{"id":5474,"date":"2017-02-07T12:07:02","date_gmt":"2017-02-07T19:07:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5474"},"modified":"2017-02-07T12:07:02","modified_gmt":"2017-02-07T19:07:02","slug":"varttina-kokko","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/02\/07\/varttina-kokko\/","title":{"rendered":"Varttina &#8211; &#8220;Kokko&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>POP ROCK<\/p>\n<p>15 Janeiro 1997<br \/>\nworld<\/p>\n<p><strong>Mulheres de armas<\/p>\n<p>V\u04d2RTTIN\u04d2<br \/>\nKokko (7)<br \/>\nElektra Nonesuch, distri. Warner Music<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5475\" rel=\"attachment wp-att-5475\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/varttina-300x264.jpg\" alt=\"varttina\" width=\"300\" height=\"264\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5475\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/varttina-300x264.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/varttina-100x88.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/varttina.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>O cr\u00edtico da \u201cFolk Roots\u201d n\u00e3o gostou de \u201cKokko\u201d, despachando o disco com o argumento de que a sua m\u00fasica j\u00e1 n\u00e3o se dirige aos leitores da revista. Tal excomunh\u00e3o tem, em parte, raz\u00e3o de ser. \u00c0 semelhan\u00e7a do que aconteceu aos suecos Hedningarna, as V\u00e4rttin\u00e4 ascenderam progressivamente de tranquilo grupo nacional, ou mesmo regional, no caso das finlandesas, a atrac\u00e7\u00e3o internacional. A este alargamento da esfera de influ\u00eancia correspondeu, em ambos os grupos, um realinhamento dos respectivos projectos est\u00e9ticos originais. Tanto o \u00e1lbum de estreia dos Hedningarna, como o das V\u00e4rttin\u00e4, \u201cMusta Lindu\u201d, s\u00e3o abordagens convencionais \u00e0 m\u00fasica tradicional, contendo embora, sobretudo no caso dos suecos, as sementes do que viria a seguir.<br \/>\nQuando \u201cKaksi!\u201d, dos Hedningarna, e \u201cOi Dai\u201d e, sobretudo, \u201cSeleniko\u201d, das V\u00e4rttin\u00e4, explodem na cena internacional, orgulhosos da inova\u00e7\u00e3o da das suas propostas, isso corresponde a um ponto de equil\u00edbrio que, a partir da\u00ed, ser\u00e1 dif\u00edcil de gerir. A entrada num mercado que, a n\u00edvel de projectos mais comerciais, se pauta cada vez mais pela uniformiza\u00e7\u00e3o dessa quase aberra\u00e7\u00e3o em que se tornou hoje o termo \u201cworld music\u201d, determinou o reajustamento das facetas mais regionais e espec\u00edficas da m\u00fasica, a regras de produ\u00e7\u00e3o que passam, em primeiro lugar, pela normaliza\u00e7\u00e3o da faceta r\u00edtmica, de modo a fazer chegar mais facilmente e mais longe a m\u00fasica dos \u201cgrupos de sucesso\u201d aos ouvidos do consumidor de \u201cworld\u201d. Mas se no caso dos Hedningarna esta \u201cdesvirtua\u00e7\u00e3o\u201d corresponde, afinal, a linhas de for\u00e7a que j\u00e1 estavam, desde o in\u00edcio, impl\u00edcitas na evolu\u00e7\u00e3o do grupo, no caso das V\u00e4rttin\u00e4, isso correspondeu, de facto, a uma simplifica\u00e7\u00e3o e empobrecimento do projecto inicial. \u201cAitara\u201d, o \u00e1lbum anterior, era j\u00e1 um \u00e1lbum de popfolk sofisticada, em que a beleza das melodias e as intoc\u00e1veis capacidades vocais do grupo compensavam a aus\u00eancia de uma leitura da tradi\u00e7\u00e3o mais aprofundada. \u201cKokko\u201d continua pelo mesmo caminho, abrindo \u00e0s V\u00e4rttin\u00e4 uma fatia ainda mais alargada do mercado mas, provavelmente, deixando pelo caminho alguns dos seus apoiantes da primeira hora.<br \/>\nRitmicamente previs\u00edvel, para n\u00e3o dizer mec\u00e2nico (\u00e9 preciso esperar at\u00e9 ao \u00faltimo tempo para se deparar com a honrosa excep\u00e7\u00e3o, na maravilhosa polifonia de \u201cEmoni ennen\u201d), \u201cKokko\u201d joga ainda na sedu\u00e7\u00e3o e autenticidade das vozes como \u00faltimo recurso para manter a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 obra do passado, mas \u00e9 \u00f3bvio que foi pensado e feito para ser mais facilmente diger\u00edvel e arrumado nas gavetas da \u201cworld\u201d sem fronteiras. Boa sorte para elas e volte-se a aten\u00e7\u00e3o para os novos (e alguns antigos mas, por enquanto, desconhecidos no resto na Europa) grupos da cena escandinava, como Garmarna, Hoven Droven, Den Fule, Troka, Tallari, Loituma, Norrlatar, Niekku, Ottopasuuna, Sirmakka, JPP ou Pirnales, para se encontrar renovados motivos de fasc\u00ednio e descoberta. J\u00e1 agora, compare-se com o \u00e1lbum das duas irm\u00e3s do grupo, Sari e Mari Kaasinen, criticado algures nesta mesma p\u00e1gina\u2026 .<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BcBAIl_tSnM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POP ROCK 15 Janeiro 1997 world Mulheres de armas V\u04d2RTTIN\u04d2 Kokko (7) Elektra Nonesuch, distri. 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