{"id":5992,"date":"2017-06-28T04:41:57","date_gmt":"2017-06-28T11:41:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5992"},"modified":"2017-06-28T04:41:57","modified_gmt":"2017-06-28T11:41:57","slug":"the-moody-blues-days-of-future-passed-in-search-of-the-lost-chord-on-the-threshold-of-a-dream-to-our-childrens-childrens-children-a-question-of-balance","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/06\/28\/the-moody-blues-days-of-future-passed-in-search-of-the-lost-chord-on-the-threshold-of-a-dream-to-our-childrens-childrens-children-a-question-of-balance\/","title":{"rendered":"The Moody Blues &#8211; &#8220;Days of Future Passed&#8221; + &#8220;In Search of the Lost Chord&#8221; + &#8220;On the Threshold of a Dream&#8221; + &#8220;To Our Children\u2019s Children\u2019s Children&#8221; + &#8220;A Question of Balance&#8221; + &#8220;Every Good Boy Deserves Favour&#8221; + &#8220;Seventh Sojourn&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Sons<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>30 de Janeiro 1998<br \/>\n<strong>REEDI\u00c7\u00d5ES<br \/>\n<center><br \/>\nA maior pequena orquestra do mundo<\/p>\n<p>The Moody Blues<br \/>\nDays of Future Passed (7)<br \/>\nIn Search of the Lost Chord (9)<br \/>\nOn the Threshold of a Dream (8)<br \/>\nTo Our Children\u2019s Children\u2019s Children (7)<br \/>\nA Question of Balance (7)<br \/>\nEvery Good Boy Deserves Favour (7)<br \/>\nSeventh Sojourn (6)<br \/>\nDeram\/Threshold, distri. Polygram<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5993\" rel=\"attachment wp-att-5993\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/mb.jpg\" alt=\"mb\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5993\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/mb.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/mb-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/mb-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/mb-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Os Moody Blues sempre foram mal amados pela cr\u00edtica. Mesmo no seu tempo, a partir da segunda metade dos anos 60, a sua m\u00fasica causava embara\u00e7os e um mal disfar\u00e7ado mal-estar. Encaixados entre o psicadelismo, que abra\u00e7aram com uma inoportuna eleg\u00e2ncia, e o progressivo, que tornearam com um n\u00e3o menos inoportuno sentido comercial, os Moody Blues criaram um nicho pr\u00f3prio que, ultrapassadas tr\u00eas d\u00e9cadas, conserva intacto seu fasc\u00ednio. Agora ainda mais, gra\u00e7as ao pacote de reedi\u00e7\u00f5es enriquecidas por remasteriza\u00e7\u00f5es de extraordin\u00e1ria qualidade que fazem jus \u00e0 espacialidade da m\u00fasica do grupo.<br \/>\nUltrapassado o disco de estreia, com data de edi\u00e7\u00e3o de 1965, \u201cThe Magnificent Moodies\u201d, orgulhosamente gravado em mono, os Moody Blues saltaram para os tops de ambos os lados do Atl\u00e2ntico, no ano m\u00e1gico de 1967, com \u201cDays of Future Passed\u201d. Embebido nas orquestra\u00e7\u00f5es, demasiado ligeiras para as mentes psicad\u00e9licas, da London Festival Orchestra, e nos talentos de multinstrumentistas e melodistas natos dos cinco m\u00fasicos que permaneceram juntos at\u00e9 \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o do grupo \u2013 Mike Pinder, Ray Thomas, Justin Hayward, Graeme Edge e John Lodge \u2013, \u201cDays of Future Passed\u201d \u00e9 o paradigma do \u00e1lbum conceptual. Vinte e quatro horas do dia, entre a madrugada e a noite. Melhor, 24 horas dentro de uma cabe\u00e7a razoavelmente medicada com o \u00e1cido. Que no caso dos Moody Blues, ostentava sempre o r\u00f3tulo Chanel.