{"id":536,"date":"2009-06-05T05:31:09","date_gmt":"2009-06-05T12:31:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=536"},"modified":"2009-06-05T05:31:09","modified_gmt":"2009-06-05T12:31:09","slug":"negativland-escape-from-noise-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/06\/05\/negativland-escape-from-noise-conj\/","title":{"rendered":"Negativland &#8211; Escape From Noise (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>22.09.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nE agora, algo completamente igual\u2026<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/negativland_escapefromnoise.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/negativland_escapefromnoise.jpg\" alt=\"negativland_escapefromnoise\" title=\"negativland_escapefromnoise\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-537\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/negativland_escapefromnoise.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/negativland_escapefromnoise-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/negativland_escapefromnoise-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=6XEJTAMD\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Chegou finalmente a reedi\u00e7\u00e3o por que todos ansiavam, a come\u00e7ar pelas donas de casa. Sim! O \u00e1lbum de 1987 dos Negativland, \u201cEscape from noise\u201d, \u00e9 uma pe\u00e7a fundamental do lar. Mas agora h\u00e1 motivos de sobra para nos regozijarmos com esta nova reedi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que se trata, nem mais nem menos do que uma \u201cexactomasteriza\u00e7\u00e3o\u201d, como vem anunciado na embalagem de forma exuberante. A \u00fanica e inconfund\u00edvel masteriza\u00e7\u00e3o que deixa tudo exactamente como estava. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 temas extra, o som n\u00e3o sofreu qualquer melhoramento ou modifica\u00e7\u00e3o e apenas a gravura da capa \u00e9 agora uma amplia\u00e7\u00e3o da que vinha na anterior reedi\u00e7\u00e3o pela Cuneiform. A outra mudan\u00e7a, como o grupo faz quest\u00e3o de notar, \u00e9 o desaparecimento, entretanto, da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que servia de mote ao tema \u201cTime Zones\u201d.<br \/>\n\u00c9 mais um dos m\u00faltiplos truques que os Negativland costumam usar para fintar a ind\u00fastria, mas n\u00e3o \u00e9 por isso que \u201cEscape from Noise\u201d v\u00ea diminu\u00edda a sua condi\u00e7\u00e3o de obra fundamental dos anos 80, com continua\u00e7\u00e3o \u00e0 altura nos anos seguintes em trabalhos como \u201cFree\u201d ou \u201cDisepsip\u201d.<br \/>\n\u00c1lbum de colagens, de sons ca\u00eddos em desgra\u00e7a e melodias em estado de gra\u00e7a, \u201cEscape From Noise\u201d \u00e9 um manifesto contra a paran\u00f3ia americana, contra a paran\u00f3ia internacional, contra a paran\u00f3ia individual. O \u00e1lbum \u00e9 todo ele, de resto, uma paran\u00f3ia. A cr\u00edtica \u00e9 feroz, o ataque ao \u201cmainstream\u201d \u2013 no tema \u201cMichael Jackson\u201d, simples enuncia\u00e7\u00e3o de nomes presentes regularmente nas \u201ccharts\u201d norte-americanas completada com a frase que d\u00e1 t\u00f3tilo ao \u00e1lbum, \u201cH\u00e1 alguma forma de escapar ao ru\u00eddo?\u201d \u2013 mort\u00edfero. \u201cThe Playboy Channel\u201d, \u201cStress in marriage\u201d, \u201cMethods of torture\u201d, \u201cCar Bomb\u201d, dissecam a loucura, cospem na sopa e fazem literalmente explodir bombas na sala de estar do conformismo. E \u201cChristianity is Stupid\u201d, claro, que serviu de base a um dos mais geniais embustes da hist\u00f3ria da pop atrav\u00e9s do qual os Negativland cobriram de rid\u00edculo toda a rede dos \u201cmedia\u201d dos Estados Unidos, hist\u00f3ria que o grupo daria a conhecer em pormenor no \u00e1lbum seguinte, \u201cHelter Stupid\u201d. Experimentalismo e humor unem-se a uma excentricidade iluminada neste \u00e1lbum quenos anos 80 deu um novo sentido \u00e0 palavra s\u00edntese, servindo de manual de guerrilha a toda uma gera\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos mais novos para os quais a m\u00fasica pop \u00e9 um fato demasiado apertado. Colaboram em \u201cEscape from Noise\u201d, outros mutantes como os Residents, Jello Biafra (dos Dead Kennedys), Steve Fisk, Fred Frith, Jerry Garcia (o guru, j\u00e1 falecido, dos Grateful Dead), Henry Kaiser, Mark Mothersborough (dos Devo), Tom Herman (dos Pere Ubu) e Alexander Hacke (dos Einsturzende Neubauten). Hoje, como ontem, \u00e9 dif\u00edcil escapar ao ru\u00eddo. Mas enquanto n\u00e3o \u00e9 descoberta a f\u00f3rmula definitiva para eliminar a polui\u00e7\u00e3o, auscultadores nos ouvidos e volume no m\u00e1ximo, at\u00e9 rebentarem os t\u00edmpanos com \u201cEscape from Noise\u201d! A surdez \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o final. Se ainda n\u00e3o tem, compre j\u00e1! (Seeland, distri. Ananana, 10\/10).