{"id":5598,"date":"2017-03-17T09:36:54","date_gmt":"2017-03-17T16:36:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5598"},"modified":"2017-03-17T09:36:54","modified_gmt":"2017-03-17T16:36:54","slug":"kathryn-tickell-a-mais-bela-colheita-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/03\/17\/kathryn-tickell-a-mais-bela-colheita-entrevista\/","title":{"rendered":"Kathryn Tickell &#8211; &#8220;A Mais Bela Colheita&#8221; &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>Sons<\/p>\n<p>29 Agosto 1997<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>A mais bela colheita<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5599\" rel=\"attachment wp-att-5599\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/kt.jpg\" alt=\"kt\" width=\"500\" height=\"335\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5599\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/kt.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/kt-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/kt-100x67.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p><strong>Para Kathryn Tickell, o borracho da gaita-de-foles de Northumbria, s\u00e3o importantes o \u201cfeeling\u201d, o respeito e o di\u00e1logo com os tocadores mais velhos, mas tamb\u00e9m que aos mais jovens sejam dados a oportunidade e os meios para poderem singrar como m\u00fasicos. O seu novo \u00e1lbum, \u201cThe Gathering\u201d, \u00e9 um dos estoiros do ano. Mesmo \u201csem um acorde\u00e3o \u00e0 vista\u201d, numa alus\u00e3o \u00e0 sa\u00edda do grupo de Karen Tweed.<\/strong><\/p>\n<p>Kathryn Tickell, que j\u00e1 actuou, h\u00e1 uns anos, em Portugal, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, junta a fotogenia e o talento, como tocadora de gaita-de-foles e violino, com uma genu\u00edna preocupa\u00e7\u00e3o com o que se passa, a n\u00edvel do ensino de m\u00fasica, em Inglaterra. Falou ao P\u00daBLICO dessas preocupa\u00e7\u00f5es e do seu \u00e1lbum mais recente. \u201cThe Gathering\u201d, que considera ser o seu melhor de sempre. Em mat\u00e9ria do gostos pessoais, as suas prefer\u00eancias v\u00e3o para a m\u00fasica da Escandin\u00e1via.<br \/>\nP\u00daBLICO \u2013 Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre as \u201cuillean pipes\u201d e as \u201cNorthumbrian small pipes\u201d?<br \/>\nKATHRYN TICKELL \u2013 Ambas usam o mesmo tipo de fole, em volta da cintura e pressionado com o cotovelo para empurrar o ar em vez de se soprar com a boca. Mas as ponteiras s\u00e3o bastante diferentes, por isso o som tamb\u00e9m \u00e9 diferente. As \u201cNorthumbrian pipes\u201d soam muito puras e precisas. As \u201cuillean pipes\u201d t\u00eam um som mais selvagem.<br \/>\nP. \u2013 N\u00e3o \u00e9 muito vulgar encontrar executantes que juntem a gaita-de-foles e violino, como \u00e9 o seu caso\u2026<br \/>\nR. \u2013 Na regi\u00e3o de onde venho, a Northumbria, era comum entre os executantes mais velhos esta combina\u00e7\u00e3o. Suponho que o violino era usado mais para as dan\u00e7as e as \u201cpipes\u201d para os solos. Aprendi a tocar estes dois instrumentos aos 9 anos, em parte porque era normal na minha fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m porque era essa a minha vontade.<br \/>\nP. \u2013 H\u00e1 quem diga que a m\u00fasica que faz actualmente perdeu uma parte de energia, com a sa\u00edda de Karen Tweed, a acordeonista. Ela era assim t\u00e3o importante no grupo?<br \/>\nR. \u2013 Antes de Karen Tweed, havia outro tocador de acorde\u00e3o na banda que tamb\u00e9m era muito bom. O acorde\u00e3o \u00e9 um instrumento dominante e, obviamente, quando se tem um grupo de quatro elementos e esse instrumento desaparece, sente-se a sua falta. A nossa m\u00fasica tinha mesmo que mudar depois da sa\u00edda de Karen. Agora \u00e9 mais subtil, tem mais espa\u00e7o. Mantivemos apenas um par de temas do report\u00f3rio do acorde\u00e3o e, mesmo estes, foram completamente rearranjados para se adaptarem ao trio. Nos festivais ou n os concertos maiores gostaria de aumentar o trio com mais um instrumento, talvez o acorde\u00e3o, outra vez, ou outro qualquer, para trazer de volta o som da \u201cbig band\u201d. Mas Ian e Neil gostam mais do novo formato, sentem-se mais livres. Devo dizer que me sinto bastante feliz com \u201cThe Gathering\u201d, que considero ser, de longe, o meu melhor \u00e1lbum. E sem nenhum acorde\u00e3o \u00e0 vista! Karen era de tal forma boa que seria dif\u00edcil encontrar outro acordeonista para a substituir. Por isso decidimos que esta seria a melhor estrat\u00e9gia, evoluirmos para um \u201cfeeling\u201d diferente.<br \/>\nP. \u2013 Num instrumental como \u201cReal blues reel\u201d, faz um dueto de extrema complexidade com a harm\u00f3nica de Brendan Power. O que \u00e9 mais importante para si, a velocidade, a capacidade de introspec\u00e7\u00e3o, a for\u00e7a, a emo\u00e7\u00e3o?