{"id":576,"date":"2009-06-13T13:33:04","date_gmt":"2009-06-13T20:33:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=576"},"modified":"2009-06-13T13:33:04","modified_gmt":"2009-06-13T20:33:04","slug":"jeff-greinke-over-ruins-moving-climates-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/06\/13\/jeff-greinke-over-ruins-moving-climates-conj\/","title":{"rendered":"Jeff Greinke &#8211; Over Ruins + Moving Climates (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>12.05.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nF\u00e1bulas G\u00f3ticas<br \/>\nPraticamente desconhecido, mesmo dos mais conhecedores da m\u00fasica progressiva dos anos 70, o nome dos Fuchsia conquistou, volvidas tr\u00eas d\u00e9cadas, o estatuto de culto, sendo a edi\u00e7\u00e3o original em vinil do seu \u00fanico \u00e1lbum uma raridade. \u201cFuchsia\u201d, editado em 1971, surge agora com uma capa cartonada e sem men\u00e7\u00e3o da editora. A grava\u00e7\u00e3o leva a fidelidade ao som original ao ponto de reproduzir os ru\u00eddos de um vinil j\u00e1 com algum uso\u2026 n\u00e3o, n\u00e3o se trata de qualquer figura de estilo de mais um disco chique de hip hop mas t\u00e3o s\u00f3 de uma transcri\u00e7\u00e3o de m\u00e1 qualidade. Passemos ent\u00e3o adiante, ficando apenas o registo da exist\u00eancia deste estranho objecto desenterrado de um passado esquecido?<br \/>\nSeria assim se \u201cFuchsia\u201d n\u00e3o fosse, como \u00e9, um daqueles \u00e1lbuns possuidores de um estranho fasc\u00ednio, como se transportasse consigo o perfume de algo realmente valioso. Os Fuchsia eram um sexteto ac\u00fastico onde pontificavam as vozes dos seus tr\u00eas elementos femininos, Janet Rogers, Vanessa Hall Smith (ambas tamb\u00e9m violinistas) e Madeleine Bland (que tamb\u00e9m tocava violoncelo, piano e \u00f3rg\u00e3o de pedais). Tr\u00eas rapazes encarregavam-se do formato normal guitarra-baixo-bateria, com Tony Durant, o guitarrista, tamb\u00e9m encarregado das partes vocais. Tocavam um folk-rock g\u00f3tico de tonalidades sombrias, e contavam hist\u00f3rias de assustar, com castelos perdidos na bruma, paix\u00f5es bizarras e seres sobrenaturais. Por vezes a m\u00fasica lembra os Comus, de \u201cFirst Utterance\u201d, noutras os Spirogyra, noutras ainda vem \u00e0 mem\u00f3ria o registo mais doce dos Tudor Lodge, dos Trader Horne e dos Storyteller, com o mesmo gosto pela f\u00e1bula surreal que Peter Gabriel encetou com os Genesis em \u201cFrom Genesis to Revelation\u201d. Pode ver-se nesta m\u00fasica (ou\u00e7a-se com aten\u00e7\u00e3o um tema como \u201cA tiny book\u201d, um cruzamento dos Kinks com folk e psicadelismo) uma antecipa\u00e7\u00e3o ing\u00e9nua de grupos como os Kula Shaker ou Gorky\u2019s Zygotic Mynci. Ou simplesmente um livro de hist\u00f3rias coberto de poeira para abrir e folhear com cuidado capaz de excitar a curiosidade do mel\u00f3mano-arque\u00f3logo. (Sem editora, import. Lojas Valentim de Carvalho, 7\/10).<\/p>\n<p>Sem estranheza de qualquer esp\u00e9cie, al\u00e9m do facto de ser albino, o guitarrista Johnny Winter dedicava-se em 1969, como se dedicou (ele e os eu irm\u00e3o Edgar Winter) durante toda a sua vida de m\u00fasico, aos \u201cblues\u201d. Mas como a \u00e9poca era de progressivismos, era de bom tom acrescentar-lhe qualquer designa\u00e7\u00e3o mais rebuscada do que a \u201csimples\u201d raiz da m\u00fasica negra e do rock \u2018n\u2019 roll. Johnny Winter chamou ent\u00e3o a um dos seus trabalhos, \u201cThe Progressive Blues Experiment\u201d, uma s\u00e9rie de blues el\u00e9ctricos da sua autoria (mas tamb\u00e9m vers\u00f5es, como \u201cIt\u2019s my own fault\u201d, de Muddy Waters), que acima de tudo deixavam bem vincadas as suas extraordin\u00e1rias qualidades de guitarrista. Por vezes excitante, sempre carregado de energia (1969 foi, de resto, um ano em que a m\u00fasica parecia querer explodir a cada instante\u2026), \u201cthe Progressive Blues Experience\u201d ficou como um bom exemplo de um movimento, o blues progressivo, que vingou sobretudo em Inglaterra (Graham Bond, Alexis Koner\u2026), onde atingiu o z\u00e9nite em dois \u00e1lbuns seminais de John Mayall: \u201cBare Wires\u201d e \u201cBlues from Laurel Canyon\u201d. (BGO, distri. Megam\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>J\u00e1 em plena decad\u00eancia do progressivo e