{"id":6026,"date":"2017-07-10T05:24:31","date_gmt":"2017-07-10T12:24:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=6026"},"modified":"2017-07-10T05:24:31","modified_gmt":"2017-07-10T12:24:31","slug":"loreena-mckennitt-live-in-paris-and-toronto-alan-stivell-renaissance-de-la-harpe-celtique-alan-stivell-olympia-concert-alan-stivell-symphonie-celtique-tir-na-nog","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/07\/10\/loreena-mckennitt-live-in-paris-and-toronto-alan-stivell-renaissance-de-la-harpe-celtique-alan-stivell-olympia-concert-alan-stivell-symphonie-celtique-tir-na-nog\/","title":{"rendered":"Loreena McKennitt &#8211; Live In Paris And Toronto&#8221; + Alan Stivell &#8211; &#8220;Renaissance de la Harpe Celtique&#8221; + Alan Stivell &#8211; &#8220;Olympia Concert&#8221; + Alan Stivell &#8211; &#8220;Symphonie Celtique \u2013 Tir na Nog&#8221; + JPP &#8211; &#8220;String Tease&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>19 de Novembro 1999<br \/>\nWORLD<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Sob a luz de um vitral<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=6027\" rel=\"attachment wp-att-6027\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/jpp.jpg\" alt=\"jpp\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6027\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/jpp.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/jpp-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/jpp-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/jpp-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Tenho de <strong>Loreena McKennitt<\/strong> a melhor das impress\u00f5es. H\u00e1 anos tive oportunidade de a entrevistar. Como mulher, irradia uma luz dif\u00edcil de encontrar nos tempos de escurid\u00e3o que est\u00e3o a tomar conta do mundo. Esta loura com ar de princesa medieval que h\u00e1 anos actuou em Portugal est\u00e1 verdadeiramente apaixonada pela m\u00fasica que faz, uma m\u00fasica que procura trazer para o presente uma magia e um mist\u00e9rio que se perderam algures numa das engrenagens da raz\u00e3o. Estrategicamente apoiada numa editora pr\u00f3pria, a Quinlan Road, a cantora canadiana come\u00e7ou por gravar uma s\u00e9rie de \u00e1lbuns como \u201cElemental\u201d ou \u201cDrive the Cold Winter away\u201d onde a faceta c\u00e9ltica e a new age se combinavam em doses razoavelmente equilibradas e trabalhadas de modo a n\u00e3o se confundirem com simples murais decorativos. Com \u201cThe Visit\u201d abriram-se-lhe as portas de um mercado mais alargado. Coincidindo com o aprofundamento de um trabalho de estudo e de aproxima\u00e7\u00e3o entre m\u00fasicas e \u00e9pocas como a Idade M\u00e9dia, a m\u00fasica indiana e as sonoridades \u00e1rabes, sempre com a tape\u00e7aria e a harpa c\u00e9ltica como pano de fundo, \u201cThe Visit\u201d mostrou, por outro lado, os limites da vis\u00e3o musical de Loreena McKennitt. Nesta canadiana dificilmente o bonito se tornar\u00e1, algum dia, Belo.<br \/>\nO seu novo \u00e1lbum, <strong>\u201cLive in Paris and Toronto\u201d<\/strong>, um duplo gravado ao vivo, confirma tudo o que se disse at\u00e9 aqui. Loreena possui uma voz extremamente doce e melodiosa, toca harpa com m\u00e3os de fada mas falta \u00e0 sua m\u00fasica profundidade e um lado escuro que lhe permitisse tirar partido do contraste. Assim, \u00e9 tudo luminoso, mas de uma luminosidade que de t\u00e3o suave acaba por se perder numa n\u00e9voa de manchas sonoras que distraem sem desafiar. H\u00e1 can\u00e7\u00f5es que s\u00e3o um afago, percuss\u00f5es \u00e9tnicas qb, melodias \u201cc\u00e9lticas\u201d, medievais ou orientalizantes recortadas de folhetos tur\u00edsticos e, acima de tudo, uma sensa\u00e7\u00e3o geral de um jardim sem recantos escondidos por descobrir. Fica a imagem do postal da promo\u00e7\u00e3o, com Loreena na t\u00edpica pose de princesa, tocando solit\u00e1ria a sua harpa na nave de uma catedral banhada pela luz azul de um vitral. Um postal, pois\u2026 (2XCD, Quinlan Road, distri. Megam\u00fasica, <strong>6<\/strong>).