<br \/>\nFlautas, \u201csitars\u201d e um \u201cmellotron\u201d de veludo (em oposi\u00e7\u00e3o ao \u201cmellotron\u201d do inferno dos King Crimson) criavam suaves tape\u00e7arias em can\u00e7\u00f5es como \u201cDawn is a feeling\u201d e \u201cNight in white satin\u201d (tornado, por for\u00e7a do destino, num dos \u201cslows\u201d mais c\u00e9lebres de todos os tempos\u2026) que transformavam a arte mel\u00f3dica dos Beatles num desfile de alta-costura.<br \/>\n\u201cIn Search of the Lost Chord\u201d, de 1968, aproximou ainda mais os Moody Blues do psicadelismo. Embora instalado a uma confort\u00e1vel e segura dist\u00e2ncia da loucura, o grupo n\u00e3o hesitou em apresentar o seu pr\u00f3prio cat\u00e1logo de vis\u00f5es (incluindo as das capas, um dos pontos fortes da est\u00e9tica global de ornamenta\u00e7\u00e3o se rival na \u00e9poca) em temas declaradamente on\u00edricos como \u201cRide my see saw\u201d (outro \u201chit\u201d, \u201cHouse of four doors\u201d, povoado de efeitos de est\u00fadio bizarros, \u201cVoices in the sky\u201d, \u201cThe best way to travel\u201d, \u201cVisions of paradise\u201d e \u201cOm\u201d. Numa demonstra\u00e7\u00e3o do seu amor \u00e0 causa do psicadelismo, dedicaram mesmo um dos temas, \u201cLegend of a mind\u201d, a Timothy Leary, profeta do LSD.<br \/>\n\u201cOn the Threshold of a Dream\u201d, de 1969, come\u00e7a com o tipo de efeitos electr\u00f3nicos que os Pink Floyd viriam a utilizar em \u201cDark Side of the Moon\u201d, incluindo a simula\u00e7\u00e3o da voz de um computador, numa veia experimentalista que marcaria o in\u00edcio da maior parte dos \u00e1lbuns do grupo. \u201cDear diary\u201d \u00e9 um cl\u00e1ssico do psicadelismo, banda sonora de um sonho, o sonho pop por excel\u00eancia, com o seu ritmo arrastado, alado por uma flauta e pela voz \u00e0 deriva de Ray Thomas. Mas o \u00e1lbum est\u00e1 repleto de boas can\u00e7\u00f5es, como a \u201ccosmic folk\u201d de \u201cSend me no wine\u201d, o \u201cbrit pop\u201d \u201cavant la lettre\u201d de \u201cTo share our love\u201d, o extraordin\u00e1rio colorido de \u201cTo share our love\u201d, os c\u00e2nticos solares de \u201cLay day\u201d, enfim, n\u00e3o h\u00e1 momentos mortos nesta cornuc\u00f3pia de melodias empaturradas de cordas e de luxo, sem os quais n\u00e3o existiriam hoje grupos como os Divine Comedy, Portishead, Mono ou Tindersticks.<br \/>\n\u201cTo our Children\u2019s Children\u2019s Children\u201d indica \u201cHigher and higher\u201d como o caminho a seguir, logo no primeiro tema, uma partida de foguet\u00e3o em direc\u00e7\u00e3o ao centro do c\u00e9rebro. \u201cSet the controls to the herat of the brain\u201d. Os Moody Blues constru\u00edam aqui o seu pr\u00f3prio c\u00e9u. Mas a viagem dos Moody Blues fazia-se com seguran\u00e7a. Atrav\u00e9s dos \u201cEyes of a child\u201d, vis\u00e3o cristalina e inocente da m\u00fasica pop como era a dos Moody Blues, grupo de gente bem que apenas ter\u00e1 tido paralelo, na sua \u00e9poca, com os bastante mais obscuros mas n\u00e3o menos interessantes Nirvana (n\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o esses!&#8230;), dos quais valer\u00e1 a pena reter o magn\u00edfico e menosprezado \u201cThe Story of Simon Simopath\u201d.<br \/>\n\u201cTo our Children\u2019s\u201d, de novo recheado de boas can\u00e7\u00f5es, como \u201cBeyond\u201d ou o ultra-adocicado \u201cCandle of life\u201d, apresenta j\u00e1, contudo, alguns sinais de decad\u00eancia, trope\u00e7ando nos escolhos de uma ligeireza que sempre funcionou para os Moody Blues como uma faca de dois gumes.