com o punk a martelar em pleno, ainda havia gente, como os alem\u00e3es Frumpy, que acreditava que a salva\u00e7\u00e3o do rock estava em perder 10 minutos em cada faixa com solos de \u00f3rg\u00e3o ou de guitarra e na adapta\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de execu\u00e7\u00e3o sacadas \u00e0 m\u00fasica sinf\u00f3nica. \u201cFrumpy 2\u201d, de 1976, \u00e9 considerado o \u00e1lbum cl\u00e1ssico do grupo e h\u00e1 mesmo quem o inclua numa lista dos melhores de sempre do \u201ckrautrock\u201d (como os autores da enciclop\u00e9dia \u201cA Crack in the Cosmic Egg\u201d). Digamos que o \u201ckrautrock\u201d n\u00e3o sai propriamente dignificado com esta nomea\u00e7\u00e3o, nem os quatro longos temas que aqui correm numa cavalgada de solos conseguiram fazer com que os f\u00e3s dos Deep Purple ou dos Uriah Heep trocassem a adora\u00e7\u00e3o por estas bandas pelos Frumpy. H\u00e1 no entanto momentos de rock sinf\u00f3nico (ugh!) bem conseguidos e a voz rouca da vocalista Inga Rumpf (que ganhou alguma notoriedade na banda de que fez parte a seguir, os Atalntis) at\u00e9 conseguir\u00e1 eri\u00e7ar alguns p\u00ealos aos entusiastas do hard rock\u2026 (Repertoire, distri. Megam\u00fasica, 6\/10).<\/p>\n<p>E j\u00e1 que se falou em punk, concentremo-nos em \u201cHypnotised\u201d, segundo \u00e1lbum (1980) dos irlandeses The Undertones que, por acaso, nem eram punks mas uma banda do que ent\u00e3o se designava \u201cpower pop\u201d. A voz de Feargal Sharkey soava aqui t\u00e3o grande como o seu nariz e \u201cHypnotised\u201d est\u00e1 repleto de hinos aos rapazes e \u00e0s raparigas que contam as pequenas alegrias e dramas da vida nos sub\u00farbios em can\u00e7\u00f5es directas com melodias, por vezes, viciantes. Como \u201cMy Perfect Cousin\u201d, editado em single e que se tornou um sucesso de vendas, a tal que fala de Kevin, o primo \u201cperfeito\u201d da \u201cupper class\u201d, a quem a m\u00e3e ofereceu um sintetizador e, como brinde, os Human League para o ensinarem a tocar. (Dojo, import. Lojas Valentim de Carvalho, 7\/10).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/jeffgreinke_or_mc.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/jeffgreinke_or_mc.jpg\" alt=\"jeffgreinke_or_mc\" title=\"jeffgreinke_or_mc\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-577\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/jeffgreinke_or_mc.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/jeffgreinke_or_mc-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/jeffgreinke_or_mc-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/32596641\/Jeff_Greinke-Winter_Light-2007-AMRC.rar.html\" target=\"_blank\">LINK<\/a> (Winter Light &#8211; 2007)<\/p>\n<p>Fechemos este artigo com uma descida \u00e0 cave. Para ouvir o rugido que sai das profundezas da m\u00fasica de Jeff Greinke, compositor norte-americano int\u00e9rprete da vertente mais tel\u00farica da m\u00fasica electr\u00f3nica. Greinke aprendeu com os ensinamentos de Brian Eno, em \u201cOn Land\u201d, s\u00f3 que, em vez da superf\u00edcie, escolheu como local de medita\u00e7\u00e3o, os abismos do interior da terra. \u201cOver Ruins\u201d e \u201cMoving Climates\u201d (agora juntos no mesmo CD) pertencem \u00e0 sua discografia dos anos 80, tendo sido editados antes, respectivamente em 1985 e 1986, apenas em cassete. O que significa que est\u00e3o mais pr\u00f3ximos das texturas densas de \u201cTrimbal Planes\u201d do que da clonagem das paisagens do quarto mundo de Jon Hassell de \u201cBig Weather\u201d. Aqui os sintetizadores de Jeff Greinke eram ainda feitos de pedra, electricidade e lava, fazendo estremecer o solo como os passos de um gigantesco dinossauro. O lado nocturno da m\u00fasica de Steve Roach. (Raum 312, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8\/10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.05.2000 Reedi\u00e7\u00f5es F\u00e1bulas G\u00f3ticas Praticamente desconhecido, mesmo dos mais conhecedores da m\u00fasica progressiva dos anos 70, o nome dos Fuchsia conquistou, volvidas tr\u00eas d\u00e9cadas, o estatuto de culto, sendo a edi\u00e7\u00e3o original em vinil do seu \u00fanico \u00e1lbum uma raridade. \u201cFuchsia\u201d, editado em 1971, surge agora com uma capa cartonada e sem men\u00e7\u00e3o da editora. 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