<\/p>\n<p>Pior, muito pior, para n\u00e3o dizer senil, est\u00e1 <strong>Alan Stivell<\/strong>. O ex-mago da Bretanha h\u00e1 muito que se perdeu nos meandros de uma \u201cworld music\u201d rendida ao imp\u00e9rio dos d\u00f3lares mas \u00e0 \u00e9poca em que foram gravados os tr\u00eas \u00e1lbuns agora reempacotados e remasterizados em conjunto numa caixa \u2013 que, diga-se de passagem, n\u00e3o oferece qualquer dado novo relativo \u00e0s anteriores edi\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da remasteriza\u00e7\u00e3o \u2013 a sua fama e criatividade encontravam-se no auge. <strong>\u201cRenaissance de la Harpe Celtique\u201d<\/strong> (1972), <strong>\u201cOlympia Concert\u201d<\/strong> (1972) e <strong>\u201cSymphonie Celtique \u2013 Tir na Nog\u201d<\/strong> (1979) representam tr\u00eas momentos marcantes na carreira do harpista bret\u00e3o. O primeiro constitui o manifesto orgulhoso de uma cultura e de um instrumento, a harpa c\u00e9ltica, reapossados da sua dignidade e dotados de uma voz que do passado cantava para o futuro. Num lance de magia, a heran\u00e7a c\u00e9ltica subia em mar\u00e9 viva pela folk francesa, abrindo caminho a novos projectos que fariam do hex\u00e1gono um dos mais s\u00f3lidos basti\u00f5es da folk na Europa. \u201cOlympia Concert\u201d (no original \u201cAlan Stivell \u00e0 l\u2019 Olympia\u201d) mostrava ao mundo, de forma exuberante, uma m\u00fasica onde o legado tradicional se impunha e exclamava atrav\u00e9s de uma linguagem el\u00e9ctrica colhida do rock. Nesse espect\u00e1culo (transmitido h\u00e1 muitos, muitos anos pela televis\u00e3o portuguesa, naquele que foi o meu primeiro e deslumbrado contacto com Stivell) a Fran\u00e7a espantou-se com a pujan\u00e7a, a originalidade e a ousadia de um jovem m\u00fasico que viria a tornar-se num dos principais embaixadores da m\u00fasica francesa, mesmo reclamando a diferen\u00e7a das ra\u00edzes bret\u00e3s. Ao lado de Stivell estiveram nesse espect\u00e1culo m\u00edtico alguns dos m\u00fasicos que dariam origem a novos e importantes desenvolvimentos da folk francesa. Como Gabriel Yacoub, que viria a fundar os Malicorne, Rene Werneer (L\u00b4Habit des Plumes) e Dan Ar Braz hoje, multimilion\u00e1rio com a sua H\u00e9ritage des Celtes.<br \/>\nCulminando um trajecto de fus\u00e3o da folk bret\u00e3 com o rock, \u201cSymphonie Celtique \u2013 Tir na Nog\u201d alarga este conceito at\u00e9 dimens\u00f5es planet\u00e1rias. Alan Stivell atingia o z\u00e9nite da sua arte, compondo uma sinfonia que reunia num objecto totalit\u00e1rio todas as culturas, sons e l\u00ednguas conotadas, ou n\u00e3o, com o celtismo. Dezenas de m\u00fasicos oriundos de diversas nacionalidades \u2013 da \u00c1frica \u00e0 \u00cdndia, passando pelas na\u00e7\u00f5es celtas \u2013 juntaram-se numa gigantesca Babel, cruzamento de dialectos e instrumentos sem igual. \u201cSymphonie Celtique\u201d materializou de forma desmesurada a panvis\u00e3o de Alan Stivell ao mesmo tempo que pareceu esvaziar em definitivo a sua inspira\u00e7\u00e3o. Alan Stivell, como Blake, teve a vis\u00e3o do para\u00edso mas faltou-lhe o f\u00f4lego para se aguentar l\u00e1. (Dreyfus, distri. Megam\u00fasica, m\u00e9dia <strong>9<\/strong>).<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m fez escola mas tem conseguido manter-se a dar li\u00e7\u00f5es, s\u00e3o os finlandeses <strong>JPP<\/strong>, a mais formid\u00e1vel horda de violinistas oriundos da Escandin\u00e1via. Comandados por mestre Arto Jarvela o n\u00facleo de quatro violinos do grupo faz, como se costuma dizer, mis\u00e9ria, ainda segundo os mandamentos de uma segunda batuta empunhada pelo discreto Timo Alakotila, garantindo terra firma com o seu \u00f3rg\u00e3o de foles. \u00c0 semelhan\u00e7a de \u201cPirun Poolska\u201d (na foto) ou \u201cKaustinen Rhapsody\u201d o novo <strong>\u201cString Tease\u201d<\/strong> induz ao pecado da lux\u00faria, um verdadeiro Champagne Clube do violino. Em varia\u00e7\u00f5es em torno da tradi\u00e7\u00e3o e do jazz os quatro violinos despem-se de preconceitos, desnudam os seus segredos e ro\u00e7am nos ouvidos em dan\u00e7as a quatro vozes de corpo intricado mas com a leveza de borboletas. O grupo sueco V\u00e4sen participa como convidado em dois temas sem fazer pesar os pratos da balan\u00e7a para o lado da selvajaria. Para desintoxicar de Hedningarnas e Garmarnas nada melhor do que ouvir JPP. (Rockadillo, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o, <strong>8<\/strong>).<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3P1GUwxWmyY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>19 de Novembro 1999 WORLD Sob a luz de um vitral Tenho de Loreena McKennitt a melhor das impress\u00f5es. H\u00e1 anos tive oportunidade de a entrevistar. Como mulher, irradia uma luz dif\u00edcil de encontrar nos tempos de escurid\u00e3o que est\u00e3o a tomar conta do mundo. 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