<\/p>\n<p>\u201cPioneers who got Scalped\u201d \u00e9 uma antologia bastante completa dos Devo, os andr\u00f3ides de Akron que se metamorfosearam em batatas, usavam abat-jours na cabe\u00e7a, defendiam a teoria de de-evolu\u00e7\u00e3o e, a brincar, iravolta na pop electr\u00f3nica. Dos 50 temas retirados de toda a sua discografia fazem ainda parte, al\u00e9m de remisturas, ver~soes alternativas, incluindo as gravadas pelo projecto Booji Boy, que viria a dar origem aos Devo, como \u201cJocko Homo\u201d e \u201cmongoloid\u201d. Excelente, divertido e uma boa aposta para surpreender nas festas mutantes deste Outouno. (ed. e distri. Warner Music, 8\/10).<\/p>\n<p>Haver\u00e1 quem ainda se lembra de \u201cD\u00e9j\u00e0 Vu\u201d, o \u00e1lbum resultante da jun\u00e7\u00e3o do trio David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash \u2013 que j\u00e1 gravara antes \u201cCrosby, Stills &#038; Nash\u201d \u2013 com Neil Young, vindo dos Buffalo Springfield. As harmonias vocais que ficaram como imagem de marca tornaram-se mais ricas mas a excessiva preocupa\u00e7\u00e3o em dividir a composi\u00e7\u00e3o em partes iguais pelos quatro n\u00e3o resultou numa melhoria sens\u00edvel em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum anterior, apesar da cr\u00edtica o considerar um dos cl\u00e1ssicos da \u201ccountry pop\u201d dos anos 70. Mas can\u00e7\u00f5es como \u201cHelpless\u201d, \u201cD\u00e9j\u00e1 Vu\u201d e \u201cOur House\u201d ilustram de forma m\u00e1gica a \u00e9poca dourada do p\u00f3s-psicadelismo americano: \u201ccool\u201d, mel\u00f3dica e mais interessada nas emo\u00e7\u00f5es veiculadas numa can\u00e7\u00e3o do que nos golpes de experimentalismo \u00e1cida dos sons e da mente\u2026 (Atlantic, import. Lojas Valentim de Carvalho, 7\/10).<\/p>\n<p>Que foi que fez, e de que maneira, Eric Burdon, um dos profetas do psicadelismo na sua vers\u00e3o \u201cbad trip\u201d, que explorou de forma quase demencial, antes de se lan\u00e7ar nos barcos do \u201cfunk\u201d com o grupo \u201cWar\u201d. Mas os The Animals eram, nos anos 60, animais selvagens e o \u00e1cido corria-lhes nas veias. \u201cWinds of Change\u201d, do ano de gra\u00e7a de 1967, \u00e9 um cl\u00e1ssico do psicadelismo de tonalidades carregadas. Burdon pulverizava-se em m\u00e1scaras vocais. \u201cSitars\u201d, vibrafones, guitarras tripantes e toda a esp\u00e9cie de distors\u00f5es de est\u00fadio criam um mundo de sombras onde at\u00e9 as letras s\u00e3o \u201cviagens\u201d com as quais \u00e9 preciso saber lidar. A vers\u00e3o de \u201cPaint it black\u201d, dos Stones, faz assim sentido num \u00e1bum que em pleno \u201cVer\u00e3o do Amor\u201d atirava \u00e0 cara dos \u201chippies\u201d temas como \u201cThe black plague\u201d, \u201cHotel hell\u201d e \u201cIt\u00b4s all meat\u201d, este \u00faltimo uma apologia do sexo enquanto tr\u00e1fico de carne capaz de fazer estremecer as doutrinas do \u201cflower power\u201d. E \u201cSan Francisco nights\u201d \u00e9 um voo planante e uma extraordin\u00e1ria can\u00e7\u00e3o pop que voa t\u00e3o alto como \u201c8 miles high\u201d dos Byrds\u2026 (Polydor, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8\/10).<\/p>\n<p>Entre as bandas do progressivo que se gabavan de lidar com o diabo, os Black Widow rivalizavam com os Black Sabbath, tendo em Jim Gannon o seu antipapa do oculto. \u201cCome to the sabbat\u201d, inclu\u00eddo no primeiro e melhor \u00e1lbum da banda, chegou a ser um hit mas ao terceiro \u00e1lbum, \u201cBlack Widow III\u201d (1971), j\u00e1 sem Gannon e com uma forma\u00e7\u00e3o descaracterizada, o grupo afadigava-se em alinhar riffs onde o saxofone, a flaita e os teclados n\u00e3o necessitavam j\u00e1 de qualquer exorcismo para poderem ser ouvidos por qualquer bom crist\u00e3o (Repertoire, import. Fnac, 6\/10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>22.09.2000 Reedi\u00e7\u00f5es E agora, algo completamente igual\u2026 LINK Chegou finalmente a reedi\u00e7\u00e3o por que todos ansiavam, a come\u00e7ar pelas donas de casa. Sim! 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