&#8230;<br \/>\nR. \u2013 O \u201cfeeling\u201d. \u00c9 claro que a t\u00e9cnica tamb\u00e9m me impressiona, mas os meus m\u00fasicos preferidos, os que mais me inspiraram, s\u00e3o aqueles que tocam as minhas emo\u00e7\u00f5es.<br \/>\nP. \u2013 Numa entrevista publicada na edi\u00e7\u00e3o de Junho da \u201cFolkroots\u201d demonstra um grande interesse pelos m\u00fasicos mais novos, referindo-se ao seu envolvimento no \u201cshow\u201d da BBC Bright Young Things e a uma tal Tyne &#038; Wear Foundation.<br \/>\nR. \u2013 No ano passado fiz, de facto, uma s\u00e9rie de programas de r\u00e1dio para a BBC onde apresentei alguns jovens m\u00fasicos. A resposta do p\u00fablico foi boa, por isso deram-me mais uma s\u00e9rie, \u00e0 qual mudei, entretanto, o t\u00edtulo. H\u00e1 m\u00fasicos tradicionais de excelente qualidade em Inglaterra que n\u00e3o est\u00e3o a ter o reconhecimento que merecem. Sempre que tenho oportunidade, dou-lhes um empurr\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Tyne &#038; Wear Foundation, \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o de caridade, com a qual montei, em Mar\u00e7o passado, um \u201cfundo para os jovens m\u00fasicos\u201d, cujo objectivo \u00e9 ajudar esses mesmos m\u00fasicos no Nordeste de Inglaterra, regi\u00e3o onde as taxas de desemprego s\u00e3o muito elevadas. Aprendi a tocar violino na escola, como parte da minha educa\u00e7\u00e3o. Presentemente, devido aos enormes cortes governamentais nesta \u00e1rea, chegou-se a uma situa\u00e7\u00e3o em que as crian\u00e7as s\u00f3 podem aprender a tocar um instrumento se os pais tiverem posses para pagar. E muitos n\u00e3o t\u00eam. O fundo tenta arranjar dinheiro para pagar li\u00e7\u00f5es, coisas deste tipo, \u00e0s crian\u00e7as.<br \/>\nP. \u2013 Tem alguns planos para editar o material que gravou com dois m\u00fasicos lend\u00e1rios de Northumbria, Will Atkinson e Willie Taylor?<br \/>\nR. \u2013 Will Atkinson, um tocador de harm\u00f3nica, foi dos tais m\u00fasicos que mais me influenciaram, assim como o violinista Willie Taylor. Willie n\u00e3o \u00e9 brilhante, em termos t\u00e9cnicos, mas adoro o seu \u201cdrive\u201d e o seu ritmo. D\u00e1-nos uma vontade irresist\u00edvel de dan\u00e7ar. Al\u00e9m de que tem um \u201cfeeling\u201d fant\u00e1stico nos \u201cslow airs\u201d. Infelizmente n\u00e3o temos muita m\u00fasica gravada, os tr\u00eas. Eu e Willie toc\u00e1mos algumas coisas, no ano passado, que gravei. Ele tem 81 anos e o seu som est\u00e1 a tornar-se um bocado arranhado e a sua mem\u00f3ria j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era, mas quando consegue \u201carrancar\u201d ainda \u00e9 fabuloso! Adoraria editar este material num \u00e1lbum. Sei que n\u00e3o venderia milh\u00f5es, mas isso n\u00e3o \u00e9 importante. No que diz respeito a Will, est\u00e1 com 89 anos, e forte como nunca!&#8230;<br \/>\nP. \u2013 Vai tocar com o saxofonista de jazz John Surman no Stockton Riverside Festival, j\u00e1 no pr\u00f3ximo m\u00eas. Como se est\u00e1 a sentir?<br \/>\nR. \u2013 Excitada. Apavorada, mas excitada!&#8230;<br \/>\nP. \u2013 E em que ponto se encontra outro projecto seu, com Sting e Jimmy Nail, a favor da Rainforest Foundation?<br \/>\nR. \u2013 Esse \u00e9 mesmo um estranho trio! Grav\u00e1mos um tema tradicional de Northumbria, \u201cThe waters of Tyne\u201d, para um \u00e1lbum. Tamb\u00e9m o toc\u00e1mos ao vivo num concerto de caridade no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Sting e Jimmy Nail s\u00e3o de Newcastle, onde eu vivo, e interessam-se ambos pela m\u00fasica tradicional.<br \/>\nP. \u2013 Qual \u00e9 o seu \u201ctop\u201d de prefer\u00eancias discogr\u00e1ficas actual?<br \/>\nR. \u2013 \u201cSong for Everyone\u201d, de Jan Garbarek, Shankar e Zakir Hussain, tem sido um dos meus discos favoritos nos \u00faltimos anos. Os restantes variam de dia para dia. De momento escolho: 2) \u201cFrifot\u201d, de M\u04e7ller, Willemark e Gudmunsson [N. R. \u2013 Fica a d\u00favida se Kathryn se estaria a referir-se ao novo \u201cJ\u00e4rven\u201d, dos Frifot]. Adoro m\u00fasica de violino sueca. 3) Martin Hayes, com \u201cUnder the Moon\u201d. 4) Tenores de Bitti, \u201cIntonos\u201d. 5) Em princ\u00edpio, escolheria o \u00e1lbum de Ola B\u00e4ckstr\u04e7m, \u201cOla Backstrom\u201d, mas Ian acabou de me oferecer uma c\u00f3pia do novo dos Swap, \u201cSwap\u201d, com ele na guitarra, Karen Tweed no acorde\u00e3o e Ola B\u00e4ckstr\u04e7m e Carina Normansson nos violinos. \u00c9 uma maravilha.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HiuMwskhsGk\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons 29 Agosto 1997 A mais bela colheita Para Kathryn Tickell, o borracho da gaita-de-foles de Northumbria, s\u00e3o importantes o \u201cfeeling\u201d, o respeito e o di\u00e1logo com os tocadores mais velhos, mas tamb\u00e9m que aos mais jovens sejam dados a oportunidade e os meios para poderem singrar como m\u00fasicos. 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