<br \/>\nNo seu primeiro \u00e1lbum da d\u00e9cada seguinte, \u201cA Question of Balance\u201d (cuja capa \u00e9 aqui reproduzida), de 1970, o pr\u00f3prio t\u00edtulo parece traduzir a consci\u00eancia desse problema de equil\u00edbrio entre a manuten\u00e7\u00e3o de uma acessibilidade que mantivesse o grupo pr\u00f3ximo do gosto popular e uma credibilidade capaz de o conservar afastado do espa\u00e7o da m\u00fasica ligeira. A resposta continuou a ser dada atrav\u00e9s da presen\u00e7a de can\u00e7\u00f5es acima da m\u00e9dia (\u201cQuestion\u201d, \u201cTortoise and the hare\u201d, Minstrel\u2019s song\u201d, \u201cMelancholy man\u201d) que reuniam o gosto por arranjos sentidos enquanto orquestra\u00e7\u00f5es e um requintado trabalho de est\u00fadio.<br \/>\nAo contr\u00e1rio, por\u00e9m, dos melhores grupos progressivos do in\u00edcio dos anos 70, cuja est\u00e9tica privilegiava a explora\u00e7\u00e3o constante de novas f\u00f3rmulas e cruzamentos musicais, a m\u00fasica dos Moody Blues pecava pelo que, no in\u00edcio, fora uma virtude mas que agora se tornara num beco, o fecho sobre si pr\u00f3pria, tornando cada tema numa unidade previs\u00edvel, sem canais de respira\u00e7\u00e3o. O mesmo que aconteceu aos Pink Floyd, a partir de \u201cDark Side of the Moon\u201d, \u00e1lbum cuja audi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 hoje, para muita gente, insuport\u00e1vel.<br \/>\nAssim, a inevit\u00e1vel \u201cousadia\u201d electr\u00f3nica que introduz \u201cEvery Good Boy Deserves Favour\u201d, neste caso um amontoado de ru\u00eddos da natureza, colagens apocal\u00edpticas, batuques e c\u00e2nticos rituais, \u201csitars\u201d e flautas indianas, um clavic\u00f3rdio barroco e o \u201cmellotron\u201d tornado imagem de marca, apoiando palavras de ordens terminadas em \u201cation\u201d (\u201cdesolation\u201d, \u201cconfusion\u201d, \u201ccommunication\u201d), deixou de ser novidade, criando, em vez disso, um aglomerado de efeitos que funcionava como uma esp\u00e9cie de cat\u00e1logo geral sonoro dos Moody Blues.<br \/>\nMas esta previsibilidade continuava a ser compensada por can\u00e7\u00f5es que teimavam em recriar com extrema nitidez um mundo de sonhos pregui\u00e7osos, como \u201cThe story in your eyes\u201d, \u201cEmily\u2019s song\u201d, \u201cAfter you come\u201d e \u201cMy song\u201d (um dos temas mais genuinamente progressivos dos Moody Blues, repleto de mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es t\u00edmbricas e mel\u00f3dicas, mas era demasiado tarde para apanharem o comboio\u2026), nas quais o grupo disfar\u00e7ava a dol\u00eancia com a evid\u00eancia de guitarras el\u00e9ctricas sabiamente controladas.<br \/>\nEm 1972, com \u201cSeventh Sojourn\u201d, era solto o \u00faltimo suspiro (os Moody Blues continuaram a gravar, claro, mas o seu tempo tinha-se esgotado) de uma banda que, seja qual for o ju\u00edzo que sobre ela hoje se fa\u00e7a, era e continua a ser \u00fanica. O segredo desta diferen\u00e7a estava no \u201cmoody\u201d\u2026<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O8Ja4u8_RGQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons 30 de Janeiro 1998 REEDI\u00c7\u00d5ES A maior pequena orquestra do mundo The Moody Blues Days of Future Passed (7) In Search of the Lost Chord (9) On the Threshold of a Dream (8) To Our Children\u2019s Children\u2019s Children (7) A Question of Balance (7) Every Good Boy Deserves Favour (7) Seventh Sojourn (6) Deram\/Threshold, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[466,16,1483,10,146],"tags":[1496,1498,1497],"class_list":["post-5992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criticas-1998","category-progressivo","category-reedicoes","category-rock","category-rock-psicadelico","tag-moody-blues","tag-moody-blues-8the","tag-the-moody-blues"],"views":1163,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5992"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5994,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5992\/revisions\/5994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}