \u201cSorgsen ton\u201d. Mais em virtude da qualidade intr\u00ednseca dos temas (tradicionais) do que pela originalidade da interpreta\u00e7\u00e3o, usado e abusado pelas V\u00e4rtinn\u00e4. \u201cHerr holkin\u201d \u00e9 assustadoramente med\u00edocre e \u201cBl\u00e4ck\u201d mostra que os Garmarna est\u00e3o atentos aos truques de produ\u00e7\u00e3o em voga. Bill Laswell e Jah Wobble, est\u00e3o \u00e0 espera de qu\u00ea para deitar as m\u00e3os aos Garmarna? J\u00e1 se nota a falta do \u00e1lbum de remisturas\u2026 (Massproduktion, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o, <strong>6<\/strong>).<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Lxfehw5-PzQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons 24 de Setembro 1999 WORLD &#8211; FOLK Os Pecados da Casta Susana As estat\u00edsticas n\u00e3o mentem: J\u00e1 h\u00e1, pelo menos tantas mulheres como homens a tocar gaita-de-foles na Galiza. A tradi\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era, diz-se, e parece que \u00e9 verdade. 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